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quarta-feira, setembro 30, 2009

CANÇÃO DO EXÍLIO

Este bimestre trabahei um Projeto muito interessante com os meus alunos das 7ª séries: "Paródias, Paráfrases, Intertextualidade e afins: (re)visitando a "Canção do Exílio - de Gonçalves Dias aos nossos dias".

CANÇÃO DO EXÍLIO

1846


Gonçalves Dias


Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas tem mais flores,
Nossos bosques tem mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar - sozinho, à noite -
Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;

Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

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Fonte: http://www.mundocultural.com.br/index.asp?url=http://www.mundocultural.com.br/literatura1/romantismo/gdias.htm

CANÇÃO DO EXÍLIO

1859



Casimiro de Abreu



Se eu tenho de morrer na flor dos anos
Meu Deus! não seja já;
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,
Cantar o sabiá!
Meu Deus, eu sinto e tu bem vês que eu morro
Respirando este ar;
Faz que eu viva, Senhor! dá-me de novo
Os gozos do meu lar!

O país estrangeiro mais belezas
Do que a pátria não tem;
E este mundo não vale um só dos beijos
Tão doces duma mãe!

Dá-me os sítios gentis onde eu brincava
Lá na quadra infantil;
Dá que eu veja uma vez o céu da pátria,
O céu do meu Brasil!

Se eu tenho de morrer na flor dos anos
Meu Deus! não seja já!
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,
Cantar o sabiá!

Quero ver esse céu da minha terra
Tão lindo e tão azul!
E a nuvem cor-de-rosa que passava
Correndo lá do sul!

Quero dormir à sombra dos coqueiros,
As folhas por dossel;
E ver se apanho a borboleta branca,
Que voa no vergel!

Quero sentar-me à beira do riacho
Das tardes ao cair,
E sozinho cismando no crepúsculo
Os sonhos do porvir!

Se eu tenho de morrer na flor dos anos,
Meu Deus! não seja já;
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,
A voz do sabiá!

Quero morrer cercado dos perfumes
Dum clima tropical,
E sentir, expirando, as harmonias
Do meu berço natal!

Minha campa será entre as mangueiras,
Banhada do luar,
E eu contente dormirei tranqüilo
À sombra do meu lar!
As cachoeiras chorarão sentidas
Porque cedo morri,
E eu sonho no sepulcro os meus amores
Na terra onde nasci!

Se eu tenho de morrer na flor dos anos,
Meu Deus! não seja já;
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,
Cantar o sabiá!


________________
Fonte: http://www.mundocultural.com.br/index.asp?url=http://www.mundocultural.com.br/literatura1/romantismo/casimiro.htm
 
 
HINO NACIONAL BRASILEIRO
 
1909
 
 
Osório Duque Estrada

(trecho)

Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" no teu seio "mais amores".

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CANTO DE REGRESSO À PÁTRIA

1925



Oswald de Andrade

Minha terra tem palmares
Onde gorjeia o mar
Os passarinhos daqui
Não cantam como os de lá
Minha terra tem mais rosas
E quase tem mais amores
Minha terra tem mais ouro
Minha terra tem mais terra
Ouro terra amor e rosas
Eu quero tudo de lá
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte pra São Paulo
Sem que eu veja a rua 15
E o progresso de São Paulo

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Fonte: http://recantodaspalavras.wordpress.com/2008/04/05/cancao-do-exilio-e-outras-versoes/

CANÇÃO DO EXÍLIO 
 
1930 
 

 
Murilo Mendes


Minha terra tem macieiras das Califórnia
onde cantam gaturamos de Veneza.
Os poetas da minha terra
são pretos que vivem em torres de ametista,
os sargentos do exército são monistas, cubistas,
os filósofos são polacos vendendo a prestações.
A gente não pode dormir
com os oradores e os pernilongos.
Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda.
Eu morro sufocado em terra estrangeira.
Nossas flores são mais bonitas
nossas frutas mais gostosas
mas custam cem mil réis a dúzia.
Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade
e ouvir um sabiá com certidão de idade!

___________________

NOVA CANÇÃO DO EXÍLIO

1945



Carlos Drummond de Andrade


Um sabiá
na palmeira, longe.
Estas aves cantam
um outro canto.

O céu cintila
sobre flores úmidas.
Vozes na mata,
e o maior amor.

Só, na noite,
seria feliz:
um sabiá,
na palmeira, longe.

Onde é tudo belo
e fantástico,
só, na noite,
seria feliz.
(Um sabiá,
na palmeira, longe.)

Ainda um grito de vida e
voltar
para onde tudo é belo
e fantástico:
a palmeira, o sabiá,
o longe.

____________

UMA CANÇÃO



1962



Mario Quintana



Minha terra não tem palmeiras …
E em vez de um mero sabiá,
Cantam aves invisíveis
Nas palmeiras que não há.

Minha terra tem refúgios,
Cada qual com a sua hora
Nos mais diversos instantes …
Mas onde o instante de agora?

Mas a palavra “onde”?
Terra ingrata, ingrato filho,
Sob os céus de minha terra
Eu canto a Canção do Exílio.


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Fonte: http://recantodaspalavras.wordpress.com/2008/04/05/cancao-do-exilio-e-outras-versoes/


CANÇÃO DO EXÍLIO FACILITADA


1973


José Paulo Paes





lá?
ah!
sabiá...
papá...
maná...
sofá...
sinhá...
cá?
bah!


CANÇÃO DO EXÍLIO ÀS AVESSAS

1992


Jô Soares


Minha Dinda tem cascatas
Onde canta o curió
Não permita Deus que eu tenha
De voltar pra Maceió.

Minha Dinda tem coqueiros
Da ilha de Marajó
As aves, aqui, gorjeiam
não fazem cocoricó.

O meu céu tem mais estrelas
Minha várzea tem mais cores.
Este bosque reduzido
Deve ter custado horrores.

E depois de tanta planta,
Orquídea, fruta e cipó
Não permita Deus que eu tenha
De voltar pra Maceió.

Minha Dinda tem piscina,
Heliporto e tem jardim
Feito pelas Brasil’s Garden
Não foram pagos por mim.

Em cismar sozinho à noite
Sem gravata e paletó
Olho aquelas cachoeiras
Onde canta o curió.

No meio daquelas plantas
Eu jamais me sinto só.
Não permita Deus que eu tenha
de voltar pra Maceió.

Pois no meu jardim tem lago
Onde canta o curió
E as aves que lá gorjeiam
São tão pobres que dão dó.

Minha Dinda tem primores
de floresta tropical
Tudo ali foi transplantado
Nem parece natural

Olho a jabuticabeira
Dos tempos da minha avó.
não permita Deus que eu tenha
de voltar pra Maceió.

Até os lagos das carpas
São de água mineral.
Da janela do meu quarto
Redescubro o Pantanal

Também adoro as palmeiras
Onde canta o curió
Não permita Deus que eu tenha
De voltar pra Maceió.

Finalmente, aqui na Dinda,
Sou tratado a pão-de-ló
Só faltava envolver tudo
Numa nuvem de ouro em pó.

E depois de ser cuidado
Pelo PC com xodó,
não permita Deus que eu tenha
de voltar pra Maceió.


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SABIÁ



Chico Buarque & Tom Jobim

Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Para o meu lugar
Foi lá e é ainda lá
Que eu hei de ouvir cantar
Uma sabiá

Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Vou deitar à sombra
De uma palmeira
Que já não há
Colher a flor
Que já não dá
E algum amor
Talvez possa espantar
As noites que eu não queria
E anunciar o dia

Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Não vai ser em vão
Que fiz tantos planos
De me enganar
Como fiz enganos
De me encontrar
Como fiz estradas
De me perder
Fiz de tudo e nada
De te esquecer

Vou volltar
Sei que ainda vou voltar
Para o meu lugar
Foi lá e é ainda lá
Que eu hei de ouvir cantar
Uma sabiá

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Fonte: http://recantodaspalavras.wordpress.com/2008/04/05/cancao-do-exilio-e-outras-versoes/

JOGOS FLORAIS

1985



Antonio Carlos de Brito (Cacaso)


Jogos Florais I

Minha terra tem palmeiras
onde canta o tico-tico
Enquanto isso o sabiá
vive comendo o meu fubá

Ficou moderno o Brasil
ficou moderno o milagre
a água já não vira vinha
vira direto vinagre

Jogos Florais II

Minha terra tem palmares
memória cala-te já
Peço licença poética
Belém capital Pará

Bem, meus prezados senhores
dado o avanço da hora
errata e efeitos do vinho
o poeta sai de fininho.

