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domingo, julho 10, 2016

ALUNA DE ESCOLA PÚBLICA FORMADA EM HARVARD LISTA MITOS SOBRE ESTUDAR FORA DO BRASIL

Filha de ex-vendedora de flores colecionou medalhas em olimpíadas estudantis. Agora, vai trabalhar com educação em multinacional no Brasil.

Vanessa Fajardo (08/07/2016)
Do G1, em São Paulo

Mais do que sorte e talento, Tabata Amaral de Pontes, de 22 anos, atribui suas conquistas às oportunidades. Foram as bolsas de estudo e mentorias que abriram de vez as portas para que a aluna esforçada de escola pública na periferia de São Paulo conseguisse na Universidade Harvard , nos Estados Unidos, seu diploma de graduação em ciências políticas e astrofísica.
A convite do G1 , Tabata reavaliou sua trajetória para listar os cinco maiores mitos sobre estudar fora do país. 

Desde junho de volta ao Brasil, a filha de ex-vendedora de flores está envolvida em um projeto social que ajudou a fundar, o Mapa Educação , que busca mobilizar os jovens para que a educação seja prioridade no debate político. Em agosto, começará a trabalhar em um fundo de educação de uma empresa multinacional em São Paulo.

Trajetória olímpica 
Bem antes da vaga de emprego em uma multinacional, ainda quando estudava na rede pública e tinha 12 anos, Tabata começou uma carreira como "atleta" do conhecimento. Ao todo, colecionou mais de 30 medalhas em olimpíadas de física, química, informática, matemática, astronomia, robótica e linguística.
A possibilidade de morar e estudar no exterior começou a se desenhar quando Tabata teve a oportunidade de deixar a rede pública. À época ela tinha sido destaque na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) e ganhou uma bolsa no Colégio Etapa.
O colégio também bancou moradia e alimentação da estudante porque sua casa ficava distante, e os pais não podiam arcar com a despesa. Lá viu os horizontes se alargarem e ouviu pela primeira vez sobre a possibilidade de fazer faculdade fora do país.
Quando estava no segundo do ensino médio ganhou uma bolsa da escola Cellep para estudar inglês e contou com a ajuda de instituições para cobrir os gastos do application (processo de candidatura às vagas das universidades norte-americanas).

Quando enfim escolheu Harvard, há quatro anos, Tabata também tinha sido aceita por outras cinco universidades americanas, entre elas, Caltech, Columbia, Princeton e Yale.

Tabata Amaral Pontes, de 22 anos, se formou em ciências políticas e astrofísica em Harvard (Foto: Marcelo Brandt/ G1)
CINCO MITOS SOBRE ESTUDAR FORA 
Tabata selecionou e deu sua opinião sobre conceitos que "perseguem" os candidatos:

1) É preciso ser gênio 
Para ser aceito em uma universidade americana, é preciso ser mais que bom aluno. As atividades extracurriculares são muito bem vistas pelos avaliadores. O diferencial de Tabata foi a paixão pelas ciências e pelas olimpíadas. Para ela, não há nada de genialidade por trás das aprovações.
“Tem pessoas que gostam muito de algumas áreas e são dedicadas, por isso acabam indo bem. Harvard vai valorizar que você tenha uma paixão, que se dedique e faça alguma coisa bacana com isso para a sociedade.”

2) Só ricos estudam lá 
Fazer graduação em uma universidade americana de ponta pode custar até R$ 500 mil, incluindo mensalidades, hospedagem e alimentação durante os quatro anos. As bolsas são concedidas a partir da situação socioeconômica da família, e não por mérito. Se o aluno foi aceito, a instituição vai dar as condições para que ele estude, independentemente de sua condição financeira.
Tabata é filha de uma ex-vendedora de flores e tem um irmão, mais novo, universitário. O pai trabalhava como cobrador de ônibus e faleceu pouco antes de ela embarcar para o exterior. A família não poderia arcar com nenhuma despesa. Ela recebeu bolsa integral da universidade e ajuda de custo para transporte, passagens aéreas para o Brasil e compra de livros, mas trabalhou durante o curso para poder ajudar a mãe no Brasil. “Nada que atrapalhasse meus estudos.”
Para ela, falta de dinheiro não é impeditivo. “Se você tem um sonho grande de estudar nos Estados Unidos e não tem como pagar, não desista por isso. Eu realmente não poderia pagar um centavo e consegui.”

Tabata na Índia, onde esteve em 2013, para pesquisar o sistema de ensino (Foto: Arquivo pessoal)

3) Inglês tem de ser fluente 
application exige um teste que mede da proficiência do aluno no inglês (Toefl) e uma prova chamada SAT, uma espécie de Enem americano, toda em inglês. A ideia é medir o quanto o aluno domina o idioma. No entanto, para ser aprovado, no processo como um todo, a fluência no inglês não é determinante.
Tabata aprendeu inglês em um ano, depois que ganhou a bolsa do Cellep. Ela conta que conseguiu ter notas suficientes nas provas do application , mas não era fluente.
“Tinha um inglês muito ruim. Chegando em Harvard tive dificuldade de me comunicar com os americanos, tanto que meus melhores amigos são os latinos e os indianos. Fui sentir que estava fluente só depois do meu primeiro ano, quando fui entender música e filme.”
Ela conta que só foi fazer piadas em inglês no último ano de curso. “Lembro da primeira vez que alguém falou para mim: a Tabata também está engraçada em inglês. Não lembro o que eu disse, mas um amigo falou: nossa ‘ up grade ’!”

