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quarta-feira, outubro 13, 2010

CIRO REJEITA 'CORDIALIDADE' CONSERVADORA E ATACA 'JOGO' DE SERRA


Vermelho

12 de outubro de 2010 às 14:44h

Recém-integrado à coordenação da campanha presidencial de Dilma Rousseff, o deputado federal Ciro Gomes (PSB) precisou de poucos dias para mostrar a que veio. Com a língua à solta, saiu atirando até para aliados de Dilma – mas não há como duvidar de seu propósito maior: impedir a vitória do tucano José Serra, cujo projeto representa “o mal que foi provocado pelos oitos anos do governo de Fernando Henrique Cardoso”.
Por André Cintra*
Nesta entrevista ao Vermelho, Ciro diz que, por conhecer “essa gente” do PSDB “de longa data”, já esperava uma disputa eleitoral repleta de baixarias. Ainda mais porque é Serra quem está no centro da corrida à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“O jogo do Serra é este. Em todas as eleições em que ele está – em todas, sem exceção de nenhuma! –, aparecem sempre os dossiês, os escândalos de véspera de eleição. Há sempre uma revista disponível para suprir a credibilidade das baixarias mais grotescas”, afirma.
No primeiro turno, Ciro limitou-se a chefiar a bem-sucedida campanha à reeleição de seu irmão, Cid Gomes, ao governo do Ceará. De quebra, ajudou a derrotar seu ex-correligionário Tasso Jereissati (PSDB) – um dos senadores que mais fizeram mal ao Brasil durante o governo Lula. Com o dever de casa cumprido, Ciro Gomes está de volta à grande arena eleitoral e defende Dilma com vigor.
Em sua opinião, é preciso abandonar a “cordialidade conservadora” e esclarecer os projetos “muito distintos” que estão em confronto no segundo turno. “O governo Lula ainda está aí, e a Dilma está no centro de toda a estratégia do governo Lula. E o projeto que o Serra representa é muito recente. Vai ser fácil comparar, e eu acho que o caminho é esse.”
Confira abaixo trechos da entrevista.
Vermelho: Ao que tudo indica, a campanha da Dilma subestimou o impacto da baixaria tucana na disputa presidencial…
Ciro
: Quem alimenta essa cordialidade conservadora que eles (o PSDB) tentam impor é o Lula, que, muitas vezes, precisou ser aceito nos salões. Daí vem a versão “Lulinha paz e amor”.
Vermelho: E você? Já tinha convicção plena de que essa baixaria toda tomaria conta – como tomou – da eleição?
Ciro
: Eu conheço essa gente – conheço de longa data. Fui um dos fundadores do PSDB, que nasceu para ajudar a modernizar o Brasil. Agora, na campanha eleitoral, ele se escora no que há de mais profundamente grotesco, violentando uma tradição que o mundo inteiro admira – que é o respeito à diversidade religiosa.
Mas, com o Serra, sempre foi assim. O jogo do Serra é este. Em todas as eleições em que ele está – em todas, sem exceção de nenhuma! –, aparecem sempre os dossiês, os escândalos de véspera de eleição. Há sempre uma revista disponível para suprir a credibilidade das baixarias mais grotescas.
Vermelho: Foi o Serra que empurrou o PSDB para a apelação?
Ciro
: O Serra vem se fragilizando desde sempre. Ele tem uma história original e uma formação bastante respeitáveis, mas o oportunismo político dele está revelado. Veja o que ele faz com uma questão complexa, que é o aborto. Como a Dilma diz uma frase diferente da outra – e com cinco anos de diferença entre a primeira e a segunda frase –, a estrutura do Serra quer provar uma certa desonestidade.
Enquanto isso, ele vai a um cartório em São Paulo e assina um papel – diz que dá a palavra formal de que não iria renunciar à Prefeitura. Mas, ato contínuo, ele vai embora e entrega a Prefeitura de São Paulo ao DEM. Aí ninguém faz registro de nada, como se isso não fosse uma falta absoluta de escrúpulo. É isso o que caracteriza o caminho dele.
Vermelho: Como reagir a esse jogo sujo?
Ciro
: Não tem segredo. Para nossa grande sorte, os projetos são muito distintos. O governo Lula ainda está aí, e a Dilma está no centro de toda a estratégia do governo Lula. E o projeto que o Serra representa é muito recente. Vai ser fácil comparar, e eu acho que o caminho é esse.
Vermelho: O que, exatamente, representa a candidatura de Serra?
Ciro
: É o mesmo mal que foi provocado pelos oitos anos do governo de Fernando Henrique Cardoso. A explosão do desemprego, a quebra financeira, a instabilidade econômica, o aviltamento de salário, o desmantelo da infraestrutura, a dependência internacional sem precedente, o apagão no setor elétrico – tudo isso foi ontem. E ele, Serra, foi o ministro desse projeto durante oito anos – nem pode dizer que saiu porque se zangou com alguma coisa.
Agora, o que eles estão tentando? Em vez de usarem os critérios que importam – emprego, salário, progresso, desenvolvimento, justiça social, respeito internacional –, eles querem trazer para “miudices”. As questões que eles apresentam, mesmo graves, complexas ou sérias, são “miudices” sectárias, uma mistificação religiosa. Isso é o que eles querem e, se aceitarmos, nós entramos pelo cano. Temos de trazer o verdadeiro debate de volta. Por isso é que não aceito a cordialidade conservadora, que só interessa para eles.
Vermelho: De onde vem essa cordialidade?
Ciro
: Talvez nós ainda tenhamos complexo de inferioridade por não sermos aceitos na mesa dos brancos, dos grandões, dos mandões do país. Em cima da mesa, fica todo mundo elegante. E nós – que queremos ser elegantes – por debaixo da mesa aguentamos a canelada mais imunda e mal cheirosa. Vamos trazer o assunto para cima da mesa, para o povo saber quem está jogando sujo e quem está jogando limpo.
*Matéria publicada originalmente no site Vermelho
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FILHO DE SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO EM ESCOLA PÚBLICA É RARIDADE

