- Vinicius, Caetano, Gal, Betania e Gil...
SEJA BEM-VINDO!!!
domingo, abril 29, 2007
Dia 22 de Abril - DIA DO DESCOBRIMENTO DO BRASIL
- Vinicius, Caetano, Gal, Betania e Gil...
ESTÁ-SE EM ÊXTASE... Ou em Ecstasy!
Ou em Ecstasy!
Silvana M. Moreli
Agora, não mais seremos eu ou você – seremos nós.
Somos unos – atados num laço invisível, forte e indissolúvel.
Fizemos um pacto de vida e de morte - nada nem ninguém poderá nos separar;
Viverá e morrerá por mim.
Nos entrelaçaremos num balé de corpo e mente;
Sons inaudíveis invadirão seu cérebro;
Farão com que você cante e grite e chore.
Seu corpo ficará gélido, os batimentos cardíacos, desritmados,
Sua respiração, entrecortada, sua visão, escarlate.
Um misto de prazer e angústia se apossará da sua alma;
E, estando comigo, sentirá saudades de mim.
Sua mente não conseguirá encadear um só raciocínio,
Irá ao ápice da loucura velozmente,
E descerá à tênue consciência vagarosamente.
Delírio e realidade se misturarão freneticamente.
Abandonará seu corpo e me procurará sofregamente,
Num desejo ávido de me possuir, de alcançar o inatingível.
Talvez até lute contra essa obsessão,
mas quando isso ocorrer estarei entranhado em seu corpo,
Como parasita que se agarra ao hospedeiro para sugar-lhe as forças:
Nada em sua vida terá sentido sem mim.
Sentirá uma necessidade doentia de que eu esteja por perto;
Pagará qualquer preço para estar comigo.
Se por algum motivo estiver privada da minha presença,
Ficará evidente todo fascínio que exerço sobre você;
Sua boca ficará seca e uma lágrima rolará dos seus olhos;
O sangue fugirá da sua face e sua tez pálida denotará
Todo sofrimento pela minha ausência.
Se agitará com irritabilidade incontrolável;
Como incontrolável será o tremor da sua carne.
Estará débil e emocionalmente fragilizada.
Não encontrará equilíbrio para o corpo e para a mente.
Cairá numa profunda depressão,
Daquelas que se perde a fome, o sono e o gosto pela vida.
Serei eu a sua vida, serei eu o seu vício;
Serei eu o ar que respira,
Serei eu o seu corpo, sua mente, sua alma.
Não conseguirá amar ninguém senão a mim.
Devotará-me uma subserviência de escravo,
E quando unidos estivermos e você saciada de prazer,
Se entregar languidamente ao meu domínio,
Te possuirei com volúpia, com voracidade...
E nós dois irmanados numa excitação sem limites,
Percorreremos caminhos sombrios, misteriosos, paradisíacos, fascinantes...
Esses caminhos a levarão à minha identidade – tarde demais:
E assim será você – pobre mortal;
E assim serei eu – puro êxtase! Puro ecstasy!
*** (Respeite os direitos autorais. Se for utilizar algum texto desse blog, parcial ou totalmente, não se esqueça dos créditos. Obrigada!) ***
- DIGA NÃO ÀS DROGAS - DIGA SIM À VIDA - DIGA NÃO ÀS DROGAS -
ADORNOS, FITAS E BABADOS
*** (Respeite os direitos autorais. Se for utilizar algum texto desse blog, parcial ou totalmente, não se esqueça dos créditos. Obrigada!) ***
Eram dois Carlos. Iguais no nome e na idade. Diferentes na sorte.
O primeiro nascera sem qualquer adorno, fitas e babados. Viera ao mundo no interior de uma viatura policial. Sua mãe saíra de casa às pressas para tentar impedir que seu marido participasse daquele assalto. Temia pela vida dele, temia por ela própria e pela criança que estava esperando. Chegara tarde ao banco. A polícia já havia desbaratado a quadrilha e o saldo desta operação fora cinco integrantes presos, três feridos e um morto. Seu marido jazia no chão, inerte com três tiros na cabeça. Dera um grito de horror, de medo, de angústia, de desesperança que ecoou no ar como um pedido de ajuda. Policiais que estavam por perto socorreram-na. Estava abalada emocionalmente e já sentindo as dores no parto. Os policiais fizeram o possível, mas o trânsito os impediram de chegar até o hospital e a criança nascera ali mesmo, no banco de trás da viatura policial, sem qualquer cuidado, sem médicos e enfermeiras, sem adornos, fitas e babados.
