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sábado, junho 22, 2013

"MEU PRIMEIRO BEIJO", ANTONIO BARRETO: SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM

MELHOR GESTÃO, MELHOR ENSINO
FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE LÍNGUA PORTUGUESA
1ª EDIÇÃO – 2013
TURMA 231

 Situação de Aprendizagem desenvolvida para o 9º ano do
Ensino Fundamental – Ciclo II”

Silvana Maria Moreli

Encontros Presenciais: 22, 23 e 24 de maio de 2013.

Grupo: Gislaine Carneiro Guerreiro
               Gracia
               Iara Bento
               Juliana Hernandes
               Silvana Maria Moreli

Antes da  Leitura:
      * Antecipação do Conteúdo do Texto:


1º PASSO:

a)    Espalhar pela sala de aula, imagens de beijos (preferencialmente, obras de arte) para aguçar a curiosidade dos alunos (Obs.: Essas imagens (sugestões) podem ser utilizadas, na sequência, em um trabalho paralelo com a disciplina de Arte – projeto interdisciplinar)
Imagem 1 - "Passione", Vik Muniz
Imagem 2: "O Beijo", Francesco Hayez
Imagem 3 - "O Beijo", Auguste Rodin 
Imagem 4: "O Beijo", Gustav Klimt
Imagem 5 - "O Beijo", Rubens Gerchman
Imagem 6 - "O Beijo", Toulouse Lautrec
Imagem 7 - Eros e Psiquê, Antonio Canova
Imagem 8 - "O Beijo", Edvard Munch
b)    Levantamento dos conhecimentos prévios dos alunos – antecipação do tema com base no título “Meu primeiro beijo”;
c)  Algumas questões para direcionar a discussão oral: “Você já viu “beijos de novela”? Sabem por que têm esse nome? O que representa “um beijo” em sua opinião? Quais os significados dos vários tipos de beijos (beijo na mão, na testa, no rosto)? Vocês conhecem a cultura de outros países em que os homens se beijam? O que vocês esperam encontrar em um texto com esse título - “Meu primeiro beijo”? Quais as expectativas de vocês com relação à leitura desse texto?”

2º PASSO:

a)    Sobre o autor – questionar: “Alguém o conhece? Já leu alguma obra ou algum texto desse autor?”
b)    Apresentar uma breve biografia: (Disponível em: http://www.palavrarte.com/equipe/equipe_antbarreto.htm)

Antonio Barreto (Antonio de Pádua Barreto Carvalho) nasceu em Passos (MG) em 13 de junho de 1954. Reside em Belo Horizonte desde 1973. Morou também em algumas cidades do Oriente Médio, onde trabalhou como projetista de Engenharia Civil, na construção de estradas, pontes e ferrovias. Tem vários prêmios nacionais e internacionais de literatura, para obras inéditas e publicadas, nos gêneros: poesia, conto, romance e literatura infanto-juvenil. Entre eles: Prêmio Jabuti (Câmara Brasileira do Livro - três vezes, oito vezes indicado), Bolsa Vitae de Literatura, Prêmio Remington, Bienal Nestlé de Literatura, Prêmio Minas de Cultura, Prêmio Nacional de Contos do Paraná, Prêmio “Guimarães Rosa” de romance, Prêmio “Emílio Moura” de poesia, Prêmio “Cidade de Belo Horizonte” - poesia e contos, Prêmio “João-de-Barro” de literatura infantil e juvenil , Prêmio “Carlos Drummond de Andrade” e “Manuel Bandeira” de poesia, UBE (SP), UBE (PE), UBE(RJ); Prêmio “Henriqueta Lisboa”, Prêmio “Petrobrás” de Literatura, Prêmio Nacional de Literatura/UFMG, Prêmio Bienal do Livro de BH, Prêmio Bienal Internacional do Livro de SP, Prêmios de “Leitura Altamente Recomendável” para crianças e jovens/FNLIJ-RJ, Prêmio “Tereza Martin” de Literatura, Prêmio Internacional da Paz/Poesia (ONU), Prêmio “Ezra Jack Keats” da Unesco/Unicef (EUA), Prêmios/ Obras/Catálogo do IBBY (Unesco) e Prêmios/Obras/Catálogos Bienais Internacionais do Livro de Bratislava, Barcelona, Bolonha, Frankfurt e Cidade do México. Participa também de várias antologias nacionais e estrangeiras de poesia e contos. Foi redator do Suplemento Literário do Minas Gerais, articulista e cronista do jornal Estado de Minas e da revista “Morada” (BH). Colabora com textos críticos, poemas e artigos de opinião para “El Clarín” (Buenos Aires), “Ror” (Barcelona); “Zidcht” (Frankfurt), “Somam” (Bruxelas); ” : e outros periódicos. Atualmente coordena a Coleção “Para Ler o Mundo”, da Formato Editori.

