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domingo, agosto 24, 2014
segunda-feira, agosto 18, 2014
18/08: MEU ANIVERSÁRIO... MUITO FELIZ!!!!
Hoje é meu aniversário e um dos meus melhores presentes foi essa linda mensagem que recebi da minha filha, Lays!!! Deus, na sua infinita bondade, me concedeu a dádiva de ser mãe desse ser maravilhoso!!! Obrigada, Senhor!!!!
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By Lays Gamboni Moreli |
"Hoje é o dia da pessoa mais Diva que já conheci e tive o prazer de conviver desde menina, e ainda recebi a dádiva de chama-la de mãe! Sempre maquiada, montada no salto e amante da moda! Os anos se passam mas não conseguem tirar de você todo o brilho e glamour que é natural em você. Se alguns dizem que beleza e inteligência não caminham juntas é porque não te conhecem, além de linda e vaidosa é um poço de dedicação quando se trata em busca pelo saber! Você com certeza é o orgulho da nossa família e de todos os amigos que te cercam, porque é impossível não gostar de você, e hoje só tenho a agradecer a Deus pelo dom da sua vida e por ter escolhido tão bem a MINHA MÃE! Te desejo que não lhe falte amor, que lhe sobre saúde, que você tenha sorte, que suas dores sejam breves, que seus pesos sejam leves e que sua vontade de ser feliz seja uma teimosia. Te amo mãe! Feliz aniversário!!!!" (Lays Gamboni Moreli)
sexta-feira, agosto 15, 2014
A CORRUPÇÃO DEGENERA A VIDA EM SOCIEDADE
A corrupção degenera a vida em
sociedade
entrevista
com Marcia Tiburi, publicada na edição 449 (Mundo Jovem), agosto de 2014.
Márcia
Tiburi
Filósofa
e professora na Unisinos e Unilasalle.marcia.tiburi@terra.com.br
O que
enxergamos e o que as mídias apresentam como corrupção provavelmente seja
apenas a ponta do iceberg. Existe algo mais profundo, que está enraizado
em nossa cultura e, sobretudo, no sistema econômico predominante, o
capitalismo, que leva a nos corromper. Para superar este vício, há muito
que ser feito, especialmente através de uma educação para a ética, a
autorreflexão e a sinceridade, que revelem os fatos com a transparência
exigida naquilo que é de todos. São reflexões e caminhos que nos
apontam esta entrevista com a escritora e filósofa Marcia Tiburi.
·
O
que é a corrupção e o que ela ocasiona em uma sociedade?
Em um sentido estrito, a corrupção é um
procedimento de algumas pessoas que, tendo em geral o poder político nas mãos,
ou alguma outra forma de poder que poderia beneficiar a sociedade, decidem
aproveitar-se dele em seu próprio favor. O desvio da verba pública para um fim
privado seria um exemplo evidente. Porém podemos usar o termo corrupção em um
sentido expandido, que parece mais atual em nosso caso brasileiro. No Brasil, a
corrupção tornou-se praticamente um hábito que funciona tanto na esfera privada
quanto na pública. Isso não é de modo algum algo natural. Mas é fruto das
relações na forma como elas estão estabelecidas. Nesse sentido, creio que seja
possível dizer que é a negação do outro, seja o outro como indivíduo, seja o
outro como sociedade em geral, que funda a corrupção. A corrupção é uma prática
em sociedades nas quais está em cena o desprezo pela própria ideia de
sociedade, pela universalidade implicada em ideias como a de humanidade, pelo
"geral", e assim pelo político.
·
Fala-se
muito da corrupção na política, e os meios de comunicação alimentam isso. Mas
estes políticos estão a serviço de quem? Quem corrompe os corruptos?
Ninguém corrompe os corruptos senão eles mesmos. A
corrupção é responsabilidade de cada um. Não podemos colocar a
"culpa" no sistema político, no todo social ou em qualquer
"totalidade" à qual estaríamos submetidos, como no caso de um partido
político. Isso apenas eximiria cada um de sua responsabilidade, que seria
lançada no todo como uma abstração. As pessoas dizem "o poder corrompe"
como se o poder, no momento em que se o possui, não fosse responsabilidade sua.
