SEJA BEM-VINDO!!!

sexta-feira, maio 20, 2016

DEZ DICAS PARA A ELABORAÇÃO DE UM PLANO DE AULA EFICIENTE

Preparar um plano de aula eficaz requer experiência e dedicação. Seguem 10 dicas que podem auxiliar os professores a elaborarem um plano de aula de acordo com os seus objetivos.
1. Por que isso é importante?
Quando você pretende ensinar alguma coisa essa é a primeira pergunta que você deve se fazer. Você deve estar pronto para responder a essa pergunta a qualquer momento, inclusive, durante a aula.
2. Qual o meu objetivo para os estudantes? O que eles devem ser capazes de fazer ao fim deste conteúdo?
Uma boa maneira de entender se um tema é ou não fundamental é planejá-lo criando objetivos para os seus estudantes, ou seja, o que você espera que eles sejam capazes de fazer ao fim daquela discussão. Compartilhe esses objetivos com os estudantes, isso é fundamental para que vocês estejam alinhados e para que eles conheçam as habilidades mais importantes.
3. Como o tema se encaixa no currículo geral?
Para criar uma aula significativa é fundamental que você conheça todas as maneiras de encaixar o conteúdo no currículo geral do estudante. Não se apegue apenas à sua matéria, vá além e identifique como o assunto tratado na sua sala de aula pode se relacionar com outras disciplinas, isso tende a incentivar os estudantes.
4. O que os estudantes já sabem sobre isso?
Procure entender como você pode ajudar os alunos a desenvolverem o conhecimento prévio sobre o assunto a ser tratado. Antes mesmo de começar a ensinar coisas novas, procure saber o que os seus alunos já sabem sobre aquilo e, a partir daí, comece a trabalhar para incrementar esse conhecimento.
5. Como eu posso despertar o interesse dos alunos?
O início de um capítulo ou unidade é o que vai garantir que os seus estudantes mantenham ou não o interesse naquilo que você está dizendo, portanto, você precisa chamar a atenção deles logo de cara. Uma boa maneira de fazer isso é procurar conexões entre o que está sendo estudado, a cultura geral e a vida do estudante. Outra opção é criar situações nas quais eles teriam de usar o que está sendo aprendido de forma prática.
6. Como eu posso apresentar esse material?
Pense em como aquele conteúdo pode ser melhor compreendido e não se mantenha preso a métodos tradicionais por medo de inovar. É fundamental que você pense nas maneiras como apresentará o conteúdo aos seus estudantes. Vá além do que o livro oferece, procure conteúdo agregado, como vídeos e apresentações, jogos e até mesmo seminários ou representações. Dessa maneira você poderá incentivar os estudantes em áreas além do que você está ensinando.
7. O que os estudantes farão durante as aulas?
Um bom plano de aulas deve prever diversas situações, inclusive o que os seus alunos farão durante as aulas. Os estudantes serão meros ouvintes ou participarão da aula de maneira ativa? Você proporá atividades práticas ou simplesmente apresentará o panorama do que está sendo tratado. Pensar no que acontecerá dentro de sala de aula é fundamental para criar atividades adequadas.
8. Como eu posso atender as necessidades de cada estudante?
Claro que toda a sala deve receber o mesmo conteúdo, mas você não pode deixar de lado as necessidades particulares de cada um dos seus estudantes. Essa problemática também deve aparecer no seu plano de aulas, ou seja, identifique quais são as principais dificuldades dos estudantes e pense em como resolvê-las. Uma boa dica é ficar atento ao tipo de aprendizado de cada um dos seus alunos.
9. Como eu posso ligar o conteúdo e a rotina dos estudantes?
Se você quer que sua aula seja significativa e relevante, faça com que o conteúdo abordado se aplique de maneira prática na vida dos estudantes. Descubra o que interessa a eles e trate de incluir suas descobertas no plano de aulas. Não se esqueça de que apenas você fazer essas conexões não é suficiente, ofereça a oportunidade de que seus estudantes também encontrem os pontos em comum.
10. Existe alguma tecnologia capaz de melhorar essa tarefa?
A vida dos estudantes basicamente gira em torno da tecnologia, com as redes sociais, pesquisas online e até mesmo grupos de estudo via Internet. Portanto, se você quer realmente chamar a atenção deles, o melhor é fazer isso no meio onde eles mais têm prática. Descubra ferramentas capazes de engajar os estudantes em experiências de aprendizado e dessa maneira eles estarão cada vez mais interessados em praticar o que você ensina.
Fonte: http://canaldoensino.com.br/