4) Quem estuda nos Estados Unidos não volta para o Brasil 
Ficar nos Estados Unidos nunca foi um projeto, mesmo com as pessoas dizendo que retornar ao Brasil seria uma “burrice.” Ela elenca pelo menos dois motivos: o contexto político pelo qual o país atravessa e a vontade de impactar a educação.
“Eu estudei ciências políticas, sou fascinada por esse tema. A gente está passando por um contexto histórico muito importante para o Brasil. Então, quer laboratório mais bagunçado e mais interessante para quem gosta de aprender como esse?”
Tabata diz que se ficasse nos Estados Unidos seria mais difícil voltar depois ao Brasil. “Lá a vida é mais fácil, mais segura e mais meritocrática. Só que eu quero ter impacto aqui, entrar para a política. Nunca considerei ficar.”

Neve era a diversão quando a temperatura baixava e chegava até 27 graus negativos (Foto: Arquivo pessoal)
5) Meritocracia: quem quer consegue 
A história da brasileira inspira muitos comentários do tipo “quem quer consegue”, mas para ela, suas conquistas não têm a ver com mérito.
“Vivemos em um país muito desigual e injusto. Tive a benção de ter muitas oportunidades bacanas e aproveitar. Esforço é muito importante, mas se eu não tivesse tido essas oportunidades eu não estaria aqui.”
Ela diz que sua trajetória prova o quanto a educação pode transformar e servir de inspiração. “Se você pegar a população brasileira e der uma educação de qualidade, boas oportunidades, nosso país vai ser mais justo e mais bacana. Não dá para falar ‘quem quer consegue’ porque não é assim. Quem quer e está em uma escola pública de baixa qualidade em uma cidade pequena, não consegue. Sinto muito, mas é verdade.”

Dificuldades e lições 
A adaptação em Harvard não foi fácil. Ela embarcou logo após perder o pai, teve dificuldades com idioma, com a “comida sem sabor” e com o frio, que chegava até 27 graus negativos. “Me senti sozinha e cheguei a me questionar se aquele era realmente meu lugar.”
Mas vieram os amigos e a vida, entre estudos e trabalho, foi tomando rumo. “Levou um tempo para eu me encontrar, mas Harvard passou a ser um dos meus lugares preferidos no mundo que eu sinto muitas saudades agora.”
De lá, a maior lição que fica é a importância das pessoas. “Quando você passa quatro anos com gente tão fora de série, você se sente com vontade de fazer mais. Não importa o que eu faça, vou me preocupar em estar perto de pessoas que sabem muito mais do que eu. O que te faz crescer são as pessoas.”

Tabata com ao lado do irmão Alan e da mãe Reni na formatura em Harvard, no fim do mês de maio (Foto: Arquivo pessoal)
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Fonte: G1

quarta-feira, julho 06, 2016

DEPOIS DE VOCÊ, DE JOJO MOYES

Sabe aquele livro que você começa a ler e não consegue parar? Aí você pensa: "Ah... vou ler só mais uma página... mais duas? Ah... só mais um capítulo...". Quando vê, você já está há um tempão envolvida com a leitura e se recusa a deixar para amanhã... "Como assim deixar para amanhã?" (E a madrugada segue...). É preciso saber o desfecho desse enredo tão cativante! Foi assim com o "Como eu antes de você" e, com a sequência, o "Depois de você", não foi diferente (ambos da autora Jojo Moyes). Assisti ao filme "Como eu era antes de você" e confesso que fiquei um tantinho decepcionada... Eu esperava mais! Há no livro uma riqueza tão grande de detalhes, de sentimentos, de dramas pessoais/essenciais/existenciais que o filme (infelizmente) não conseguiu retratar. Não vou, contudo, dizer que o filme é "ruim", mas é extremamente superficial. #dica: Leia o livro antes de assistir ao filme!
Agora, #partiu "próximo livro"!



sábado, junho 25, 2016

A TAREFA DO PROFESSOR...





"A tarefa do professor é a mesma da cozinheira: antes de dar faca e queijo ao aluno, provocar a fome(...) " (Rubem Alves)







"Só quem conhece a magia da leitura pode dizer que sabe realmente ler, porque falar que sabe ler apenas por ter aprendido é como comer apenas para ficar vivo." (Joakim Antonio)


sábado, junho 11, 2016

10 DE JUNHO: DIA DA LÍNGUA PORTUGUESA


O dia 10 de junho foi escolhido como Dia da Língua Portuguesa em homenagem ao mais célebre poeta do idioma: Luís Vaz de Camões, que morreu em 10/6/1580.



quinta-feira, junho 09, 2016

ALFABETIZAR-LETRANDO NO ENSINO FUNDAMENTAL (Profa. ELAINE ASSOLINI)

Profa. Elaine Assolini - GEPALLE (Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Alfabetização, Leitura e Letramento)
USP - Ribeirão Preto - SP.

