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sexta-feira, agosto 20, 2010

CONTO DE LOYOLA BRANDÃO E MUITA POLÊMICA...


20/08/2010 08h22 - Atualizado em 20/08/2010 08h22

Pais que pedem recolhimento de livro são ‘burros’, diz escritor


Conto de Loyola Brandão contém ‘linguagem inapropriada’, dizem pais.
Livro com conto é distribuído na rede pública de ensino de São Paulo.

Amauri Stamboroski Jr.Do G1, em São Paulo
O escritor Ignácio de Loyla Brandão.O escritor Ignácio de Loyla Brandão. (Foto:
Divulgação)
“Eles são burros porque não estão vendo a realidade”, afirma o escritor Ignácio de Loyola Brandão em entrevista por telefone ao G1.
Ele se refere a um grupo de pais em Jundiaí que pediu ao Ministério Público o recolhimento do livro “Cem melhores contos brasileiros do século”, distribuído em escolas da rede pública. Eles alegam que o conto “Obscenidades para uma dona de casa”, escrito por Brandão, é inapropriado para alunos do ensino médio.
“Nesse momento eu acesso a internet e vejo jovens mandando e-mails com imagens nuas para os amigos. Vejo mensagens no Twitter, de jovem para jovem, muito obscenas. Se você pegar a série ‘Crepúsculo’, tão endeusada, tem muita sacanagem”, diz o escritor. “Eu me pergunto, onde estão esses pais que não conversam com os filhos, que não perguntam o que eles acham de sexo, de erotismo, de palavrão. Que mentalidade é essa, 1500? Em 2010 isso não faz sentido”.
Segundo Gilberto Aparecido da Rosa, pai de duas adolescentes gêmeas de 17 anos, a linguagem do conto “é muito chula para os padrões acadêmicos”. “Acho que os jovens não mereceriam receber uma linguagem dessas dentro das escolas”, afirma.
Brandão diz que esse tipo de abordagem em relação ao livro não é novidade. “Já aconteceu em Jundiaí, já aconteceu em Piracicaba, já aconteceu em Avaré, já aconteceu em Santos”, enumera. “É um livro distribuído para a rede estadual, foi a Secretaria de Educação que escolheu”.
Kristen Stewart e Robert Pattinson em cena de 'Eclipse', filme da saga 'Crepúsculo: 'essa série, tão endeusada, tem muita sacanagem', diz escritor.Kristen Stewart e Robert Pattinson em 'Eclipse', filme
da saga 'Crepúsculo: 'essa série, tão endeusada,
tem muita sacanagem', diz escritor. (Foto: Divulgação)
O conto, que foi publicado pela primeira vez em 1983 na revista “Ele & Ela”, narra a história de uma mulher que recebe cartas de um desconhecido, e é baseado em uma história real, que teria acontecido com uma vizinha do escritor.
Sem obscenidades
Para ele, o texto, que já foi publicado em dez línguas e virou vídeo e monólogo teatral, não é obsceno. “Ele é erótico, é sensual, mas é poético. Já foi tema até de vestibular! Não existe obscenidade na arte, a não ser quando ela é pornográfica, e isso é a última coisa que o conto é”, afirma.
Irônico, Brandão agradece aos pais “por terem chamado a atenção para uma obra de arte” e diz não se preocupar com os processos. “Acho que vou ser preso”, brinca. “Estou absolutamente tranquilo. Faço literatura e vou continuar a fazer. Se eu me preocupasse com isso não escrevia nenhuma linha”.
O autor vai comparecer à Bienal do Livro em São Paulo neste domingo (22) lançando uma edição comemorativa dos 35 anos de seu romance “Zero”, que foi censurado pela ditadura militar na época da sua primeira publicação e rendeu um abaixo-assinado com o apoio de centenas de intelectuais.
Lembrando dos anos de chumbo, Brandão diz não ter motivos para se incomodar com as reclamações atuais. “Eu já fui proibido pela ditadura, e estou aqui vivo. Você acha que agora eu vou me preocupar com um pai, um estúpido?”, encerra.
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quarta-feira, agosto 18, 2010

ANIVERSÁRIO

Presente? Para quê? O maior... o melhor presente que alguèm poderia receber, Deus me deu e eu o agradeço todos os dias por isso: é a minha filha, razão da minha vida!!!