quinta-feira, maio 19, 2016

COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ, DE JOJO MOYES

Já há algum tempo tenho ouvido falar desse livro, tenho visto comentários/críticas na Internet, anúncios do filme de título homônimo que será lançado em breve; vi também que trata-se de um livro que está há bastante tempo no topo da lista de mais vendidos, então, fiquei curiosa e quis lê-lo para tirar as minhas próprias conclusões. 
A autora, Jojo Moyes, aborda nesse livro temas extremamente delicados, no entanto, faz isso com maestria, com muito tato e sensibilidade. A forma como ela escreve nos remete a uma atmosfera que parece real, verídica e, no decorrer da história, vivenciamos as dificuldades enfrentadas pelo personagem Will, tetraplégico, e por tantas e tantas pessoas que precisam  conviver com uma deficiência ou limitação. Muitos, assim como Will, perdem o gosto pela vida após um acidente que tolhe seus movimentos impedindo-o de fazer o que fazia antes e, por conta dessas limitações,  desistem de lutar.  A autora enfatiza por meio de diversas passagens do livro, a dificuldade que os deficientes encontram para se locomover em lugares públicos e como é triste a percepção da deficiência por meio do olhar de pessoas que, muitas vezes, não sabem como lidar com esse contato. Sem dúvida, Moyes, por meio de uma linguagem de fácil compreensão, traça um percurso de fácil acesso para entendermos toda a dor, toda a tristeza, toda a angústia de  Will e o quão insuportável é para ele  conviver com tantas dores. 
Louisa entra na vida de Will no momento em que ele mais precisava, porém, de forma bastante sutil, a autora nos mostra que há, nessa relação, uma reciprocidade incrível: ela faz bem para ele, mas ele também começa a tirá-la de sua zona de conforto. Quase que imperceptivelmente um vai mudando a vida do outro: Will mostra para Loiusa que é imperativo que ela busque ampliar seus horizontes, que cresça, que mude! Ela também tem um papel importantíssimo na vida tão desgastada e sem esperança desse homem: Lou mostra que é possível, mostra lugares que podem ir, coisas que podem fazer... e mostra, além disso, que é possível ser feliz. Ambos descobrem o amor de uma forma tão linda, tão emocionante, que  dói. Chorei muito! 
Quem não leu ainda, vale a pena ler: faz bem para o coração, para a alma!

Agora já posso assistir ao filme:


VOCÊ SABE COM QUEM ESTÁ FALANDO?

Ysla Remolli


Em época de recessão, mudança de governo, crise econômica etc., resolvi economizar e, ao invés de comprar uma nova bota, preferi levar duas delas para um check up (um par preto e outro marrom) no sapateiro: elas, aparentemente, são novas, mas é melhor não revelar a idade e, além disso, por serem clássicas, de couro, jamais saem de moda, então, estou no lucro. 
O sapateiro me explicou que as minhas botas são de excelente qualidade e por isso vale apena investir em alguns cuidados para mantê-las: troca do solado e uma hidratação no couro. Interessante e... econômico. 
Hoje, data marcada para ir buscar as minhas botas, havia na sapataria duas pessoas na minha frente: um jovem que já estava praticamente de saída e uma jovem senhora com cara de “poucos amigos”. Expressei um leve sorriso como cumprimento, o qual não foi correspondido, ou melhor, foi totalmente ignorado. 
O jovem sapateiro, muito educado e solícito, proferiu um sorridente “Pois não!”. 
Ela, no entanto, secamente respondeu: “Vim buscar alguns sapatos meus...”.
O sapateiro, educadamente perguntou: “Está no nome de quem?”
Com um semblante inquisidor ela respondeu: “Ora, no meu...” – e virou-se, ajeitando os cabelos.
O rapaz, já meio sem graça, parecia de fato não conhecê-la e dirigiu-se a ela novamente: “Sim... me desculpe, mas... qual o nome?”
Tive a impressão que o rosto da mulher ficou vermelho. Seus olhos, se fossem lanças, certamente teriam perfurado os olhos do rapaz. A frase “Você sabe com quem está falando?” ficou implícita nesse momento e, com um ar de indignação pelo fato do sapateiro não reconhecê-la e como se o mesmo tivesse essa obrigação, a senhora respondeu: Claudia, DOU-TO-RA CLAUDIA...
O sapateiro abaixou os olhos e foi em direção a uma prateleira que se encontrava ao fundo da sapataria. Notoriamente estava um pouco tenso, mas tentou disfarçar. Alguns minutos se passaram até que o jovem conseguisse encontrar a sacola com os sapatos. 
“Pronto!” – disse ele – “Aqui estão. Espero que tenham ficado do seu agrado”. 
A mulher ignorou o comentário do jovem. Havia três pares de sapatos na sacola e ela fez questão de retirar um a um e conferir o serviço. Um deles, ela chegou a por no chão e experimentar. 
O sapateiro tentou novamente explicar o que havia feito com os sapatos e que garantia o serviço, frisando que, qualquer problema, ela poderia retornar.
Mais uma vez, em vão. Ela pegou a carteira e apenas perguntou: “Quanto é?”
Ele respondeu: “Cinquenta reais, dona Cláudia”
Mais uma vez ela fulminou-o com os olhos e respondeu: “DOU-TO-RA Cláudia...”, balançando a cabeça em sinal de desaprovação. "Você tem troco para cem?".
O rapaz, já bastante sem graça respondeu: “... me desculpe, “doutora” Cláudia... tenho troco sim”.
A “doutora” saiu da sapataria sem nem ao menos dizer “obrigada”... “boa tarde”!
Ainda visivelmente desconcertado, o sapateiro dirigiu-se a mim: “pois não!”
Entreguei-lhe o ticket que já constava que o serviço havia sido pago e disse: “Vim buscar dois pares de botas...”
“Sim, estão prontas...”. Respondeu-me, educadamente. Tirou as botas da sacola e explicou-me o trabalho que havia sido realizado. Elogiei muito e disse que as botas estavam perfeitas, praticamente novas e que talvez poucas pessoas notassem que não pertencem às novas coleções. Dei um breve sorriso, o qual foi retribuído. Peguei as botas, fiz novamente um aceno de agradecimento e saí da sapataria com um sincero “Volte Sempre” do educado sapateiro!
Meu marido estava no carro a minha espera. Contei para ele o fato e o quanto estava irritada com a forma grosseira que a tal senhora havia tratado o sapateiro. Fiquei por algum tempo me questionando: o que leva algumas pessoas a acharem que podem menosprezar as outras? O que leva algumas pessoas a pensarem que são superiores às outras? Que poderes um “Dr” na frente do nome de alguém tem para garantir o diretiro de “pisar” nos outros? 
Nesse momento pensei em uma frase que li em algum lugar e da qual não me recordo a autoria: “Há pessoas que são tão pobres, mas tão pobres, que só têm dinheiro”. 
Suspirei, dei de ombros e senti que, infelizmente, quanto a isso nada (ou quase nada) poderia ser feito: falta Educação. A mim, só me restou escrever essa crônica para exorcizar a minha indignação.