(será mesmo com esses dois esses
que se escreve paçarinho?)


___________________
Fonte: http://www.algumapoesia.com.br/poesia2/poesianet174.htm


NOVA CANÇÃO DO EXÍLIO

2000



Ferreira Gullar

Para Cláudia

Minha amada tem palmeiras
Onde cantam passarinhos
e as aves que ali gorjeiam
em seus seios fazem ninhos

Ao brincarmos sós à noite
nem me dou conta de mim:
seu corpo branco na noite
luze mais do que o jasmim

Minha amada tem palmeiras
tem regatos tem cascata
e as aves que ali gorjeiam
são como flautas de prata

Não permita Deus que eu viva
perdido noutros caminhos
sem gozar das alegrias
que se escondem em seus carinhos
sem me perder nas palmeiras
onde cantam os passarinhos


___________________


CANÇÃO DO EXÍLIO



Silvana Maria Moreli

Se eu pudesse cantar o meu país e,
Se para isso Deus tivesse me provido do dom da poesia,
Da música, da voz...
Com certeza eu entoaria uma melodia
Que enaltecesse suas belezas naturais,
Sua fauna, sua flora, sua gente, suas diferenças culturais.

Cantaria o clima tropical, as matas, as florestas,
As praias, as montanhas, o turismo;
A beleza da mulher brasileira, seu exotismo;
O povo que improvisa, o folclore e as festas;
A maneira peculiar de se falar a mesma língua
De forma tão diferente...
Ah! O sotaque dessa minha gente!

Cantaria o índio - povo valente, povo guerreiro;
Cantaria o negro, o branco,
O amarelo, o mulato...
Cantaria a mistura de raças que deu origem
Ao que hoje chamamos "bravo povo brasileiro"!

Cantaria o que é bem nosso - "paixão nacional":
- Futebol e Carnaval!
Cantaria os ídolos que dão "Olé":
- Nosso inigualável Pelé!
Cantaria a música que cruza fronteiras e é um poema:
- Nossa "Garota de Ipanema"!
E aquele alguém que já 'partiu' e deixou uma lembrança tão amena:
- Nosso inesquecível "Airton Sena".
E a música ainda, há tanto para cantar:
- Vinicius, Caetano, Gal, Betania e Gil...
Como é "grande" esse meu Brasil!

É claro que tem defeitos, esse meu amado país,
Mas quem não os tem
Problemas? São infinitos, não se podem enumerar:
Político, econômico e social (melhor não citar)!
Mas também tem a garra e a esperança,
(a fé e o sorriso da criança) -
Desse povo que luta todo dia e não esmorece.
Povo otimista, que trabalha e não entristece.
A espera de um dia melhor que está por vir.
E virá, se Deus assim o permitir!

A cabeça fervilha, há muito ainda por cantar (o Brasil é tão rico!),
As idéias vão brotando e a memória insiste em lembrar
Que ainda há muito por cantar...
Oh! Meu Deus por que não tenho o dom da música?
Por que é tão difícil sintetizar um sentimento?
Eu sei que agora Deus escuta meu lamento,
E talvez, por certo, esteja me incluindo em algum plano
E me presenteie no futuro - (já que não é nato),
com aquilo que almejo: talento!

_________________
Produção de texto apresentada à Profª Rita de Cássia Toloni (Curso de Letras - Faculdades Integradas Fafibe)


CANÇÃO DO EXÍLIO



Alexandra Galvão da Rocha - 7ª série A

Para o meu Brasil
Quero um dia voltar
Aqui nesse país, preso,
Oh! meu Deus, não quero ficar.

Admirar o céu azul
A minha família poder encontrar
Estou com saudades de tudo, de todos,
Muita farra para farriar!

Essa saudade no meu peito
Um dia vai acabar
Ela me pegou de jeito
E não há como escapar.

Adeus país triste,
Para o meu Brasil quero voltar,
Ouvir o canto dos passarinhos
E deixar a vida me levar!

____________  *** ____________

QUANDO TUDO FOR LEMBRANÇA



Érica Guedes Martins - 7ª série C


Que saudade da minha Terra
Que saudade do meu Brasil
Que saudade da natureza
E do céu azul-anil.

Brasil: Quando tudo for lembrança
sobre Deus, onde estarei
Mesmo com toda distância
Eu jamais o esquecerei.

Saudade é o que tenho no coração,
Solidão! Ah! Solidão
Ir embora para o meu Brasil,
Essa é a solução.

Brasil: A distância permite a saudade
Mas nunca o esquecimento
Por mais longe que eu esteja,
Sempre estará em meu pensamento.

As estrela nascem no céu,
As flores no jardim,
Eu queria ter um papel e poder escrever
para todos que sentem saudades de mim.

________________ *** _________________

BRASIL


Mikaely Fernanda Rodrigues - 7ª série C


Ah! Que saudade
Que dá
Da minha cidade
Lá sim eu tinha uma vida.

Amigos, parentes, família
Ainda quero rever um dia
Arrependida por largar meu namorado
Que um dia tanto havia amado.

Choro até hoje de amor,
Pois sinto falta do beijo
Beijo que só ele sabe dar
Ah, que saudade do meu lar.

Sinto saudades das praias, da canga
Do ritmo, do carnaval, do samba
Saudades, saudades me dá,
É isso que dá Brasil, tanto, tanto te amar!

______________ *** ______________

CANÇÃO DO EXÍLIO


Natália Bueno Dias - 7ª série B


Vejo o céu cinzento
com uma brisa fria,
Lembro-me do céu azul
e de seus campos deslumbrantes.
Sinto-me sozinha vivendo
ao lado de um bosque.
Lembro-me de nossas roças
com cheiro de mato.
Bosques sem essências
Sinto falta de nossas flores
cheirosas e deslumbrantes
que relatam grandes amores.
Nosso ritmo é o melhor
Festas e alegria
Cidade muito parada
Sinto falta da capital
Arroz com feijoada e
uma bela salada.
Aqui só como massa
e vivo com presão alta.
Meu Deus, só lhe faço um pedido:
Não me deixe morrer
com esse ar sem cheiro,
quero morrer ao lado da praia
com a brisa leve e suave.
Quero voltar a viver
junto à felicidade.

_______________ *** _______________

sexta-feira, setembro 04, 2009

A SALA DE AULA E A REVELAÇÃO DE TALENTOS

Hoje, ao corrigir uma atividade no caderno de uma aluna da 7ª série da EE Domingos Paro em Ibitiúva, distrito de Pitangueiras, SP., Ana Maria da Silva Aguiar, deparei-me com desenhos semelhantes aos expostos nesta postagem.
Ao folhear o caderno da referida aluna, percebi que no canto inferior de cada página havia um desses desenhos, diferindo nos modelos. Percebi de imediato tratar-se de um talento nato que, obviamente, precisa ser lapidado. A criatividade e a precisão dos traços indicam isso.
É um orgulho para mim descobrir talentos diversos entre os meus alunos. E essa sensação é muito gratificante e, acreditem, não tem preço.

Meu recado vai para a minha aluna, Ana Maria: "Acredite no seu potencial. Siga sempre em frente. Sonhe e confie na realização dos seus sonhos. Desconfie de quem se aproximar de você para desestimulá-la, para dizer que você não é capaz. Nós somos capazes de qualquer coisa, desde que não nos deixemos abater por nenhuma dificuldade. Sonho e força de vontade são os combustíveis para a nossa vida".

Lembre-se de um pensamento que você entregou para mim: "Nunca mostre o tamanho do seu problema a Deus. Mostre o tamanho do seu Deus ao seu problema."

Conte comigo!

Como nada nessa vida é impossível... quem sabe alguém se sensibilize com o talento dessa jovem e patrocine um curso de desenho de moda, por exemplo. Investir em Educação é garantia de retorno certo. Ganha quem doa, ganha quem recebe, ganha a sociedade. Pensem nisso!!!!

domingo, agosto 09, 2009

PROJETO - LITERATURA FANTÁSTICA - PARTE III

PROJETO - LITERATURA FANTÁSTICA -
CONTOS DE MISTÉRIO,
TERROR E MEDO



Dando continuidade ao Projeto acima mencionado, desenvolvido na EE Domingos Paro, em Ibitiúva, distrito de Pitangueiras, SP., apresento mais algumas produções de textos e imagens produzidas pelos alunos.


