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sábado, novembro 06, 2010

ENEM: REDAÇÃO NOTA 10


Exame

Como escrever uma redação nota 10 no Enem

Saiba também quais temas que podem pautar a prova

A redação é ponto fundamental do Enem, correspondendo a 50% da nota final do candidato. Por isso, para um bom desempenho, é preciso atenção redobrada. "A redação é a forma de avaliar o conhecimento mais significativo e revelador do aluno, porque vai além da 'decoreba', daquilo que é possível memorizar", diz o surpervisor de português do Sistema Anglo de Ensino, Francisco Platão Savioli.
Segundo o especialista, o tema da redação do Enem 2010 deve girar em torno de três grandes eixos. O primeiro deles é a relação do homem com ele mesmo, o que engloba assuntos como realização profissional, felicidade e crenças individuais. "Esses assuntos são mais raros, mas são abordados nos exames", pontua o especialista. O segundo eixo, mais comum, trata da relação do homem com a sociedade. Aparecem aí propostas relacionadas a cidadania, política e capacidade de negociação, direitos individuais e solidariedade. Por fim, o terceiro eixo contempla a relação do homem com o meio biofísico. "Aqui, entram tópicos como sustentabilidade, relação do homem com a naturaza, clonagem e experiências com animas. São temas em voga nesses últimos anos", diz Platão.
Para desenvolver satisfatoriamente o tema, o professor sugere que o candidato invista em seu repertório de argumentação. "O objetivo da redação é avaliar se o aluno sabe refletir sobre os mais variados assuntos ou se ele é apenas um repetidor de chavões e lugares-comuns. Ele precisa ter ideias próprias e saber sustentá-las", acrescenta.
Confira no vídeo a seguir as dicas do professor Francisco Platão Savioli para uma redação nota 10:
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sexta-feira, novembro 05, 2010

CHARGE: O FANTASMA DO CPMF


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Fonte: http://www.ivancabral.com/

CENSURA A MONTEIRO LOBATO

Qui, 04 Nov, 07h59

A Academia Brasileira de Letras (ABL) se posicionou hoje contrária à tentativa de censura ao livro "Caçadas de Pedrinho", do escritor Monteiro Lobato, pedida pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) por suposto conteúdo racista. Segundo nota divulgada hoje, os acadêmicos apoiaram o ministro da Educação, Fernando Haddad, que rejeitou o veto do CNE que havia determinado a proibição do livro em todo o País.

De acordo com os acadêmicos, que se reuniram em plenário, "cabe aos professores orientar os alunos no desenvolvimento de uma leitura crítica. Um bom leitor sabe que tia Anastácia encarna a divindade criadora dentro do Sítio do Picapau Amarelo. Se há quem se refira a ela como ex-escrava e negra, é porque essa era a cor dela e essa era a realidade dos afro-descendentes no Brasil dessa época", diz o texto. "Não é um insulto, é a triste constatação de uma vergonhosa realidade histórica", segundo a nota.

A ABL sugeriu ainda que em vez de proibir as crianças de saber disso, "seria muito melhor que os responsáveis pela educação estimulassem uma leitura crítica por parte dos alunos".

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Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/04112010/25/manchetes-abl-proibicao-livro-lobato-nas.html

segunda-feira, novembro 01, 2010

02 DE NOVEMBRO: PARABÉNS LAYS...

Há exatos vinte e quatro anos, estava eu, extremamente ansiosa. Não... talvez "ansiosa" não seja a palavra mais adequada para expressar o que eu estava sentindo naquele momento. Ia ser mãe! Sempre ouvira falar muito a respeito, mas, vivenciar uma emoção como essa era, sem dúvida, uma experiência ímpar. Lembro-me como se fosse hoje. Primeiro dia do mês de novembro, véspera do feriado de Finados. O parto escolhido, uma cesariana, ficara agendada para o primeiro dia de dezembro. Porém, uma forte intuição "dizia-me" que não passaria daquela noite: 01/11/1986. A Ansiedade também ficava evidente no âmbito familiar. Ninguém entendia bem aquela situação, afinal, crianças nascem porque chegou o momento, há maneiras de se saber que ele chegou: contrações, rompimento da bolsa etc. Mas, quando a pessoa não tem nada disso e diz que há apenas uma forte "intuição" é, no mínimo esquisito e fator de grande estranhamento. E foi o que aconteceu. Lays nasceu de uma intuição às 00h15 do segundo dia do mês de novembro, dia de Finados. Era branca, muito branca, careca e sem cílios ou sobrancelhas. Os olhos, pretos, como duas jabuticabas. Pequenina, frágil nos seus 2,450 kg. e 48 cm. Uma boneca!


Você é uma festa!!!

Vinte e quatro anos se passaram e amanhã, dia 02/11/2010, Lays se prepara para uma nova etapa em sua vida: o casamento. Amanhã, acontecerá o Chá-de-cozinha. Estaremos reunidos e teremos uma dupla-comemoração. Dia 11/12/2010 a minha frágil filhinha assumirá outros papéis em sua vida: além de filha, neta, amiga... será, mulher, esposa e, futuramente, mãe (se Deus assim permitir). Fabrício a fará feliz - assim rogo a Deus todos os dia!