Principais obras publicadas:
1.) Poesia: O sono provisório (Francisco Alves, 8); Vastafala (Scipione, 88).
2.) Contos: Os ambulacros das holotúrias / Reflexões de um caramujo (UFMG, 90/93).
3.) Romance: A barca dos amantes (Lê, 90); A guerra dos parafusos (José Olympio, 93).
4.) Infantis e Juvenis: Lua no varal e Isca de pássaro é peixe na gaiola (Miguilim, 87, 89); A noite é um circo sem lona (Record, 87); Livro das simpatias (RHJ, 90); Bombeiros do sol, com Graça Sette (José Olympio, 97); Brincadeiras de anjo, Tem um avião lá fora, O velho pássaro da lua e Balada do primeiro amor (FTD, 87, 87, 96, 97).
5.) Crônicas: Transversais do Mundo (Lê, 99)
6.) A sair: Zoonário (Mercuryo, 01), O menino que não sonhava só (Mercuryo, 01).

Durante a Leitura:

1º PASSO:

a)   Leitura em voz alta pelo professor – com ênfase na entonação e com paradas estratégicas para questionar os alunos sobre o que eles acham que vai acontecer na sequência (levantamento de hipóteses).

Texto
Meu Primeiro Beijo
Antonio Barreto
É difícil acreditar, mas meu primeiro beijo foi num ônibus, na volta da escola. E sabem com quem? Com o Cultura Inútil! Pode? Até que foi legal. Nem eu nem ele sabíamos exatamente o que era "o beijo". Só de filme. Estávamos virgens nesse assunto, e morrendo de medo. Mas aprendemos. E foi assim...
Não sei se numa aula de Biologia ou de Química, o Culta tinha me mandado um dos seus milhares de bilhetinhos:
"Você é a glicose do meu metabolismo.
Te amo muito!
Paracelso"
E assinou com uma letrinha miúda: Paracelso. Paracelso era outro apelido dele. Assinou com letrinha tão minúscula que quase tive dó, tive pena, instinto maternal, coisas de mulher... E também não sei por que: resolvi dar uma chance pra ele, mesmo sem saber que tipo de lance ia rolar.
No dia seguinte, depois do inglês, pediu pra me acompanhar até em casa. No ônibus, veio com o seguinte papo:
- Um beijo pode deixar a gente exausto, sabia? - Fiz cara de desentendida.
Mas ele continuou:
- Dependendo do beijo, a gente põe em ação 29 músculos, consome cerca de 12 calorias e acelera o coração de 70 para 150 batidas por minuto. - Aí ele tomou coragem e pegou na minha mão. Mas continuou salivando seus perdigotos:
- A gente também gasta, na saliva, nada menos que 9 mg de água; 0,7 mg de albumina; 0,18 g de substâncias orgânica; 0,711 mg de matérias graxas; 0,45 mg de sais e pelo menos 250 bactérias...
Aí o bactéria falante aproximou o rosto do meu e, tremendo, tirou seus óculos, tirou os meus, e ficamos nos olhando, de pertinho. O bastante para que eu descobrisse que, sem os óculos, seus olhos eram bonitos e expressivos, azuis e brilhantes. E achei gostoso aquele calorzinho que envolvia o corpo da gente. Ele beijou a pontinha do meu nariz, fechei os olhos e senti sua respiração ofegante. Seus lábios tocaram os meus. Primeiro de leve, depois com mais força, e então nos abraçamos de bocas coladas, por alguns segundos.
E de repente o ônibus já havia chegado no ponto final e já tínhamos transposto , juntos, o abismo do primeiro beijo.
Desci, cheguei em casa, nos beijamos de novo no portão do prédio, e aí ficamos apaixonados por vária semanas. Até que o mundo rolou, as luas vieram e voltaram, o tempo se esqueceu do tempo, as contas de telefone aumentaram, depois diminuíram... e foi ficando nisso. Normal. Que nem meu primeiro beijo. Mas foi inesquecível!
BARRETO, Antonio. Meu primeiro beijo. Balada do primeiro amor. São Paulo: FTD, 1977. p. 134-6.

2º PASSO: Entregar uma cópia do texto para cada aluno e solicitar que, em duplas, façam uma leitura dramatizada do texto.

Depois da Leitura:

1º PASSO: Levantamento/esclarecimento de palavras desconhecidas – em um primeiro momento, por meio de inferências e, na sequência, comprovando por meio  do estudo do vocabulário nos  dicionários.