quarta-feira, maio 18, 2016

A TRAVESSIA, DE WILLIAM P. YOUNG


... e no dia 15/05:

"Acabo de ler "A Travessia", de William P. Young, o mesmo autor de "A Cabana". Apaixonada pelo enredo, pelas artimanhas que o autor usa para nos "impor" algumas reflexões sobre a vida, a morte, a religião, os relacionamentos a que somos submetidos cotidianamente seja no âmbito familiar, profissional, social... sobre os muros que criamos para nos esconder, muitas vezes, de nós mesmos... enfim! Quase que "sem querer" me peguei refletindo sobre algumas questões essenciais. 
"O perdão é o perfume que a violeta espalha sobre o pé que a esmagou." (Mark Twain, p. 222)
"Tudo o que vemos é uma sombra projetada por aquilo que nos é invisível." (Martin Luther King, p. 234)
... o que fica agora é um triste vazio pós-término de um livro que você gostou tanto e que não queria que acabasse... e que vai perdurar até o início do próximo livro!" https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1114611141894974&set=a.184884211534343.40073.100000382954214&type=3&theater


oticon heart

CONEXÃO FUTURA E A PREOCUPAÇÃO COM O ENSINO MÉDIO NO PAÍS

Alarmante... 61,4% dos adolescentes entre 14 e 17 anos estão fora da Escola. É no Ensino Médio que se concentra o maior índice de evasão/abandono escolar. As pesquisas mostram que os jovens apontam como uma das causas o fato de que "a escola não é atrativa". (Programa "Conexão Futura", 18/05/2016, "Canal Futura"). O apresentador do Conexão Futura, Cristiano Reckziegel, em entrevista com Mario Volpi, @unicefbrasil e Angela Dannemann do @ItauSocial no ‪#‎conexaofutura‬, aborda a temática do "Ensino Médio" no país.

É O FIM DO MUNDO...

São tantas as previsões do "Fim do Mundo"! Algumas datas já se passaram e outras ainda permanecem nas premonições, no imaginário do povo. Será que o Mundo, de fato, precisa "acabar", ter um fim? E se pensarmos no "Fim do Mundo" como um ponto (de partida ou de chegada), um lugar distante?, do tipo, - Xiiii... eu moro lá no "fim do mundo"! Então, para perguntas sem respostas concretas a gente tem a poesia... e o poema de Mário Quintana!!!

A GENTE AINDA NÃO SABIA
A gente ainda não sabia que a Terra era redonda.
E pensava-se que nalgum lugar, muito longe,
Deveria haver num velho poste uma tabuleta qualquer
- uma tabuleta meio torta
E onde se lia, em lestras rústicas: FIM DO MUNDO.
Ah! depois nos ensinaram que o mundo não tem fim
E não havia remédio senão irmos andando às tontas
Como formigas na casca de uma laranja.
Como era possível, como era possível, meu Deus,
Viver naquela confusão?
Foi por isso que estabelecemos uma porção de fins do mundo..."

quinta-feira, abril 28, 2016

DIA 1º DE MAIO: DIA DO TRABALHO

E para o dia 1º de maio: Dia do Trabalho, os alunos da EE Dr. Elísio de Castro, por meio de trabalhos e apresentações, vêm prestar uma singela homenagem a todos os trabalhadores.

Alunos dos 6º Anos A e B: trabalho em equipe para uma apresentação em homenagem ao Dia da Trabalho, a qual gerou o vídeo acima!!! Parabéns!!!!
Talita Pereira da Silva (2ª Série A): uma artista!!! 
Talita Pereira da Silva e Vitoria Fernanda Dias: parceria para a realização de um lindo painel!!! Parabéns, meninas!!!!
Painel confeccionado em homenagem aos trabalhadores!!! Parabéns Talita e Vitória!!!
Profa. Andrea Codolo




Parabéns à professora Andrea Codolo e a todos os alunos envolvidos envolvidos pelo empenho e dedicação!!! Vocês são nota 10!!!


domingo, abril 24, 2016

LIVROS: MINHAS LEITURAS MAIS RECENTES...


