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sexta-feira, outubro 15, 2010

SOU PROFESSOR

Recebi essa mensagem de um amigo querido, professor em Jundiaí, Ivon Mendes Prevelatto e quero compartilhá-la com todos. Espero que gostem!
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SOU PROFESSOR



Sou professor.

Nasci no momento exato em que uma pergunta saltou da
boca de uma criança.

Fui muitas pessoas em muitos lugares.

Sou Sócrates, estimulando a juventude de Atenas a descobrir novas ideias através de perguntas.

Sou Anne Sullivan, extraindo os segredos do universo da mão estendida de Helen Keller.

Sou Esopo e Hans Christian Andersen, revelando a verdade através de inúmeras histórias.

Sou Marva Collins, lutando pelo direito de toda a criança à Educação.
Sou Mary McCloud Bethune, construindo uma grande universidade para meu povo, utilizando caixotes de laranja como escrivaninhas.

Sou Bel Kauffman, lutando para colocar em  prática o Up Down Staircase.

Os nomes daqueles que praticaram minha profissão soam como um corredor da fama para a humanidade...
Booker T. Washington, Buda, Confúcio, Ralph Waldo Emerson, Leo Buscaglia, Moisés e Jesus.


Sou também aqueles cujos nomes foram há muito esquecidos, mas cujas lições e o caráter serão sempre lembrados nas realizações de seus alunos.

Tenho chorado de alegria nos casamentos de ex-alunos, gargalhado de júbilo no nascimento de seus filhos e permanecido com a cabeça baixa de pesar e confusão ao lado de suas sepulturas cavadas cedo demais,
para corpos jovens demais.

Ao longo de cada dia tenho sido solicitado como ator, amigo, enfermeiro e médico, treinador, descobridor de artigos perdidos, como o que empresta dinheiro, como motorista de táxi, psicólogo, pai substituto,
vendedor, político e mantenedor da fé.

A despeito de mapas, gráficos, fórmulas, verbos, histórias e livros, não tenho tido, na verdade, nada o que ensinar, pois meus alunos têm apenas a si próprios para aprender, e eu sei que é preciso o mundo
inteiro para dizer a alguém quem ele é.

Sou um paradoxo.
É quando falo alto que escuto mais.

Minhas maiores dádivas estão no que desejo receber  agradecido de meus alunos.

Riqueza material não é um dos meus objetivos, mas sou um caçador de tesouros em tempo integral, em minha busca de novas oportunidades para que  meus alunos usem seus talentos e em minha procura
constante desses talentos que, às vezes, permanecem encobertos pela autoderrota.

Sou o mais afortunado entre todos os que labutam.

A um médico é permitido conduzir a vida num mágico momento.

A mim, é permitido ver que a vida renasce a cada  dia com novas perguntas, ideias e amizades.

Um arquiteto sabe que, se construir com cuidado, sua estrutura poderá permanecer por séculos.

Um professor sabe que, se construir com amor e verdade, o que construir durará para sempre.

Sou um guerreiro, batalhando diariamente contra a pressão dos colegas, o negativismo, o medo, o conformismo, o preconceito, a ignorância e a apatia.

Mas tenho grandes aliados: Inteligência, Curiosidade, Apoio paterno, Individualidade, Criatividade, Fé, Amor e Riso, todos correm a tomar meu partido com apoio indômito.(...)

E assim, tenho um passado rico em memórias.

Tenho
um presente de desafios, aventuras e divertimento, porque a mim é permitido passar meus dias com o futuro.
Sou professor... e agradeço a Deus por isso todos os dias.

 
John W. Schlatter

15 DE OUTUBRO: DIA DOS PROFESSORES

A TODOS OS PROFESSORES, PARABÉNS!

APESAR DAS DIFICULDADES, RENOVEMOS NOSSAS ESPERANÇAS, ACREDITEMOS NA NOSSA CAPACIDADE DE TRANSPOR LIMITES... COM DIGNIDADE E AMOR, É PRECISO LUTAR POR NOSSOS IDEAIS, PELA NOSSA PROFISSÃO... ENTÃO, SIGAMOS EM FRENTE!!!!

Oração do Professor!!!!



Senhor! 
Deste-me a vocação de ensinar
 e de ser professor. 
É meu compromisso educar,
 comunicar e espalhar sementes, nas salas de aula da escola da vida. 
Eu te agradeço pela missão que
 me confiaste e te ofereço 
os frutos de meu trabalho.
 