2º PASSO: Busca de informação complementares (gasto de calorias, ação dos músculos, batimento cardíaco,  composição da saliva, substâncias orgânicas entre outros). Obs.: propor ao professor de Ciências para que dê uma aula sobre a afirmação: “Você é a glicose do meu metabolismo”.

3º PASSO: Troca de impressões sobre o texto:  o texto atingiu as expectativas, as hipóteses levantadas se confirmaram; os alunos compreenderam  de forma global o texto?

4º PASSO: Avaliação: os alunos compreendem o conteúdo não explícito - inferência e integração do segmento do texto.
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RELATO PESSOAL - EXPERIÊNCIA DE LEITURA / ESCRITA


I
Silvana M. Moreli
Desde muito cedo, por volta dos meus cinco anos de idade, me apaixonei pelas “letras”. Queria desvendar o mistério daqueles símbolos que, um a um, se juntavam, “davam-se as mãos” e formavam o que, segundo a minha mãe, eram as “palavras”: apaixonei-me (também) por elas!
Imagem: ilha-da-lindalva.blogspot.com
Minha mãe, costureira de profissão, desenhava as letras em seu "caderno de medidas": para cada cliente, um nome diferente (Tereza, Cida, Geni, Lurdinha, "Lola", "Bimba", Olga, Raruco...), uma medida diferente... Eu viajava em cada movimento da sua mão segurando o lápis ou a caneta. Com linhas ou sem linhas no papel, as palavras flutuavam, dançavam, seguiam uma coreografia leve e suave... às vezes um pouco mais rápida, mas, artisticamente, nobre.  A letra da minha mãe era, aos meus olhos de criança, arte, na mais sublime expressão da palavra.
Por falta de oportunidade, minha mãe estudara pouco, apenas até a quarta série do antigo curso primário, porém, fora diplomada, com louvor, pela escola da vida e, com essa distinção, me guiou com maestria ao caminho das letras.
Aos cinco anos, fiz o pré-primário e, tamanha era a minha avidez por aprender, que já sabia juntar as sílabas, formar palavras e... ler! Uma cartilha “Caminho Suave” chegou até as minhas mãos: devorei-a! É certo, no entanto, que a minha leitura apresentava alguns tropeços, mas estes não foram empecilhos para que eu desanimasse ou desistisse de aprender, ao contrário, me impulsionaram a seguir aprendendo. Afinal, queria ler como a minha mãe, sem tropeçar, sem gaguejar... como se as palavras fossem borboletas saindo da boca em um voo suave e colorido.
Adorava ouvir as histórias que minha mãe lia para mim. Às vezes, ela as repetia, mas eu não me importava com isso: a cada dia sua voz me remetia a uma nova história, a uma nova viagem... Além disso, não havia muitos livros em casa (o pouco que havia era fruto de doações) e não havia dinheiro suficiente para adquirir novos exemplares: eu percebia isso! Contudo, aprendi, também com a minha mãe, a amar os livros e a respeitá-los: “os livros têm sentimentos, têm alma, têm vida própria e sofrem como nós. Cuide muito bem deles, não os machuque, não os maltrate!”
Lia muito, lia de tudo, qualquer coisa. O percurso feito de ônibus da vila onde morava (Vila Hortolândia) até o centro da cidade (Jundiaí-SP.), por exemplo, repleto de outdoors, placas, pichações, grafites... era, para mim, o paraíso das letras, o grande mistério a ser desvendado – e eu tinha a chave! Lia tudo, avidamente, e queria mais!
Fui contagiada pelo fascínio das letras e, desde então, não consegui parar. Sim, fui contaminada pelo vírus da paixão pela leitura e pela escrita. Cura? Melhor não pensar nessa hipótese...