24/04/2016: Acabo de ler o livro "O médico e o monstro", de Robert Louis Stevenson, com belíssimas ilustrações de Mauro Cascioli. Este livro, aliás, já estava na minha lista de leitura há um bom tempo!!!! Muito bom!!! Valeu a pena!!! 


"Afinal de contas, pensei, eu era como meus semelhantes; e depois sorri, comparando-me com outros homens, comparando minha boa vontade ativa com a preguiçosa crueldade de sua negligência. Um fato inesperado altera o ritmo calmo das ruas de Londres: alguém abre a porta dos fundos da residência de Henry Jekyll. A partir desse momento, o cotidiano se confunde com o inexplicável, o secreto, o sobrenatural. Quem é o sinistro Edward Hyde, e o que o une ao respeitável Dr. Jekyll? Duas personalidades opostas disputam a alma de um homem." (O médico e o monstro, de Robert Louis Stevenson) (http://www.saraiva.com.br/o-medico-e-o-monstro-nova-ortogra…)
"Um bom vinho é poesia engarrafada." (Robert Louis Stevenson)


17/04/2016: Acabo de ler "A Cabana", de William P. Young.Confesso: fiquei muito mexida com a leitura. As emoções afloram involuntariamente. Chorei muito!!! 
"Jamais desconsidere a maravilha das suas lágrimas. Elas podem ser águas curativas e uma fonte de alegria. Algumas vezes são as melhores palavras que o coração pode falar."
"A maioria de nós tem suas próprias tristezas, sonhos partidos e corações feridos, cada um viveu perdas únicas, nossa própria cabana." (William P. Young)



sábado, abril 23, 2016

LEANDRO KARNAL FALA SOBRE EDUCAÇÃO


"Uma sala de aula é formada essencialmente de duas questões: professor e aluno. (...)
Eu tenho dito em palestras e volto a insistir, aproveitando aqui esse espaço público, que se você, professor, como eu que ainda sou professor de escola pública, porque a Unicamp é pública, se você quer se vingar dessa corja que nos governa, desse bando de canalhas, a maior vingança é dar aula e dar aula bem e formar nessas pessoas pensamento crítico para que nunca mais votem nesse tipo de pessoa. A maior vingança de um professor é ser um excelente profissional. Aí ele está destruindo aquilo que destrói a Educação. A Educação é o futuro, a Educação é o caminho, é preciso insistir nisso obsessivamente. O que falta no Brasil, inclusive nos deputados que votaram domingo (17/04/2016 - Processo de Impeachment), é a noção mínima de Educação, uma noção mínima de sentido de público, e isto vem da escola, isto precisa ser reforçado.
Para piorar há Estados que, em função da crise, como o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro, o salário baixo já não está sendo pago, estão pedindo compreensão aos professores (...)
Eu acho que a qualidade é uma exceção no Brasil em hospitais, escolas, em todos os lugares. Há um esforço para entrar nessas escolas, mas eu também devo enfatizar que um aluno que realmente queira, independente das condições, pode fazer muito mais do que tem sido feito até agora. É uma questão de vontade, quer dizer, você estuda para você, pra formação, pra formar cidadania, um bom profissional, isto é essencial, é uma busca sua, é uma busca que você tem que ir atrás, independente da qualidade, inclusive, do professor e da escola e lutar para estar numa boa escola que pode fazer muita diferença, uma escola inclusiva, com professores sensíveis e entusiasmados.
Por todo Brasil onde eu ando há muitos bons professores e muitos bons diretores e isso é uma das coisas que mais me anima e me faz ser otimista, ainda que eu seja um otimista melancólico, eu sou um otimista."

 _____________

quarta-feira, abril 20, 2016

"A HORA DA ESTRELA", DE CLARICE LISPECTOR: UM DIÁLOGO... UMA (RE)LEITURA

Estou compartilhando, com a autorização da minha interlocutora, Luara Macedo, um diálogo que tivemos no final do ano passado. Já deveria ter postado esse maravilhoso trabalho antes, só não o fiz por conta de uns probleminhas técnicos. Uma obra em prosa de Clarice Lispector apresentada em forma de poesia inserida em um vídeo: trata-se de um conjunto de linguagens que faz dessa (re)leitura de "A Hora da Estrela" um deleite para os fãs de Clarice. 
Convido você a dedicar alguns minutos do seu tempo para se emocionar com esse lindo trabalho feito por Luara, Matheus e Beatriz. 
Parabéns!!!!
______________
(Luara Macedo): Olá Professora, tudo bem?
No ensino fundamental você nos passou uma leitura da Clarice Lispector, "A Hora da Estrela". Fiquei encantada com a leitura. Neste semestre da minha graduação em Psicologia, tivemos que fazer a análise de uma personagem de alguns livros sugeridos pela professora - "A Hora da Estrela" era um deles e não hesitei em escolhê-lo.
Me lembrei muiito de você neste momento... Fizemos um vídeo e uma poesia como parte do trabalho artístico e gostaria que olhasse quando tiver um tempinho.
Beijos e agradecida pelo incentivo a boas leituras. 