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De: Lays Gamboni
Assunto: Feliz Aniversario Mãe!

Para: "silvana.moreli moreli"
Data: Quarta-feira, 18 de Agosto de 2010, 8:45

Hoje é um dia especial, não só porque é o seu aniversário, mas principalmente porque você merece tudo de bom que a vida possa te dar.
Hoje acordei, e as lembranças tomaram conta de mim.Quantas noites você não dormiu, preocupada com a minha saúde, todos os dias que você trabalhou incessantemente, para me dar uma vida de qualidade e com educação, os momentos em que você se privou de seus afazeres para brincar comigo, me levar para passear, ajudar nas minhas lições de casa, escutar as minhas “histórias”, me mostrar o caminho para solucionar as minhas preocupações.
Existem pessoas que possuem o dom de nos presentear apenas com sua presença e posso dizer que você tem esse dom.
Mãe, quero aproveitar essa oportunidade para agradecer tudo o que você me ensinou.
Parabéns mãe, por ter chegado até aqui com tanta dignidade e caráter.

Obrigado, por ser minha mãe.

Obrigado meu Deus por ter enviado essa pessoa maravilhosa para me proteger e me guiar.

É muito bom comemorar com você mais um ano de vida.

Que Deus lhe dê muita saúde e muita paz, para que você continue nos enchendo de alegria

Eu te admiro muiiiiiiiiiiiito e TE AMO demais...

terça-feira, agosto 17, 2010

CLARICE LISPECTOR


Recebi esse vídeo de uma pessoa muito querida 'Fernanda Gamboni', uma amiga muito especial. 
Apesar da distância e de nossas vidas terem tomado rumos diversos, mantemos contato pela internet. E hoje ela me presenteou com esta obra de arte. Obrigada Fer! Que Deus a abençoe!!!!

segunda-feira, agosto 16, 2010

SÓ CONHECIMENTO TEÓRICO NÃO FORMA BOM PROFESSOR


Docentes também precisam de técnicas para transmitir conhecimento, inspirar crianças e manejar sala de aula

 RIO
Quando, aos 21 anos, começou a dar aulas, Doug Lemov, 42, conta que ouviu conselhos como "espere o máximo dos seus alunos todo dia" ou "tenha altas expectativas sobre seu desempenho". No momento em que ficava em frente aos estudantes em sala de aula, porém, isso lhe parecia pouco útil.
No meio de tantas frases de efeito, um professor mais experiente lhe falou algo bastante concreto: "Quando precisar dar instruções aos alunos, não faça isso caminhando pela sala enquanto distribui papéis. Eles precisam entender que o que você fala é mais importante do que qualquer outra tarefa". 
Foi a partir de dicas práticas como essa que Lemov, hoje diretor de uma rede de Escolas nos EUA, passou a prestar atenção nas técnicas dos melhores professores. 
Sua obsessão em descobrir o que faz o docente top quando fecha a porta de sua classe o levou a filmar por seis anos aulas de profissionais que conseguiam, mesmo em situações adversas, que seus alunos aprendessem. 
Este trabalho virou livro de repercussão nos EUA, com 150 mil cópias vendidas, e que será lançado em outubro no Brasil, com o nome "Aula Nota 10" (Fundação Lemann e editora Da Boa Prosa). 
Nele, Lemov descreve em termos bem práticos 49 técnicas de bons professores. Podem não ser frases glamourosas, mas funcionam. Em entrevista à Folha, o autor diz que seu livro não menospreza o conhecimento teórico. Apenas argumenta que, em vez de aprender apenas a partir de teorias, professores precisam olhar para o que fazem seus colegas com melhor desempenho. 

