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domingo, julho 04, 2010

BULLYING: O QUE É?


O que é bullying?

por Fred Linardi; Ilustrações: Val Deir
Bullying vem da palavra bully, que significa ‘valentão’. São abusos físicos e psicológicos de um agressor contra sua vítima. “Até a década de 70, não era interpretado como violência, mas sim algo que fazia parte das relações sociais e do amadurecimento das crianças, ou até como brincadeira”, explica Cleo Fante, pesquisadora sobre o assunto. Esse ato envolve apelidos, boatos, ameaças, críticas, isolamento e agressão física.


GALERIA DOS INTIMIDADOS
Tem para a criança e para o adulto

Escola
Geralmente a vítima começa ser alvo a partir da 5ª e 6ª série do Ensino Fundamental. Não são simples “brincadeiras” de mau-gosto, afinal, o bullying  ultrapassa os limites psicológicos ou físicos. O aluno se sente impotente diante da situação e fica acuado, além de não achar nada de divertido nisso.






Internet é um lugar fácil de depreciação da vítima. É possível criar perfis e blogs fakes, espalhar boatos e fotos, colocando esta pessoa em situações muito constrangedoras. Aí, quando ela sai de casa e vai para escola, por exemplo, acaba sendo alvo de vários comentários.



No trabalho
Chamado de assédio moral, a versão adulta do bullying  pode vir tanto do chefe quanto dos colegas de trabalho. Perseguição e marcação cerrada na hora de executar a função ou criticas sem fundamentos são algumas formas de abuso cometidas nesse ambiente.





 Prédios e condomínios
Nesses casos, o bullying  envolve barulhos (para incomodar mesmo!) e até boatos. Tudo isso só para intimidar um vizinho. Isso segue até certo ponto, quando o desconforto é tão grande que o individuo passa a querer mudar de endereço definitivamente.




No exército
Alguns países, como o Brasil e a França, já chamaram atenção para treinamentos abusivos em alguns membros de um grupo. Como se fosse um trote de faculdade, a vítima é colocada sob pressão física e emocional, para provar seus limites.




Se liga!!
Saiba se colocar, se impor e não se mostrar uma presa fácil. Quem aplica o bullying é porque quer esconder uma insegurança e busca uma vítima que seja fácil de encher o saco. 
O que fazer:
Crianças e jovens devem contar para os pais e responsáveis da escola. Entre os adultos, o ideal é anotar o dia, a hora e o local onde sofreu o abuso e, se possível, reunir testemunhas. Se o bullying continuar, ele pode recorrer à justiça.
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sábado, julho 03, 2010

SÓ PARA DESCONTRAIR...

ENSINO MÉDIO: FALTAS, EVASÃO E DESINTERESSE

Desinteresse é 2º motivo para faltas no ensino médio

Entre alunos que disseram ter faltado algum dia nos últimos dois meses, 21,5% alegaram que simplesmente não quiseram ir à escola

Agência Estado | 03/07/2010 11:36

O ensino médio, etapa com a maior taxa de evasão, sofre também com um tipo informal de abandono: o desinteresse. O aluno se matricula, cursa, mas não presta atenção nas aulas, não estuda, não faz lição. Essa pode ser uma das causas do crescimento de apenas 0,1 na nota de 3,6 dessa etapa escolar do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2009, divulgado na quinta-feira pelo MEC.
Um levantamento que mapeou formas alternativas de não participação na vida escolar mostra que "não querer comparecer" às aulas foi o segundo principal motivo de ausências entre os estudantes do ensino médio.
Entre os alunos que disseram ter faltado algum dia nos últimos dois meses, 21,5% alegaram que simplesmente não quiseram ir à escola. O desinteresse perdeu apenas para problemas de saúde, apontados por 41% como a razão das ausências.
A pesquisa Mapeando as Formas Alternativas de Não Participação cruzou dados do Censo Escolar e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) que pudessem refletir o desinteresse, como as faltas e o fato de fazer ou não a lição de casa.
Os resultados, porém, apontam somente alguns indícios da falta de interesse. "Identificar todas as formas alternativas de não participação exige dados muito específicos. O ideal seria estudos em sala de aula, que são muito caros", afirma Elaine Toldo Pazello, pesquisadora do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e umas das responsáveis pelo levantamento. A pesquisa revelou ainda que menos da metade dos estudantes do ensino médio (41,5%) faz sempre a lição de casa. O número representa uma queda de 17% em relação aos alunos do fundamental. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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sexta-feira, julho 02, 2010