(Silvana Moreli): Minha querida... Você não sabe o quanto esse seu relato me deixou feliz...
Estou aqui extremamente emocionada... são essas as recompensas da profissão... e não têm preço!!!
Obrigada pelo carinho... pela lembrança... Que Deus a abençoe sempre!!!
Vou ver o seu trabalho... e, sempre que puder, entre em contato... me fará muito feliz, com certeza!!! Bjs.!!!

(Luara Macedo): Amém! Um bom trabalho como o seu tem que ser, sempre que possível, lembrado e reconhecido. Um beijo grande! Fique com Deus! 



(Silvana Moreli): Acabei de assistir ao vídeo... Que trabalho lindo! Ainda estou chorando! Fiquei muito emocionada pela riqueza do trabalho... pela narração... pela arte... pela sonoplastia... Tudo perfeito! Obrigada por compartilhar comigo essa obra de arte!!! Parabéns!!! 
Eu sempre soube que seria assim... uma boa aluna como você, a tendência seria brilhar... e há de brilhar muito ainda!!!
A propósito, posso compartilhar o seu vídeo no meu Blog? Claro... se for possível... ... se não puder, sem problemas!
Fique com Deus, minha querida!!!
Mais uma vez... Parabéns!!! Bjs!!! 

(Luara Macedo): Claro que sim professora! Vai ser um prazer pra mim. Não sei se você consegue baixar pelo link, se não conseguir tento enviar de uma outra forma. 
(Silvana Moreli): Ah... Que bom!!! Vou tentar pelo link, qualquer coisa eu entro em contato!!! Obrigada mais uma vez!!! 

sexta-feira, abril 15, 2016

EE Dr. ELÍSIO DE CASTRO: NOVO UNIFORME

Novo uniforme da EE Dr. Elísio de Castro!
Fizemos um ensaio fotográfico com um de nossos alunos, Fernando Trevisan, da 3ª Série A. Estaremos realizando, em breve, um novo ensaio fotográfico com uma aluna! 
(Fotos by Maria Clima Mambeli)








 Parabéns, Fernando!!! As fotos ficaram muito boas!!! Obrigada por ter permitido que nós as publicássemos! Um grande abraço!!!

EE Dr. ELÍSIO DE CASTRO... FINALIZANDO A SEMANA!

... final da tarde de sexta-feira na EE Dr. Elísio de Castro, em Taquaral- SP.!! Uma volta pelo jardim! Respirar e sentir o cheiro de terra molhada... A diretora da escola, Maria Clima, faz um carinho nas plantas dando-lhes água... e elas agradecem!!! 
Fotos by Silvana Moreli
A diretora da EE Dr. Elísio de Castro, Maria Clima da Silva Mambeli


EE Dr. Elísio de Castro: Jardim da entrada

Fachada da EE Dr. Elísio de Castro

Calçada em frente à EE Dr. Elísio de Castro

EE Dr. Elísio de Castro: Jardim da entrada.