Parece que já é sabido pelos professores alfabetizadores que não basta apenas alfabetizar. É, preciso, também, letrar.
Esse entendimento motiva-nos a discorrer sobre os fenômenos da alfabetização, do letramento e, também, sobre a proposta pedagógica Alfabetizar-Letrando.
Cumpre ressaltar que nos filiamos à Teoria Sócio-Histórica do Letramento, tal como concebida por TFOUNI (1994, 1995, 1997,1998, 2010, 2013, 2015). A teoria por ela formulada tem suas bases teóricas na Análise de Discurso de Matriz Francesa (pecheuxtiana) e na Psicanálise Freudo-Lacaniana.
Uma das contribuições da pesquisadora é elucidar a diferença entre alfabetização e letramento. Esse se ocupa das transformações que envolvem uma sociedade como um todo, quando essa faz uso amplo da escrita. Como consequência, podemos entender que, em uma sociedade letrada como a nossa, todos os indivíduos sofrem a influência, mesmo que indiretamente, da escrita. Sendo assim, não há como pressupor indivíduos agráfos ou iletrados, posto que, todos nós, em diferentes graus, obviamente, possuímos saberes sobre a escrita. Somos todos letrados, em diferentes níveis, portanto. 
O letramento, cumpre ressaltar, focaliza os aspectos sócio-históricos da aquisição de um sistema escrito por uma sociedade, observando as mudanças sociais e discursivas quando ela se torna letrada.  Os estudos sobre o letramento não se restringem a pessoas alfabetizadas, vão além, buscam investigar aqueles que ainda não dominam a escrita, os não alfabetizados. As investigações abarcadas pelo letramento não se restringem a dimensões individuais ou particulares, mas, isto sim, concentram-se no social (cf. TFOUNI, 1995).
A alfabetização, por sua vez, relaciona-se ao processo de aquisição individual de habilidades requeridas para a leitura e escrita, como é o caso das proposições dos métodos tradicionais (sintético, fonético) ou, ainda, como processo de representação de objetos diversos, de naturezas diferentes, como propõe a Psicogênese da Língua Escrita, pensada por Ferreiro e Teberosky.
É pertinente observar que, tanto os métodos tradicionais de alfabetização quanto a proposta da Psicogênese, que se dispõe a descobrir o sujeito cognoscente, ou seja, aquele que procura ativamente compreender o mundo que o rodeia e responder às interrogações que esse mundo traz, não consideram um aspecto fundamental relacionado à alfabetização, qual seja: a sua incompletude.
Em ambos os casos tem-se a ilusão ou ideia equivocada de que a alfabetização chegaria a um fim, quer no momento em que o sujeito viesse a dominar sílabas, palavras, pequenas frases ou produzisse pequenos textos, quer quando se tem um trabalho pedagógico que busca fazer o sujeito deslocar-se dos níveis em que se encontra, indo do nível pré-silábico ao alfabético.
Contrapondo-se a esse entendimento, entendemos, em concordância com Tfouni (1995), que o melhor seria não falar em alfabetização simplesmente, como se houvesse um começo, um meio e um fim, mas, isso sim, pensarmos em graus ou níveis de alfabetização, o que nos permitirá observar os diferentes movimentos do sujeito e seus avanços ou limitações.
Tendo discorrido brevemente sobre a alfabetização e o letramento, iremos nos concentrar na proposta pedagógicaAlfabetizar-Letrando, formulada por Tfouni, no início dos anos noventa. De acordo com a autora, o processo de alfabetização letrada pode ser levado a efeito “(...) tanto pela inserção de práticas de leitura e escrita em contextos cognitivos e comunicativos de experiência partilhada quanto pelo conhecimento da criança sobre portadores de texto que estão servindo a essas práticas letradas num dado momento histórico (TFOUNI, 1994, p.6). Ainda, de acordo com a pesquisadora, “(...) esse processo permite que a criança se torne um ativo participante na conversação histórica de sua cultura” (TFOUNI, 1994, p.6).
Desde o ano 2003, vimos aprimorando a proposta formulada por Tfouni (1994). Uma das questões por nós reforçadas diz respeito à realização de práticas pedagógicas escolares que procuram mostrar aos alunos a finalidade da escrita, sua utilidade prática e social, em um dado momento histórico. Mostrar a finalidade e a utilidade da escrita não significa desenvolver atividades pedagógicas que se restrinjam a mostrar, recortar e colorir rótulos de embalagens, bulas de remédio, impressos de contas de água e luz, por exemplo. É preciso mostrar as características socioculturais desses portadores de texto, bem como o seu funcionamento ideológico e discursivo. Para tanto, o professor, juntamente com os alunos, precisa compreender o texto como objeto simbólico e, assim, desconstruir o seu funcionamento ideológico.
Vimos insistindo, também, em um trabalho pedagógico diário que instigue a produção linguística, oral ou escrita. É imprescindível que sejam oferecidas oportunidades para que os alunos ocupem diferentes posições nos textos por eles produzidos, o que lhe permite expressar sua subjetividade, suas emoções, sentimentos, a partir do interdiscurso que os constitui.
É essencial também que o professor se preocupe em desenvolver atividades didático-pedagógicas que proporcione condições favoráveis de produção para o desenvolvimento da oralidade. Trabalhar a oralidade, em sala de aula, envolve ensinar o aluno a escutar e a se escutar. Alguns professores restringem o trabalho com a oralidade a situações em que o aluno se expressa oralmente, esquecendo-se da importância da escuta.  Levar os alunos a compreenderem que os nossos dizeres produzem diferentes efeitos de sentido contribui para que se tornem alfabetizados e letrados.
Essas são algumas das muitas atividades que o professor pode desenvolver em sala de aula para alfabetizar o estudante de maneira a torná-lo letrado. Muitas outras são conhecidas e praticadas pelos professores, certamente.
De qualquer forma, na contemporaneidade, é preciso ir além da alfabetização, posto que todos o alunos chegam à escola já tendo alcançado algum nível de letramento. Além disso, alunos alfabetizados e letrados são capazes de duvidar, estranhar e questionar o contexto sócio-histórico no qual se insere, os sentidos que lhes são disponibilizados, os acontecimentos à sua volta e a sua própria responsabilidade como sujeito cujos dizeres e ações não são neutras.
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12 LIVROS INDISPENSÁVEIS PARA PROFESSORES DE LÍNGUA PORTUGUESA

Heloisa Ramos, consultora de Nova Escola, revirou sua biblioteca e fez pesquisas cuidadosas para eleger os livros que todo professor de Língua Portuguesa precisa conhecer. Inicialmente escolheu 10 títulos, mas lembrou de mais dois, um mais clássico e outro de publicação recente, e fechou uma lista ainda mais completa. Junto de cada obra, você vai ler o que ela descreve sobre o livro e qual sua importância.