BULLYING: MAIS UM CASO QUE VAI PARAR NA JUSTIÇA

02/07/2010 - 19h56

Mãe é condenada por bullying praticado por filho no RS

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul condenou nesta semana a mãe de um adolescente que cometeu cyberbullying (uso de meios eletrônicos para comportamento hostil). O menor criou uma página na internet com a finalidade de ofender um colega de classe. A mãe terá de pagar indenização por danos morais no valor de R$ 5 mil, corrigidos monetariamente.
De acordo com a Justiça, a vítima entrou com uma ação na cidade de Carazinho, alegando que fotos suas foram copiadas e alteradas, dando origem a um fotolog (espécie de diário fotográfico online) criado em seu nome. Na página, foram postadas mensagens levianas e ofensivas, segundo a vítima. Além disso, foram feitas montagens fotográficas nas quais o autor é retratado em cenas constrangedoras.
Segundo ele, após muita insistência e denúncias por mais de um mês, o provedor cancelou o fotolog. Na sequência, o autor começou a receber e-mails com conteúdo ofensivo, razão pela qual providenciou registro de ocorrência policial e ingressou com ação cautelar para que o provedor fornecesse dados sobre a identidade do proprietário do computador de onde as mensagens foram postadas, chegando ao nome da mãe de um colega de classe.
Os fatos ocorreram enquanto o autor ainda era adolescente e, segundo ele, foram muito prejudiciais, havendo necessidade de recorrer a auxílio psicológico. Por essas razões, sustentou que a mãe do criador da página deveria ser responsabilizada já que as mensagens partiram de seu computador, bem como o provedor, por permitir a divulgação do fotolog.
No 1º Grau, a Juíza de Direito Taís Culau de Barros, da 1ª Vara Cível de Carazinho, condenou a mãe ao pagamento de indenização por dano moral no valor de R$ 5 mil e descartou a responsabilidade por parte do provedor de internet. "Os fatos são claros: em face da ausência de limites que acomete muitos jovens nos dias de hoje, vide os inúmeros casos de bullying e inclusive atrocidades cometidas por adolescentes que vêm a público, o filho da ré, e quem sabe outros amigos, resolveram ofender, achincalhar, e quiçá, fazer com que o autor se sentisse bobo perante a comunidade de Carazinho", diz a sentença.
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quinta-feira, julho 01, 2010

BOLSAS DE ESTUDOS PARA PROFESSORES ATUAREM NOS ESTADOS UNIDOS

30/06/2010

Seleção dá bolsas para professores


Karina Chimenti
do Agora
A Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) oferece 30 bolsas para docentes de língua portuguesa atuarem nos Estados Unidos como professores-assistentes no ensino de português em universidades norte-americanas.
Os bolsistas terão direito a moradia, alimentação, transporte e seguro-saúde. Eles passarão nove meses em uma universidade cursando duas disciplinas por semestre --sobre os Estados Unidos e outra de literatura, linguística ou metodologia de ensino.
O processo seletivo é uma parceria com a Comissão Fulbright e irá priorizar professores da rede pública de ensino e ex-bolsistas do ProUni (Programa Universidade Para Todos). Interessados devem se inscrever até o dia 15 de julho no site www.fulbright.org.br, onde está o edital.
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USAR APOSTILAS É COLOCAR CURATIVO EM PROBLEMA, DIZ MEC