Só podemos nos responsabilizar pelo poder que temos. A liberdade, por exemplo,
é um poder. O poder de ir e vir, de ser e estar. Só o poder pode nos levar a
irresponsabilidades. Quando o poder de uns é desproporcional aos direitos de
outros, podemos dizer que estamos num cenário autoritário. O autoritarismo pode
favorecer a corrupção porque nele a raiva da coisa pública cresce, e
necessariamente o desejo de burlar alguma regra. É provável, nesse sentido, que
as pessoas pratiquem corrupção de diversos tipos, não porque planejaram algo,
mas porque houve uma ocasião e naquele momento uma lacuna de senso moral surgiu
devorando toda ação ética possível.
·
O
povo em geral e os eleitores também são cúmplices da corrupção, quando não
participam e quando escolhem mal seus representantes?
Não penso que as coisas sejam assim tão diretas. Os
motivos pelos quais as pessoas votam em um ou outro político dependem de muitos
fatores: classe social, econômica, intelectual, ideologias. Ninguém pode ser
condenado por escolher um político em um processo democrático. A omissão, a meu
ver, não é a corrupção. A corrupção é sempre ativa. Alguém poderia se livrar da
corrupção não fazendo alguma coisa. Às vezes devemos "preferir não",
como diz o personagem Bartleby no livro Bartleby, o Escrivão, de Herman
Melville. A corrupção é muito comum entre nós, mas ela não é a totalidade da
vida pública e política. É verdade que ela se tornou uma espécie de nova "moral",
no sentido de hábito e costume, mas ela sempre será o contrário da
"ética". A ética é o contrário da corrupção, e não admite negociação
nesse campo.
·
Fala-se
também que a corrupção está no DNA dos brasileiros, o jeitinho brasileiro. É
isso mesmo?
Esse tipo de teoria que naturaliza e essencializa
um comportamento socialmente construído não nos ajuda. Ela explica pela
natureza e pela essência algo que deveria ser pensado no contexto da sociedade.
O próprio jeitinho brasileiro é uma teoria apenas interessante, que não faz
mais do que manter ligada essa máquina da naturalização capaz de explicar todas
as coisas. Queremos explicação e partimos para esse tipo de teoria. É uma pena,
pois perdemos de vista a análise das relações de poder e dos posicionamentos
éticos que poderiam nos ajudar a encarar de frente o problema.
·
Tu
já escreveste que "o capitalismo é a ordem máxima da corrupção". Por
que afirmas isso?
O sistema econômico e político em que vivemos, ao
qual se deu o nome de capitalismo, significa o privilégio do capital diante de
qualquer outro valor possível. Isso quer dizer que nada mais importa além do
capital. Tudo o que serve ao capital pode ter sentido, mas apenas enquanto
serve a ele. Esta "substancialidade" do capital contra as outras
esferas da vida humana, o resto da experiência possível, é totalmente perigosa
em termos sociais. Por isso, eu estava querendo dizer com esta afirmação que o
capitalismo é um sistema cujo privilégio do econômico destrói a esfera política
e social. A destrutibilidade de tudo aquilo que não serve ao capital implica
que o próprio caráter essencial do capital contém o "germe" da
corrupção.
·
Por
que a corrupção parece um problema sem solução? É a impunidade?
Por um lado, certamente, mas apenas na
exterioridade. No fundo, há a questão ética e ela tem sido pouco colocada.
Creio que até mesmo o atual desinteresse pela ética na ordem da esfera pública
tem relação com isso. Pouco se fala em ética hoje em dia. Ética virou assunto
de especialistas. Ela não vale nada em uma sociedade que afirma que "o
poder corrompe", quando, na verdade, o que corrompe é a falta de ética. E
o que é ética? De modo algum seria a punição pura e simples. Ela é a
autoconstrução de si, que implica a capacidade de conectar em si mesmo o
sentimento de si e da sociedade. A ética é o que constrói a política desde
dentro. A construção de cada um como sujeito social, como cidadão, como ator
político.
·
O
que fazer para que tenhamos uma política e uma sociedade mais honesta/ mais
ética?
De um certo ponto de vista, precisamos de
instituições fortalecidas eticamente. Há muito trabalho das comissões de ética
do governo atuando em diversas esferas pela melhoria do ponto de vista e das
práticas que implicam ética. Na política legislativa e executiva, a coisa fica
complicada, pois se trata da ação por melhorias e mudanças. Mas ética não é só
código de ética, não é só moral a ser seguida. É também autocompreensão de si e
compreensão da sociedade. Penso que uma educação que se voltasse para a ética
nos ajudaria muito neste aspecto.
·
A
Reforma Política, com o financiamento público das campanhas, pode ser uma
alternativa para frear a corrupção?