Folha - Seu livro pode ser entendido também como crítica ao modo como se formamprofessores hoje nos EUA, com currículos que enfatizam demasiadamente teorias pedagógicas e deixam pouco espaço para o ensino de questões práticas de sala de aula. Como foi a repercussão? 
Doug Lemov - Pela resposta que tive, percebi que o problema na formação de professores nos EUA é mais profundo do que imaginava.
Alguns me disseram que as ideias do livro eram muito intuitivas. Outros, que não havia nenhuma grande revelação e que o livro era até óbvio. Sinceramente, considerei elogio, pois isso revela que há mais pessoas que pensam da mesma maneira.
Eu tinha também algum receio de o livro não ser bem recebido por professores de Escolas públicas, já que trabalho numa organização que mantém Escolas "charters" [geridas pela iniciativa privada, mas financiadas pelo poder público para atender gratuitamente alunos pobres] e, nos EUA, tem havido muita disputa em torno deste tema.
Mas acho que os professores entenderam que o livro pode ser útil para seu trabalho, não importa em que tipo de Escola eles ensinam.
Só não tive resposta nenhuma das autoridades educacionais, responsáveis pela política de formação de professores. Deles, percebi um silêncio retumbante. 
O que explicaria isso?
Talvez achem que eles estejam certos e eu, equivocado. Talvez porque estejam numa postura defensiva, se sentindo ameaçados com os que criticam a política atual de formação. Não estou certo de que as pessoas responsáveis pela formação de professores tenham em mente que o aprendizado das crianças tem que ser a prioridade. 
Ao enfatizar a importância de aprender técnicas de manejo de turma em sala de aula, você não estaria menosprezando a formação teórica?
Em nenhum momento digo que o conhecimento teórico não é importante. Pelo contrário, é dramaticamente importante. Se você vai ensinar matemática, você tem que ter uma boa formação em matemática. Mas meu ponto é que só isso não faz de alguém um bom professor.
Acho que as técnicas que descrevo são úteis inclusive para docentes que têm amplo conhecimento da disciplina que lecionam.
Imagine uma Escola pública em área pobre que esteja precisando de um professor de física. Hoje em dia, já é difícil achar alguém que conheça bem a disciplina e esteja disposto a dar aulas.
Mas, se as pessoas com boa formação em física souberem também técnicas para fazer boas perguntas, inspirar crianças e manejar uma sala de aula, triplicaríamos o número de pessoas capazes de dar boas aulas.
Meu livro trata muito mais de como transmitir o conhecimento para os alunos. Quando você é especialista em algo, seu conhecimento sobre o tema é quase intuitivo. Isso pode significar que não seja natural para você pensar em formas de transmitir isso para estudantes. 
No Brasil, há muitas críticas aos formatos tradicionais da sala de aula, pouco atrativos para jovens do século 21. No entanto, muitos professores reagem argumentando que a sala de aula não é um circo, e que aprender nem sempre é divertido. Qual sua opinião?
Não acho que tenha que se escolher entre um modelo ou outro. É certo que você deve inspirar os alunos e atrair sua atenção, mas é preciso também fazê-los trabalhar duro.
Só não entendo como algumas pessoas resistem tanto em melhorar. Se você me disser que há coisas que possa fazer para ser um pai melhor, eu vou querer aprender, mesmo que eu já me considere o melhor pai do mundo.
Se em sua Escola há uma maioria de professores desmotivados ou desinteressados em melhorar, é difícil ser o que dará o primeiro passo. Mas, se você dá esse passo, outros o seguirão, e isso se tornará uma bola de neve. 
Mas, no Brasil, professores muitas vezes dão aulas em situações precárias. Como cobrar entusiasmo de um profissional nessa situação?
É certamente mais fácil ser um ótimo professor numa Escola maravilhosa. Mas, mesmo nas piores Escolas dos Estados Unidos, há sempre um, dois ou três que se destacam, e, no meu livro, eu destaco principalmente o trabalho de professores que dão aulas para alunos mais pobres.
Mesmo não conhecendo bem o Brasil, tenho certeza de que há bons profissionais mesmo emEscolas de pior desempenho. Meu ponto é que, em vez de aprender só com teorias, também deveríamos aprender com exemplo dos ótimos professores.
Há, porém, Escolas que facilitam o trabalho desses bons professores e outras que dificultam. Quais características você identifica nas que apresentem bons resultados?
Em primeiro lugar, são Escolas preocupadas, acima de tudo, no aprendizado do aluno. Parece bobo dizer isso, mas, na prática, nem sempre é o que acontece. Em segundo, há também uma constante análise de resultados, para identificar os pontos fracos e corrigi-los. Por último, são locais onde o professor se sente valorizado e respeitado. 
E o que um diretor precisa fazer para motivar a equipe?
Sei que é comum o ceticismo de professores em relação a aperfeiçoamento. Em parte, eles têm razão, pois muitos conselhos ou treinamentos dão em nada. Mas fazer os professores confiarem no seu trabalho é um resultado, e não uma pré-condição. É preciso mostrar que você é capaz de ajudá-los a serem melhores. Se você consegue fazer isso ao menos com uma minoria, é natural que outros vejam o resultado e passem a acreditar em você.
Fonte: Folha de S. Paulo (SP)
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GUERRAS MATEMÁTICAS