A pedido do iG, a União Nacional dos Dirigentes perguntou a 200 secretários quem tinha filhos na rede, mas só dois responderam

Cinthia Rodrigues, iG São Paulo
Encontrar um gestor de rede pública de ensino satisfeito o suficiente com as escolas a ponto de matricular os filhos não é tarefa fácil. O iG pediu indicações ao Ministério da Educação (MEC), às secretaria estadual e municipal de Educação de São Paulo e à União Nacional dos Dirigentes de Educação (Undime), que repassou o pedido a 200 secretarias de Educação de todo o país. Só este último órgão indicou dois casos.
A primeira a responder foi Tereza Cristina Cerqueira da Graça, secretária municipal de Aracajú, capital do Sergipe, que mesmo com muitas adversidades insiste em acreditar na capacidade da escola pública. Ela começou a tentar manter um filho na rede há duas décadas, quando ainda era professora e seu primogênito, hoje com 29 anos, iniciou os estudos. “Tentei por dois anos, ele não gostou, achava muito bagunçado e acabei colocando na particular”, conta. O filho do meio estava entrando na escola nesta época e foi direto para o sistema privado.
Em 2008, quando ela já era secretária, o caçula completou sete anos e foi matriculado em uma unidade pública. “Sempre achei que como educadora eu tinha que insistir, mais ainda como gestora do sistema”, diz. O menino foi reprovado duas vezes e até o começo deste ano não estava bem alfabetizado. “Eu cheguei a tentar ajudá-lo em casa, mas ele só reconhecia as letras, então o coloquei em uma escola bem mais longe de casa, mas com uma professora boa que conheço há muito tempo e em uma turma de aceleração apoiada pelo Instituto Ayrton Senna. Só de táxi para transportá-lo gasto uns R$ 400 por mês”, relata. O garoto, agora com 10 anos progrediu, já lê e escreve.
Para o próximo ano, Tereza confessa que ainda não sabe o que fará. “Confio nessa professora atual e estou pesquisando as possibilidades depois dela. Se eu achar alguém bom, vou mantê-lo na pública, mas caso não encontre pode ser que decida por uma particular”, diz.
No interior, todos estudam juntos
Luiz Cláudio Zóboli, secretário municipal de Conceição do Castelo, no interior do Espírito Santo, também matriculou o filho em uma escola da rede que administra. “Aqui filho de médico, advogado, agricultor e operário estudam juntos”, diz. A cidade tem 12 instituições públicas e duas particulares.
“Eu e minha mulher somos professores e confiamos nos nossos colegas. Além disso, na comparação acho que a pública é melhor não por aspectos científicos, mas pelas relações que são mais humanas, as crianças estudam do lado de casa e se percebem como parte da comunidade”, conta.
A mestre em sociologia da Universidade de São Paulo (USP), Caren Ruotti, concorda com o secretário e lista outros benefícios da heterogeneidade. “A criança e os pais aprendem a respeitar mais as diferenças e não crescem com medo do outro, que é cada vez mais comum nas grandes cidades. A escola também ganha, pois os pais com maior renda normalmente fazem exigências diferentes e são mais incisivos na cobrança por seus direitos.”
Fonte: iG
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QUAL É O PAPEL DA UNIÃO, DOS ESTADOS E DOS MUNICÍPIOS NA EDUCAÇÃO?