II
Morávamos em Jundiaí-SP, eu, meu pai e minha mãe, na Vila Hortolândia, em uma época em que as pessoas pareciam não ter tanta pressa: havia tempo suficiente para, pelo menos, cumprimentar umas às outras com um sorriso nos lábios, um aceno, um “bom dia”, “boa tarde” ou “boa noite”.
Imagem: http://historiasvalecai.blogspot.com
Um casal de vizinhos – “seu” Augusto e “dona” Noemia –, foram  grandes incentivadores para o aprimoramento da minha competência leitora. O que eles faziam? Todos os dias, sentávamos na varanda dos fundos da casa deles e o “seu” Augusto, muito terno, entregava-me um jornal. Naquela época, aquele jornal, parecia maior do que eu; pesava em minhas mãos e as letras eram tão miúdas! De repente, todos esses devaneios eram interrompidos  pela voz do “seu” Augusto dizendo: “Leia para nós, por favor!”. Às vezes ele escolhia a notícia, o artigo que seria lido, em outras, porém, ele pedia para que eu mesma escolhesse. 
Ah! Eu me sentia tão importante com aquele jornal nas mãos! Eu lia! Eu sabia ler! Ficava radiante quando o “seu” Augusto e a “dona” Noemia olhavam para mim admirados e diziam que eu lia melhor a cada dia. No alto dos meus seis, sete anos de idade, eu não tinha a real dimensão da importância do gesto desse casal. Graças a ele procurava aprimorar a leitura e, graças a ele, até hoje, não consigo passar indiferente perto de um jornal: o “seu” Augusto e a “dona” Noemia me mostraram, mesmo que de forma bem simples, o quão importante é ler, buscar a informação, nos inteirarmos do que acontece à nossa volta, na nossa cidade, no nosso país, no mundo, afinal, fazemos parte desse contexto. Este casal era o centro de uma família bastante humilde, sem qualquer ostentação. Viviam de maneira muito simples, sim, mas, fizesse chuva ou sol, o “seu” Augusto voltaria para casa com o jornal do dia. 
III
Tia Maria não era, de fato, minha tia, ela era esposa do filho da madrasta do meu pai. Parece confuso dito dessa maneira, mas, é isso. E, voltando ao início, Tia Maria era professora. Sim, professora! E, ao pronunciar  esta palavra, naquele tempo, soava como uma reverência. Tia Maria e tio Tuninho moravam no centro da cidade, na Rua XV de Novembro (Jundiaí-SP.), tinham  uma bela casa e viviam muito bem com seus dois filhos: Antonio Carlos e Rosângela.  Com frequência, íamos visitá-los. Ir para a casa da tia Maria, para mim, representava muito, era motivo de festa, melhor do que ir a um parque de diversões. Ainda com meus sete, oito anos, admirava a tia Maria, queria ser professora também: tia Maria ensinava um monte de alunos, era respeitada por todos, era fina, falava baixo, tinha um timbre de voz bem suave, trejeitos leves... Era muito educada! Normalmente íamos à tarde, por volta das dezesseis horas e, na chegada, uma mesa farta estava pronta, à nossa espera, com  café, chá, leite, sucos, vários tipos de pães, tortas, doces e outras guloseimas... Era muito bom!  Mas, o que eu gostava mesmo, era de ficar observando a enorme estante de livros da tia Maria.
Imagem: http://visaodigital.org
Imagem: http://espaconarizinho.blogspot.com

Parecia uma livraria! Folheava um e outro livro, demorava um pouco mais nas capas de alguns, nas encadernações... Sentia a textura dos papeis nos meus dedos e o cheiro de cada um... Hummm! Perfume francês! Foi numa dessas idas à casa da tia Maria e numa das inúmeras visitas à sua estante que eu ganhei um livro que marcou para sempre a minha vida: “Reinações de Narizinho”, de Monteiro Lobato. Não sei quantas vezes (re)li esse livro, mas o Sítio do Picapau Amarelo marcou a minha infância; Monteiro Lobato me fez sonhar e trago sempre comigo, até hoje, um pouco de pó de pirlimpimpim para não deixar que a vida perca a sua magia.
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Fonte: Blog "nos-entre-tantos"