Quando faço minhas orações, como todo ser humano, inclino-me sempre a pedir algo a Deus... mas, depois, costumo ficar envergonhada, afinal, quem tem uma filha como a minha, não precisa de mais nada nessa vida! Quem tem o privilégio de conviver com a sinceridade, a personalidade forte, a bondade, a leveza de alma, a doçura, a segurança e perspicácia, a determinação etc. dessa criatura que eu tive a graça de por no mundo... é uma pessoa fadada  à felicidade!




Obrigada Senhor pela dádiva de ser mãe da Lays! Obrigada, filha, por você abrilhantar todos os dias da minha vida com a sua presença! Obrigada por você existir!!!

PARABÉNS PELO SEU DIA!

ENEM: LINGUAGENS E CÓDIGOS = INTERPRETAÇÃO

Mateus Prado cursou Sociologia e Políticas Públicas na USP. É presidente nacional do Instituto Henfil e autor de livros didáticos. Presta assessoria em Enem

Mateus Prado

Educador analisa o Enem, os vestibulares e o ensino brasileiro

Linguagens e Códigos: Uma prova de interpretação




Códigos usados para a comunicação são construções humanas. Entenda as competências cobradas nesta prova do Enem

01/11/2010 15:38

A prova de Linguagens e Códigos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) reúne o que é discutido em algumas das aulas de Português, Literatura, Artes, Educação Física e Línguas no Ensino Médio.
Podemos considerá-la a prova mais fácil de ser resolvida no Enem, apesar de os enunciados das questões serem grandes. Quase todas as questões são interpretativas e de resolução de situações-problema. Serão cobradas nove competências dos alunos, sendo, em média, cinco questões de cada uma delas.

Quem Não Se Comunica, Se “Trumbica”
Será importante compreender que os códigos usados para a comunicação são construções humanas aceitas socialmente. É preciso entender que há vários tipos de códigos, além do texto escrito, utilizados para a comunicação, como a linguagem verbal, visual e sonora.
Cada tipo de linguagem tem um uso social e contexto específico, e para se dar bem nessa competência será importante que o aluno consiga inter-relacionar diversas linguagens. Será comum encontrar questões relacionando principalmente a linguagem escrita com a visual, sobretudo em propagandas impressas em que é necessário relacionar imagem e texto para entender a mensagem.
Língua Estrangeira Moderna
O candidato pôde escolher, no momento da inscrição, se faria a prova com questões ligadas à Língua Inglesa ou à Língua Espanhola. Nessa competência, aparecerão pequenos textos na Língua Estrangeira Moderna escolhida, para que o aluno possa interpretá-los, ou vocábulos estrangeiros utilizados na vida cotidiana no Brasil.
É importante saber que a Língua Estrangeira Moderna representa a diversidade cultural, em seu contexto linguístico, mas que em alguns momentos é utilizada como instrumento para simular qualidade a produtos ou prestígio a grupos sociais.
Linguagem Corporal
Aqui o Enem deseja que o aluno compreenda a prática física como meio de melhorar a sua qualidade de vida e a saúde pública da sociedade. Estigmas, como o da beleza física, são negados pelo Enem. É importante compreender que os modelos de beleza são construções culturais, principalmente da mídia, e que mudam em diferentes épocas.
Os exercícios devem ser valorizados para a saúde e não para obedecer a padrões estéticos. Estes indicam à necessidade da busca do ser humano, através da prática esportiva, pelo bem-estar.
Também aparecem as formas de manifestação corporal da sociedade, como danças típicas e alguns esportes. Um exemplo claro é a capoeira, patrimônio cultural imaterial do Brasil.
A Arte Expressando Idéias e Emoções
Na Competência 4, o aluno precisará associar a produção artística com o momento que passa cada população. O momento histórico, social, político e econômico influencia essa produção artística e vice-versa, sendo a arte um elemento de geração de significados aos grupos sociais.
Será preciso que o aluno se porte de forma a respeitar e valorizar a diversidade cultural entre os povos e suas expressões artísticas. A manifestação artística é uma necessidade de expressão das sociedades, e é influenciada pelo momento que elas vivem. Como expressão corporal está na competência 3, e literatura na 5, aqui ficam, principalmente, as artes plásticas e o teatro.
Literatura
Aqui serão cobrados os tipos de texto que a sociedade entende como literatura. O aluno deverá relacionar o texto com os contextos históricos, políticos, sociais, culturais e econômicos, pensando sempre que o autor está inserido em um meio e as relações com esse meio são fundamentais na constituição do texto literário.
Também poderão cair questões que trabalhem a intertextualidade, cobrando do aluno semelhanças, diferenças ou influências entre os textos destacados. Outro tema que poderá aparecer nessa competência está ligado à compreensão da importância do patrimônio linguístico para a constituição e preservação da memória e da identidade nacional.
O Texto, seu Contexto e sua Função
Serão cobrados dois eixos centrais. Primeiro, compreender que todo texto tem seu contexto, e, segundo, entender que todo texto tem sua função. As funções de um texto são a narrativa, a expositiva e a persuasiva. O aluno deverá identificar essas funções e entender por que, em cada contexto, aquela função é utilizada.
Sobre contexto, é fundamental entender que todos os textos só adquirem algum sentido quando colocados em um contexto. Neste sentido, esta competência costuma abusar de quadrinhos e charges.
Opiniões e Pontos de Vista
Aqui será necessária a capacidade de compreender os objetivos dos textos das pessoas com quem nos relacionamos, afinal na sociedade existem vários interesses, e várias estratégias e métodos podem ser utilizados para criar ou mudar, comportamentos ou hábitos. Será preciso identificar esses interesses e estratégias (como intimidação, sedução, comoção, chantagem, etc.), e julgar se os argumentos apresentados têm lógica e se são compatíveis, ou não, com outros textos apresentados. Figuras de linguagem são um conteúdo que vale a pena revisar antes da prova.
Diversidade Linguística
O Enem exigirá que o aluno respeite as diversidades regionais, sociais e de idade do uso da língua, se posicionando contra o preconceito linguístico, mas sem negar a necessidade de que se conheça, e em alguns momentos utilize, a forma culta da língua.
Será preciso compreender as diferenças entre a linguagem formal e informal, e que se associe cada uma dessas formas aos seus contextos, ou ambientes, adequados.
Aparecerá a linguagem culta como instrumento para a garantia de direitos. Por exemplo, é preciso dominar a norma culta da língua para compreender contratos e assim não ser enganado. No mais, a língua é um código imposto por um grupo social e costuma, inclusive, ser utilizada como forma de poder.
Tecnologias da Comunicação
A última competência de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias está relacionada às múltiplas tecnologias de comunicação que possibilitam a distribuição do conhecimento e a democratização do acesso à informação. A internet e suas ferramentas (como o Google e demais ferramentas de busca, as redes sociais, blogs, chats, sms, entre outros) serão os temas principais, apesar de poderem aparecer velhas tecnologias de informação.
Será preciso entender o impacto dessas tecnologias na vida das pessoas no passado, hoje e também os possíveis impactos no futuro. Um interessante, e possível, tema para a prova é o futuro da imprensa impressa (jornais e revistas) no Brasil e no mundo.
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A FORÇA DA MULHER