LEITURA E FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES


Elaine Assolini
   
 Uma das questões que tem sido objeto regular de pesquisa de diferentes áreas do conhecimento, dentre elas as Ciências da Educação, diz respeito às relações que educadores e educandos estabelecem com o conhecimento.
Nessa perspectiva, venho me debruçando sobre as relações que tais sujeitos constroem com a leitura, objeto de minhas pesquisas desde sempre. Mais recentemente, há cerca de seis anos, concentrei minhas investigações sobre as condições de produção em que essa prática cultural, esse processo sócio-histórico-ideológico, que é também intertextual, dialógico e plurissêmico - a leitura - concretiza-se no Ensino Superior, especialmente nos cursos de licenciatura, onde ministro aulas há muitos anos.
Gostaria de compartilhar com os leitores apenas dois dos muitos e mais amplos resultados de meus estudos sobre tais relações e suas consequências e implicações para os processos de ensino-aprendizagem, aquisição de conhecimentos e formação profissional no Ensino Superior.
Uma das considerações diz respeito às circunstâncias favoráveis, construídas pelo próprio sujeito-estudante e pelo próprio sujeito-professor, para que possam ocupar o lugar de intérprete; ou seja, o lugar de um sujeito que lê, que “deslê’, que dialoga, a partir de seus próprios pontos de vista, argumentos e repertório de conhecimentos e saberes escolares e não escolares. Por condições de produção (circunstâncias) favoráveis, consideramos espaços discursivos caracterizados pela não censura e pela não interdição. Sabemos que essas sempre existirão, afinal somos sujeitos da ideologia e do inconsciente, como tão bem nos mostram a Análise de Discurso de matriz francesa e a Psicanálise. Porém, quando tais espaços se abrem, é possível observar que tanto os estudantes universitários quanto os docentes experimentam o sabor de (se) dizerem, de (se) inscreverem nas mais diferentes posições e, a partir delas, deixam emergir sua subjetividade, uma das condições básicas para a emergência da autoria, como mostro em outros trabalhos. Nesses espaços discursivos, que não se restringem à sala de aula propriamente dita, vigoram mais o discurso lúdico e com ele a literatura, a música, a linguagem midiática, ou “apenas” um encontro singular, no qual educador e educando podem, de fato, olharem-se nos olhos, papear e, sobretudo, escutar o que o outro tem a dizer. Caro(a) leitor(a), não entenda o significante “papear” no sentido de “jogar conversa fora”, pois a ele subjazem possibilidades ímpares para que ambos, de fato, interajam, se conheçam, estranhem-se e incomodem-se com o que lhes cerca; muitas vezes sequer notado ou percebido, no dia a dia da sala de aula. Importa dizer que tais espaços efetivam-se principalmente em grupos de estudos e pesquisas, cursos extracurriculares, situações de supervisão de estágio, encontros para o preparo de atividades acadêmicas e culturais e reuniões de orientação ou, ainda, em outros por eles mesmos organizados. Neles, o sujeito, ao pronunciar “eu”, é convocado a lembrar-se de que é constituído por muitas vozes, inúmeros outros sujeitos e diferentes discursos. Relações afetivas amorosas e positivas com o conhecimento e com a leitura são (res)significadas aqui. O encontro com sua própria história, com as suas identidades, compreendido por nós como “identificações” (cf. HALL, 2000), com as suas angústias e perspectivas profissionais mobilizam o sujeito-estudante universitário a rever-se e a repensar seus modos de aprender, dando-se conta também de que precisa do outro para aprender. Essa interação-parceria, estudante e docente, desejosos e disponíveis para ensinar e aprender e para aprender e ensinar é, portanto, fator basilar para que possam contrapor-se tanto às imposições da instituição escolar – que, apesar de todas as denúncias, ainda é marcada, em muitos casos, por traços da pedagogia jesuítico-napoleônica – quanto pelas advindas de uma sociedade pós-moderna, que leva o sujeito a crer que a aprendizagem não exige dedicação, empenho, perseverança. Vende-se a ideia de que aprendizagem constroi-se sem esforço algum; é fácil e rápido aprender. Assujeitado, confuso e sem saber diferenciar acúmulo de informações, conhecimento e saber, o estudante, muitas vezes, permanece na condição de enunciador de sentidos que pouco lhe afetam. Sentidos que não ecoam, não reverberam em sua memória discursiva.
Outro aspecto assinalado nos resultados das pesquisas refere-se às experiências na sala de aula nas quais o docente-educador dedica um tempo da aula de “sua” disciplina para ler um texto acadêmico-científico junto com os estudantes. Essa prática didático-pedagógica é denominada por Barthes (1977) “trabalho por lexias”. Nessa proposta, penetra-se no texto, gradativamente, buscando compreender as cadeias de sentidos. Em alguns casos, as lexias compreendem frases inteiras; em outros, breves segmentos; nos demais casos, seções ou recortes do documento em estudo. De qualquer forma, é possível observar a preocupação com a “linguagem em funcionamento” (ORLANDI, 1983) e com os postulados segundo os quais um texto não tem um sentido único, óbvio, posto, mas é sempre espaço de dimensões múltiplas, produzindo e relançando sentidos vários. Nessa direção, a língua é concebida como não transparente, sujeita ao deslize, à ambiguidade. Nessas condições de produção, o docente, sabedor de que se faz necessário um trabalho pedagógico através do qual conduz o estudante, paulatinamente, a níveis mais profundos e densos de entendimento, assume a posição de um sujeito que pauta seu fazer educacional no pressuposto de que o estudante irá aprender de forma prazerosa, o que irá repercutir no processo de aquisição de conhecimentos, de maneira ampla. Ressalto que esses sujeitos-professores são leitores assíduos, dos mais diferentes gêneros discursivos. Sentem prazer no exercício de sua profissão e estão em ininterrupto processo de formação continuada.
É, portanto, no âmbito dessas condições de produção, nas quais o discurso pedagógico autoritário não repercute, que podemos observar não apenas a constituição de leitores, mas também a de sujeitos-autores, responsáveis pelo seu próprio dizer.
É desejável, portanto, que o Ensino Superior e os cursos de Licenciatura, responsáveis pela formação de professores, assegurem o direito à palavra, à leitura e à interpretação aos estudantes, em processo de preparação profissional para a docência. Cuidar para que tal direito se consolide é um dos caminhos exequíveis para que esses cursos possam alcançar níveis cada vez mais elevados de excelência sem a qual se torna difícil projetarmos um futuro, no qual os profissionais por nós formados possam, de fato, contribuir para a edificação de uma sociedade sensível e aberta, em busca de alternativas para as demandas, exigências e desafios que se nos apresentam, diariamente.

__________________


sábado, abril 02, 2016

... COMEMORANDO!!!

Mario e Maria Clima Mambeli e Silvana Moreli 
(01/04/2016, sexta feira, em Taiúva-SP.) ... Comemorando!!! O quê? A vida, a amizade, a parceria profissional, a sexta-feira, o final de semana, o início de um novo mês, os novos projetos, a saúde, a felicidade, Deus e sua infinita bondade... "Viver e não ter a vergonha de ser feliz... "!!! 

segunda-feira, março 28, 2016

... SOBRE O BÔNUS 2016

28/03/16

Bônus será revertido em reajuste salarial para 400 mil funcionários e aposentados

Categoria
Mesmo com crise econômica, Governo ampliará salário de professores e profissionais da educação
Mesmo com momento difícil da economia brasileira, o Governo do Estado irá encaminhar à Assembleia Legislativa projeto de lei para reajuste do salário-base de cerca de 300 mil professores e demais servidores de escolas estaduais. Além disso, todos os cerca de 100 mil aposentados e pensionistas da Educação estadual receberão o mesmo índice, totalizando 400 mil beneficiados pela medida. O percentual de aumento ainda será definido, mas está certo que substituirá o pagamento do Bônus por Mérito em 2016.