São grandes os desafios no mundo da educação, mas é gratificante
 ver os objetivos alcançados, na trajetória para um mundo melhor. 
Quero celebrar a formação de cada aprendiz na felicidade de ter aberto um longo caminho. 
Quero celebrar as minhas conquistas
 exaltando também o sofrimento que me fez crescer e evoluir. 
Quero renovar cada dia
 a coragem de sempre recomeçar. 
Senhor!
 
Inspira-me na minha vocação
 de mestre e comunicador. 
Dá-me paciência e humildade para servir,
 procurando compreender profundamente as pessoas que a mim confiaste. 
Ilumina-me para exercer
 esta função com amor e carinho. 
Obrigado, meu Deus,
 pelo dom da vida e por fazer de 
mim um educador hoje e sempre.
 
Amém!

UM GRANDE ABRAÇO A TODOS OS MESTRES!!!!!

quinta-feira, outubro 14, 2010

BRASIL TEM QUASE 2 MILHÕES DE DOCENTES NA EDUCAÇÃO BÁSICA

Dia do Professor merece ser comemorado, mas valorização deve ocorrer o ano todo

 
Brasil tem quase 2 milhões de docentes na Educação Básica
 
Da Redação do Todos Pela Educação
O Brasil tem quase 2 milhões de docentes na Educação Básica, que vai da Educação Infantil até o Ensino Médio. Esse número é superior à população somada dos estados do Acre, de Rondônia e do Amapá. E esse corpo de profissionais é responsável por lecionar para mais de 52 milhões de alunos.
E como o País pode valorizar todo o seu magistério? No Dia do Professor, comemorado nesta sexta-feira (15), muitos ganham com flores, bolos e lembranças. No entanto, para garantir a Educação de qualidade, é preciso mais do que presentes: "Temos de investir na formação dos docentes e em tornar a carreira mais atrativa, afirma Priscila Cruz, diretora-executiva do Todos Pela Educação.
Confira abaixo algumas informações sobre os docentes do País:

Quantos professores lecionam na Educação Básica do Brasil?
Existem 1.977.978, de acordo com o Censo Escolar de 2009.
Qual é o número de professores por etapa de ensino?
Parte dos professores leciona em mais de uma etapa do ensino. Segundo o Censo Escolar 2009, os professores se dividem do seguinte modo:
Número de professores por nível de ensino
Creche127.657
Pré-escola258.225
Ensino Fundamental I721.513
Ensino Fundamental II783.194
Ensino Médio461.542

Qual é o perfil do professor no Brasil?
- As mulheres representam 81,5% dos docentes da Educação Básica brasileira.
- Em relação à idade, 58% deles têm até 40 anos.
- 23% dos professores brasileiros trabalham em mais de uma escola para complementar a renda familiar.
Quando foi instituído o piso salarial do magistério? Qual é o valor dele?
Em 16 de julho de 2008, a Lei 11.738 instituiu o piso salarial nacional para os professores da rede pública da Educação Básica. No entanto, ela foi questionada no Supremo Tribunal Federal (STF), aguarda julgamento e há seis estados que pagam salários inferiores ao valor estabelecido.
Atualmente, o piso salarial dos docentes está em R$ 1.024,67, segundo o Ministério da Educação (MEC).

Foto: João Bittar / MEC
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quarta-feira, outubro 13, 2010

POR QUE SERRA NÃO QUER FALAR SOBRE PAULO PRETO?