Secretária de Educação Básica do MEC defende a capacitação de professores em vez do uso de "receituários" em sala de aula

Carolina Rocha, iG São Paulo | 30/06/2010 10:18
Apostar em materiais didáticos apostilados, com conteúdos estruturados aula por aula é não acreditar na capacidade do professor. É o que acredita a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar Lacerda.
O comentário tem referência à 
pesquisa apresentada nesta terça-feira pela Fundação Lemann, que apontou que escolas que adotam sistema estruturado de ensino, com uso de apostilas, sites de consulta, entre outros materiais pedagógicos para alunos e professores apresentam desempenho melhor no teste de proficiência em matemática e português do Governo Federal, a Prova Brasil.Apostar em materiais didáticos apostilados, com conteúdos estruturados aula por aula é não acreditar na capacidade do professor. É o que acredita a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar Lacerda.
Segundo a pesquisa, as metodologias estruturadas ajudam o professor a não “pular” conteúdo e a aprender o que não dominava. Além disso pesquisa anterior da própria fundação mostra que os professores brasileiros estão entre os 30% de menor desempenho no ensino médio. Estudo da Fundação Carlos Chagas identificou que os cursos de pedagogia não preparam os professores para dar aulas.
Maria do Pilar concorda que a formação dos professores, atualmente, é inadequada, mas acredita que a utilização de materiais tão impositivos quanto a aplicação do conteúdo é “colocar um curativo sobre o problema, sem a preocupação de saná-lo”. “Se o problema do ensino é a falta de tempo do professor para preparar uma aula ou a má preparação, devemos discutir isso, ou ele vai continuar trabalhando do mesmo jeito, sem que o problema seja resolvido”.
“Usar um receituário para o professor dar a aula não é a melhor opção. É demonstrar que não acreditamos na capacidade dele de aprender com a formação inicial ou a continuada, ou até com as próprias práticas. Oferecer esses materiais tão mastigados é tirar a autonomia do profissional”, defende a secretária.
Custos
Outro ponto levantado pela secretária é com relação ao gasto com a contratação de empresas privadas para o fornecimento destes materiais. “O MEC já investe recursos consideráveis e fornece gratuitamente o material pedagógico. Os municípios poderiam gastar esse dinheiro com outras coisas, até mesmo com programas de formação para os professores.”

EDUCAÇÃO: IDEB E OUTRAS ESTATÍSTICAS

dia 29 de junho de 2010

Não somos campeões em Educação


Apesar de estarem na escola, as crianças brasileiras não conseguem aprender tudo o que deveriam. Veja estes dados chocantes:

"A Educação é a única forma de realmente termos um Brasil melhor" Luís Fabiano, jogador de futebol
  • A nota média do país é de 4,6 no ensino fundamental 1 (1º ao 5º ano) e 4,0 no ensino fundamental 2 (6º ao 9º ano). Os dados são do Ideb, índice que mede a qualidade de ensino no país. A nota que precisamos ter? Nota 6, no mínimo.
  • O Brasil tem um alto índice de crianças na escola – 97,8%. No entanto, não são poucos os que estão fora das salas de aula: 660 mil meninas e meninos. Sendo que 450 mil deles são negros . Fonte: Unicef, com informações da Pnad 2007.
  • Segundo o PISA, o programa de avaliação de sistemas educativos mais difundido no mundo, o Brasil está em 54° lugar em matemática (numa lista de 57 países) e em 49° lugar em leitura (numa lista de 56 países).
  • 39,5% dos jovens brasileiros de 16 anos não terminaram o ensino fundamental. Fonte: Pnad/IBGE 2007.
  • 55,1% dos jovens brasileiros de 19 anos não conseguiram concluir o ensino médio. Fonte: Pnad/IBGE 2007.
  • 74% da população brasileira não consegue entender um texto simples (segundo o Inaf).
  • Apenas 9,8% dos alunos do 3°ano do ensino médio sabem o conteúdo esperado em Matemática e 24,5%, o de Língua Portuguesa. Fonte: Todos Pela Educação, com base nos dados do Saeb 2007.
  • 42,6% dos alunos dos alunos do 3ª série (EM) estão acima da idade adequada. Fonte: SAEB/INEP – 2007.
  • 10 % dos jovens de 15 ou mais são analfabetos. Fonte: MEC/Inep/DTDIE – 2005.
  • Apenas 25% da população brasileira adulta é plenamente alfabetizada . O dado é do Inaf 2009 – Indicador de Alfabetismo Funcional.