“Procurei por títulos que tratam da formação do leitor e do escritor, têm como foco a oralidade e o trabalho com a linguagem”, conta. Ela se emociona ao dizer o que eles representaram em sua trajetória. Antes de conhecer os títulos que ela selecionou, vale ler seu depoimento (e se emocionar também): “Esses livros foram, pouco a pouco, ocupando as prateleiras das minhas estantes durante meu percurso profissional, como professora, autora de livro didático e formadora. Desde que iniciei minha carreira de professora de Língua Portuguesa, não parei de me atualizar. O mundo gira, as pesquisas avançam e a sala de aula não pode ficar ausente das transformações. As ciências que estudam a linguagem tiveram grande evolução nos últimos cem anos e revolucionaram o ensino das línguas. Sempre fui atrás de cursos e leituras que respondessem às minhas inquietações e desassossegos. Dessa forma, a teoria vinha preencher o que estava procurando e iluminava a minha prática. Foi assim que me encantei quando descobri a dimensão interacionista e dialógica da linguagem, o ensino da leitura e da escrita dos gêneros textuais, a leitura para além da decifração, que leitura literária e gêneros orais devem compor o currículo e o lugar de ‘prestador de serviço’ que o estudo gramatical ocupa em função da compreensão e da produção de textos orais e escritos. Em função da constatação de que tais concepções na prática promovem real aprendizagem da língua em uso, passei a defender que o objetivo primeiro do ensino de LP é formar usuários que façam uso adequado e competente da língua, produzindo e compreendendo a linguagem oral e escrita. Tudo o que disse resumidamente aqui está esplendidamente desenvolvido nas obras citadas. Eterno agradecimento aos autores de livros tão queridos.”
Veja abaixo quais livros para você ler, reler e consultar sempre (e não só ficar nas estantes!), conforme a sugestão da Helô:
portos
Portos de Passagem, João Wanderley Geraldi, 288 págs., Ed. WMF Martins Fontes, tel. (11) 3292-2660, 54,90 reais. Um dos mais influentes teóricos na mudança de paradigma do ensino de Língua Portuguesa no país, fundamentado especialmente na perspectiva interacionista, Geraldi propõe três práticas para esse ensino: leitura, produção e análise linguística. Portos de Passagem é uma obra inaugural dos conceitos hoje presentes nos documentos que orientam o ensino de Língua Portuguesa. É um livro de reflexão e estudo sobre as práticas tradicionais e as práticas fundamentadas na linguagem vistas como espaço de interação.
o texto na
O Texto da Sala de Aula, João Wanderley Geraldi, 125 págs., Ed. Ática, tel. 4003-3061, 34,90 reais. Coletânea de doze artigos escritos por Geraldi e por sete outros autores. Organiza-se em torno de quatro tópicos: fundamentos, práticas de sala de aula, sobre a leitura na escola e sobre a produção de textos na escola.
generos orais
Gêneros Orais e Escritos na Escola, Bernard Schneuwly, 240 págs., Ed. Mercado de Letras, tel. (19) 3241-7514, 66 reais. Existe pouco material para orientar o professor que pretende desenvolver a linguagem oral de seus alunos. A obra é, portanto, preciosa. O conceito de linguagem oral foge da oralidade espontânea e a coloca como expressão planejada de caráter público e formal. Seleciona a exposição oral e o debate regrado com exemplos detalhados.
preconceito
Preconceito Linguístico, Marcos Bagno, 352 págs., Ed. Parábola Editorial, tel. (11) 5061-9262, 30 reais. O livro é uma referência na área da ciência da linguagem e no ensino da Língua Portuguesa. A obra explicita conceitos importantes, como preconceito linguístico, letramento, ortografia e noção de erro, ou mal compreendidos, como a confusão entre “norma padrão” e “norma culta”.
gramatica pedagogica
Gramática Pedagógica do Português Brasileiro, Marcos Bagno, 1056 págs., Ed. Parábola Editorial, tel. (11) 5061-9262, 127 reais. Obra que ajuda o professor que quer levar para a sala de aula o estudo da Língua Portuguesa do Brasil. Contribui para a formação dos professores em serviço e os que estão se formando. É uma gramática pedagógica para formar professores, não didática. Descreve o português contemporâneo usado pelos brasileiros escolarizados das grandes cidades do país.
letramento
Letramento: Um Tema em Três Gêneros, Magda Soares, 128 págs., Ed. Autêntica, tel. (11) 3034-4468, 41 reais. Conceitua e defende o letramento como um direito humano absoluto, independentemente das condições econômicas e sociais em que um dado grupo humano esteja inserido. Aborda o tema sob três gêneros diferentes: verbete para o professor-leitor; texto didático para professor-leitor-estudante (que orienta a reflexão do professor); ensaio para profissionais que buscam suporte teórico para avaliar e medir letramento e alfabetização.
generos textuais
Gêneros Textuais e EnsinoÂngela Paiva Dionisio (org.),248 págs., Ed. Parábola Editorial, tel. (11) 5061-9262, 37 reais. Este livro conceitua os gêneros textuais de forma esclarecedora. Destaco o capítulo Gêneros textuais: definição e funcionalidade, de Luiz Antônio Marcuschi. Além dos suportes teóricos, apresenta práticas de ensino, com propostas didáticas para o trabalho com os gêneros textuais.
o texto e construcao
O Texto e a Construção dos Sentidos, Ingedore Villaça Koch, 128 págs., Ed. Contexto, tel. (11) 3832-5838, 23 reais. Este livro fornece elementos para o professor ampliar seu conhecimento teórico de como se dá o processo de produção textual, concebido como atividade interacional, na produção de sentido nas modalidades escrita e falada da língua.
letramento literario
Letramento Literário: Teoria e Prática, Rildo Cosson, 144 págs., Ed. Contexto, tel. (11) 3832-5838, 29 reais. Leitura de literatura se ensina. Esse é um livro que discute o valor social da literatura e analisa teoricamente o processo de leitura. Apresenta práticas do letramento literário, em sala de aula, com exemplos.
aula de port
Aula de Português: Encontro e Interação, Irandé Antunes, 184 págs., Ed. Parábola Editorial, tel. (11) 5061-9262, 29 reais. Indico para o professor iniciante que quer ampliar a compreensão de um ensino de língua que forma bons usuários dessa língua. A autora parte de uma reflexão e, assumindo a dimensão interacional da linguagem, propõe um ensino para a escrita, a leitura, a gramática e para a oralidade, sem esquecer-se da avaliação.
estrategias de leitura
Estratégias de Leitura, Isabel Solé, 194 págs., Ed. Artmed, tel. 0800-703-3444, 78 reais. Neste livro, a espanhola Solé destrincha sobre o que ocorre quando lemos e pretende contribuir para o debate conceitual e prático sobre o ensino da leitura. Afirma que o leitor dialoga com o texto o tempo todo, e que o processo de leitura não é simples: “Cabe ao educador oferecer às crianças os segredos que utilizam quando eles próprios leem”, conforme escreve a pedagoga Cristiane Pelissari nesta resenha.
multiletramentos
Multiletramentos na Escola, Roxane Rojo e Eduardo Moura, 264 págs., Ed. Parábola Editorial, (11) 5061-9262, 42,50 reais. Num mundo em que crianças e jovens produzem materiais diversos, sejam vídeos ou animações, por exemplo, o professor não pode se restringir ao letramento. Conforme indica o livro, ele precisa ampliar sua forma de trabalho para responder aos desafios que a tecnologia impõe. Para explorar o assunto, o título explora o conceito de multiletramentos e explica o que isso significa: é a forma de o professor trabalhar partindo das culturas de referência dos alunos.
Esperamos que tenha aproveitado e se inspirado para escolher suas próximas leituras!
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Fonte: Nova Escola