O Escrevinhador

Por Rodrigo Vianna*
Dilma trouxe Paulo Preto para o debate da “Band”. Se você não sabe quem é Paulo Preto, não se culpe. A velha mídia escondeu a história.
Em maio, duas revistas fizeram matérias discretas sobre o tal personagem, que seria ligado a Aloysio Nunes Ferreira (eleito senador pelo PSDB-SP) e teria arrecadado “recursos não-contabilizados” para a campanha tucana. Os detalhes você pode ler aqui.
Logo depois, o assunto sumiu da mídia. Imaginem se Paulo Preto fosse do PT? A “Folha” já teria pedido a prisão do sujeito. Já haveria provas da ligação dele com Zé Dirceu e Dilma. Mas como Paulo Preto é tucano…
Dilma perguntou a Serra sobre Paulo Preto no debate. Serra fingiu que não ouviu. Hoje, a imprensa perguntou a Serra sobre Paulo Preto, Serra não quis falar.
O “Jornal da Record” fez reportagem sobre Paulo Preto.
A Globo, não. A Globo não gosta de mostrar Preto na tela.
Leia aqui o texto do R-7 – que explica quem é Paulo Preto e mostra como Serra fugiu do assunto.
Leia trecho da reportagem do R-7, que traz informações da revista “Istoé” sobre o engenheiro Paulo Preto – amigo dos tucanos de São Paulo:
A revista diz que “segundo dois dirigentes do primeiro escalão do PSDB, o engenheiro arrecadou “antes e depois de definidos os candidatos tucanos às sucessões nacional e estadual”. Os R$ 4 milhões seriam referentes apenas ao valor arrecadado antes do lançamento oficial das candidaturas, “o que impede que a dinheirama seja declarada, tanto pelo partido como pelos doadores”, relata a revista.
A IstoÉ diz ainda que “até abril, Paulo Preto ocupou posição estratégica na administração tucana do Estado de São Paulo”. Foi diretor de engenharia da Dersa, estatal responsável por obras como a do Rodoanel, “empreendimento de mais de R$ 5 bilhões, e a ampliação da marginal Tietê, orçada em R$ 1,5 bilhão – ambas verdadeiros cartões-postais das campanhas do partido”. Mas, segundo a reportagem, “Paulo Preto foi exonerado da Dersa oito dias depois de participar da festa de inauguração do Rodoanel”.
É um caso que incomoda os tucanos. Por que será, Serra? E por que a Globo não levou Preto pro ar?
*Matéria originalmente publicada no site O Escrevinhador
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CIRO REJEITA 'CORDIALIDADE' CONSERVADORA E ATACA 'JOGO' DE SERRA