O CASTELO E O CEMITÉRIO MAL-ASSOMBRADO


Érica Guedes Martins – 7ª série C


Essa história se passa em um castelo que ficava ao lado de um cemitério.
Na escola, a professora pediu aos alunos da oitava série que fizessem uma pesquisa sobre castelos valendo nota. Os alunos se reuniram em grupos. Maria, Patricia e Fernanda eram as melhores amigas da classe. Quando bateu o sinal para a troca de aula, Patrícia disse:
__ Maria e Fernanda, eu sei onde é que tem um castelo. Ele é velho e todos dizem que é mal- assombrado só porque ao lado há um cemitério. Que tal irmos lá às onze horas da noite?
__ Onde fica esse castelo? - perguntou Fernanda.
__ Ele fica perto de uma casa vermelha que mais parecem manchas de sangue, no número 714. - disse Patrícia.
__ Eu não vou. Tenho muito medo. - disse Maria.
Fernanda disse:
__ Vamos sim. Nós três iremos e vamos ganhar a maior nota da sala.
Elas foram embora.
A noite chegou. Elas disseram aos seus pais onde iam e saíram às dez horas da noite em ponto. Primeiro chegou a Fernanda, depois a Patrícia e por último a Maria, a mais medrosa.
Fernanda disse:
__ Vamos entrar.
De repente o portão do castelo se abriu sozinho. Maria tremeu de medo e disse:
__ Vamos embora gente...
__ Não. Vamos entrar logo. - disse Patrícia.
Elas entraram no castelo e, como em um passe de mágica, abriram-se três buracos. Em um desses buracos havia uma cama cheia de espetos de ferro. Maria caiu e morreu.
Fernanda e Patrícia ficaram gritando uma para a outra, mas elas não se ouviam.
Patrícia caiu em um buraco cheio de canos, os quais, misteriosamente, começaram a soltar muita água. Ela ouviu uma voz dizendo: “Quem mandou você entrar aqui... Agora sofra até a morte! Há, há, há!!!!”
A água estava cobrindo o seu nariz até que chegou à cabeça. Ela resistiu alguns minutos, mas morreu com a boca aberta, com os olhos esbugalhados e branca de tanto medo.
Sobrou Fernanda. Ela não sabia que suas amigas estavam mortas. De repente as paredes se abriram sozinhas e ela pode ver as amigas mortas. As cabeças das meninas não estavam nos corpos. Fernanda viu também um vulto que disse: “Fernanda, Fernanda! Suas amigas morreram e você vai morrer junto com elas! Há, há, há!”
De repente uma mão podre puxou Fernanda para baixo do terra. Ela não teve tempo nem de dar um grito.
Até hoje ninguém sabe como elas morreram porque os corpos não apareceram. O castelo foi interditado. Em seus muros apareceu uma frase escrita com sangue: “Viu o que aconteceu com elas? Cuidado para não acontecer com você! Há, há, há!”




VISÕES


Letícia Tavares da Silva – 7ª série C


Havia uma garota cega que adorava a vida. Mesmo com todas as suas dificuldades, nunca deixava de sonhar e, um dos seus maiores sonhos era receber uma doação de olhos. Finalmente Jhoana conseguiu realizá-lo, mas, mal sabia que um grande mistério estava começando ali...
Sua doadora havia morrido, mas seus olhos estavam mais vivos do que nunca. A cirurgia foi feita e depois de três semanas Jhoana podia enxergar o mundo melhor. Porém, algo estranho começou a mudar a vida da pobre garota. Suas noites eram terríveis. Seus sonhos se transformaram em pesadelos. Todas as noites Jhoana tinha visões de outras vidas. Vozes pediam socorro, lugares onde ela nunca esteve antes permaneciam ali, bem a sua frente.
Os olhos de Jhoana começaram a queimar como uma chama. Ela tentava contar a seus amigos, mas ninguém acreditava em suas palavras. Todos diziam: “São coisas da sua cabeça”. Noites e noites se passavam e as vozes começaram a se projetar novamente.
Uma voz de raiva, ódio e rancor dizia: “Meus olhos, eu quero meus olhos.” A garota não aguentava mais e então decidiu ir atrás da história de sua doadora. Ao seguir as pistas, Jhoana encontrou uma amiga de sua doadora que disse que Mary era uma garota rebelde que não tinha medo de nada e que a causa de sua morte nunca foi revelada, apenas os mistérios permaneciam nela. Mas, uma coisa era certa: Mary tinha visões de outro mundo, mortes que aconteciam eram vistas antes por seus olhos. E, um certo dia, Mary viu a morte de uma mulher que era feiticeira. Ao alertá-la, a feiticeira jogou-lhe uma praga, que seus olhos iriam queimar como fogo.
Chocada, Jhoana foi embora para sua casa. Dois dias depois, ela teve uma visão da feiticeira, dizendo que sua morte iria acontecer em pouco tempo.
Com muito medo, Jhoana decidiu fazer outra cirurgia para retirar os olhos que pertenciam a Mary. No entanto, ao caminho do trabalho, um dia antes de sua cirurgia, um terrível acidente aconteceu. Jhoana foi atropelada e seus olhos saltaram para fora. Infelizmente sua morte acabava de acontecer.
Muitas pessoas dizem que na rua em que Jhoana morreu, à meia noite em ponto, seus olhos aparecem em chamas e vozes gritam de dor.