domingo, maio 29, 2016

DOMINGO... FRIO, CHUVA, FEIJOADA, CAIPIRINHA... FAMÍLIA!!!!

Hoje o domingo foi bastante corrido mas, muito bom! Reunião da família para o almoço. E não é que o tempo ajudou!!!! Frio, chuva, feijoada, caipirinha.. Huuummm!!! Há momentos que não têm preço!!!! 
Eu... pronta para enfrentar a cozinha!!!


Eu e a filha, Lays... Domingo mais que especial!!! 

Aércio e Joaninha... é muito amor envolvido!!! 

... e depois de umas caipirinhas... de umas cervejinhas... tudo vira piada!!! 

... é assim... é como eu disse: tudo vira piada!! rsrsrs

... a minha mãe, dona Lurdes, meu padrasto, Giba... a filha mais linda, Lays Moreli Dos Santos!!!

... e a feijoada ficou muuuito boa!!!

EU E O GÓI, DE VOLTA PARA A INFÂNCIA...


Aí, de repente, vejo que há uma mensagem para mim no Messenger do Facebook, é da Cassia Martins Varrique! Uma querida de longa data (melhor nem mencionar... rsrsrs). Recebo uma foto de duas crianças loiras (lindas!!!). Espera!!! Sou eu e o irmão dela, para mim, meu amiguinho de sempre, o Gói, éramos inseparáveis!!! Passou um filme na minha cabeça!!! Viagem de volta para a infância!!! Fiquei emocionada!!! Quanta saudade dessa época boa... Que saudade de você, Cassia, do Gói... saudade da minha avó, Leonor... saudade de vivenciar e dar valor às coisas simples da vida... e isso as crianças sabem fazer com perfeição!!! Obrigada, Cassia, pelo presente!!!! 

quinta-feira, maio 26, 2016

... É O TEMPO DA TRAVESSIA...