Estudos em neurociência sugerem que é preciso saber a tabuada; debate hoje é se ela deve ou não ser decorada


Fernando Real
HÉLIO SCHWARTSMAN
ARTICULISTA DA FOLHA 
Crianças precisam ou não saber a tabuada de multiplicação? A resposta curta, de acordo com a melhor ciência disponível, é "sim", mas isso não significa que a enorme controvérsia em torno do tema tenha sido resolvida.
Essa é mais uma daquelas polêmicas fundadoras, que divide educadores em linhas pedagógicas com nítidos contornos ideológicos.
De um lado estão os defensores de um ensino mais tradicional, para os quais a tabuada precisa ser conhecida "de cor e salteado"
"Sim, a tabuada deve ser ensinada, e as crianças devem conhecê-la de cor", afirma o professor de psicologia da USP Fernando Capovilla.
"Se o automatismo na memória de recitação falhar, entra o raciocínio. Se não falhar, os recursos centrais de atenção e memória podem se dedicar exclusivamente à resolução do problema em pauta", acrescenta.
Do outro, vêm os proponentes da Educação progressista -no Brasil, mais conhecidos como construtivistas-, que, inspirados nos trabalhos de autores como Jean-Jacques Rousseau, John Dewey e Jean Piaget, advogam por um sistema que respeite o desenvolvimento cognitivo da criança.
"Seguindo os princípios construtivistas, temos que inverter o modo como se ensina tabuada", diz a professora de pedagogia da USP Silvia Colello.
"Explicando melhor, na Escola tradicional, as crianças primeiro aprendiam a tabuada e depois aplicavam em problemas estritamente Escolares que nem sempre faziam sentido para ela. Em uma perspectiva mais atual, entendo que as crianças devam compreender o princípio da multiplicação a partir de atividades lúdicas ou que sejam integradas aos contextos/necessidades da vida cotidiana", completa.

MUNDO REAL
Nos anos 80 e 90, os construtivistas pareciam estar vencendo a guerra. Nos EUA, por exemplo, o poderoso Conselho Nacional de professores de Matemática (NCTM) lançou várias recomendações para que as Escolas tirassem a ênfase da competência para efetuar cálculos e a colocassem na compreensão dos conceitos e na capacidade de resolver problemas do "mundo real".
A ideia era que, com a crescente popularização de calculadoras e computadores, fazer contas se tornara uma tarefa puramente mecânica sem maior interesse.
A reação não tardou. professores universitários se uniram a "pais preocupados" para queixar-se do baixo nível de conhecimento com que os alunos saíam do ensino médio e defender a volta a um ensino mais tradicional. As batalhas entre os dois lados ficaram conhecidas como "math wars" ().

Para tentar resolver a celeuma, em 2006, o então presidente George W. Bush convocou uma comissão de notáveis e os incumbiu de reunir a melhor ciência disponível e fazer recomendações.
Em 2008, o comitê saiu-se com uma conclusão temperada pela política na qual afirmava que "a compreensão dos conceitos, a fluência computacional e a capacidade de resolver problemas são igualmente importantes e reforçam uns aos outros" e pedia o fim da guerra.
Hoje, com os ânimos serenados e a ciência mais bem digerida, é possível avançar um pouco mais. Como explica o psicólogo e educador João Batista Oliveira, outro defensor da tabuada decorada, "o problema é que a memória humana é limitada".
A memória de trabalho de um adulto, isto é, aquela que ele utiliza na resolução de problemas complexos (não a que armazena para manter por períodos mais longos), comporta em média apenas uns sete elementos. No caso de crianças, essa capacidade é ainda menor. Se ela é onerada com sub-rotinas para fazer contas simples, perde-se eficiência cognitiva.