por: Marcela Cataldi

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IDEB: RESULTADO DO ENSINO MÉDIO É PREOCUPANTE, DIZ ESPECIALISTA


01/07/2010 18h36 - Atualizado em 01/07/2010 18h46

Resultado do ensino médio no Ideb é preocupante, diz especialista


Avaliação é do presidente executivo da ONG Todos pela Educação.
Melhorias virão com valorização de professores e reforma curricular.

Fernanda Nogueira
Do G1, em São Paulo
O avanço de apenas 0,1 ponto no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) registrado pelo ensino médio, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (1º) pelo Ministério da Educação (MEC), é preocupante, de acordo com o presidente executivo da ONG Todos pela Educação, Mozart Neves Ramos.
Passar da nota 3,5, em 2007, para 3,6, em 2009, mostra uma estagnação, segundo Ramos. A escala vai de 0 a 10. A meta para 2021 no ensino médio é de 5,2 pontos. “As boas notas do ensino fundamental não se perpetuam no ensino médio. O que puxou as notas nas séries iniciais foi o desempenho dos alunos e não a aprovação. No ensino médio, o peso da aprovação foi muito maior que o desempenho, relativamente. É muito preocupante a questão do ensino médio. Isso coloca um desafio para os próximos governadores”, afirmou.
A avaliação foi criada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e leva em conta dois fatores que interferem na qualidade da educação: rendimento escolar (taxas de aprovação, reprovação e abandono) e médias de desempenho na Prova Brasil.
Para Mozart, uma reforma do ensino médio deverá ser colocada na agenda de prioridades dos próximos governadores, que deverão articular as ações com o MEC. “Eles têm de focar, principalmente, na valorização dos professores e na reformulação do currículo, que precisa ficar mais atraente”, disse.
Países que têm os melhores níveis educacionais, como Finlândia e Coréia do Sul, atraíram jovens talentosos para atuar nas salas de aula, de acordo com o presidente executivo do Todos pela Educação. “Aqui, ocorre o contrário”, afirmou.
Mudanças no currículo também são essenciais para manter estudantes na escola, segundo a avaliação de Ramos. “Hoje, dos que se evadem, 40% fazem isso por desinteresse.”
Sobre as séries do ensino fundamental, Ramos afirmou que devem alcançar o Ideb de 6, nota de países desenvolvidos, antes da data prevista. A meta é chegar à nota em 2021, mas as notas podem ser atingidas em 2016 ou 2018, de acordo com Ramos. “Apesar de estarmos comemorando, é importante lembrar a cada novo biênio o esforço será muito maior que o anterior."
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IDEB: MINISTRO DIZ QUE METAS POR REDE E ESCOLA PODEM SER REVISTAS

Metas do Ideb por rede e escola podem ser revistas, diz ministro

Índices previstos para 2011 foram alcançados pelo ensino fundamental. Aceleração pode provocar revisão das metas