"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos." (Fernando Pessoa)

quarta-feira, maio 25, 2016

FERNANDA GENTIL E UM TEXTO COMOVENTE SOBRE QUESTÕES DE VIDA E MORTE

Fernanda Gentil/Instagram
A apresentadora Fernanda Gentil comoveu a internet com um texto sensível e reflexivo que questiona a fragilidade da vida. O motivo da declaração foi a morte do jornalista Pedro Ivo Salles, editor de esportes da Rede Globo e colega de profissão de Fernanda.
Com apenas 33 anos de idade, o editor morreu nesta terça-feira (24), vítima de um acidente de moto no Rio de Janeiro. A tragédia chocou os fãs e amigos do jornalista e Fernanda Gentil decidiu homenageá-lo com um texto em seu perfil no Facebook.
Confira o texto na íntegra:
"Amigos, vamos parar!!!! Vamos parar porque hoje perdemos nosso Pedro Ivo! Novo, querido, recém-casado, pai em poucos meses... vamos parar, por favor, porque amanhã pode ser o Pedro Ivo de vocês. Vamos parar de nos estressar por arranharmos nosso carro, de brigar com o vizinho por música alta, de ficar com raiva por esquecermos algo em casa.
De um minuto pro outro, Pedro Ivo se foi. Vamos parar de discutir relacionamentos por besteira, de julgar os outros pela cor da pele, classe social, peso corporal ou gosto sexual. Vamos parar de sofrer por vaidade. De acreditar que crachá conta, que salário define, que cargo manda. Vamos parar de acreditar que a vida acontece da catraca do trabalho pra dentro. A vida é lá fora - é onde tudo acontece, é onde a gente luta por ela de verdade..... e onde a perdemos também.
É pra lá da catraca que estão nossos filhos, pais, irmãos e sobrinhos, e eles muitas vezes não podem nos esperar. Vamos parar de nos agredir e machucar. Parar de matar. Vamos parar, gente!!!! Parar de gastar tanta energia com a perda de um emprego, uma nota baixa ou um amor não correspondido. O tempo tem que ser gasto com o que requer tempo... porque o tempo não volta.
O Pedrinho não volta. Paremos, simplesmente, de PER-DER-TEM-PO com "falsos golpes" da vida. Pancada mesmo é o que não dá pra consertar. O Pedro foi uma pancada da vida, e virou uma lição também - pra gente aprender, de uma vez por todas, que quem a gente vê todo dia, não vai estar aqui todos os dias. Vamos valorizar. Pedro estava ontem, e hoje não estava mais. Um dos corações mais puros daquela redação foi embora sem nem avisar, mas eles normalmente não avisam mesmo; a gente é que tem que estar sempre avisando a eles, e só assim estaremos plenos e de consciência tranquila no dia em que eles forem embora sem dar tchau.

Distribuam, sempre, pequenos avisos: "Te amo". "Parabéns". "Saudade." "Bom dia." "Volta logo". "Belo texto." "Gosto muito de você." "Obrigada." "Boa noite." "Dorme bem". Meu aviso de hoje vai pra ele, claro: "Descanse em paz". 
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segunda-feira, maio 23, 2016

16ª FEIRA DO LIVRO É LANÇADA EM RIBEIRÃO PRETO; VEJA PROGRAMAÇÃO

Momentos da cerimônia de lançamento da programação da 16ª Feira do Livro
Augusto Cury, Ignácio de Loyola Brandão, Gilberto Dimenstein, Fabrício Carpinejar e Jayme Monjardim são alguns dos destaques da 16ª Feira do Livro de Ribeirão Preto (SP), lançada nesta segunda-feira (17), no Theatro Pedro II. O evento será entre os dias 12 e 19 de junho.
Na edição deste ano, a Feira do Livro fará uma homenagem à Colômbia, às escritoras Lygia Fagundes Telles, Maria Clara Machado e Rita Mourão, e ao filósofo Mario Sérgio Cortella. Durante todo o evento haverá discussões e análises sobre o papel do escritor e do leitor.
O tema da feira este ano abrange o mundo da literatura em seus diversos gêneros e conto, romance, crônica e poesia terão destaque nos oito dias de evento, segundo a presidente da Fundação Feira do Livro, Adriana Silva.
“A Feira esse ano tem um tema muito relacionado ao livro, e por isso deu a possibilidade de brincar com os gêneros literários. Então, nós vamos ter nessa edição muitos romancistas, cronistas, poetas, e quase todos eles premiados em edições de prêmio nacionais", diz.
O evento terá palestras, oficinas, debates e sessões com temas específicos e uma sessão fixa, com a presença de escritores premiados. "Nós vamos ter a Sessão Jabuti, todo dia com um premiado com o primeiro lugar, seja na crônica, no conto ou na poesia”, conta Adriana.
A Sessão Jabuti contará com a presença dos escritores: Alice Ruiz, Carlito Azevedo, Carol Rodrigues, Cristovão Tezza, Edney Silvestre, Fabrício Carpinejar, Ignácio de Loyola Brandão, Isaias Pessoti, Menalton Braff e Lucília Junqueira de Almeida Prado.
Além das discussões, o público da Feira do Livro terá shows gratuitos no palco do Theatro Pedro II. Entre as apresentações, estarão Jair Oliveira, Quinteto Bachiana, a solista Giovanna Maira e a Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto.
Palestras com escritores:
Bate-papo: “A era da curadoria: o que importa é saber o que importa!”
Participação de Gilberto Dimenstein e Mario Sergio Cortella
Theatro Pedro II -
12 de junho, às 10h30
'Sessão Jabuti': Carlito Azevedo
Auditório Meira Júnior, no Theatro Pedro II
12 de junho, às 14h
'Sessão Jabuti': Ignácio de Loyola Brandão
Auditório Meira Júnior, no Theatro Pedro II
13 de junho, às 14h
Bate-papo: "O Vendedor de Sonhos"
Participação de Augusto Cury, Dan Stulbach e Jayme Monjardim
Theatro Pedro II
13 de junho, às 20h30
'Sessão Jabuti': Fabrício Carpinejar
Auditório Meira Júnior, no Theatro Pedro II
14 de junho, às 14h
'Sessão Jabuti': Alice Ruiz
Auditório Meira Júnior, no Theatro Pedro II
15 de junho, às 14h
'Sessão Jabuti': Carol Rodrigues
Auditório Meira Júnior, no Theatro Pedro II
16 de junho, às 14h
Bate-papo: Pedro Bandeira
Theatro Pedro II
17 de junho, às 8h30
'Sessão Jabuti': Edney Silvestre
Auditório Meira Júnior, no Theatro Pedro II
17 de junho, às 14h
'Sessão Jabuti': Cristovão Tezza
Auditório Meira Júnior, no Theatro Pedro II
18 de junho, às 14h
'Sessão Jabuti': Isaias Pessoti, Menalton Braff e Lucília Junqueira de Almeida Prado
Auditório Meira Júnior, no Theatro Pedro II
19 de junho, às 14h
Shows e apresentações:
Abertura Feira do livro de Ribeirão Preto
Academia Livre de Música (ALMA)
Theatro Pedro II
11 de junho, às 19h
OSNÁUTICOS - A sirene das palavras
Theatro Pedro II
12 de junho, às 21h
Zé Roberto, Guedes e Odílio Sanfoneiro
Auditório Pedro Paulo, no Centro Cultural Palace Hotel
13 de junho, às 9h30
Graça Abreu
Auditório Pedro Paulo, no Centro Cultural Palace Hotel
14 de junho, às 14h30
Coral infantojuvenil da Escola Waldorf João Guimarães Rosa com regência de Suzana Samorano e percussão com Juju Samorano
Auditório Pedro Paulo, no Centro Cultural Palace Hotel
14 de junho, às 9h30
Coral Infantil da Orquestra Sinfônica Ribeirão Preto
Auditório Pedro Paulo, no Centro Cultural Palace Hotel
14 de junho, às 14h30
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Fonte: Do G1 Ribeirão e Franca (17/05/2016)