VERBOS DE AÇÃO

Numa linha um pouco diferente e que não insiste na decoreba vai a consultora educacional e pesquisadora em neurociência Elvira Souza Lima. Para ela, os elementos da matemática, incluindo a tabuada, devem ser aprendidos com suporte linguístico, especialmente de verbos de ação, que resultam numa organização mais sólida dos conceitos.
A ideia é que a criança seja exposta a frases como "peguei 4 vezes 9 unidades de banana e fiquei com um total de 36 bananas" ou "andei 9 vezes a distância de 4 metros da porta da casa ao portão do jardim. Assim andei 36 metros no total".
"Num primeiro momento, esses raciocínios mobilizam a memória de trabalho, mas, depois de muita repetição, eles [os elementos] acabam se fixando e podem ser utilizados prontamente".
A vantagem, segundo Lima, é que o aluno, além de acabar aprendendo a tabuada, também se assenhora do princípio multiplicativo e de suas propriedades, que são básicos para a matemática.
"Em resumo, a criança que aprende o princípio multiplicativo terá mais recursos, principalmente para aprendizagens posteriores, do que a que só decora a tabuada", diz a pesquisadora.
Fonte: Folha de S. Paulo (SP)
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SP SUSPENDE PROJETO COM VALE-REFORÇO



O secretário da Educação, Paulo Renato Souza, decidiu adiar projeto que prevê pagamento de R$ 50, em vale-presente, a estudantes que participarem de atividades de reforço em matemática




MÔNICA BERGAMO
COLUNISTA DA FOLHA


O secretário da Educação, Paulo Renato Souza, decidiu adiar projeto que prevê pagamento de R$ 50, em vale-presente, a estudantes que participarem de atividades de reforço em matemática.
Paulo Renato vai reunir hoje sua equipe para discutir a decisão. "É um projeto que está muito cru. Temos de amadurecer mais, discutir mais com a sociedade. Precisamos convencer as pessoas antes de implantá-lo", disse ontem. "Está havendo polêmica desnecessária."
Os alunos que receberiam o reforço seriam escolhidos entre os que possuem notas baixas, conforme informou a Folha semana passada. O vale-presente buscava incentivar a participação nas atividades, que não seriam obrigatórias.
educadores criticaram a ideia. Uma das principais ponderações era o fato de premiaralunos com baixo desempenho -o que poderia incentivar as notas baixas.

APOIO
Apesar de suspender o programa, o secretário da Educação afirma que continua apoiando a proposta.
"Ela não é nem minha. É uma proposta do BID [Banco Interamericano de Desenvolvimento] e da Fipe, que já foi testada em vários lugares. Acho que pode ser testada também aqui."
Mesmo apoiando o teste do projeto, Paulo Renato disse que ficará surpreso se o pagamento der resultado. "Seria uma surpresa se esse projeto desse um resultado espetacular. Se funcionar, será uma beleza."
A proposta, chamada Multiplicando Saber, é um projeto-piloto, que pretende atender 1.200alunos do ensino fundamental. Eles receberiam sessões tira-dúvidas, dadas por 400 bonsalunos do ensino médio, duas vezes por semana, por 90 dias.
O pupilo que não faltassem a nenhuma atividade ganharia vale de R$ 50, a serem gastos em livros, CDs ou cadernos. O vale-presente foi instituído devido ao temor de que os alunos tivessem muitas faltas ou até desistissem.

Fonte: Folha de S. Paulo (SP)
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Fonte: http://www.todospelaeducacao.org.br/comunicacao-e-midia/educacao-na-midia/9887/sp-suspende-projeto-com-vale-reforco

domingo, agosto 15, 2010

A HORA DA ESTRELA - CLARICE LISPECTOR

Para os meus alunos, em especial aos da 8ª série A e B da EE Maurício Montecchi, material sobre a obra "A Hora da Estrela", de Clarice Lispector, sobre o qual muito falamos nas últimas aulas. Espero que gostem!

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Fonte: http://www.slideshare.net/JFFN/anlise-a-hora-da-estrela

É POR ISSO QUE EU AMO O QUE EU FAÇO...




Olha só que mensagem mais "fofa" essa que eu recebi de um aluno querido da 5ª série da EE Maurício Montecchi - Pitangueiras - SP. E veja, na sequência, o depoimento que ele deixou no meu Orkut. É ou não é motivo suficiente para dar graças a Deus pela minha profissão?