domingo, maio 26, 2013

A WEB 2.0 E A EDUCAÇÃO NO BRASIL

Imagem: http://tantomar2013.blogspot.com.br/2013/04/blog-post.html
O Mestre acordou, abriu os olhos e estranhou o lugar em que estava, lembrava-se de estar saindo de sua sala de aula, de ter escorregado, uma dor na cabeça e mais nada…
Passou a mão pela cabeça e sentiu seu cabelo comprido, olhou suas mãos e as viu enrugadas, coçou o rosto e sentiu uma longa barba…
Procurou o espelho e teve um susto, ao invés de um jovem com trinta e poucos anos, que há pouco tempo havia obtido seu título de Doutor em Educação, viu um velho enrugado … assustou-se e gritou…
Uma enfermeira apareceu, gritou a todos que o Mestre havia acordado…
Disseram-lhe que ele tinha dormido por 60 anos, que não era mais 1947 e sim 2007…
Ele começou a pensar nos milhões de perguntas a fazer, sua mente treinada em metodologia da pesquisa tentou classificá-las por ordem de importância, mas eram muitas… Somente uma pergunta apareceu-lhe adequada: O que aconteceu com o mundo e com o Brasil nesses anos todos?
Várias vozes começaram a repetir frases e termos que ele não entendia, ele então, como bom professor, perguntou: tem alguma biblioteca onde eu possa pesquisar nos periódicos o que aconteceu?
Todos se entreolharam, os que entenderam o que ele quis dizer sorriram…
Alguém resolve que ele precisa se distrair um pouco e lhe dão o controle remoto da televisão, ele olha espantado aquela caixinha cheia de botões, não sabe o que fazer, alguém tomou a caixinha e ligou a TV…
Ele deu um salto para trás, ao ver aquela caixa se acender e alguém aparecer de dentro dela, mostrando cenas que, segundo a narração se passavam do no outro lado do mundo…
Sua mente treinada a aprender pensou..Calma, é apenas um cinema portátil e perguntou: Quando ocorreu isso? Lhe responderam que estava acontecendo nesse momento, ele sentiu um calafrio percorrer a sua espinha, se não fosse uma pessoa esclarecida teria deixado palavra que lhe veio a mente escapar: Mágica…
Perguntou novamente da biblioteca e falaram para ele procurar na internet…
INTERNET? Ele perguntou…
Sim responderam, a rede de computadores mundial…
Ele arregalou os olhos… Computadores?
Explicaram e ele ficou meio ressabiado, pediu para ler um Jornal, mostraram-lhe os Blogs… Ele se assustou ao saber que cada um podia escrever o seu jornal, e mais, ele mesmo poderia comentar as notícias que lia, e mais incrível ainda, poderia discordar do jornalista e ali mesmo colocar a sua opinião…
Ele pediu então uma Enciclopédia atualizada… Mostraram-lhe a Wikipédia, dizendo-lhe que clicasse nos Links, ele se maravilhou e perguntou, mas quem é que alimenta tudo isso, responderam qualquer um, atualmente são mais de 290.000 colaboradores…
Ele se assustou e perguntou, Mas quem controla tudo isso? Quem comanda o trabalho? Quem diz o que escrever?
A reposta foi: ninguém e todo mundo…
Ele pulou, o mundo estava louco ou ele estava, saiu correndo, saiu do hospitale chegou a rua…quase foi atropelado por centenas de carros, mais do que ele já havia visto em toda sua vida, todos ao mesmo tempo na rua, acelerando, freando, buzinando…
Ele correu, feito um desesperado, ainda com a roupa do hospital, um roupão aberto nas costas…
Então ele enxergou um prédio familiar, sujo é claro, pichado sim, mas reconheceu uma Escola, uma Escola publica…
Dirigiu-se para lá, entrou, esgueirando-se e foi para o último lugar seguro de que se lembrava, a sala de aula…
Sentiu um certo conforto, a mesma lousa, o mesmo tipo de cadeiras, pelo desgaste deviam ser exatamente as mesmas de seu tempo …
Encolheu-se em um canto e ficou ali, tentando colocar suas idéias em ordem…
De repente entram os alunos, numa algazarra tremenda, ele enrubesceu…
Entra então o Professor, que tem um certo trabalho para controlar a classe e começa sua aula, o velho Mestre parece ser o único a prestar atenção…
Ele percebe que apesar da falta de atenção dos alunos, apesar da falta de disciplina,a aula era exatamente igual aquela que ele ministrava….
Respira fundo aliviado e pensa: Graças a Deus alguma coisa não mudou, pelo menos a Educação do Brasil continua a mesma que a de 60 anos atrás…

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Autoria: "Esse texto é uma adaptação e modernização de um texto “O Velho Mestre” que me foi passado pela Professora Lourdes Marcelino Machado há mais de 30 anos...". (http://luizm.wordpress.com).
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Fonte: LuizM - Blog 

domingo, maio 12, 2013

ESTADO DE SP VAI MUDAR LEI DE CONCURSOS PARA PROFESSORES

Novos docentes vão assumir as aulas logo após o concurso e passarão por um curso de formação ao longo dos primeiros três anos