Certamente, um dos parâmetros éticos que
desarticulam a corrupção é a transparência, a sinceridade, a exposição dos
jogos internos do poder econômico e político. Note como a corrupção precisa
estar escondida para dar certo. Ela deve ser velada para acontecer. Não há
corrupção a céu aberto. Daí a importância da denúncia, seja de que tipo for.
Temos que falar abertamente sobre corrupção como ato cotidiano. Campanhas que
envolvam meios de comunicação e outras instituições, tais como a escola. E um
movimento de "abertura" em torno do tema que alcance pessoas de todas
as idades e profissões seja algo prático a ser feito.
·
Jogar
a responsabilidade para os outros favorece a corrupção?
É uma estratégia. Digamos que eu seja corrupta,
tenha desviado uma verba, favorecido alguém ilicitamente em uma licitação,
aceitado algum tipo de dinheiro em troca de algum tipo de favor ilegal, mas que
ao mesmo tempo deixava uma brecha que favorecia a realização do ato... Se eu
fizer isso e for descoberta, certamente vou buscar uma desculpa dizendo que
"é assim que todo mundo faz". Mas a questão ética está também no que
eu respondo para mim mesmo quando faço a corrupção que faço. Não apenas no que
eu respondo aos outros, mas no que digo para mim mesmo. O problema é, então, o
da relação das pessoas com elas mesmas. Este valor de si mesmo, este valor do
"ser para si" não está em jogo nesta era em que nos ocupamos apenas
com a superfície da vida, ou seja, com a aparência das coisas. A esfera íntima,
privada, autorreflexiva, foi jogada no mar de gelo do espetáculo.
Educar
para a ética e a cidadania
A desvalorização da esfera pública parece ser
um fato cultural generalizado. Mas a cultura é também formação. Isso quer
dizer que ela se cria também pela educação. Creio que o descaso com a
formação, no sentido mesmo de educação, leva ao abandono da esfera
pública. É a nossa formação que nos ensina a valorizar alguma coisa.
Vivemos sob uma espécie de nuvem pesada em nome da qual algo como a
própria ideia de “sociedade” não vale a pena. Então, as pessoas se
voltam para si mesmas. Surge uma moral individualista, em que os
interesses privados são sempre maiores do que os públicos. Tudo o que
é pessoal parece ser antissocial. A aniquilação da esfera pública
significa, neste caso, fim do “político”. A questão seria tentar
reconectar esses territórios, o pessoal e o político, a esfera
privada e a pública, mostrando como são interdependentes.
E a grande pergunta é sempre a pergunta pelo “como”. Mas “como”? Aquilo que está possivelmente sendo feito nas escolas provavelmente seja nada, salvo alguma alternativa pontual que não vem a público. Quer dizer, não sabemos o que fazer e não imaginamos que alguém esteja fazendo algo.
E a grande pergunta é sempre a pergunta pelo “como”. Mas “como”? Aquilo que está possivelmente sendo feito nas escolas provavelmente seja nada, salvo alguma alternativa pontual que não vem a público. Quer dizer, não sabemos o que fazer e não imaginamos que alguém esteja fazendo algo.
Então, o que precisaria ser feito:
campanhas de conscientização, debates, textos de divulgação do tema,
projetos pedagógicos e culturais em torno da ética. É provável que o tema
da ética seja assunto apenas dos professores de Filosofia, mesmo assim é
provável que seja tratado em poucas aulas e na forma de um conteúdo
a ser transmitido. A ética não é um conteúdo, ela é uma reflexão e
uma prática de reflexão que leva a outras ações.
Mais precisamente uma filosofia prática. Como
ensinar filosofia prática? Ensinando a pensar. Como ensinar a pensar?
Conversando, propondo desafios teóricos e práticos, que envolvam
pesquisa e ação, investigação e arte. Há coisas muito práticas a fazer:
praticar a sinceridade, a autorreflexão, a autoformação.
A sinceridade deve ser uma prática ética. As coisas, por mais
dolorosas que possam ser, por mais comprometedoras, devem ser ditas.
Certamente, a principal mediação a esse gesto deve ser o respeito. O
problema é que vivemos numa cultura em que o descaso consigo mesmo e com
o outro é a regra, e o respeito a si e ao outro não encontra sentido.
O problema é que as pessoas esquecem ou nunca conheceram essas
potencialidades. Refiro-me ao autoconhecimento. Talvez isso deva
novamente ser colocado em cena.
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Fonte: Mundo Jovem
15/08/2014: ANIVERSÁRIO DO MEU PAI
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