O primeiro recebera o nome de Carlos Alberto da Silva. Carlos Alberto era o nome do protagonista de uma novela que a mãe assistira há muito tempo, mas que não se esquecera jamais. Seria Carlos Alberto e, quisera Deus, tivesse a mesma sorte do personagem: ser honesto sempre, em qualquer situação, trabalhar e ganhar muito dinheiro, encontrar um grande amor, casar-se e ter filhos, ser feliz. Era isso o que a mãe desejava àquela criaturinha indefesa. Mas, morando ali na favela, com toda aquela falta de recursos, toda aquela miséria e toda aquela carência, pensava que talvez a sorte de Carlos Alberto fosse outra, bem diferente da vivida pelo personagem da novela. Talvez o garoto se envolvesse com pequenos crimes, com drogas, com traficantes. Talvez fosse preso, enviado para alguma dessas Instituições para recuperação de menores e morto numa dessas rebeliões onde queimam-se colchões, torturam-se os reféns e a vida vale muito pouco ou nada. Não queria mais pensar nisso. Afastara os pensamentos tortos e começara a rezar.
O segundo Carlos, recebera na pia batismal o nome de seu avô, Carlos Eduardo Albuquerque de Mendonça Neto. Fora assim decidido por tratar-se de um costume familiar. Os pais já traçavam o destino do filho. Seria feliz certamente, teria de tudo, estudaria nas melhores escolas, teria os melhores amigos, todos eles com aqueles sobrenomes imponentes de quem já nasce cercado de adornos, fitas e babados. E, quando menos se esperasse, o pequeno Carlos quadruplicaria os bens da família. Sempre fora dessa maneira. Não havia muito o que planejar - seu futuro já estava traçado - pensavam os pais.
Os dois Carlos crescem. Contam agora dez anos de idade. Ambos nasceram no mesmo dia; no dia em que Carlos Alberto perdia o pai durante um assalto; numa sexta-feira ensolarada em que o pai de Carlos Eduardo chegava do exterior para presenciar seu nascimento. Ambos nascem Carlos mas ambos vivem Carlos diferentes.
Carlos Eduardo trilha por uma educação que, conforme seus pais, o levará a ser um grande homem. Carlos Alberto trilha pela linha de fogo dos traficantes e não sabe se chegará, sequer, a ser um homem.
Carlos Eduardo diz: “Obrigado, senhor...”; Carlos Alberto diz: “Valeu, tio...”.
Carlos Eduardo usa roupas de grife. Carlos Alberto usa roupas rotas doadas pelas Instituições de Caridade.
Apenas uma avenida separa o condomínio de luxo onde vive Carlos Eduardo do morro íngreme onde mora Carlos Alberto. Um não sabe da existência do outro, mas, a vida se encarregará de delinear o destino de ambos. Com adornos ou sem adornos, com fitas ou sem fitas, com babados ou sem babados. E, como destino não é ciência exata, ambos correm os riscos de se viver. Ser na vida Carlos iguais ou Carlos diferentes, mas ser Carlos.
IN FARTO
Ainda sinto-me debilitado essa manhã. Minhas forças estão se esvaindo.
Há décadas me levanto quando o dia teima em chegar e a noite reluta em partir. Sempre gostei de acordar bem cedo, pois somente assim tenho a ilusória sensação de estar prolongando o meu dia. Por essa mesma razão, vou dormir bem tarde, para poder aproveitar cada minuto. Dormir, para mim, não é tarefa fácil. Perde-se muito tempo enquanto se dorme. E, não queiram me convencer de que "o organismo humano necessita de seis a oito horas de sono para se recompor". Balelas! Dormir é improdutivo.