MORTES MISTERIOSAS


Renata Fernandes - 7ª série C


Algumas coisas que acontecem são mesmo inexplicáveis.
Há muito tempo, em uma pequena cidade, um boato correu por lá.
Diziam que nessa cidade existia uma casa mal assombrada e que naquele lugar, coisas inexplicáveis aconteciam. Porém, nem todos acreditavam nisso e alguém comprou a tal casa.
Álvaro e Denise eram os novos donos daquela casa. Os dois tinham três filhos: Daniel, Rodrigo e Elena. O que eles não sabiam é que seus problemas estavam apenas começando.
Aconteceu um certo dia de estarem fazendo compras no mercado e uma senhora se aproximar e perguntar a eles:
__ Vocês são novos na cidade?
__ Sim. - respondeu Denise.
__ Em que lugar vocês estão morando?
__ Naquela casa da esquina... aquela grande e bonita! - respondeu Álvaro.
A senhora, séria, olhou para eles e disse:
__ Vocês estão loucos
__ Por quê? - perguntou Denise.
__ Aquela casa é mal assombrada.
__ Não, isso é mentira, essas coisas não existem... - Álvaro sorriu.
A senhora sai e vai embora, porém, ela volta-se para trás e diz a Álvaro e Denise:
__ Depois não digam que vocês não foram avisados.
A senhora vai embora. Álvaro e Denise se olham.
__ Mulher louca. Ela acha que a casa é mal assombrada. - diz Álvaro sorrindo.
Um ano se passa e tudo ia bem até que algo aconteceu. Daniel, o filho mais velho, conhece uma moça e resolve se casar com ela.
Denise, sem entender muito bem, aceita. Daniel se casa com Inês. Três meses após o casamento, Inês engravida e tem uma gestação muito complicada.
Chega o dia do nascimento do bebê. Daniel fica impaciente, louco de vontade de ver seu filho e sua esposa. Na sala de espera, anda de um lado para outro, ansioso. De repente a enfermeira vem com o bebê para que Daniel o veja. Ele fica feliz e emocionado ao ver seu filho.
__ E a minha esposa, como está? - pergunta Daniel à enfermeira.
__ Aguarde um momento que o médico virá falar com o senhor.
Daniel fica preocupado, espera. Depois de meia hora o médico aparece para falar com ele.
__ O estado de sua mulher é grave. Ela entrou em coma e talvez não sobreviva.
Uma semana depois e nada de Inês reagir. É quando, então, chega a notícia de que ela havia falecido.
Daniel fica muito abalado, muito triste. Para ele nada mais fazia sentido. Essa fatalidade o deixou tão triste que nem o próprio filho ele queria ver.
Quinze anos se passam e o pesadelo começa. Jefferson, filho de Daniel, tornou-se um menino mal e triste. Naquela casa, acontecimentos estranhos começam a acontecer. Coisas que ninguém consegue explicar. Barulhos de correntes, portas que batem, passos pela casa, objetos que caem...
Álvaro e Denise começam a ficar com medo.
__ Vou descer e ver o que está acontecendo. Fique aqui. - Álvaro diz a Denise.
Álvaro desce e começa a andar em direção à sala de onde vinha o barulho. De repente, algo o atinge.
Denise, assustada, fica trancada dentro do quarto e não sai de lá. Ela percebe que já havia passado algum tempo e Álvaro não aparecia. Começa, então, a chamar por ele:
__ Álvaro, onde você está. Eu já posso sair?
Denise, muito nervosa, percebe que estão batendo na porta do quarto. Ela pergunta:
__ Quem está aí? É você Álvaro?
Ninguém responde.
Denise começa a gritar por socorro. Grita e grita mais. Grita tão alto, mas ninguém aparece. Continuam batendo na porta com muita força, até que a porta se abre.
__ Álvaro! Você me deu um susto! Ainda bem que chegou. Eu fiquei assustada! Eu chamava por você e você não respondia...
Denise fica parada quando uma barra de ferro a atinge. Ela é atacada com vários golpes na cabeça.
Elena e Rodrigo chegam da rua e encontram a porta aberta. Percebem que algo estava errado. Seus pais jamais sairiam de casa sem que antes trancassem as portas. Eles ficam preocupados e começam a chamar por seus pais:
__ Pai, mãe... onde vocês estão?
Ninguém responde.
__ Rodrigo, eu vou subir e ver o que está acontecendo. Talvez eles estejam dormindo. - diz Elena.
Elena abre a porta do quarto devagar e seus pais estão deitados.
__ Rodrigo, eles estão aqui, dormindo. - diz Elena.
Elena se aproxima da cama e resolve chamar sua mãe. Nesse momento ela leva uma pancada muito forte na cabeça e cai. São várias as pauladas em suas costas.
Rodrigo grita e chama por Elena:
__ Elena eu vou à casa de Daniel e já volto.
Rodrigo caminha em direção à casa de Daniel quando encontra Jefferson.
__ Oi tio Rodrigo, tudo bem? Eu estava indo para a sua casa agora.
__ Oi Jefferson. Seu pai está lá?
__ Não tio. Ele viajou.
Rodrigo decide voltar para sua casa. Quando chegam, Jefferson e Rodrigo tentam abrir a porta , mas ela está trancada.
__ Estranho. Quando eu sai a porta estava aberta.
Rodrigo pega a sua chave e abre a porta. Algo estranho estava acontecendo. No salão havia várias velas acesas, de todas as cores, pretas, brancas, vermelhas...
__ Jefferson, eu vou subir e você vai pedir ajuda... - Rodrigo sobe a escada correndo.
Jefferson sai correndo pedindo socorro. Encontra uma moça na rua que acabava de chegar do trabalho.
__ Moça, chama a polícia, algo estranho está acontecendo na casa do meu tio... - diz Jefferson.
__ Pode deixar que eu vou agora mesmo chamar a polícia. - diz a moça.
A polícia é avisada. Jefferson volta para casa. A porta estava aberta. Ele entra e pergunta:
__ Tio... onde você está?
Uma voz muito distante diz:
__ Estou aqui em cima. Venha cá!
Jefferson começa a subir a escada. Quando ele chega no alto da escada, alguém, rapidamente, o empurra. Ele desce rolando pelos degraus, batendo a cabeça com muita força e fica caído.
Tudo era um grande mistério. Quem teria atacado Álvaro, Denise, Rodrigo, Elena e Jefferson?
A polícia aparece no local após meia hora. O que os policiais encontram é algo terrível. Todos mortos, exceto Jefferson. Este estava vivo. Seu caso era grave, mas havia chances de sobreviver. O que ninguém sabia ou podia imaginar é quem teria cometido todos esses crimes.
Uma semana se passou. Daniel volta de viagem e fica sabendo tudo o que havia ocorrido em sua ausência e se desespera.
Passam-se três meses. Jefferson fica bem. Daniel começa a investigar o que teria levado à morte de sua família.
Não havia pistas. Nada foi descoberto até que uma nova morte aconteceu. Daniel estava morto.
O assassino que ninguém desconfiava era Jefferson. Ele confessou tudo.
Todos perguntaram o porquê de tudo aquilo. O que o levou a cometer os crimes. Como teve coragem de acabar com sua própria família.
Jefferson responde friamente:
__ Não sei por que fiz isso. Só sei que me vinguei de todos e agora estou feliz.







SEXTA-FEIRA 13

Thays Lorraina Rodrigues Rotokoski – 7ª série C


Tudo aconteceu numa sexta-feira 13. Até aí, estava tudo bem, nada de anormal.
Bruna era uma menina muito alegre, sorridente e feliz, mas nesse dia ela estava tão triste que nem parecia a garota que era.
Sua mãe, ao perceber o estado da filha, perguntou o que estava acontecendo e ela respondeu que não era nada.
Quando anoiteceu, Bruna saiu de casa sem dizer nada a ninguém.
Caminhando sozinha pelas ruas escuras, Bruna estava muito assustada. Ela havia sonhado que alguém a obrigava a ir ao cemitério à meia-noite e, caso ela não fosse, algo de muito ruim aconteceria à sua família.
Faltando apenas um minuto para a meia-noite, Bruna entrou no cemitério e viu vários vultos e ouviu muitas vozes chamando por ela. Bruna foi se aproximando das vozes, quando de repente um homem horrível – metade homem, metade bicho – apareceu. Muito assustada, Bruna saiu correndo gritando. O homem-bicho saiu atrás dela e disse que só queria conversar. Bruna parou, mas estava com muito medo. O bicho disse que já fazia tempo que ele morava no cemitério por culpa da sua arrogância. Ele havia sido enfeitiçado, mas, se alguém o ajudasse a ser menos arrogante e egoísta, o feitiço seria desfeito. Sendo assim, ele pensou que não havia ninguém melhor do que Bruna para essa missão, por ser uma garota feliz e bondosa.
Bruna, imediatamente, perguntou como poderia ajudá-lo. O homem-bicho, com um sorriso irônico, olhou para a garota e a segurou. Na verdade, ele não queria ajuda nenhuma, nunca havia sido enfeitiçado, e só fez aquilo para que a garota parasse de correr e gritar.
Bruna começou a gritar, gritar, gritar. Alguns minutos depois já não se via mais o bicho e nem a Bruna.
Aquele homem-bicho, horrível, toda sexta-feira 13, aparecia nos sonhos de alguém. Esta pessoa, então, era atraída para o cemitério e nunca mais se ouvia falar dela. Foi assim com Bruna, que continua desaparecida até hoje.



ASSOMBRAÇÃO NO CEMITÉRIO
Nilson Cesar Bonfim Junior – 7ª série A
Era um dia como todos os outros. Nada de diferente na vida de um garoto que ia ao cemitério visitar o túmulo de sua mãe que morrera no seu parto.
O pai desse garoto, quando sua esposa morreu, se entregou ao álcool e não saia dos bares.
Depois que o garoto fez oito anos, começou a ter pesadelos com sua mãe frequentemente. Certo dia, criou coragem e foi ao cemitério às onze horas da noite. Chegando em frente ao portão, a imagem que viu achou que jamais esqueceria: era o espírito de sua mãe com longas correntes seladas na testa e no pescoço, nas mãos e nos pés, arrastando-as, fazendo um barulho tenebroso. O garoto, então, entendeu que o espírito de sua mãe estava preso, encarcerado naquele cemitério.
No dia seguinte bem cedo, o garoto voltou ao cemitério, chegou bem próximo ao túmulo de sua mãe e sentiu uma energia nunca antes sentida por ele: era o espírito de sua mãe, invisível, que estava ao seu lado; sentiu muito medo dessa estranha energia e decidiu nunca mais voltar ao cemitério.


-x-
ÉCTOR, O MARINHEIRO FANTASMA

Um homem chamado Éctor era um ótimo marinheiro. Adorava pescar. Pescava muitos peixes e era amigo de todos na cidade de Belo Mar. Porém, ele tinha uma intriga não conhecida com a cidade.
Um certo dia, esse marinheiro resolveu navegar em mar aberto, em meio a uma furiosa tempestade e seu barco virou quando uma enorme onda veio por cima dele.
Éctor morreu no mar, mas, como ele tinha uma intriga com a cidade, o seu espírito não foi para outra vida, permaneceu encarnado em seu corpo e vive no fundo do mar, perto da praia da cidade de Belo Mar.
Toda noite, com ou sem lua cheia, o corpo de Éctor aterroriza a cidade de Belo Mar. Todos já sabem que, se por acaso encontrar com um corpo rodeado por um clarão verde, deverá fugir, caso contrário, será amaldiçoado.