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) foi criado pelo Ministério da Educação para avaliar a aprendizagem dos alunos e o sucesso das escolas no processo de ensino. Com base nos retratos da educação nacional, estadual, municipal e até escolar produzidos pelo cálculo do índice, o órgão estabeleceu metas de qualidade que devem ser atingidas nas várias etapas educacionais.
Os resultados de 2009 mostraram que as metas estabelecidas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para melhoria da qualidade de ensino nas escolas brasileiras têm sido alcançadas. No caso do ensino fundamental, as expectativas para 2011 já foram atendidas no ano passado.
Nos últimos quatro anos, desde que o Ideb começou a ser calculado, os índices da primeira etapa do ensino fundamental (as séries iniciais) aumentaram 0,8 pontos. Passaram de 3,8 para 4,6. Foi a fase da educação que mais demonstrou crescimento no Ideb. Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, essas crianças foram alvos de políticas que alteraram a trajetória educacional de má qualidade.
Haddad lembrou que, se o ganho obtido por essas crianças e suas escolas for mantido nos próximos anos, a meta de qualidade estabelecida para o País no bicentenário de sua Independência, 2022, poderá ser alcançada com cinco anos de antecedência. “A Prova Brasil organizou a escola do ponto de vista dos projetos pedagógicos. Os aumentos de Ideb obtidos em todas as etapas são consistentes com as trajetórias previstas pelo Inep”, pondera.
Por isso, o ministro não descartou a possibilidade de que as metas possam ser revistas nos próximos anos. Mas recomendou cautela. “Não esperávamos que as metas fossem antecipadas dessa forma. A minha recomendação para o próximo governo seria rever as projeções para escolas e redes. Talvez valesse a pena para evitar que alguma escola muito fora da rede prevista desista ou outra muito acima se acomode”, diz. No entanto, ele acredita que a média nacional precisa ser olhada com cautela.
Ensino médio
O ministro também ressaltou que é natural o menor crescimento no ensino médio. “Passamos por um período de recessão educacional, com a queda do desempenho dos estudantes. O pior momento em proficiência em matemática e língua portuguesa foi o vivido pelos alunos dos anos iniciais em 2001”, contou.
Maria do Pilar Lacerda, secretária de Educação Básica do MEC, afirma que os programas precisam ser fortalecidos para atender a população que está chegando ao ensino médio. “Aumentar o ensino técnico, ampliar a oferta de ensino médio inovador e investir na formação de professores das áreas de exatas, que é a maior necessidade dessa etapa”, afirma.
É importante lembrar que apenas parte dos estudantes do ensino médio matriculados no País fez a Prova Brasil. Como os alunos dessa etapa concentram incontáveis avaliações (Exame Nacional do Ensino Médio, vestibulares, Sistema de Avaliação da Educação Básica, entre outros), o Inep optou por pegar uma amostragem de estudantes para participar da prova. “Com a mudança no Enem, estamos tentando racionalizar isso. Há uma chance de ele ser universalizado e poder ser utilizado nas comparações”, diz.
Para o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Carlos Sanches, é hora de as escolas particulares serem incluídas nas avaliações. Por enquanto, apenas as escolas públicas participam dos exames aplicados pelo MEC às crianças e aos adolescentes. “Chegou o momento de a Prova Brasil ser censitária e avaliar também a rede privada. Precisamos acompanhar efetivamente as diferenças de ensino e investimentos das duas redes”, ressalta.
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terça-feira, junho 29, 2010

APOSTILAS MELHORAM DESEMPENHO DE ESTUDANTES


Estudo da Fundação Lemann mostra que notas de alunos na Prova Brasil são mais altas nos sistemas de ensino que adotam os materiais