Preparo meu café da manhã e vou ingerindo-o rapidamente enquando passo os olhos ávidos e ligeiros pelas principais manchetes do jornal e acabo me deparando com as letras garrafais da página econômica, que é o que sobremaneira me interessa: cotações do dólar, taxas de juros, cotações da Bolsa de Valores, a economia brasileira, a economia mundial etc. Tais assuntos exercem verdadeiro fascínio sobre mim, impregnam-me, dão-me um prazer quase doentio. É uma gama enorme de informções para absorver em pouco tempo. E pensar que há pessoas que raramente lêem um jornal e, se o fazem, é para ler horóscopo, fofocas do mundo artístico e outras futilidades. Eu não! Sou ocupado demais para perder meu tempo com banalidades. Estar bem informado é primordial para o bom desempenho do meu trabalho, porém, retenho apenas o que me convém.
Raramente vejo meus empregados devido aos meus horários. Prefiro assim. Saio bem cedo de casa, mesmo sabendo que ficarei horas preso no trânsito. O som das buzinas penetra meu cérebro e destrói impiedosamente o meu humor. Aliado ao som das buzinas está o som das batidas no vidro do carro. São crianças maltrapilhas que querem vender chicletes, chocolates, água, refrigerante etc. Mantenho o vidro fechado - essa movimentação me estressa. Aproveito esse fatídico episódio e ligo para minha secretária para repassarmos os compromissos do dia. Agenda lotada como sempre. São tantos os compromissos, reuniões, visitas, viagens, fechamento de contratos, clientes, fornecedores, assinaturas, telefonemas indo e vindo... Pego-me com a mão atolada na buzina. E o relógio, esse meu inimigo mortal, trava uma luta psicológica comigo. Não posso medir forças com ele, já que minhas armas são ineficientes para o combate. Aceito portanto, com resignação, mas sob protesto, minha impotência ante seu poder.
Na empresa, nada se move sem o meu consentimento. Não permito. Sempre estou atento a tudo e a todos. Nada passa despercebido. Sei que muitos me acham centralizador. Eu me acho eficiente.
Não tenho o hábito de almoçar, isso é pura perda de tempo. O tempo do meu almoço pode ser fundamental para a concretização de um ótimo negócio. Um lanche rápido ou uma fruta é mais do que suficiente. Comer é vício. Fome é psicológico. Eventualmente almoço ou janto com um cliente e, me disponho até mesmo a acompanhá-lo a um "happy hour" ou uma "badalação noturna", obviamente se eu puder tirar algum proveito da situação. Afinal, o lucro é o que importa. Importa estar no topo. A empresa cresce. Eu sou a empresa. Logo, nós crescemos!
Nunca me queixei de trabalhar, muito pelo contrário, amo meu trabalho, aliás, "meu trabalho" é tudo para mim. Meus amigos dizem que sou um "workaholic" (viciado em trabalho). Amigos! Ora, que amigos? Refiro-me a alguns "colegas" de trabalho que num momento de rara descontração fazem observações vis como essa. Com relativa constância, vejo funcionários cochichando pelos cantos quando eu passo e, vez por outra, ouço comentários do tipo: "Ele é sério demais, sisudo e antipático!"; "Talvez seja por isso que nunca tenha se casado. Que mulher suportaria viver com um homem tão egoísta?". Nunca me ative a esses burburinhos de escritório. Nunca tive tempo para tal.
Férias? Nem pensar! Jamais conseguiria descansar ou me desligar dos meus afazeres em função de um capricho. Férias é para quem não tem o que fazer. É preciso trabalhar para se sentir vivo, desenvolver projetos para se sentir capaz, ter sucesso para se ser.
Foi por meio do meu trabalho que realizei meus sonhos e me realizei. Trabalhando e realizando, realizando e querendo mais, querendo e conquistando, conquistando , conquistando... Não, não me peçam para descrever qual o sabor da conquista, pois não saberia expressar corretamente com palavras o imenso prazer que um boa conquista proporciona.
Hoje tenho o que mais almejei na vida: dinheiro e sucesso e, acabo de travar uma nova luta, um novo desafio para a minha vida. O relógio, meu inimigo mortal, já não me assusta tanto. Aqui, o tempo é subjetivo e não é contado por horas, minutos, segundos... Não sei que horas são e qual o dia da semana. Minha batalha agora é com as paredes pálidas deste quarto, com o som que já não é tão ensurdecedor quanto o das buzinas, é o som do silêncio do lugar quebrado pelo som entediante que vem do aparelho ligado ao meu coração.