domingo, maio 22, 2016

ADEUS... DONA DEISE FORESTI GOMES RIBEIRO


Silvana Moreli

Há notícias que nos chegam como um soco no estômago. Não que eu já tenha levado algum na vida, mas imagino a sensação desagradável, incômoda, dolorosa... Normalmente, notícias ruins nos chegam assim, de uma hora para outra, e desestruturam o nosso equilíbrio emocional. Por algum tempo procuramos processar a informação tentando mostrar para nós mesmos que somos mais fortes do que qualquer episódio que queira nos tirar o chão, o ar, a força, a fé...

Aprendemos que nessa vida conseguimos lidar com (quase) tudo: com as dificuldades diversas do cotidiano, com as divergências de opiniões, sejam em âmbito pessoal ou profissional, com as mudanças repentinas e o medo que estas provocam, com as turbulências econômicas, sociais... a falta de educação, de saúde, de solidariedade.., com os desastres ambientais, a fúria da natureza, as guerras...
No entanto, há algo que eu ainda não sei muito bem como lidar, que me desestrutura, que me dá medo, que me angustia... a morte!
Há pessoas que passam, frequentam a nossa vida de forma tão contundente que, mesmo que estejamos distantes por algum tempo, nem por isso a marca da presença dessa pessoa se desfaz ou se torna menor. Importa o que representa, o sentimento que as une. A distância torna-se apenas um viés perfeitamente anulável, sem importância.
Há pessoas tão exageradamente dotadas de luz que, por um simples gesto, talvez para muitos até insignificante, são capazes de tornar a vida de outra pessoa menos triste... Uma xícara de chá com torradas pode transformar um momento difícil de alguém em algo mais ameno... talvez por algum tempo essa pessoa consiga fazer a outra entender que uma xícara de chá com torradas não mudará o mundo, mas que “a vida continua independente de nós...”. 
Há pessoas que se fazem tão presentes (pelo fato de estar presente e de ser presente) que as palavras, muitas vezes não importam muito. O que as palavras não dão conta de dizer o olhar diz: “Conte comigo”! 
Tive oportunidade de inúmeras vezes agradecer por todo esse carinho, pelas simples ações que, em momentos tão difíceis da minha vida, foram essenciais. Tive a oportunidade de abraçá-la e dizer o quanto havia sido importante para mim. 
O tempo passa, a vida muda seu curso e, muitas vezes, mesmo querendo muito, o contato com as pessoas acaba sendo escasso, bem menos do que de fato gostaríamos. 
E hoje Deus levou para o céu alguém muito especial. Uma pessoa de rara beleza, de inquestionável elegância e altivez, de sorriso fácil, de simpática presença, de gestos leves, de presença discreta, mas ao mesmo tempo tão marcante, de palavras articuladas e inteligentes, de acalanto, de amizade, de vida...
Hoje parte alguém que deixará uma saudade enorme, uma dor atroz, um vazio angustiante... No entanto, Deus, em sua infinita bondade, acalentará o coração de todos, família, parentes e amigos e, com o tempo, sua lembrança será algo doce como o cheiro das flores dos coqueiros nos finais de tarde. 
Dos mistérios dessa vida muito pouco sabemos, e é por isso que eu quero acreditar que em algum dia, em algum lugar, nos encontraremos novamente para um chá com torradas, não para marcar um momento triste, mas para comemorar esse (re)encontro! Vá em paz, dona Deise! Para sempre em meu coração!

sábado, maio 21, 2016

EE DO JARDIM SOUZA LIMA: VÍDEOS

Férias é assim...
A gente começa arrumando uma gaveta, duas... o guarda-roupa... os armários... Aí vai para o escritório e vê uma série de CDs e DVDs. Sim, na maioria há inscrições sobre o conteúdo, no entanto, algumas dessas inscriçoes não são suficientes e é preciso checar... saber do que se trata. Foi o que aconteceu com um CD cuja descrição aparecia da seguinte forma: "Vídeo Prodesc". Eis que me deparo com um lindo trabalho realizado na EE do Jardim Souza Lima, sob a orientação da professora Angela Cieto, com os alunos dos 9º Anos (Luiz Fernando, Thaynara e Lariely), sobre a África. (2014).