Saiba o que a Constituição diz sobre as responsabilidades de cada ente federado

Qual é o papel da União, dos Estados e dos municípios na Educação?
Simone Harnik
Da Redação do Todos Pela Educação
Qual é o papel da União, dos Estados e dos municípios na Educação? Segundo a Constituição Federal, a nossa lei maior, a Educação é um direito social, assim como a saúde, o trabalho, a moradia. Mas quem é o responsável por garantir o ensino de qualidade para todos? O próprio documento traz algumas respostas para estas perguntas.
No entanto, segundo o professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e ex-presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE), Carlos Roberto Jamil Cury, "há várias zonas cinzentas no atual sistema de Educação".
Uma das principais indefinições, aponta o professor, é a atuação da União, descrita como "supletiva" na Constituição, ou seja, "que completa, que serve de complemento", segundo uma das acepções no dicionário Aulete. "A União tem de ter um papel de protagonista na Educação brasileira." 
Obrigações da União
De acordo com o texto constitucional, a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios têm de se organizar para a oferta da Educação. Essa ordem, entretanto, não está plenamente estabelecida, diz Cury. Também faltam os mecanismos de colaboração entre as diferentes esferas de poder.
Entre as obrigações estabelecidas da União estão o financiamento das instituições de ensino públicas federais e a redistribuição de recursos para garantir oportunidades educacionais com um padrão mínimo de qualidade para todos.
O investimento mínimo obrigatório é de 18% das receitas de impostos. Em 2010, 5% desse total pode ser retirado da Educação pela Desvinculação de Receitas da União (DRU). A partir de 2011, o percentual obrigatório para atividades educacionais será integral.
Estados e municípios
Os estados e o Distrito Federal devem atuar prioritariamente no Ensino Fundamental e no Médio. Já os municípios, no Ensino Fundamental e na Educação Infantil. Assim, parece haver, pelo texto da Constituição, uma sobreposição: tanto estados quanto municípios são responsáveis pelo Ensino Fundamental e, se não houver um regime estabelecendo as funções de cada ente, a qualidade da Educação ofertada corre riscos.
Estados e municípios devem aplicar, obrigatoriamente, no mínimo 25% das receitas de impostos na Educação.
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Fonte: http://www.todospelaeducacao.org.br/comunicacao-e-midia/noticias/10811/qual-e-o-papel-da-uniao-dos-estados-e-dos-municipios-na-educacao

É HORA DE PRIORIZAR A ESCOLA PÚBLICA

Clamamos desde já àquele que assumir a Presidência: diga claramente à sociedade que o verdadeiro palácio republicano é a Escola pública - RUBENS NAVES e CAROLINA GAZONI