Paulo Saldaña         
 
Aula de ensino fundamental na Escola Estadual de Primeiro Grau Professora Clorinda Dante
Marcos Santos/USP Imagens
As novas regras devem atenuar as dificuldades com falta de professores na rede estadual
São Paulo - O governo do Estado de São Paulo vai mudar a lei de concursos para a contratação de professores. Com isso, os novos docentes vão assumir as aulas logo após o concurso e passarão por um curso de formação ao longo dos primeiros três anos, período chamado de estágio probatório. Hoje, a formação ocorre antes de o docente assumir as classes e dura quatro meses. Quando as novas regras passarem a valer, o Estado abrirá concurso para 20 mil novos professores.
O novo texto foi encaminhado pela Secretaria de Educação ao Palácio dos Bandeirantes e deve chegar à Assembleia Legislativa nos próximos dias. "É uma valorização do estágio probatório, em que o professor faz o concurso, entra em serviço e será formado e avaliado em três anos", explicou ao Estado o secretário de Educação, Herman Voorwald.
Segundo o secretário, o professor que não alcançar desempenho adequado poderá não ser efetivado após os três anos. "Teremos uma diretriz clara sobre o que significa o estágio probatório e o que precisa ser avaliado", completa. "Vamos deslocar o curso para dentro do estágio."
A formação continuada em três anos será promovida pela Escola de Formação de Professores, criada em 2009 pelo governo. Voorwald garante que a instituição terá capacidade de suportar o treinamento ao longo dos três anos. Ele cita como exemplo dessa capacidade a criação dos cursos do Melhor Gestão, Melhor Ensino, programa que pretende capacitar 65 mil educadores que atuam nos anos finais do segundo ciclo, do 6.º ao 9.º ano do ensino fundamental.
Essa é a fase que registra os piores resultados em termos de qualidade. No último Idesp, índice que mede a qualidade na rede estadual, os anos finais tiveram queda, passando de 2,57 em 2011 para 2,50 em 2012 - a nota vai de 0 a 10.

Posse
As novas regras devem atenuar as dificuldades com falta de professores na rede estadual. O texto é positivo, na avaliação da professora Maria Izabel Noronha, a Bebel, presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp). "Isso assegura que os professores que prestaram o concurso possam ter mais certeza de que vão tomar posse, como também se tem certeza de que vão ficar na formação", diz Bebel, ressaltando a importância de ampliar convênios com universidades para que essa educação continuada seja melhorada.
O professor de Educação da Universidade de São Paulo (USP) Ocimar Alavarse aprova que a formação ampliada seja feita em três anos. "Antes, em quatro meses, a formação era muito colocada no material da secretaria. E, em qualquer profissão, é a vivência que vai qualificando os profissionais. Essa observação de três anos ajuda na definição da estabilidade ", diz ele. "Mas é preciso ver os critérios da formação e da avaliação do estágio."
Alavarse lembra que a formação em serviço tem efeitos limitados, uma vez que ela não consegue contornar os problemas de formação inicial. Segundo o professor, o grande gargalo de São Paulo na educação é a pequena realização de concursos.
A Secretaria de Educação garante que, assim que o projeto de lei for aprovado na Assembleia, o edital para os 20 mil novos cargos será aberto. A previsão é de que isso ocorra no início de 2014. A esse novo concurso somam-se outras 34 mil vagas abertas em concurso desde 2011.
De acordo com Voorwald, o concurso completa a meta de 54 mil vagas concursadas traçada para este mandato do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Sobre a falta de professores, Voorwald afirma que a secretaria tem de manter atenção em duas frentes: melhorar a carreira do professor e resolver problemas de afastamentos.
A pasta está alterando a estrutura de perícias médicas, para compreender melhor os motivos de afastamento e promover uma política de prevenção. Nos próximos dias, a secretaria publicará três decretos que alteram regras de evolução funcional. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Fonte: Revista Exame

quarta-feira, abril 10, 2013

NOSSAS MÃOS...



"Não temos em nossas mãos as soluções para todos os problemas do mundo, mas diante de todos os problemas do mundo temos nossas mãos." (Friedrich Schiller)
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Fonte: Ensinar & Cia.

domingo, março 31, 2013

PROJETO PIONEIRO DE ESCOLA ABOLIU AS PAREDES E APOSTA EM TECNOLOGIA E ENSINO INDIVIDUALIZADO


Novo modelo de escola no Rio aposta em tecnologia e ensino individualizado

Instalada na Favela da Rocinha e com planos de expansão, projeto pioneiro de escola municipal com parceria privada tem salas sem paredes ou divisão por séries

30 de março de 2013 | 19h35

Paulo Saldaña - enviado especial de O Estado de S. Paulo
Alunos são divididos em grupos de seis, chamados de 'famílias', sem critério de série e idade - Marcos de Paula/AE
Marcos de Paula/AE
Alunos são divididos em grupos de seis, chamados
de 'famílias',  sem critério de série e idade
RIO - A ausência de paredes entre as salas e o fim da divisão de alunos por idade e série já chamam atenção na escola municipal André Urani, encravada na Favela da Rocinha, Rio de Janeiro. Mas o maior potencial do novo modelo de escola que a prefeitura carioca iniciou neste ano está na tecnologia. E não só pela presença dos computadores em cada mesa, mas pelas ferramentas digitais de ensino que possibilitam que o aluno siga seu ritmo de aprendizagem e os professores acompanhem o que cada um está aprendendo. 