Vermelho

12 de outubro de 2010 às 14:44h

Recém-integrado à coordenação da campanha presidencial de Dilma Rousseff, o deputado federal Ciro Gomes (PSB) precisou de poucos dias para mostrar a que veio. Com a língua à solta, saiu atirando até para aliados de Dilma – mas não há como duvidar de seu propósito maior: impedir a vitória do tucano José Serra, cujo projeto representa “o mal que foi provocado pelos oitos anos do governo de Fernando Henrique Cardoso”.
Por André Cintra*
Nesta entrevista ao Vermelho, Ciro diz que, por conhecer “essa gente” do PSDB “de longa data”, já esperava uma disputa eleitoral repleta de baixarias. Ainda mais porque é Serra quem está no centro da corrida à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“O jogo do Serra é este. Em todas as eleições em que ele está – em todas, sem exceção de nenhuma! –, aparecem sempre os dossiês, os escândalos de véspera de eleição. Há sempre uma revista disponível para suprir a credibilidade das baixarias mais grotescas”, afirma.
No primeiro turno, Ciro limitou-se a chefiar a bem-sucedida campanha à reeleição de seu irmão, Cid Gomes, ao governo do Ceará. De quebra, ajudou a derrotar seu ex-correligionário Tasso Jereissati (PSDB) – um dos senadores que mais fizeram mal ao Brasil durante o governo Lula. Com o dever de casa cumprido, Ciro Gomes está de volta à grande arena eleitoral e defende Dilma com vigor.
Em sua opinião, é preciso abandonar a “cordialidade conservadora” e esclarecer os projetos “muito distintos” que estão em confronto no segundo turno. “O governo Lula ainda está aí, e a Dilma está no centro de toda a estratégia do governo Lula. E o projeto que o Serra representa é muito recente. Vai ser fácil comparar, e eu acho que o caminho é esse.”
Confira abaixo trechos da entrevista.
Vermelho: Ao que tudo indica, a campanha da Dilma subestimou o impacto da baixaria tucana na disputa presidencial…
Ciro
: Quem alimenta essa cordialidade conservadora que eles (o PSDB) tentam impor é o Lula, que, muitas vezes, precisou ser aceito nos salões. Daí vem a versão “Lulinha paz e amor”.
Vermelho: E você? Já tinha convicção plena de que essa baixaria toda tomaria conta – como tomou – da eleição?
Ciro
: Eu conheço essa gente – conheço de longa data. Fui um dos fundadores do PSDB, que nasceu para ajudar a modernizar o Brasil. Agora, na campanha eleitoral, ele se escora no que há de mais profundamente grotesco, violentando uma tradição que o mundo inteiro admira – que é o respeito à diversidade religiosa.
Mas, com o Serra, sempre foi assim. O jogo do Serra é este. Em todas as eleições em que ele está – em todas, sem exceção de nenhuma! –, aparecem sempre os dossiês, os escândalos de véspera de eleição. Há sempre uma revista disponível para suprir a credibilidade das baixarias mais grotescas.
Vermelho: Foi o Serra que empurrou o PSDB para a apelação?
Ciro
: O Serra vem se fragilizando desde sempre. Ele tem uma história original e uma formação bastante respeitáveis, mas o oportunismo político dele está revelado. Veja o que ele faz com uma questão complexa, que é o aborto. Como a Dilma diz uma frase diferente da outra – e com cinco anos de diferença entre a primeira e a segunda frase –, a estrutura do Serra quer provar uma certa desonestidade.
Enquanto isso, ele vai a um cartório em São Paulo e assina um papel – diz que dá a palavra formal de que não iria renunciar à Prefeitura. Mas, ato contínuo, ele vai embora e entrega a Prefeitura de São Paulo ao DEM. Aí ninguém faz registro de nada, como se isso não fosse uma falta absoluta de escrúpulo. É isso o que caracteriza o caminho dele.
Vermelho: Como reagir a esse jogo sujo?
Ciro
: Não tem segredo. Para nossa grande sorte, os projetos são muito distintos. O governo Lula ainda está aí, e a Dilma está no centro de toda a estratégia do governo Lula. E o projeto que o Serra representa é muito recente. Vai ser fácil comparar, e eu acho que o caminho é esse.
Vermelho: O que, exatamente, representa a candidatura de Serra?
Ciro
: É o mesmo mal que foi provocado pelos oitos anos do governo de Fernando Henrique Cardoso. A explosão do desemprego, a quebra financeira, a instabilidade econômica, o aviltamento de salário, o desmantelo da infraestrutura, a dependência internacional sem precedente, o apagão no setor elétrico – tudo isso foi ontem. E ele, Serra, foi o ministro desse projeto durante oito anos – nem pode dizer que saiu porque se zangou com alguma coisa.
Agora, o que eles estão tentando? Em vez de usarem os critérios que importam – emprego, salário, progresso, desenvolvimento, justiça social, respeito internacional –, eles querem trazer para “miudices”. As questões que eles apresentam, mesmo graves, complexas ou sérias, são “miudices” sectárias, uma mistificação religiosa. Isso é o que eles querem e, se aceitarmos, nós entramos pelo cano. Temos de trazer o verdadeiro debate de volta. Por isso é que não aceito a cordialidade conservadora, que só interessa para eles.
Vermelho: De onde vem essa cordialidade?
Ciro
: Talvez nós ainda tenhamos complexo de inferioridade por não sermos aceitos na mesa dos brancos, dos grandões, dos mandões do país. Em cima da mesa, fica todo mundo elegante. E nós – que queremos ser elegantes – por debaixo da mesa aguentamos a canelada mais imunda e mal cheirosa. Vamos trazer o assunto para cima da mesa, para o povo saber quem está jogando sujo e quem está jogando limpo.
*Matéria publicada originalmente no site Vermelho
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FILHO DE SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO EM ESCOLA PÚBLICA É RARIDADE

A pedido do iG, a União Nacional dos Dirigentes perguntou a 200 secretários quem tinha filhos na rede, mas só dois responderam