Priscilla Borges, iG Brasília, e Carolina Rocha, iG São Paulo
 29/06/2010 17:27


O uso de apostilas tem beneficiado os estudantes cujas escolas adotaram o material em sala de aula. As justificativas seriam a mudança provocada nas aulas e o melhor aproveitamento do tempo, de acordo com estudo realizado pela Fundação Lemann divulgado nesta terça-feira.
Os dados da pesquisa revelam que a adoção dos materiais provocou um aumento de cinco pontos nas notas dos alunos na Prova Brasil, exame nacional que avalia os conhecimentos de matemática e língua portuguesa. Para Paula Louzano, coordenadora do estudo, o impacto é importante. “As metas do Ministério da Educação dizem que um aluno precisa evoluir nas notas 50 pontos entre 5º e o 9º ano. Isso significa 12 pontos a cada ano. Então esse ganho de cinco pontos simboliza metade de um ano escolar”, afirma.
Durante a pesquisa, foram observadas escolas com diferentes perfis. A amostra de 7,5 mil colégios das redes municipais de educação do estado de São Paulo possuía escolas que utilizaram as apostilas entre 2006 e 2007 (depois da aplicação da primeira Prova Brasil), outras que só começaram a usar esses materiais depois de 2008 e um grupo que nunca utilizou esse tipo de material.
As notas dos alunos dessas escolas foram comparadas para se obter um resultado mais preciso sobre o impacto desses materiais no processo de ensino e aprendizagem das escolas. Os pesquisadores explicam que os sistemas que utilizam esses materiais – em São Paulo, há 291 municípios nessa situação – fornecem, além das apostilas para os alunos, material específico para o professor, capacitação pedagógica, acesso a portais educativos e, em alguns casos, acompanhamento pedagógico para os professores.
De acordo com Paula, as comparações ponderam ainda outras características consideradas fundamentais para o sucesso escolar das crianças: a escolaridade familiar, a formação dos professores, a infraestrutura das escolas. Além de avaliar os aumentos das médias das notas dos estudantes, o estudo da Fundação Lemann também traz números sobre a capacidade do colégio de melhorar a condição do aluno.
Paula explica que, em 2005, apenas 20% dos estudantes das escolas observadas apresentaram conhecimentos adequados de português e matemática na Prova Brasil. Em dois anos, esse montante passou para 25%. “É um aumento bastante representativo. É importante analisarmos isso também”, ressalta a pesquisadora.
Experiências populares
Em São Paulo, a quantidade de municípios que adota materiais diferentes dos concedidos pelo governo federal, que distribui livros didáticos às escolas, aumentou 89% nos últimos cinco anos. Em 2006, eram 154. Agora, são 291. Destes, apenas 73 utilizam materiais elaborados pelas próprias prefeituras ou secretarias municipais. O restante compra apostilas de empresas privadas ou organizações não-governamentais.

“Esse não é um tema fácil. Nas pesquisas que estamos realizando desde 2008, percebemos a resistência de muitos professores, mas também observações positivas sobre os materiais. Acho que temos de aprender com esses métodos. Queríamos apresentar os dados para discutirmos o que fazer a partir deles”, destaca Paula.
Mudanças na sala de aula
O bom resultado de alunos ao usar apostilas é, na verdade, um efeito colateral. É o que acredita o coordenador do departamento de Educação da Universidade de São Paulo, na área de Metodologia do Ensino, professor Nilson Machado.

Segundo o professor, as apostilas que indicam exatamente como abordar cada assunto em sala de aula ajudam no planejamento, provocaram um avanço na organização e planejamento das aulas, “mas isso acontece a custo da uniformização do que é dado. Todos os alunos, não importa a realidade deles, recebem a mesma aula”.
Em um quadro em que a condição de trabalho dos docentes impede o planejamento mais aprofundado das aulas, as apostilas surgem como uma solução dinamizadora. “Elas melhoram a organização da aula, pois impede que o professor passe um bimestre inteiro em um único assunto, mas o colégio perde a identidade, o professor perde a identidade e por conseqüência o aluno perde na qualidade do ensino”, afirma o coordenador.
Modelos como o adotado pela Secretaria de Educação de São Paulo, que desenvolveu um caderno para o professor, com sugestões de como abordar os temas em sala de aula, com dicas de atividades, seriam os mais indicados, segundo o especialista. “o caderno do professor não elimina o livro didático e mantém uma conversa com o professor. Ele não diz como fazer, só sugere”.
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