Publicado em 13 outubro
RUBENS NAVES e CAROLINA GAZONI
Ao assumir a Presidência, em 2003, Lula jogou o cacife político que obtivera nas urnas na promessa de zerar a fome no país.
Eticamente inquestionável, a meta prioritária de prover sustento nutricional mínimo a todos os brasileiros foi, segundo percepção dominante no Brasil e no exterior, satisfatoriamente alcançada e, junto com uma substancial redução da pobreza, constitui, provavelmente, a maior realização de seus dois mandatos.
Avanços fundamentais na história brasileira, a promoção dos mais pobres e a consolidação de uma efetiva trajetória de distribuição de renda, entretanto, não garantem a conquista de patamares mais elevados de civilização.
Enquanto os alunos das Escolas públicas -que compõem mais de 85% dos estudantes daEducação básica- continuarem à míngua em termos de qualidade de ensino, o Brasil seguirá ao sabor dos ventos e humores globais, incapaz de implementar um projeto autônomo e vigoroso de desenvolvimento.
O próximo presidente da República terá a oportunidade de liderar o país rumo à definitiva superação do subdesenvolvimento. Mas, para isso, precisará assumir plenamente a responsabilidade de elevar a Educação básica brasileira a níveis de qualidade compatíveis com um projeto digno de nação.
Tarefa que provavelmente exigirá alguns sacrifícios orçamentários em relação a outras metas legítimas de governo, mas que demandará, sobretudo, determinação, coragem e competência.
Determinação para recusar objetivos políticos mais fáceis e de efeito eleitoral mais rápido. Coragem para enfrentar resistências corporativas dos que não querem ser cobrados pelos resultados de seus alunos e interesses privados dos que lucram acolhendo refugiados daEscola pública em instituições particulares medíocres.
Competência para implantar as bases de um sistema educacional capaz de arregimentar universitários talentosos para a carreira docente, atrair pela qualidade e gratuidade os filhos da classe média e promover ascensão social em uma escala inédita.
Uma Escola pública com essas qualidades -como existe em vários países- vale mais que qualquer tesouro mineral ou agrícola. E, por gerar uma sociedade mais esclarecida, é a melhor garantia de que as riquezas e potenciais do país serão bem explorados, com sustentabilidade e sabedoria.
Graças a uma iniciativa da Fundação Abrinq, tanto Dilma Rousseff quanto José Serra assinaram um compromisso público garantindo a continuidade do Plano Presidente Amigo da Criança e do Adolescente, lançado em 2003, que prevê a priorização de políticas e ações para a efetivação dos direitos dos brasileiros mais jovens e inclui metas educacionais.
Diante do compromisso dos candidatos e das oportunidades históricas que hoje se abrem ao país, clamamos desde já àquele que, no dia 1º de janeiro de 2011, subir a rampa do Planalto: diga claramente à nação que o verdadeiro palácio republicano, do qual a sociedade precisa tomar posse para gestar a grande e bela democracia brasileira do século 21, chama-se Escola pública.
Ao proclamar e cumprir essa prioridade, aquele que assumir a Presidência vai se mostrar à altura da liderança que lhe terá sido outorgada por dezenas de milhões de votos. Creiam: a maioria dos brasileiros compreenderá a importância da missão e atenderá ao seu chamado.
RUBENS NAVES, 68, advogado, foi presidente da Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do Adolescente de 2002 a 2006.
CAROLINA GAZONI, 30 é advogada. Os dois são autores do livro "Direito ao Futuro - Desafios para a Efetivação dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes", recém-lançado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.
Fonte: Folha de S.Paulo (SP)
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PARA MARILENA CHAUÍ, SEGUNDO TURNO NÃO PODE SE TORNAR "PLEBISCITO SOBRE ABORTO"