Carlos Eduardo de Araujo

Depoimento:


Oi professora. Eu acho vc muito legal - continue assim porque vc vai ter muitos amigos.
Eu acho vc uma otima professora.


Abraços - até terça feira!

CRÔNICA DO AMOR

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim. 

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

Tenha um ótimo e produtivo dia!
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SE NÃO FOR PRODUTIVO, ENGRANDECEDOR, IGNORE...

Os Pessimistas

Certa vez, um poderoso rei, para comemorar o aniversário de seu amado filho, resolveu fazer uma grande festa para todos os seus súditos. Entre as muitas atrações do evento, havia um desafio que a todos interessou: era "a escalada ao poste". No alto de um gigantesco mastro havia uma cesta repleta de ouro e de comida. Aquele que conseguisse alcançar o topo daquele poste poderia se deliciar com a comida e pegar para si todo o ouro. Muitos dos que estavam presentes, pretendiam participar daquele desafio. Quando o rei autorizou, foi dado início à prova.

O primeiro a participar foi um rapaz alto e forte. Ele tomou uma distância curtíssima e começou a subir no poste. Não chegara nem à metade, quando, cansado e irritado, desistiu. Enquanto descia, dizia que o poste era alto demais e que não havia nenhuma possibilidade de que alguém alcançasse o prêmio.

Blasfemava baixinho para que seus queixumes não fossem ouvidos pelo rei, mas sugeriu àqueles que se aproximavam dele que não tentassem, a fim de que o rei se visse obrigado a diminuir o tamanho do mastro. Alguns súditos, influenciados pelas palavras do jovem, sentiram-se decepcionados com o rei e foram embora cabisbaixos e choramingando. Outros proferiram contra o rei palavras de desapontamento.

De repente, porém, do meio da multidão surgiu um garotinho muito magro e de aparência franzina. Tomou distância, aproveitando o tumulto criado pelo jovem rapaz que o antecedera, e, correndo como o vento, iniciou sua subida no mastro. Na primeira tentativa não teve êxito. Quando se preparava para tentar novamente, as pessoas ao redor gritavam: "desista! Desista!". Mesmo assim ele persistiu. Parecia mais convicto do que da primeira vez. Afastou-se e, com energia, agarrava-se ao mastro, ganhando altura com muito empenho. Minutos depois, após ter realizado indescritível esforço, o garoto, diante do olhar admirado de todos, atingiu o topo e a cesta repleta de ouro e comida. Alguns o aplaudiram; outros, incrédulos, comentavam a proeza.

O rei, admirado pela determinação do vencedor, imediatamente foi procurar o pai do garoto para buscar uma explicação sobre o ocorrido.
"Meu senhor, como pôde esse menino, tão pequeno e fraco, alcançar um objetivo tão difícil, enquanto todos o instigavam a desistir?" - questionou curioso o soberano.
Sorrindo, com o filho nos braços, o pai esclareceu: "duas coisas motivaram o meu filho a agir da forma como agiu: a primeira é a fome, porque há dias o pobre não come nada. E a segunda é porque ele é surdo, e não ouviu nenhuma das palavras desencorajadoras que lhe foram dirigidas."

->> Muitas são as razões que podem nos motivar a buscar nossos objetivos. Algumas delas são nobres e dignas, outras emergenciais e até mesmo casuais. Em verdade, o mais importante é que tenhamos metas definidas e firme disposição para persistir sempre. Distinguir as palavras de orientação das palavras de desestímulo nem sempre é tarefa fácil.
Usemos, portanto, o bom senso e o discernimento para saber insistir no que realmente vale a pena, sem nos deixar acovardar pelos discursos pessimistas!!!


Tenha um ótimo e produtivo dia!
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Fonte: www.velhosabio.com.br

sábado, agosto 14, 2010

O QUE FAZER PARA MELHORAR A EDUCAÇÃO?

Melhorar educação depende de professor, proposta pedagógica e infraestrutura, diz Unicef

Rafael Carneiro da Cunha
Garantir qualidade para a educação requer atividades específicas para ensino de português e matemática, formação de professores e infraestrutura para aulas e atividades. As sugestões são do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), que produziu  o relatório Caminhos do Direito de Aprender, divulgado em julho.