A conversão do valor a ser pago na bonificação para um reajuste salarial linear foi sugestão de sindicato da categoria, com a inclusão de aposentados e pensionistas. A incidência no salário-base incide sobre todos os direitos adquiridos pelos funcionários públicos, como quinquênio e sexta-Parte.
A legislação que institui a bonificação por resultado, de 2008, permite que se observe a dotação orçamentária da Pasta e a oscilação da situação financeira para a fixação de data de sua efetivação.
São Paulo reconhece a legitimidade da reivindicação da categoria e está fazendo o possível para recompor o salário-base dos servidores. O Estado,  mesmo em um ano de evidentes dificuldades na economia, mantém os pagamentos em dia, ao contrário do que acontece em outros estados.
_____________

O que diz a UDEMO...

Bônus e Percentual
O Governador enviará à Assembleia Legislativa projeto de lei complementar - em caráter excepcional e de urgência - suspendendo o pagamento do bônus deste ano e convertendo o montante de recursos desse benefício em um reajuste linear para todo o magistério, incluindo os aposentados. Nesse cálculo, o reajuste linear será de 2,5%, a partir de abril. No segundo semestre – setembro – poderá haver um novo reajuste, dependendo de uma série de fatores, sendo um deles a extinção da prova de mérito.
Os argumentos do governo para transformar os recursos financeiros do bônus em reajuste linear são vários, dos quais destacamos:
  1. Todas as entidades da educação – sem exceção – sempre foram contra o bônus – e a prova de mérito - desde a sua implantação, e a favor da conversão dos valores em reajuste salarial linear, para incluir os aposentados.
  2. O bônus discrimina os aposentados, sem chance de obtenção da sua extensão via ação judicial;
  3. Não se pode falar em “incentivo à melhoria do trabalho”, via bônus, quando os salários não estão minimamente equacionados;
  4. A política de bônus não trouxe a melhoria esperada na rede pública, até porque trata-se de uma política equivocada;
  5. Houve uma divisão nítida, e indesejável, na rede entre escolas e profissionais com bônus e os sem bônus; os com bônus maior e os com bônus menor.
Cabe esclarecer, ainda, que a supressão do bônus, neste ano, em caráter excepcional, e a sua conversão em reajuste linear, não foi iniciativa de nenhuma entidade mas sim da Secretaria da Educação.
Cabe às entidades, agora, deliberar como vão encaminhar essa questão, nas suas bases e junto à Assembleia Legislativa.

_____________
Fonte: UDEMO

O que diz a APASE...

Secretário propõe suspensão do bônus e reajuste de 2,5%
Os representantes das entidades do Magistério, APASE, APAMPESP, CPP, UDEMO e AFUSE, foram convocados na última quinta-feira, para reunião na Secretaria da Educação, na manhã desta segunda-feira, dia 28 de março. Os representantes da SEE, Secretário da Educação e a Secretária-Adjunta, apresentaram Projeto de Lei que "suspende"  o pagamento do bônus para este ano e mais:
- o governo aplicará um reajuste de 2,5% a partir de abril; e
- a "prova mérito" será revogada, permanecendo somente o memorial.
Segundo informaram, esta proposta já foi discutida com a Apeoesp anteriormente, como divulgado pela própria  entidade, e confirmado pelo  Secretário na manhã de hoje.
Será constituída uma comissão para avaliar o orçamento e verificar possibilidades no segundo semestre (bônus ou reajuste).
O PL já está com o Governador que o remeterá à Assembleia Legislativa de São Paulo - ALESP.
O Sindicato-APASE informou ao Secretário que discutirá com sua base o Projeto e,  posteriormente, se manifestará.
__________
Fonte: APASE

EE DR. ELÍSIO DE CASTRO: NA LUTA CONTRA O AEDES AEGYPTI

Alunos do 7º Ano se mobilizando para conscientizar a todos sobre a importância de se combater o mosquito aedes aegypti, causador de doenças como a dengue, a zica e a chikungunya.

MAL-ESTAR DOCENTE NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA (ELAINE ASSOLINI)