Rede Brasil Atual

13 de outubro de 2010 às 16:31h

Por Guilherme Amorim*
A filósofa Marilena Chauí fez palestra na última sexta-feira (8), ao lado de intelectuais e membros do corpo docente da Faculdade de Direito do Largo São Francisco (FDUSP), em um ato organizado para defender a candidatura da governista para a Presidência da República. Ela afirmou que o monopólio da imprensa no Brasil transforma a mídia em um agente antidemocrático e que a disputa não pode se tornar em um plebiscito sobre o aborto, baseado em boatos.
A maioria dos participantes usou seu espaço de discurso para, além de diferenciar os projetos de governo dos candidatos, fazer críticas ao comportamento da imprensa.
Marilena Chauí defendeu que lideranças de esquerda e do PT deixem de atender jornalistas da imprensa convencional, em uma espécie de boicote a pedidos de entrevista. “Para defender a liberdade de expressão é preciso não falar com a mídia”, propõe Marilena Chauí. Ela acredita que a mídia dá espaço para figuras do partido e de movimentos sociais apenas para “parecer plural”, mas promovendo um “controle de opinião” sobre o que é publicado.
A professora aludiu ao caso da dispensa da colunista Maria Rita Kehl pelo jornal O Estado de S. Paulo. “A democracia não é simplesmente um regime da lei e da ordem”, explicou, defendendo que é necessário haver diversidade de opinião na mídia. A professora esclareceu que não se pode permitir que três ou quatro famílias mantenedoras dos meios de comunicação pautem a agenda política do Brasil.
“Temos que impedir que o segundo turno das eleições se torne um plebiscito nacional sobre o aborto”, definiu. Para ela, a cada semana é definida uma nova temática para o debate político – se referindo às discussões eleitorais levantadas recentemente, como a da liberdade de imprensa e a da religião.
O ato abordou questões referentes ao segundo turno das eleições. Sobre a definição do apoio do PV a José Serra (PSDB) ou Dilma Rousseff (PT), o professor de Direito do Trabalho da Faculdade de Direito Otávio Pinto e Silva ironizou. “Serra não precisa do PV, ele já tem o ‘PVeja’”, disse, em alusão à revista semanal da Editora Abril. Recentemente, Reinaldo Azevedo, colunista da Veja, assumiu a posição para a imprensa como partido de oposição no país. Para o professor, a mídia jogou a favor do candidato tucano nesta campanha.
A necessidade de garantir espaço para a diversidade de opiniões foi defendido também pelo deputado federal reeleito pelo PT de São Paulo Paulo Teixeira: “Defendemos uma democracia com liberdade de imprensa e liberdade de opinião; nós queremos diversidade de opinião na imprensa brasileira”. Para o ele, o governo nunca quis censurar a imprensa. “Isso nunca esteve no nosso horizonte”, afirmou.

CHICO BUARQUE ASSINA MANIFESTO EM APOIO A DILMA ROUSSEFF


Redação Carta Capital

13 de outubro de 2010 às 17:30h

Documento, também apoiado por Leonardo Boff, Emir Sader e Eric Nepomuceno, defende união em torno da candidatura petista
Liderados por Chico Buarque, Leonardo Boff, Emir Sader e Eric Nepomuceno, um grupo de artistas e intelectuais divulga um manifesto em apoio a candidatura de Dilma Rousseff. O documento, que será entregue à candidata em um ato político no dia 18 de outubro, no Rio de Janeiro, defende a união de forças para garantir os avanços na inclusão social, preservação dos bens e serviços da natureza e a nova posição do Brasil no cenário internacional. Leia abaixo o manifesto.
Manifesto de artistas e intelectuais pró Dilma
Nós, que no primeiro turno votamos em distintos candidatos e em diferentes partidos, nos unimos  para apoiar Dilma Rousseff. Fazemos isso por sentir que é nosso dever somar forças para garantir os avanços alcançados. Para prosseguirmos juntos na construção de um país capaz de um crescimento econômico que signifique desenvolvimento para todos, que preserve os bens e serviços da natureza, um país socialmente justo, que continue acelerando a inclusão social, que consolide, soberano, sua nova posição no cenário internacional.
Um país que priorize a educação, a cultura, a sustentabilidade, a erradicação da miséria e da desiguladade social. Um país que preserve sua dignidade reconquistada.
Entendemos que essas são condições essenciais para que seja possível atender às necessidades básicas do povo, fortalecer a cidadania, assegurar a cada brasileiro seus direitos fundamentais.
Entendemos que é essencial seguir reconstruindo o Estado, para garantir o desenvolvimento sustentável, com justiça social e projeção de uma política externa soberana e solidária.
Entendemos que, muito mais que uma candidatura, o que está em jogo é o que foi conquistado.
Por tudo isso, declaramos, em conjunto, o apoio a Dilma Rousseff. É hora de unir nossas forças no segundo turno para garantir as conquistas e continuarmos na direção de uma sociedade justa, solidária e soberana.
Leonardo Boff
Chico Buarque
Fernando Morais
Emir Sader
Eric Nepumuceno
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SAIBA O QUE OS PRÓXIMOS GOVERNANTES PODEM FAZER PARA VALORIZAR O PROFESSOR