Cinthia Rodrigues, iG São Paulo
Encontrar um gestor de rede pública de ensino satisfeito o suficiente com as escolas a ponto de matricular os filhos não é tarefa fácil. O iG pediu indicações ao Ministério da Educação (MEC), às secretaria estadual e municipal de Educação de São Paulo e à União Nacional dos Dirigentes de Educação (Undime), que repassou o pedido a 200 secretarias de Educação de todo o país. Só este último órgão indicou dois casos.
A primeira a responder foi Tereza Cristina Cerqueira da Graça, secretária municipal de Aracajú, capital do Sergipe, que mesmo com muitas adversidades insiste em acreditar na capacidade da escola pública. Ela começou a tentar manter um filho na rede há duas décadas, quando ainda era professora e seu primogênito, hoje com 29 anos, iniciou os estudos. “Tentei por dois anos, ele não gostou, achava muito bagunçado e acabei colocando na particular”, conta. O filho do meio estava entrando na escola nesta época e foi direto para o sistema privado.
Em 2008, quando ela já era secretária, o caçula completou sete anos e foi matriculado em uma unidade pública. “Sempre achei que como educadora eu tinha que insistir, mais ainda como gestora do sistema”, diz. O menino foi reprovado duas vezes e até o começo deste ano não estava bem alfabetizado. “Eu cheguei a tentar ajudá-lo em casa, mas ele só reconhecia as letras, então o coloquei em uma escola bem mais longe de casa, mas com uma professora boa que conheço há muito tempo e em uma turma de aceleração apoiada pelo Instituto Ayrton Senna. Só de táxi para transportá-lo gasto uns R$ 400 por mês”, relata. O garoto, agora com 10 anos progrediu, já lê e escreve.
Para o próximo ano, Tereza confessa que ainda não sabe o que fará. “Confio nessa professora atual e estou pesquisando as possibilidades depois dela. Se eu achar alguém bom, vou mantê-lo na pública, mas caso não encontre pode ser que decida por uma particular”, diz.
No interior, todos estudam juntos
Luiz Cláudio Zóboli, secretário municipal de Conceição do Castelo, no interior do Espírito Santo, também matriculou o filho em uma escola da rede que administra. “Aqui filho de médico, advogado, agricultor e operário estudam juntos”, diz. A cidade tem 12 instituições públicas e duas particulares.
“Eu e minha mulher somos professores e confiamos nos nossos colegas. Além disso, na comparação acho que a pública é melhor não por aspectos científicos, mas pelas relações que são mais humanas, as crianças estudam do lado de casa e se percebem como parte da comunidade”, conta.
A mestre em sociologia da Universidade de São Paulo (USP), Caren Ruotti, concorda com o secretário e lista outros benefícios da heterogeneidade. “A criança e os pais aprendem a respeitar mais as diferenças e não crescem com medo do outro, que é cada vez mais comum nas grandes cidades. A escola também ganha, pois os pais com maior renda normalmente fazem exigências diferentes e são mais incisivos na cobrança por seus direitos.”
Fonte: iG
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QUAL É O PAPEL DA UNIÃO, DOS ESTADOS E DOS MUNICÍPIOS NA EDUCAÇÃO?

Saiba o que a Constituição diz sobre as responsabilidades de cada ente federado

Qual é o papel da União, dos Estados e dos municípios na Educação?
Simone Harnik
Da Redação do Todos Pela Educação
Qual é o papel da União, dos Estados e dos municípios na Educação? Segundo a Constituição Federal, a nossa lei maior, a Educação é um direito social, assim como a saúde, o trabalho, a moradia. Mas quem é o responsável por garantir o ensino de qualidade para todos? O próprio documento traz algumas respostas para estas perguntas.
No entanto, segundo o professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e ex-presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE), Carlos Roberto Jamil Cury, "há várias zonas cinzentas no atual sistema de Educação".
Uma das principais indefinições, aponta o professor, é a atuação da União, descrita como "supletiva" na Constituição, ou seja, "que completa, que serve de complemento", segundo uma das acepções no dicionário Aulete. "A União tem de ter um papel de protagonista na Educação brasileira." 
Obrigações da União
De acordo com o texto constitucional, a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios têm de se organizar para a oferta da Educação. Essa ordem, entretanto, não está plenamente estabelecida, diz Cury. Também faltam os mecanismos de colaboração entre as diferentes esferas de poder.
Entre as obrigações estabelecidas da União estão o financiamento das instituições de ensino públicas federais e a redistribuição de recursos para garantir oportunidades educacionais com um padrão mínimo de qualidade para todos.
O investimento mínimo obrigatório é de 18% das receitas de impostos. Em 2010, 5% desse total pode ser retirado da Educação pela Desvinculação de Receitas da União (DRU). A partir de 2011, o percentual obrigatório para atividades educacionais será integral.
Estados e municípios
Os estados e o Distrito Federal devem atuar prioritariamente no Ensino Fundamental e no Médio. Já os municípios, no Ensino Fundamental e na Educação Infantil. Assim, parece haver, pelo texto da Constituição, uma sobreposição: tanto estados quanto municípios são responsáveis pelo Ensino Fundamental e, se não houver um regime estabelecendo as funções de cada ente, a qualidade da Educação ofertada corre riscos.
Estados e municípios devem aplicar, obrigatoriamente, no mínimo 25% das receitas de impostos na Educação.
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Fonte: http://www.todospelaeducacao.org.br/comunicacao-e-midia/noticias/10811/qual-e-o-papel-da-uniao-dos-estados-e-dos-municipios-na-educacao

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