Com 180 alunos, a André Urani é a unidade pioneira do Ginásio Experimental de Novas Tecnologias (Gente). O prédio recebeu decoração moderna, com paredes coloridas, pufes espalhados entre estantes de livros e móveis que podem ser arrumados de acordo com a atividade do dia. As carteiras, por exemplo, são encaixadas em grupos.

Além da nova estrutura, o Gente tem chamado a atenção pela proposta inovadora de aulas - estrutura que historicamente teve poucas mudanças. O novo modelo pretende não só representar a chegada do computador à sala de aula, mas uma transformação no processo de ensino.


O educador Rafael Parente, subsecretário de Novas Tecnologias Educacionais da Secretaria Municipal de Educação do Rio, ressalta as possibilidades da personalização. "Podemos acompanhar o que o aluno sabe, é um passo para a aprendizagem adaptativa", diz ele, explicando que o projeto tem uma base teórica com inspirações na pedagogia da presença, avaliação por competências e aprendizado baseada em projetos. "O mais importante é a real possibilidade de colocar o modelo em escala."

Opções. Cada aluno segue um itinerário formativo individual, que reúne o que ele precisa aprender. O itinerário tem opções de exercícios e o aluno escolhe o que fará. Todas as semanas eles são avaliados na Máquina de Testes, um programa com questões de diferentes níveis de dificuldade. A máquina registra os níveis alcançados, para garantir a evolução no conteúdo. Se o resultado não for adequado, o aluno recebe uma atenção individualizada.

Algumas aulas têm vídeos, outras remetem a sites externos ou propõem exercícios no caderno. Mas todas as atividades estão vinculadas às matrizes de habilidades da Prova Brasil e aos parâmetros curriculares do Ministério da Educação - a escola atende alunos do 7.º ao 9.º ano. 

Apesar de o itinerário ser individualizado, as aulas são sempre colaborativas. Por isso os alunos são reunidos em grupos de seis, chamados de famílias. Três famílias formam um time, com um professor mentor. As famílias foram formadas a partir de avaliações nas quais foram mensurados níveis de liderança, agressividade, espírito colaborativo, entre outras características não cognitivas.

A estudante Camila da Silva, de 15 anos, tem gostado muito das aulas no computador, mas vê no diálogo com os colegas o melhor da nova escola. "Trabalhar em grupo, sem parede, com todo mundo junto, isso é muito legal", diz. Na mesa do lado, Arthur Freitas, de 13, gosta das aulas com jogos, mas faz uma queixa. "É ruim ficar ouvindo o pessoal do lado falar, eles têm de aprender a conversar baixo." 

O professor Diego Teixeira, um dos 15 docentes da escola, diz que essa conversa, banida em outras escolas, é a chave do Gente. "O modelo é sempre colaborativo. Primeiro ele consulta o material, depois o colega e só em seguida o professor", diz ele. "Existe uma busca pela autonomia do aluno, em que ele é o centro do processo."

Preparo. A função dos professores é diferente. Quatro deles se espalham entre as famílias - uma mudança em que o professor da disciplina dá lugar a uma atuação polivalente. Trabalhar nessa nova proposta exige uma dedicação diferente, explica a professora Cláudia Ferreira da Costa. "É necessário se preparar mais antes de encontrar os alunos. E não é mais preparar aula, mas atividades. Tudo voltado para o grupo e para o individual, não mais para a turma."

O cronograma de expansão do Gente prevê a replicação do modelo para mais cinco escolas no ano que vem. Cada unidade deve multiplicar para outras 5, chegando a 30 em 2015 e a outras 150 no ano seguinte. O projeto custou R$ 3,5 milhões, sendo que R$ 2,5 milhões vieram de parceiros privados. A secretaria estima em R$ 500 mil o custo de implementação em cada nova escola. Para alcançar novas unidades, parcerias serão fundamentais.


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Fonte: O Estadão

UMA PILHA...

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Fonte: SKOOB - O que você anda lendo?