Conheça a opinião de especialistas e de entidades sobre as necessidades do magistério

 
Saiba o que os próximos governantes podem fazer para valorizar o professor
 
Pedro Bottino Teixeira
Simone Harnik
Da Redação do Todos Pela Educação
Em meio à corrida eleitoral, o Dia do Professor, celebrado em 15 de outubro, é um bom pretexto para questionar o que os próximos governantes podem fazer pela valorização do magistério. Assim, o Todos Pela Educação ouviu a opinião de cinco especialistas– ligados à academia ou entidades – sobre o que deve ser feito para resgatar a atratividade da profissão de docente.
"Valorizar o professor é um passo fundamental para conquistarmos uma Educação de qualidade para todos", afirma Priscila Cruz, diretora-executiva do movimento. "Assim, na hora de eleger os próximo governantes, é importante observar o que cada candidato fez pela Educação e o que pretende fazer. Duas medidas urgentes são: a formação inicial sólida, que relacione as teorias da Educação com a prática em sala de aula; e tornar a carreira atraente para os jovens talentos."
Veja abaixo as opiniões:

 
Yvelise Arco-Verde
Presidente do Conselho Nacional de Secretários da Educação (Consed) e secretária de Educação do Paraná
“O professor deve ser reconhecido pela sua produção, e essa valorização tem de ser dada pelo salário”, diz Yvelise Arco-Verde. Mas para a presidente do Consed, porém, a valorização passa por uma série de medidas que vão além da remuneração: “Em primeiro lugar, deve haver um plano de carreira. Caso contrário, o piso salarial passa a ser teto. Depois, não é só salário e carreira, mas valorizar o professor implica toda uma concepção de escola”.
Formação
Para Yvelise, o professor precisa ser reconhecido como sujeito do conhecimento. “Como o conhecimento deve estar em constante atualização, o professor precisa de formação inicial e continuada”.
De acordo com ela, esse tipo de formação não tem funcionado em todos os estados. E isso ocorre, em grande medida, porque a entrada de professores na rede de ensino nem sempre é feita por concursos públicos. “O professor temporário, o substituto, pode resolver alguns problemas imediatos, mas, a longo prazo, essa prática tem contribuído para a precarização do ensino”, diz.
Além disso, Yvelise aponta que o empobrecimento da formação do professor, aconteceu devido à falta de preocupação com a qualidade do ensino, em benefício da universalização do atendimento. “O professor não deve ser visto nem como vítima nem como algoz. Ele é um membro desse processo histórico de empobrecimento da Educação brasileira.”


Carlos Eduardo Sanches
Presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime)
O primeiro passo para valorizar o professor, segundo Sanches, é garantir a implantação da lei do piso salarial do magistério. "Precisamos avançar no diálogo entre gestores e os trabalhadores da Educação", aponta. O dirigente da Undime afirma que é necessário definir dois pontos na lei do piso: o conceito de piso precisa ser melhor estabelecido e, em segundo lugar, que 33% da carga de trabalho do docente seja para planejamento de atividades.
Como o limite mínimo a ser pago aos docentes está sendo questionado no Supremo Tribunal Federal (STF), Sanches diz acreditar que o diálogo da sociedade e a construção de um consenso em torno do assunto podem ser uma demonstração positiva para o voto dos ministros.
Aumento do investimento público
A segunda medida urgente, de acordo com Sanches, é o aumento dos recursos para a Educação. "Não há como avançar se não tivermos política de investimento maior e voltado para a efetiva melhoria da qualidade. Principalmente da União." Um dos focos de novas verbas, afirma Sanches, deve ser a formação e a carreira do professor.
Uma das fontes para o financiamento apontadas por Sanches deve ser o Fundo Social do pré-sal: "Precisamos investir 50% dos recursos do fundo na Educação."
Plano Nacional de Educação
A garantia de perspectivas melhores para o magistério, na opinião de Sanches, deve estar inserida no novo Plano Nacional de Educação. O plano, que contém diretrizes e metas para o setor educacional, está em elaboração nas mãos do ministro Fernando Haddad e deverá ser enviado ao Congresso até o fim do ano.