“A educação no Brasil é uma equação que tem muitas variáveis e que devem ser cuidadas todas ao mesmo tempo”, afirma a coordenadora de projetos de educação do Unicef no Brasil, Maria de Salete Silva, uma das responsáveis pelo relatório. O relatório analisou experiências de escolas de 26 municípios que conseguiram aumentar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) entre 2005 e 2007.

Todas as escolas apresentadas dão prioridade à leitura e à escrita e procuram atender às necessidades específicas de cada aluno, explica Maria de Salete. Além disso, elas ofereceram programas de formação de professor e se preocuparam em criar um ambiente ideal para a aprendizagem, onde os alunos tenham prazer ao frequentar o colégio.

“Ainda tem muito professor que só tem o magistério, que não é o suficiente, por exemplo, para dar aulas nos ensinos infantil e fundamental. Em contrapartida, há também uma falha nos cursos de formação superior, pois eles não são tão próximos à realidade das escolas”, ressalta.

Maria de Salete considera que as escolas ainda precisam compreender melhor suas práticas pedagógicas, trabalhar as características culturais em que estão inseridas, aumentar a permanência do aluno no ambiente escolar e trabalhar em conjunto com município, estado e federação. “Eu acredito que a preocupação das escolas com índice abaixo da média nacional não deve ser em atingir essa média, mas ultrapassar o último índice obtido”, diz.

Um dos municípios citados no relatório é o de Barra de Santo Antônio (AL), que teve um Ideb de 2,6 em 2005 e passou para 2,7 em 2007. Apesar de ter alcançado a meta de 2007, o Unicef  reconhece que ainda falta muito para que o resultado da escola seja comemorado, pois ainda não há uma clareza da importância do Ideb.

Outro exemplo é o município de São Cristóvão (SE), cujo Ideb para os anos iniciais do ensino fundamental saltou de 2,5 em 2005 para 3,0 em 2007. Para a prefeitura é preciso envolver mais os pais e a comunidade no processo de aprendizagem, de acordo com o relatório.

Ideb

O Ideb foi criado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e reúne em um só indicador o fluxo escolar e a média de desempenho dos alunos nas avaliações. O indicador é calculado a partir dos dados sobre aprovação escolar, obtidos no Censo Escolar e nas médias de desempenho no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) – para os estados e a união – e na Prova Brasil para os municípios.

Especial Eleição 2010

De 23 a 27 de agosto o Portal Aprendiz trará um especial sobre as eleições deste ano. Serão abordadas as propostas relacionadas à educação dos quatro principais candidatos à Presidência da República.

Assuntos como a criação do Sistema Nacional Articulado, ensino médio aliado ao ensino técnico, orçamento para educação, piso salarial e plano de carreira para os profissionais da educação serão abordados com candidatos ou seus representantes da área da educação. A semana especial terminará com uma reportagem que buscará analisar os programas dos presidenciáveis a partir de entrevistas com representantes de organizações e especialistas que trabalham com educação.
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sexta-feira, agosto 13, 2010

TESTE: QUE LIVRO É VOCÊ?


Faça o teste - é muito interessante!


Fonte: Site "Educar para Crescer" - http://educarparacrescer.abril.com.br

Eu fiz  e, veja só o resultado: se eu fosse um livro - quanta honra! - eu seria "Morte e Vida Severina", de João Cabral de Melo Neto! (Veja o resultado abaixo - a descrição é impressionante!)

Acesse o link e responda!  

http://educarparacrescer.abril.com.br/leitura/testes/livro-nacional.shtml

Literatura


Que livro é você?

Se você fosse um livro nacional, qual livro seria? Um best-seller ultrapopular ou um relato intimista? Faça o teste e descubra.


Resultado

"Morte e vida severina", de João Cabral de Melo Neto
Às vezes você tem uma séria vontade de estapear as pessoas, só para fazê-las acordarem e perceberem as injustiças deste mundo. Como podem viver em seus mundinhos banais, quando há quem passe fome e totalmente à margem de qualquer conforto ou assistência? Esta talvez seja a sua maior revolta. Por isso, você tenta fazer a sua parte. Talvez por meio de um trabalho voluntário, participando de movimentos populares ou somente se exaltando em rodas de amigos menos engajados. De qualquer maneira, você consegue de fato comover pessoas com seu discurso apaixonado e, ao mesmo tempo, baseado numa lógica de compaixão e igualdade que ninguém pode negar.
Essa missão é mais do que cumprida pelo belo "Morte e vida severina" (1966), poema dramático escrito pelo pernambucano Melo Neto que se tornou símbolo para uma geração em conflito com as consequências sociais geradas pelo capitalismo selvagem.