Além do vídeo acima, um outro também foi encontrado. Trata-se de um depoimento da professora Edilena Robles Manente sobre um trabalho realizado junto aos alunos dos 9º Anos abordando a produção de textos do gênero Artigo de Opinião, o qual lhe rendeu muitos elogios. (2013).


Saudade da Escola, alunos, professores, funcionários... A todos, um grande abraço!

20 E 21 DE MAIO: DATAS MUITO ESPECIAIS PARA A EDUCAÇÃO...


E ontem... 


Parabéns para nós, profissionais da Educação!!! 

sexta-feira, maio 20, 2016

DEZ DICAS PARA A ELABORAÇÃO DE UM PLANO DE AULA EFICIENTE

Preparar um plano de aula eficaz requer experiência e dedicação. Seguem 10 dicas que podem auxiliar os professores a elaborarem um plano de aula de acordo com os seus objetivos.
1. Por que isso é importante?
Quando você pretende ensinar alguma coisa essa é a primeira pergunta que você deve se fazer. Você deve estar pronto para responder a essa pergunta a qualquer momento, inclusive, durante a aula.
2. Qual o meu objetivo para os estudantes? O que eles devem ser capazes de fazer ao fim deste conteúdo?
Uma boa maneira de entender se um tema é ou não fundamental é planejá-lo criando objetivos para os seus estudantes, ou seja, o que você espera que eles sejam capazes de fazer ao fim daquela discussão. Compartilhe esses objetivos com os estudantes, isso é fundamental para que vocês estejam alinhados e para que eles conheçam as habilidades mais importantes.
3. Como o tema se encaixa no currículo geral?
Para criar uma aula significativa é fundamental que você conheça todas as maneiras de encaixar o conteúdo no currículo geral do estudante. Não se apegue apenas à sua matéria, vá além e identifique como o assunto tratado na sua sala de aula pode se relacionar com outras disciplinas, isso tende a incentivar os estudantes.
4. O que os estudantes já sabem sobre isso?
Procure entender como você pode ajudar os alunos a desenvolverem o conhecimento prévio sobre o assunto a ser tratado. Antes mesmo de começar a ensinar coisas novas, procure saber o que os seus alunos já sabem sobre aquilo e, a partir daí, comece a trabalhar para incrementar esse conhecimento.
5. Como eu posso despertar o interesse dos alunos?
O início de um capítulo ou unidade é o que vai garantir que os seus estudantes mantenham ou não o interesse naquilo que você está dizendo, portanto, você precisa chamar a atenção deles logo de cara. Uma boa maneira de fazer isso é procurar conexões entre o que está sendo estudado, a cultura geral e a vida do estudante. Outra opção é criar situações nas quais eles teriam de usar o que está sendo aprendido de forma prática.
6. Como eu posso apresentar esse material?
Pense em como aquele conteúdo pode ser melhor compreendido e não se mantenha preso a métodos tradicionais por medo de inovar. É fundamental que você pense nas maneiras como apresentará o conteúdo aos seus estudantes. Vá além do que o livro oferece, procure conteúdo agregado, como vídeos e apresentações, jogos e até mesmo seminários ou representações. Dessa maneira você poderá incentivar os estudantes em áreas além do que você está ensinando.
7. O que os estudantes farão durante as aulas?
Um bom plano de aulas deve prever diversas situações, inclusive o que os seus alunos farão durante as aulas. Os estudantes serão meros ouvintes ou participarão da aula de maneira ativa? Você proporá atividades práticas ou simplesmente apresentará o panorama do que está sendo tratado. Pensar no que acontecerá dentro de sala de aula é fundamental para criar atividades adequadas.
8. Como eu posso atender as necessidades de cada estudante?
Claro que toda a sala deve receber o mesmo conteúdo, mas você não pode deixar de lado as necessidades particulares de cada um dos seus estudantes. Essa problemática também deve aparecer no seu plano de aulas, ou seja, identifique quais são as principais dificuldades dos estudantes e pense em como resolvê-las. Uma boa dica é ficar atento ao tipo de aprendizado de cada um dos seus alunos.
9. Como eu posso ligar o conteúdo e a rotina dos estudantes?
Se você quer que sua aula seja significativa e relevante, faça com que o conteúdo abordado se aplique de maneira prática na vida dos estudantes. Descubra o que interessa a eles e trate de incluir suas descobertas no plano de aulas. Não se esqueça de que apenas você fazer essas conexões não é suficiente, ofereça a oportunidade de que seus estudantes também encontrem os pontos em comum.
10. Existe alguma tecnologia capaz de melhorar essa tarefa?
A vida dos estudantes basicamente gira em torno da tecnologia, com as redes sociais, pesquisas online e até mesmo grupos de estudo via Internet. Portanto, se você quer realmente chamar a atenção deles, o melhor é fazer isso no meio onde eles mais têm prática. Descubra ferramentas capazes de engajar os estudantes em experiências de aprendizado e dessa maneira eles estarão cada vez mais interessados em praticar o que você ensina.
Fonte: http://canaldoensino.com.br/

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