Roberto Leão
Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE)
"Acho que o processo de valorização dos professores passa por ter resolvida a questão do piso. Ele precisa ser implementado efetivamente", diz Roberto Leão. Além disso, o presidente da CNTE aponta a formação continuada e consistente como outro passo urgente a ser dado no País. "É preciso uma formação sólida, que permita enfrentar os desafios e os parâmetros da nossa juventude."
Carreira
Para Leão, é necessário o estabelecimento de uma carreira que ofereça possibilidades de crescimento tanto salarial quanto de conteúdo para os professores. "Temos de criar mecanismos de promoção muito claros, nos quais não prevaleçam critérios subjetivos. É preciso valorizar o tempo de serviço e os aprofundamentos de cada professor [como cursos ou pós-graduação]", aponta. "Hoje, a profissão não atrai o jovem, pois os salários são baixos e as perspectivas ligadas a critérios subjetivos."
Avaliações
"Consideramos que avaliações do trabalho do professor devem existir. Mas elas precisam ser pedagógicas, e não com o objetivo de culpar os professore pela Educação brasileira", diz Leão.
As condições de trabalho também deve ser dignas, as escolas bem aparelhadas com laboratórios e bibliotecas, afirma o dirigente da CNTE. "Esse conjunto todo de medidas precisa ser atacado no seu todo. Não dá para fazer intervenções pontuais, se queremos uma Educação de qualidade que se sustente."
No Dia do Professor, para Leão, a categoria tem a comemorar que não perde a capacidade de luta. "A determinação dos professores contribui para que a Educação pública não esteja em situação pior. São os trabalhadores que fazem a Educação existir, mesmo com tantas dificuldades."


Célio da CunhaProfessor da UnB (Universidade de Brasília) e assessor especial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil
Para Célio da Cunha, a valorização do professor deve estar ligada à valorização da qualidade da Educação como um todo. “A exemplo de alguns países, a primeira medida seria fazer com que o ensino fosse efetivamente priorizado.”
Cunha afirma que a ampliação do atendimento do Ensino Fundamental no Brasil, intensificada nas últimas duas décadas, não foi acompanhada pela melhora da qualidade. “O Brasil viveu uma explosão de quantidade. Rapidamente, saímos de uma ausência que beirava os 50%, para uma presença de quase 100%”.
Qualidade
Na opinião do assessor da Unesco, o aumento da demanda por professores não permitiu que eles fossem preparados de forma adequada. "Agora que a meta qualitativa já foi atingida, precisa ser complementada por uma melhora qualitativa."
Preocupado com a descontinuidade das políticas educacionais, ele lembra que é importante que os novos governantes “não destruam o que os anteriores fizeram de bom”.


Maria Regina Maluf
Professora livre-docente aposentada do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) e titular da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)
Na opinião de Maria Regina Maluf, duas são as medidas prioritárias para melhorar as condições de trabalho dos professores: "ampliação dos recursos destinados para a área e criação de um Plano Nacional de Educação efetivo".
Maria Regina também enfatiza que "a valorização do professor só ocorre dentro de um plano mais amplo de valorização da Educação nacional". O que, para ela, significa priorizar a Educação e oferecer condições para que todos tenham acesso a Educação de qualidade. Além melhorar as condições básicas de trabalho do professor, ela defende uma formação que permita aos docentes relacionarem teoria e prática.
Ensino Fundamental
Maria Regina pede atenção especial para o Ensino Fundamental. Entre as medidas que melhorariam a relação professor-aluno, ela cita a redução do número de alunos por sala: "Para o Fundamental, o número aceitável é de 20, no máximo 25 alunos por professor".
"A maioria dos professores são heróis, que apesar das péssimas condições, seguem trabalhando", diz Maria Regina. "Por outro lado, há muitos professores deixando o trabalho. Há um movimento de abandono da carreira docente no Brasil. E, além disso, há outro grupo, o dos que levam a profissão como podem, por falta de alternativa, ou por inércia.
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