VINTE E CINCO DIAS DE AMOR... E TERROR



Vitória F. Gomes 7ª série C

Eu estava sozinha em casa quando ouvi a campainha tocar. Fui ver quem era.
Quando eu abri a porta, era a banda Jonas Brothers. Fiquei louca e mandei que eles entrassem. Aliás, meus pais iriam ficar um mês longe de casa. Daria tempo para nos divertir e nos conhecer melhor.
À noite eles faziam uns barulhos estranhos, eu achava que era normal.
Nos divertimos muito. Cantamos, dançamos e assim os dias se passaram muito rápido por vinte e cinco dias, depois eles disseram que tinham que ir embora.
Depois que eles se foram, eu pude ligar a televisão, porque enquanto eles estiveram ali, em casa, eles não deixaram. Ao ligar a TV, vi uma coisa que não conseguia acreditar, quase desmaiei: estavam noticiando que há vinte e cinco dias, em um terrível acidente de carro, morriam os integrantes da banda Jonas Brothers.



O MISTÉRIO


Maria Eduarda R. Paro – 7ª série B

Em uma cidade muito pequena havia uma menina muito estranha que se chamava Ana. Ela nunca falava com ninguém. Todas as noites ficava sozinha pelas ruas e sua mãe nunca sabia onde estava.
O dia-a-dia de Ana era muito diferente: ela usava roupas pretas que cobriam todo o seu corpo e também os seus cabelos e ficava sempre sozinha, não tinha amigos e não conversava com a sua mãe, até que um dia ela apareceu com um namorado igual a ela – muito estranho. Toda vez que sua mãe via os dois juntos, sentia arrepios.
Em um dia comum, quando Julia, a mãe de Ana levantou-se da cama de madrugada, viu Ana e o namorado fazendo um ritual com outras dimensões. Ficou escondida para ver o que estava acontecendo e, quando ela menos esperava, uma coisa estranha entra nos corpos de Ana e Carlos e eles saem em direção a rua e vão para o cemitério. Eles ficam lá a noite inteira, em uma lápide. Quando Carlos viu Julia, apontou o braço em sua direção e ela caiu morta no chão. Ana e Carlos imediatamente enterram Julia e esse foi o começo de um massacre de duzentas e oito pessoas em dois anos.
Hoje, vinte anos depois do acontecido, fico sabendo que Ana e Carlos morreram, mas não sei como, já não posso dizer mais nada. Saí do coma de vinte anos e quero tentar ser feliz outra vez.




O PACTO COM O DIABO


Erika Nascimento Rotokoski - 7ª série A
Há muito tempo, o diabo das profundezas, estava procurando uma pessoa que concordasse em fazer um pacto com ele. Encontrou um garoto de dezessete anos que tinha um pai com câncer. Ele chegou perto do garoto e falou: “você me dá sua alma, transforma-se em um motoqueiro fantasma e eu curo o seu pai. Mas, lembre-se que eu só devolverei a sua alma quando você derrotar o meu filho”. O garoto Bernardo concordou e teve que assinar um contrato. O diabo foi embora e Bernardo foi para casa.
No dia seguinte o pai de Bernardo estava curado e foi disputar uma corrida de moto, mas ele sofreu um acidente e morreu.
Nesse mesmo dia, Bernardo estava andando de moto e o diabo apareceu em sua frente e ele caiu. O diabo colocou a mão em sua cabeça e apagou a sua memória. Bernardo não se lembrava mais de nada, nem mesmo de sua namorada.
Passaram-se trinta e sete anos. O filho do diabo voltou e pegou a ex-namorada de Bernardo como refém.
O passado começa a voltar na memória de Bernardo. Aos poucos, as lembranças de sua ex-namorada começam a aparecer.
O filho do diabo queria que Bernardo lhe entregasse o contrato e passasse a trabalhar para ele.
Bernardo não entregou o contrato e acabou derrotando-o na disputa. Ele foi libertado da maldição, casou-se com a sua ex-namorada, teve dois filhos, gêmeos, um menino, Marcos e uma menina, Bruna. E assim termina a história do Motoqueiro Fantasma.

UM MONSTRO DIFERENTE

Gabriele B. De Araujo – 7ª série B

“Essa história é uma comédia misturada com terror e diversão.
Tudo, na verdade, não passa de pura ficção.”


Certo dia eu, Jú, Laura e Carol fomos assistir um filme de terror onde havia um monstro esquisito. Ele era alaranjado com pintas pretas. Até achei que as pintas pretas fossem carrapatos, mas não era não.
Estávamos assistindo o filme quando, na parte em que o monstro pega a serra elétrica e ia cortar a menina pelo pescoço, aconteceu algo inacreditável: o bicho esquisito pulou para fora da televisão. Quase morri de medo, ainda mais com ele falando:
__ Estou com fome e vou comer você, ou melhor, todas vocês.
Nós asimos correndo. Estávamos desesperadas. Subimos as escadas e entramos no meu quarto. Nos surpreendemos quando o monstro ao invés de fogo, jogou pedras de gelo enormes. Conseguimos trancar a porta, mas não adiantou, as pedras de gelo derrubaram a porta.
Foi aí que o meu medo aumentou. Não podíamos fazer nada. O bicho era grande e nojento. Ele disse:
__ Vou comer a mais gordinha e depois a mais magrinha.
Laura foi esperta e disse:
__Seu monstro, o senhor está com fome?
Ele respondeu
__ Sim, e vocês serão o meu almoço.
__ Não! Vamos descer. Eu faço pipocas e comemos tomando guaraná.
__ Está bem, mas já vou logo avisando: se eu não gostar desse guaraná e dessa pipoca, vou comer vocês!
Eu logo falei:
__ Relaxa, eu garanto que você vai gostar.
No final ficou tudo bem. Comemos pipoca, bebemos guaraná, assistimos um filme de romance e o monstro até chorou de emoção. Foi muito engraçado. Imagine um monstro esquisito chorando! Realmente foi demais.
E, depois de pensar muito chegamos a um acordo e o chamamos de João, o monstro chorão. Por um lado ele gostou, mas por outro, ele odiou, mas agora a história acabou!

O DESAFIO

Suelen Ribeiro – 7ª série C

Havia uma turma de estudantes. Eles eram muito amigos e, diziam alguns, que não tinham medo de nada e iam assim estipulando desafios uns aos outros.
Até que num belo dia, uma das integrantes da turma, Mikaely, propôs um desafio ao seu namorado Edson. Ele, sem dúvida, concordou.
O desafio proposto era que Edson fosse ao cemitério com a turma, mas, sozinho desenterrasse o corpo do senhor Montes, um homem que, segundo a lenda, quem o desenterrasse, teria vida eterna.
O esperado dia chegou. A turma toda foi ao cemitério. Estava escuro e o tempo passava. Edson começou a cavar e uma voz estranha disse: “Pare com isso”. O rapaz, porém, não deu ouvidos. As velas que estavam nas mãos de seus amigos se apagaram de repente e um grito foi ouvido. Tudo voltou ao normal, exceto pelo fato de que o casal havia sumido e havia manchas de sangue por toda a parte.
A turma resolveu chamar a polícia, mas nada foi resolvido. Foi daí que um integrante da turma sonhou com o casal. No sonho eles pediam para que ninguém aparecesse naquele cemitério. Se insistissem, todos sairiam mortos dali. Estariam com os dias contados.
E assim aconteceu. Todos os estudantes morreram e o cemitério foi fechado.
Dizem que quem passa perto do lugar onde antes era o cemitério, ouve gritos horríveis dos integrantes daquela turma.


domingo, julho 12, 2009

PROJETO LITERATURA FANTÁSTICA
- PARTE II -


Dando continuidade ao Projeto Literatura Fantástica, exponho abaixo imagens e textos produzidos pelos próprios alunos (EE Domingos Paro - Ibitiuva, distrito de Pitangueiras - SP. -
7ª séries A, B e C).


Renata Fernandes - 7ª série C


O MENINO DO MAL



Em um lugar muito distante, mas muito conhecido pela vizinhança, havia uma casa enorme, que mais parecia um palácio, de tão bonita que era.