LETRAS: SAIBA MAIS SOBRE ESTE CURSO


Pensa em fazer Letras? Aqui tem uma página especial sobre o curso, com testes, faculdades e muito mais!!! http://abr.io/Hoko
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Fonte: Guia do Estudante

LEITURA: HOJE E SEMPRE

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Fonte: Livros só mudam pessoas

domingo, março 10, 2013

10 DE MARÇO: DIA DO TELEFONE


10 de Março

Dar um alô. O que não muda por causa de um telefonema? Aquele recado que a gente não recebeu e causou um desencontro. Ouvir a voz do namorado, lá longe, dando um alívio para a saudade... Aquela chamada que marcou a entrevista para o primeiro emprego. A fofoca que veio antes de mais ninguém da turma saber! E a desculpa esfarrapada, dizendo para a mãe que vai dormir na casa da melhor amiga... o que não muda por causa de um telefonema!
Telefone
Desde o telefone convencional, tal como foi concebido por Graham Bell, até as mais novas concepções tecnológicas, as inovações na telefonia não pararam. Surgiram os aparelhos eletrônicos, os sem fio, os telefones móveis e os celulares, sempre pensando em melhorar a comunicação das pessoas e não deixar faltar aquele alô que muda tudo.
Paralelamente, o telefone veio a se associar a outras funções, nascendo daí a secretária eletrônica, os aparelhos de fax e os modems para conexão à Internet, entre outros.
A tecnologia de ponta em telecomunicações permite associar o telefone aos satélites, que ligam pontos muito distantes, e à fibra óptica, que permite mais ligações ao mesmo tempo. Os recursos vão mudando a cara do telefone, mas a idéia continua a mesma: aproximar as pessoas.

"Meu Deus, isto fala!"

D. Pedro II tomou conhecimento da invenção de Graham Bell em 1876, em uma exposição na Filadélfia, em que se comemorava o centenário da independência dos Estados Unidos. Interessado no trabalho do físico escocês (sim, Graham Bell era físico e era escocês!), D. Pedro quis experimentá-lo. Ao segurar o telefone, pôde escutar Bell declamando Shakespeare e ficou espantado. Daí surgiu a famosa frase: “Meu Deus, isto fala!”, proferida pelo imperador do Brasil na ocasião.
O primeiro telefone chegou ao Brasil em 1877, um ano após a Exposição do Centenário dos Estados Unidos. Segundo o Museu do Telefone da Telesp, há dúvidas sobre onde foi instalado o primeiro aparelho: uma versão afirma que foi na casa comercial “O Grande Mágico”, na Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro, ligando a loja ao quartel do Corpo de Bombeiros; outra versão diz que o primeiro aparelho foi um presente que D. Pedro II teria recebido de Graham Bell, com uma linha do Palácio de São Cristóvão até o centro da cidade.
Telefone

Por pouco, ninguém dá bola ao telefone

Bell apresentou o telefone em um estande bastante simples para o que seria um recurso tão importante no século XX. Na Exposição do Centenário, na Filadélfia, Graham Bell não pôde reservar um bom lugar para expor seu invento. Graças a um de seus financiadores – um dos comissários da exposição – Bell conseguiu um espaço a tempo. Mas teve que se contentar com uma singela mesinha, na área do Departamento de Educação de Massachusetts.
Com o pouco espaço que lhe coube, por pouco o invento de Graham Bell não passou despercebido. A exposição já estava no final quando a comissão julgadora passou pelo estande onde ficava o telefone. D. Pedro II fazia parte da comissão e já conhecia o trabalho de Bell como professor de surdos-mudos. Foi o único a se interessar pelo telefone e pediu uma demonstração. O resto, você já sabe: “Meu Deus, isto fala!”
Não fosse por isto, talvez, Graham Bell ainda teria que esperar algum tempo até obter reconhecimento por sua maravilhosa invenção.

Curiosidades

Concorrência entre funerárias impulsiona criação de central automática
Almon Brown Strowger era um empresário do setor funerário que levava muito jeito para criação de aparelhos elétricos e telegráficos. Sua principal invenção se deu por causa da esperteza da mulher de seu concorrente no ramo. Ela era telefonista e, sempre que recebia pedidos de ligação para a funerária de Strowger, “por acaso” não conseguia completar a ligação.
Para acabar com as “falhas técnicas” que lhe tirava muitos clientes, Strowger criou em 1892 a central telefônica automática, a primeira do mundo, com apenas 56 telefones.
A primeira central telefônica automática do Brasil chega em 1922. Instalada em Porto Alegre, é a terceira do mundo, depois de Chicago e Nova York.

Ninguém quer telefone?

O telefone demorou para ser aceito e compreendido, até se tornar indispensável. No início do século XX, por exemplo, a maioria da população ainda não tinha uma clara noção do que mudaria na sociedade após esta invenção.
Telefone
Exemplo disto foi o problema das companhias telefônicas, que enfrentaram um duro caminho até começarem a ter rentabilidade no negócio. Para que o serviço de telefonia se tornasse mais popular, era comum que a companhia oferecesse telefones às residências, gratuitamente. A experiência muitas vezes era frustrante: o aparelho costumava ser devolvido por qualquer motivo que incomodasse o indivíduo
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IN Portal São Francisco

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