Foto: Divulgação

SP PAGARÁ R$ 50 A ALUNO QUE FIZER REFORÇO DE MATEMÁTICA

E eu achei que nada mais me surpreenderia na área da Educação...

Qual é o incentivo para os bons alunos, aqueles que se esforçam, que se destacam no Ensino Fundamental? (já que os estudantes-tutores, que receberão bolsa mensal de R$ 115, são do Ensino Médio).
É certo que não se pode generalizar, mas, quem conhece o cotidiano  de uma escola pública sabe que, parte dos alunos tem déficit de aprendizagem mesmo, porém, uma outra parte não "quer" aprender, por mais que os professores se esforcem, insistam, diversifiquem a metodologia... e, os motivos para que isso ocorra são os mais diversos possíveis, mas não cabe discuti-los neste momento.
Eu, professora convicta do meu papel, apesar de todos os entraves, não costumo desistir de nenhum aluno e faço o que está ao meu alcance (e o que, às vezes, parece não estar) para levar "todos os alunos" à aprendizagem. Estou iniciando na escola em que leciono, como voluntária, um projeto de "recuperação" intensiva  (não gosto muito de utilizar esse termo: "recuperação") , prefiro "apoio à aprendizagem" e, por isso, nomeei o referido projeto de "PROJETO 'APOIO CONTÍNUO À APRENDIZAGEM'", que tem como objetivo principal minimizar as dificuldades dos alunos e fazer com que os mesmos consigam acompanhar as aulas regulares em suas respectivas salas de aula. Não consegui atingir todos os alunos (por enquanto), mas estou feliz porque apenas um pequeno (irrisório) número não aderiu à ideia do projeto e, por outro lado, alunos que apresentam um bom desempenho escolar, querem, por vontade própria, participar das aulas de apoio e, melhor ainda, pasmem, NENHUM  aluno vai receber n$a$d$a para aprender, a não ser o empenho e dedicação da professora, o apoio do grupo-escola e o acompanhamento direto dos pais (que estamos buscando torná-lo cada vez mais efetivo). E pasmem, novamente: os alunos estão cada dia mais motivados e envolvidos com a aprendizagem e isso, para mim, não tem "PREÇO".

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Estudantes-tutores irão receber uma bolsa mensal de R$ 115. Iniciativa é parceria com o BID, USP e Fipe

AE | 13/08/2010 11:41

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O governo de São Paulo vai pagar vale-presente de R$ 50 a estudantes que frequentarem aulas de reforço de matemática. O programa prevê que alunos dos 2º e 3º anos do Ensino Médio com bom desempenho na matéria recebam bolsa auxílio para ser tutores de alunos dos 6º e 7º anos do Ensino Fundamental. Aos tutores será oferecida uma bolsa mensal de R$ 115 pelos três meses de duração do programa.
A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Secretaria de Estado da Educação, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), professores da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadores da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O investimento total no programa será de US$ 663 mil, sendo US$ 130 mil da secretaria, US$ 200 mil do BID e US$ 333 mil de parceiros
A secretaria informou que 441 escolas da rede em 70 municípios do interior e da Grande São Paulo participarão do programa. As sessões de estudo terão duração de 90 minutos e acontecerão duas vezes por semana, durante 12 semanas, entre os dias 1º de setembro e 23 de novembro. No dia 19 de agosto, será divulgado no site do Multiplicando Saber (www.multiplicandosaber.org.br) as escolas e os alunos que serão beneficiados pelo programa.
A estimativa do governo é atingir a meta de 35 estudantes inscritos por escola do Ensino Fundamental e 15 tutores por escola do Ensino Médio. O professor coordenador também receberá um vale-presente de até R$ 50, de acordo com o número de alunos inscritos em sua escola (quanto mais próximo da meta, maior o valor), e outro vale-presente de até R$ 150, conforme a assiduidade dos jovens.
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Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/sp+pagara+r+50+a+aluno+que+fizer+reforco+de+matematica/n1237747415374.html

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