A vizinhança de lá, porém, dizia que uma história aterrorizante havia acontecido há uns quinze anos, no entanto, eles não acreditavam muito nessa história. E a casa estava a venda.

Marilene ficou sabendo da venda da casa e resolveu comprá-la. Ela e seu marido, Márcio, foram conversar com os donos e fecharam o negócio – compraram a casa e para lá se mudaram: Marilene, Márcio, seus três filhos - Júlio, de três anos, Luana, de sete anos e Marcos, de nove anos, a mãe e um irmão de Marilene.

Dois meses depois Marilene ficou grávida. Sua família estava muito feliz. Márcio, então, estava tão feliz que começou a pular de alegria.

Com o passar do tempo, Marilene chega ao seu oitavo mês de gravidez. Ela começa a sentir dores muito fortes. Sua bolsa estourou e ela começou a gritar por seu marido:

__ Márcio, Márcio, a minha bolsa estourou...

Márcio sai correndo, só que não havia mais tempo para levar Marilene ao hospital. Ele lembra que morava ali por perto uma parteira e sai para buscá-la.

Ao chegar, chama desesperadamente pela parteira. Ela o atende e ele diz:

__ Vamos até a minha casa, por favor. Minha mulher está para ter um bebê. A bolsa dela estourou...

A parteira sai correndo para a casa de Márcio. Quando ela vê a situação de Marilene, fica preocupada e diz:

__ Vou fazer o possível e o impossível para salvar o seu bebê.
Infelizmente já era tarde. O bebê de Marilene já não respirava. Estava mole, sem vida. A parteira diz:

__ Sinto muito, mas não foi possível salvá-lo.

Marilene, desesperada, com o bebê ali em seus braços, chorando sem parar, começou a gritar.

__ Meu filho tem que se salvar, ele não pode morrer!

Havia na casa em que moravam um espírito mau e ele queria uma pessoa na terra para praticar o mal. Ele resolve salvar o bebê de Marilene e transformá-lo, mais tarde, em um menino do mal.
De repente o bebê de Marilene começa a chorar e a respirar normalmente. Ela começa a gritar:

__ O meu bebê está vivo! É um milagre! Ele está vivo!

Márcio corre em sua direção, emocionado. Abraça Marilene muito feliz por seu filho ter sobrevivido e, por tudo isso, deram-lhe o nome de Salvador.

Nove anos se passaram e foi aí que começaram a ocorrer alguns acontecimentos estranhos na família de Marilene.

Dona Zé estava preparando o jantar quando ouviu Salvador chamar:

__ Vó, vem aqui pra eu te mostrar uma coisa...

__ Onde você está Salvador?

__ Estou aqui em meu quarto...

Dona Zé caminhou até o quarto do menino e, de repente, quando ela abriu a porta, Salvador diz:

__ Vó, olhe para cima!

Quando ela olha para cima, uma flecha cai em sua direção acertando o seu olho. A flecha perfurou o olho e a cabeça e ela acaba morrendo.

Salvador finge estar assustado e começa a gritar.

__ Socorro! Pai, mãe, socorro!

Marilene chega assustada e pergunta:

__ O que aconteceu Salvador?

__ A vó morreu. Ela está sangrando lá no meu quarto... eu entrei para pegar uma roupa e ela estava estirada no chão.

Marilene e Márcio correm para o quarto. Dona Zé, mãe de Marilene, está estirada no chão. Eles começam a chorar e ficam desesperados.

Márcio liga para a funerária para que venham buscar o corpo de sua sogra. Ninguém percebe que Salvador estava rindo.

Depois de dois meses, Salvador apronta novamente e dessa vez é com sua irmã, Luana.

Luana já estava com dezesseis anos e encontrava-se em seu quarto se arrumando para sair com o seu namorado. Ele foi buscá-la para irem à uma festa da escola. Márcio chamou-o para entrar. Salvador aproveita para sair e danificar os freios do carro do namorado de Luana.

Eles saem com o carro. Um caminhão vinha na direção deles. O motorista estava bêbado e não conseguia controlá-lo. O namorado de Luana tenta frear o carro e só aí percebe que os freios não estão funcionando. O caminhão bate no carro. O carro explode. Luana e seu namorado morrem na hora.

Marilene ouvindo o barulho fica muito assustada e sai correndo. Quando ela chega perto do carro, percebe que era o carro em que sua filha estava. Desesperada grita por seu marido e começa a chorar. Ela desmaia. Márcio chega e vê sua esposa estirada no chão. Ele começa a chorar e tenta reanimar sua esposa que não acorda. Os vizinhos tentam ajudar, trazem um copo de água. Márcio molha as mãos e o rosto de Marilene. Ela acorda assustada e pergunta:

__ O que aconteceu com a minha filha?


__ A nossa filha sofreu um acidente de carro, não resistiu e morreu.

Marilene e Márcio se abraçam e começam a chorar. Salvador vai até o carro, arranca os olhos de Luana, vai até Marilene e diz:

__ Mãe, olha o que eu achei!

Marilene pegou os olhos de Luana nas mãos sem se dar conta, porém, quando percebe que se trata de olhos, ela os joga para cima e começa a gritar.

Salvador adorou ver sua mãe sofrendo daquele jeito. Ele ri satisfeito.

O tempo passa e, aproximadamente um ano depois, Salvador apronta de novo, agora com o seu irmão Júlio.

Júlio já estava com treze anos. Salvador entra em sua mente hipnotizando-o e dominando-a. A partir daí Júlio deveria obedecê-lo.

Salvador chamou sua mãe Marilene e diz:

__ Mãe, venha aqui... o Júlio está muito estranho...

__ O que você tem filho?

Júlio estava parado. De repente ele vai até a cozinha, pega uma faca. Salvador começa a comandar os pensamentos de Júlio e ele começa a cortar sua língua, depois os seus dedos. Sua mãe, desesperada vai até ele para tentar tirar a faca de suas mãos. Júlio enfia a faca no coração de sua mãe e depois no seu próprio coração.


Márcio chega do trabalho e vê aquela situação: sua esposa e seu filho, Júlio, jogados no chão, mortos dentro de uma poça de sangue.


Márcio começa a gritar desesperadamente. Sai correndo à procura de Salvador e Marcos.
Marcos estava dormindo, mas Salvador apenas fingia que dormia. Márcio entra no quarto dos filhos, chama-os e pergunta o que aconteceu ali.

Marcos não estava sabendo de nada e pergunta:
__ Por que, pai? Aqui não aconteceu nada, mas onde está a mãe?

Márcio se ajoelha no chão e começa a chorar. Salvador, fingindo não saber de nada, pergunta:

__ O que foi, pai? Por que você está chorando?

__ Sua mãe e seu irmão Júlio...

Marcos diz:

__ Fala pai. O que aconteceu com a mamãe e o Júlio?

Márcio, quase sem voz para responder, diz:

__ Sua mãe e seu irmão estão... estão mortos.

Marcos começa a chorar e a gritar:
__ Não! Não! É mentira sua. Não pode ser verdade...

__ Infelizmente meus filhos, é verdade.

Dias depois Márcio vai a uma vidente e começa a contar tudo o que estava acontecento em sua casa e pergunta:

__ Porque estão morrendo todos da minha família? Primeiro foi minha sogra, depois minha filha e agora minha esposa e meu filho...

A vidente começa a se concentrar e ver algumas coisas, e diz para Márcio:

__ O que eu vou falar para você não é nada bom.


__ Não... pode me dizer... eu tenho que fazer alguma coisa porque eu tenho mais dois filhos e um cunhado...

__ Você se mudou para uma casa muito bonita. Parece um palácio.

__ Sim... mas o que isso tem a ver?

__ Naquela casa em que você vive, há um espírito do mal que vive lá há uns vinte e cinco anos, mais ou menos...

Márcio fica bobo em ouvir aquilo e responde:

__ Ah... mas isso não pode ser não... Esssa coisa de espírito é tudo mentira...

__ Infelizmente é verdade.

__ Mas, não pode ser...

A vidente, então, diz:

__ Quando seu filho Salvador nasceu ele já estava praticamente sem vida. Esse espírito do mal queria uma pessoa que praticasse o mal para ele aqui na terra e, então, ele aproveitou aquela chance e deu vida a Salvador, tomou conta do seu corpo e da sua mente. Essas mortes estão acontecendo porque é Salvador que faz acontecer.