MAL-ESTAR DOCENTE NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA


Elaine Assolini

As aceleradas mudanças no contexto social, em que exercemos o ensino, apresentam, a cada dia, novas exigências. Quando conseguimos atendê-las, se é mesmo que temos conseguido, outras nos chegam, quase que diariamente.
MAL-ESTAR DOCENTE NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA, mal-estar, docência, docente, sala de aula.As novas demandas e exigências, entretanto, nem sempre podem ser respondidas exclusivamente pelo sujeito-professor que, na maioria das vezes, não consegue e não pode a elas responder, ou porque não dispõe de recursos, ou porque não tem formação adequada, dentre outros motivos.
Uma das consequências decorrentes da distância entre as exigências e o que, de fato, pode ser realizado pelo sujeito-professor na escola e na sala de aula é o que alguns autores denominam “mal-estar docente”. Trata-se de uma doença “contemporânea” e “internacional”, segundo ESTEVE (1999, p.13).
É importante ressaltar que o fenômeno do “mal-estar docente” tem sido analisado à luz de várias teorias e perspectivas, a fim de que se possa buscar a sua multidimensionalidade e compreender como algumas das inúmeras variáveis sociais atingem a escola.
Vejamos, então, rapidamente, o que dizem alguns autores.
Para Lopes (2001), por exemplo, o “mal-estar” pode ser analisado pelas dimensões psicológica e sociológica. Na dimensão psicológica, as pesquisas centram-se na identificação de processos psicológicos que configurariam o “mal-estar”; já na dimensão sociológica, o enfoque é sobre os aspectos sócio-histórico-culturais e escolares que caracterizam o problema. 
Sobre as causas do “mal-estar”, a mesma autora (2001) aponta três eixos principais: 1º) as que são vinculadas ao contexto educativo, 2º) as que se relacionam à motivação pessoal e à formação inicial; 3º) aquelas que dizem respeito ao contexto escolar. 
Outro autor, que faz uma análise da relação entre a escola e a sociedade, é Jesus (2001), afirmando que os fatores que causam o stress entre os docentes e, consequentemente, o “mal-estar” podem ser distinguidos em dois grupos, relacionados ao plano macro e ao plano micro. 
As causas do “mal-estar” relacionadas ao plano macro dizem respeito a fatores sociopolíticos, como o número excessivo de alunos nas classes, o excesso de exigências políticas colocadas sobre o trabalho dos professores, o esquecimento das reais condições de trabalho e de formação docente, por exemplo. No plano micro, os fatores que geram “mal-estar docente” dizem respeito às atividades relacionadas diretamente ao local de trabalho, nomeadamente a indisciplina dos alunos. A indisciplina é causa principal do “mal-estar”, porque propicia a inviabilização do planejamento das aulas, a sua efetivação, propriamente dita e a relação professor/aluno.
Esse breve e rápido panorama teórico pode ser traduzido “na prática” por situações em que os professores se encontram doentes, desestimulados, com a autoestima baixíssima e descrentes da sociedade de maneira ampla. Professores competentíssimos, mas doentes, que precisam se afastar por dias e até meses da sala de aula, ótimos educadores que deixam a carreira e a profissão, excelentes profissionais que não se veem como sujeitos capazes de opinar, criticar ou de construírem o seu próprio material didático, dentre outras ilustrações que aqui poderíamos elencar.
O quadro é, de fato, triste e deplorável; para alguns motivos de luto e de desesperança absoluta.
Entretanto, nem tudo está perdido.
Pesquisas recentes (Assolini, 2013, 2014) mostram que situações quase perdidas podem ser retomadas quando o sujeito-professor tem apoio do coletivo da escola, ou seja, em seus momentos de dificuldade e fragilidade, pode contar com o gestor escolar, coordenador pedagógico, colegas de trabalho, para que o orientem e o auxiliem na construção de seu planejamento, para lhe darem apoio em situações tensas e conflituosas, em que se sente só, para o incentivarem a acreditar mais em si próprio, mostrando-lhe os recursos de que dispõe para enfrentar o dia a dia da sala de aula.
Outras alternativas que podem contribuir para que o “mal- estar” do sujeito-professor seja ressignificado tem a ver com experiências artísticas e de lazer. Assim, quando o sujeito-professor pode vivenciar experiências com a arte de maneira ampla, e, sobretudo, quando pode experimentá-las na condição de sujeito que faz, relê, ressignifica, podemos encontrar um caminho que pode levá-lo a se (re)pensar e a (re)significar sentidos e vivências ainda não compreendidos e elaborados.
As pesquisas mostram, também, a necessidade de lazer, para o sujeito-professor, o que significa dizer que ele deverá ter o final de semana livre.
Para a grande maioria dos entrevistados, cerca de 360 professores, estar com a família aos sábados e domingos, contribui para o revigoramento do corpo e do espírito.
E, por fim, algo que já acontece em algumas escolas: oportunidades para os professores “falarem de si”, expressão colocada entre aspas porque remete aos estudos foucaultianos, a respeito do “cuidado de si”. Poder (se) falar, (se) dizer e expressar os seus sentimentos e emoções, no espaço escolar, ser escutado e considerado em seu dizer, é uma alternativa que contribui para o arrefecimento do mal-estar.
A meu ver, essas alternativas, a arte, o final de semana livre, o poder “falar de si” no âmbito escolar, são exequíveis, mas não simples, nem singelas, pois, para que, de fato, se concretizem é imprescindível que o sujeito-professor consiga olhar para o outro e saber-se olhado. Perceber-se escutado e escutar o outro também.
Na sociedade contemporânea, olhar e escutar são verbos nem sempre conjugados.
Poderíamos tentar colaborar para minimizar o com o “mal-estar” de alguns colegas, começando a enxergá-los e a escutá-los, verdadeiramente. Esse pode ser um bom começo, rumo a pequeninas, mas fundamentais, transformações na escola.




Arquivo do blog

AGRADEÇO POR SUA VISITA!