A porta se abre. Tenho uma visão: é um anjo trajando branco da cabeça aos pés. Será que morri? Não! É apenas a enfermeira que veio monitorar os aparelhos e me dar mais uma daquelas injeções. Infarto! Que ironia. E eu, justamente eu, aqui, imobilizado.
O médico que me atendeu fez uma série de recomendações e restrições, as quais, segundo ele, deverei seguir à risca.
Imaginem vocês se vou me intimidar... De forma alguma! Já tenho planos concretos para quando sair daqui: vou trabalhar muito e triplicar o meu patrimônio.
Se me perguntarem para quem deixarei meus bens quando morrer, responderei seguramente que eu não vou morrer. Não tenho tempo para isso. Estarei ocupado demais quando a morte chegar!
Nesse momento um sono incontrolável se apossa de mim... minhas forças estão se esvain...
*** (Respeite os direitos autorais. Se for utilizar algum texto desse blog, parcial ou totalmente, não se esqueça dos créditos. Obrigada!) ***
sábado, março 10, 2007
Pausa para Meditação
domingo, fevereiro 04, 2007
A PAZ
Por meio da paz podemos vislumbrar novos caminhos, adquirir o hábito de apreciar e valorizar os detalhes em detrimento de um todo corrompido, criar perspectivas futuristas que convirjam para a união dos povos e para o respeito mútuo, celebrar a vida em toda sua plenitude e inefável beleza.
Por todos os lados, a violência, o ódio, a corrupção, o abuso de poder, a aopressão sucumbem o ânimo de perserverar na busca do ideal de paz. A ruína do todo compromete a percepção dos mais inebriantes detalhes: a paz pode estar no silêncio das palavras que não foram ditas, apenas sugeridas; no olhar terno de uma mãe, de um amigo, de um semelhante; no pôr do sol avermelhado de uma tarde qualquer; na gota de orvalho que se equilibra delicadamente na borda de uma pétala de rosa, para em seguida cair suavemente ao solo; no vento que sopra acariciando a copa das árvores; no cheiro de terra molhada durante uma branda chuva de verão; numa música que alimenta a alma; numa obra de arte que enaltece e jubila os seres, podendo estes conter a essência da paz e a essência da arte.
Ver a vida com os olhos da pureza de uma criança; sentir a vida com a sensibilidade de um artista, querer a vida com a avidez de quem deseja o inatingível, esperar pela vida como quem espera um milagre, brindar a vida como se esta fosse uma eterna festa.
A paz não deve ser apenas uma palavra em meio a uma discussão utópica, ela dever ter a consistência da idéia, deve vir de dentro para fora. A paz não deve fazer parte de um discurso político oblíquo e taticamente estruturado para atingir um alvo, que muitas vezes carece de cultura e discernimento para separar o joio do trigo, as boas intenções da politicagem. A paz não deve ser um argumento vago diante do desejo de tê-la, não deve apenas restringir-se a uma bandeira ou a uma pomba branca. Estes símbolos deverão ser incutidos na mente das pessoas desde muito cedo para que a paz seja valorizada como um patrimônio da humanidade e não apenas como uma palavra de efeito. A paz não deve ser exclusividade de uma minoria, ela deve ser compartilhada com o mundo; deve ser ingerida dia-a-dia como alimento para o espírito; deve ser colocada em prática; deve ser reverenciada.
terça-feira, janeiro 02, 2007
AINDA SOBRE O PRECONCEITO
FILADÉLFIA: o filme , o tema
nosso de cada dia
O
A
O
Crer-se
Streets of
Bruce Springsteen
I was bruised and battered
I couldn’t tell what I felt
I was unrecognizable to myself
I saw my reflection in a window
I didn’t know my own
on the streets of
nas
I walked the avenue
Andei
‘till my leg felt like stone
I heard the voices of friends vanished and gone
Ouvi
At night I could hear the blood in my veins
À
black and whispering as the rain
on the streets of
Ain’t no angel gonna greet
It’s just you and I my friend
Somos
my clothes don’t fit
I walked a thousand
Andei
The night has fallen, I’m lying awake
A
I can feel myself fading away
Sinto
so receive
Or will we leave each other alone like this
On the streets of Philadelphia
nas
[1]