Márcio, sem saber o que pensar, responde:

__ Mas, como isso pode ser verdade?


Márcio começa a se lembrar de tudo que aconteceu, as mortes. Salvador estava sempre por perto. Lembrou-se dele rindo quando ocorreram as mortes, quando ele pegou os olhos de Luana e entregou-os a Marilene. Ele, então, pergunta à vidente:

__ Mas o que eu posso fazer para evitar o pior? Isso tem que parar... caso contrário, Salvador vai acabar matando todo mundo.


__ Para evitar mais mortes, você terá que matar Salvador.

Márcio começa a chorar e diz:

__ Eu não posso fazer isso... ele é meu filho!

__ Se você não fizer isso irá acontecer mais mortes e pelo que eu estou vendo, se você não agir o mais rápido possível, o próximo será seu filho Marcos.

__ O que eu tenho que fazer?

__ Você terá que preparar uma armadilha para Salvador. Deve ser em um local fechado, um porão, por exemplo. Você terá que atrair o Salvador para lá, pegar uma corda, amarrá-lo, colocá-lo no chão, pegar uma cruz e passá-la em Salvador. O espírito que está em Salvador não vai sair, mas vai ficar enfraquecido. Você pegará uma flecha que deverá perfurar o seu coração.

Márcio ouviu tudo com atenção e foi embora. Ele pegou uma cruz, uma corda e foi para o porão de sua casa preparar tudo certinho, como a vidente havia falado. Quando ele vê Salvador, fica muito assustado. Salvador percebe que Márcio está assustado.

__ O que foi pai, aconteceu alguma coisa?


__ Não, não aconteceu nada. Venha até o porão comigo, preciso te mostrar uma coisa.

Salvador, sem entender nada, vai até o porão com o seu pai. Quando ele se distrai e fica de costas, Márcio aproveita para amarrá-lo com a corda e deitá-lo no chão.

Salvador, então, pergunta:

__ O que você está fazendo pai? Você está louco?

__ Você provocou a morte de sua avó, de sua mãe, de seus irmãos...

__ Como você descobriu isso?

__ Isso você jamais saberá. Não interessa. Eu vou ter que te matar.

Salvador tenta sair, mas não consegue. Márcio pega a cruz e começa a passar em Salvador. Quando ele pega a flecha, Salvador diz:

__ Você não pode fazer isso comigo. Você é meu pai.

__ Você não é meu filho. É filho do diabo.

Márcio pega a flecha e perfura o coração de Salvador. Ele começa a se bater no chão até que sai uma voz estranha do corpo de Salvador. Era a voz do diabo:

__ Isso não vai ficar assim. Eu vou me vingar de você.


Márcio, muito assustado, levanta do chão, pega a cruz, apontando-a para Salvador:

__ Vá embora diabo e não volte mais aqui, nunca mais. Não há lugar para você aqui.

O espírito acaba perdendo as forças e vai embora.


No dia seguinte Márico arruma suas coisas e as do filho Marcos e pede para seu cunhado arrumar as suas porque eles iriam sair daquela casa.

Márcio, o filho e o cunhado foram embora daquela cidade e nunca mais se ouviu nada sobre o caso. Márcio estava feliz junto ao filho e nunca mais voltaram para aquela casa.
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MORTES MISTERIOSAS

Renata Fernandes - 7ª série C

Algumas coisas que acontecem são mesmo inexplicáveis.
Há muito tempo, em uma pequena cidade, um boato correu por lá.
Diziam que nessa cidade existia uma casa mal assombrada e que naquele lugar, coisas inexplicáveis aconteciam. Porém, nem todos acreditavam nisso e alguém comprou a tal casa.
Álvaro e Denise eram os novos donos daquela casa. Os dois tinham três filhos: Daniel, Rodrigo e Elena. O que eles não sabiam é que seus problemas estavam apenas começando.
Aconteceu um certo dia de estarem fazendo compras no mercado e uma senhora se aproximar e perguntar a eles:
__ Vocês são novos na cidade?
__ Sim. - respondeu Denise.
__ Em que lugar vocês estão morando?
__ Naquela casa da esquina... aquela grande e bonita! - respondeu Álvaro.
A senhora, séria, olhou para eles e disse:
__ Vocês estão loucos
__ Por quê? - perguntou Denise.
__ Aquela casa é mal assombrada.
__ Não, isso é mentira, essas coisas não existem... - Álvaro sorriu.
A senhora sai e vai embora, porém, ela volta-se para trás e diz a Álvaro e Denise:
__ Depois não digam que vocês não foram avisados.
A senhora vai embora. Álvaro e Denise se olham.
__ Mulher louca. Ela acha que a casa é mal assombrada. - diz Álvaro sorrindo.
Um ano se passa e tudo ia bem até que algo aconteceu. Daniel, o filho mais velho, conhece uma moça e resolve se casar com ela.
Denise, sem entender muito bem, aceita. Daniel se casa com Inês. Três meses após o casamento, Inês engravida e tem uma gestação muito complicada.
Chega o dia do nascimento do bebê. Daniel fica impaciente, louco de vontade de ver seu filho e sua esposa. Na sala de espera, anda de um lado para outro, ansioso. De repente a enfermeira vem com o bebê para que Daniel o veja. Ele fica feliz e emocionado ao ver seu filho.
__ E a minha esposa, como está? - pergunta Daniel à enfermeira.
__ Aguarde um momento que o médico virá falar com o senhor.
Daniel fica preocupado, espera. Depois de meia hora o médico aparece para falar com ele.
__ O estado de sua mulher é grave. Ela entrou em coma e talvez não sobreviva.
Uma semana depois e nada de Inês reagir. É quando, então, chega a notícia de que ela havia falecido.
Daniel fica muito abalado, muito triste. Para ele nada mais fazia sentido. Essa fatalidade o deixou tão triste que nem o próprio filho ele queria ver.
Quinze anos se passam e o pesadelo começa.
Jefferson, filho de Daniel, tornou-se um menino mal e triste. Naquela casa, acontecimentos estranhos começam a acontecer. Coisas que ninguém consegue explicar. Barulhos de correntes, portas que batem, passos pela casa, objetos que caem...
Álvaro e Denise começam a ficar com medo.
__ Vou descer e ver o que está acontecendo. Fique aqui. - Álvaro diz a Denise.
Álvaro desce e começa a andar em direção à sala de onde vinha o barulho. De repente, algo o atinge.
Denise, assustada, fica trancada dentro do quarto e não sai de lá. Ela percebe que já havia passado algum tempo e Álvaro não aparecia. Começa, então, a chamar por ele:
__ Álvaro, onde você está. Eu já posso sair?
Denise, muito nervosa, percebe que estão batendo na porta do quarto. Ela pergunta:
__ Quem está aí? É você Álvaro?
Ninguém responde.
Denise começa a gritar por socorro. Grita e grita mais. Grita tão alto, mas ninguém aparece. Continuam batendo na porta com muita força, até que a porta se abre.
__ Álvaro! Você me deu um susto! Ainda bem que chegou. Eu fiquei assustada! Eu chamava por você e você não respondia...
Denise fica parada quando uma barra de ferro a atinge. Ela é atacada com vários golpes na cabeça.
Elena e Rodrigo chegam da rua e encontram a porta aberta. Percebem que algo estava errado. Seus pais jamais sairiam de casa sem que antes trancassem as portas. Eles ficam preocupados e começam a chamar por seus pais:
__ Pai, mãe... onde vocês estão?
Ninguém responde.
__ Rodrigo, eu vou subir e ver o que está acontecendo. Talvez eles estejam dormindo. - diz Elena.
Elena abre a porta do quarto devagar e seus pais estão deitados.
__ Rodrigo, eles estão aqui, dormindo. - diz Elena.
Elena se aproxima da cama e resolve chamar sua mãe. Nesse momento ela leva uma pancada muito forte na cabeça e cai. São várias as pauladas em suas costas.
Rodrigo grita e chama por Elena:
__ Elena eu vou à casa de Daniel e já volto.
Rodrigo caminha em direção à casa de Daniel quando encontra Jefferson.
__ Oi tio Rodrigo, tudo bem? Eu estava indo para a sua casa agora.
__ Oi Jefferson. Seu pai está lá?
__ Não tio. Ele viajou.
Rodrigo decide voltar para sua casa. Quando chegam, Jefferson e Rodrigo tentam abrir a porta , mas ela está trancada.
__ Estranho. Quando eu sai a porta estava aberta.
Rodrigo pega a sua chave e abre a porta. Algo estranho estava acontecendo. No salão havia várias velas acesas, de todas as cores, pretas, brancas, vermelhas...
__ Jefferson, eu vou subir e você vai pedir ajuda... - Rodrigo sobe a escada correndo.
Jefferson sai correndo pedindo socorro. Encontra uma moça na rua que acabava de chegar do trabalho.
__ Moça, chama a polícia, algo estranho está acontecendo na casa do meu tio... - diz Jefferson.
__ Pode deixar que eu vou agora mesmo chamar a polícia. - diz a moça.
A polícia é avisada. Jefferson volta para casa. A porta estava aberta. Ele entra e pergunta:
__ Tio... onde você está?
Uma voz muito distante diz:
__ Estou aqui em cima. Venha cá!
Jefferson começa a subir a escada. Quando ele chega no alto da escada, alguém, rapidamente, o empurra. Ele desce rolando pelos degraus, batendo a cabeça com muita força e fica caído.
Tudo era um grande mistério. Quem teria atacado Álvaro, Denise, Rodrigo, Elena e Jefferson?
A polícia aparece no local após meia hora. O que os policiais encontram é algo terrível. Todos mortos, exceto Jefferson. Este estava vivo. Seu caso era grave, mas havia chances de sobreviver. O que ninguém sabia ou podia imaginar é quem teria cometido todos esses crimes.
Uma semana se passou. Daniel volta de viagem e fica sabendo tudo o que havia ocorrido em sua ausência e se desespera.
Passam-se três meses. Jefferson fica bem. Daniel começa a investigar o que teria levado à morte de sua família.
Não havia pistas. Nada foi descoberto até que uma nova morte aconteceu. Daniel estava morto.
O assassino que ninguém desconfiava era Jefferson. Ele confessou tudo.
Todos perguntaram o porquê de tudo aquilo. O que o levou a cometer os crimes. Como teve coragem de acabar com sua própria família.
Jefferson responde friamente:
__ Não sei por que fiz isso. Só sei que me vinguei de todos e agora estou feliz.

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Daiane Cristina Galvão - 7ª série A

A CASA


Certa manhã, chuvosa e neblinada, Bruna, que adorava caminhar pela cidade de manhãzinha, ao sol, ouvindo seu MP3, não gostou nenhum pouquinho de ver aquela chuva caindo bem na hora da sua caminhada, que já era uma rotina. A caminhada era uma forma de distrair a cabeça com pensamentos bons e estar em contato com tantas paisagens bonitas daquela cidade maravilhosa.
Sua mãe e seu pai iam trabalhar logo cedo e seu irmão ia para a faculdade. Quando Bruna não ia caminhar, ficava sozinha em casa de manhã, já que aquela garota de quinze anos só iria para a escola à tarde. Bruna estava no segundo ano do Ensino Médio.

Todos os dias ao chegar da escola, ela e suas amigas, Letícia, Carol, Isabela e Betinha, ficavam conversando na calçada da casa de uma das meninas. Às vezes, os meninos, Matheus, Léo, Jeferson, Lucas e Júlio, também vinham e, mais raramente, o Paulo Henrique também aparecia. Era muito divertido, eles ficavam conversando sobre vários assuntos e, como era de costume, sempre alguém contava uma ou algumas histórias de terror, suspense, mistério.

Certo dia, já anoitecendo, Jeferson decidiu contar uma história de terror que, segundo ele, era verdadeira e que havia acontecido com um amigo seu tempos atrás. A história era mais ou menos assim:

"Um grupo de amigos, parecido com o deles, brincavam de bola na pracinha do bairro, quando sem querer, a bola acabou caindo em uma casa que era muito assustadora. Aquela casa passava muito medo a quem a via ou ao menos lembrava ou pensava nela. Era uma casa toda suja, a pintura toda descascada, o jardim com as flores todas secas, com o gramado alto, folhas secas no chão e árvores mortas - não havia sequer uma folha nos galhos, enfim, era "tenebrante".

Diziam que naquela casa, morava um homem com idade avançada, que havia sofrido muito, em vários aspectos e, por esse motivo, resolveu se trancar dentro de casa e viver sozinho: somente ele e suas tristes lembranças que a vida havia lhe trazido. Diziam também que ele conversava com a casa e que a casa conversava com ele. Ela era, praticamente, sua companheira e a única família do velho homem.

Tudo isso, porém, é o que dizem. Se é verdade ou mentira não se sabe. O que se pode afirmar é que se trata de um grande mistério.

Quanto à bola que havia caído na casa, não se sabe o que aconteceu com ela, pois o menino, João, que foi corajoso em se arriscar para pegar a bola que havia caído atrás da casa, voltou, mas sem a bola e sem sua voz. Ele não conseguiu falar nada, nem após voltar da casa nem nunca mais!"

__ Nossa, Jeferson! Isso não pode ser verdade, aliás, nós nem conhecemos esse tal amigo seu e nós conhecemos todos os seus amigos! Pelo que sabemos também, você não tem nenhum amigo com esse nome. - disse Letícia que era a mais corajosa da turma das meninas.

__ Infelizmente Letícia, é tudo verdade, eu mesmo presenciei toda a história. Eu era muito novo, tinha por volta de seis ou sete anos de idade. - respondeu Jeferson.

__ Mas, então, por que não conhecemos esse tal de João? - perguntou Isabela.

__ É que com todos esses acontecimentos, João, juntamente com sua família, deixou amigos, escola e até a vizinhança para se mudar para outra cidade, próxima daqui.

__ Mas, por que ele se mudou? - perguntou Leonardo, ou como era chamado pelos amigos, Léo.

__ Nessa cidade, para onde ele se mudou, existem clínicas muito famosas, especializadas no caso de João. Seus pais vão pagar um tratamento de extremo avanço da medicina, para que João possa voltar a falar.

__ Mas, o que importa agora é que já está tarde e eu tenho que me recolher para amanhã bem cedo quando eu acordar, poder ir caminhar. Hoje de manhã estava chovendo e eu não fui, infelizmente. Letícia, quer ir caminhar comigo amanhã? - perguntou Bruna.

__ Claro que sim! - respondeu Letícia, com bastante entusiasmo.

__ Que bom. E você Paulo, quer ir com a gente? - perguntou Bruna.

__ Sim, eu aceito ir com vocês duas. - respondeu Paulo Henrique. - Com prazer.

__ Então a gente se vê amanhã às sete horas, aqui mesmo na minha casa para irmos caminhar. Certo? - disse Bruna.

__ Certo! - responderam Letícia e Paulo Henrique.

No outro dia, lá estavam, Letícia e Paulo Henrique, para caminhar com Bruna. Mas, naquele dia, Bruna mudou seu trajeto, passando em frente a uma casa, assustadora, com as mesmas características da casa da história que Jeferson havia contado no dia anterior. Letícia, que já havia caminhado com Bruna, perguntou:

__ Bruna, você nunca passa por aqui durante a caminhada. Por que essa mudança de trajeto agora?

__ Já está na hora de contar pra vocês até onde eu quero chegar com tudo isso, não é?

__ É, já está na hora de abrir o jogo com a gente. - respondeu Paulo.

__ Bem... eu não demonstrei, mas fiquei chocada e curiosa com a história que Jeferson contou pra gente ontem e, como ninguém perguntou nada sobre onde ficava essa tal casa, antes de ir dormir, eu liguei para o Jeferson e ele me explicou com detalhes em que lugar se encontrava a casa. Foi daí que chegamos até aqui e eu quero desvendar esse mistério que assombou esse pobre garoto, o João... Como vocês são os mais corajosos da turma, vão me ajurdar a entrar nessa casa, não vão?

__ Ai... Bruna, não sei não. - disse Letícia.

__ Acho que nós vamos nos meter numa grande enrascada! - exclamou Paulo.

__ Gente... confiem em mim, vai dar tudo certo. - afirmou Bruna.

__ E lá foram eles, os três, na tentativa de desvendar o mistério da casa.

Vocês querem saber o fim desse mistério?

Bem... eu também quero. Pois desta vez não foi só a voz das crianças que sumiu, foram elas, por inteiro. Bruna nunca mais fez sua caminhada, nem sozinha, nem com Letícia, Paulo ou qualquer outro amigo, pois os três desapareceram misteriosamente.

Desde então nunca mais ninguém se arriscou a entrar naquela casa ou pisar naquele gramado.

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