Uma vitória do povo brasileiro. A vitória de um projeto político. A vitória de uma mulher. Talvez essa possa ser uma boa síntese das eleições deste domingo. O Brasil que a nova presidente encontra não é o mesmo de 2003, quando Lula assumiu. É muito melhor. No entanto, os desafios que Dilma Rousseff tem pela frente são enormes, sobretudo o de continuar a luta para diminuir a desigualdade social que ainda nos afronta, preocupação que ela manifestou sempre durante a campanha.
Tenho convicção de que a democracia está se consolidando no Brasil. Que o povo brasileiro amadurece cada vez mais. Que a cidadania cresceu. Que a consciência da nossa gente não se submete mais com tanta facilidade aos chamados meios de comunicação de massa, cujo núcleo central é escandalosamente partidarizado. Que os grotões desapareceram de nossa cena política. Que não há mais donos de votos no País, especialmente para as eleições majoritárias. Que não se subestime mais a capacidade do nosso povo.
Creio que definitivamente caiu por terra a noção da existência de formadores de opinião situados na chamada mídia hegemônica. Ou, dito de outra forma, a importância desses atores diminuiu muito. O povo reage é diante das políticas públicas, do resultado efetivo da atuação do governo face à sua vida. Por que razão o povo brasileiro iria deixar de votar numa candidata que representava a continuidade de políticas que o beneficiaram tanto nos últimos anos e trocá-la por outro, que representava tão nitidamente políticas que o prejudicaram enormemente, como o governo Fernando Henrique Cardoso?
Penso muito no desprezo que alguns daqueles que se acreditam formadores de opinião tem pelo povo brasileiro. Não se conformam com a popularidade do presidente Lula, tentam desqualificá-lo o tempo inteiro, confrontando-se com índices de aprovação superiores a 80%. E embarcaram de forma resoluta na tentativa de desqualificação da candidata Dilma Rousseff, inclusive na sordidez que envolviam os falsos dossiês sobre sua atuação política ou, ainda, sobre o odioso caso da posição diante do aborto.
O povo brasileiro elegeu Dilma com muita consciência de que apoiava um projeto político. Há aqueles que atribuem a eleição de Dilma apenas ao inegável carisma do presidente Lula, e não há dúvida de que isso contou. Parafraseando Caetano Veloso, que referiu-se a Roberto Carlos dizendo a gente sabe a quem chama de rei, o povo sabe a quem chama de líder.
Lula é o maior líder político e popular da história do Brasil. No entanto, não fosse o extraordinário governo feito nesses oito anos, com resultados nunca antes vistos, para melhor, nas condições de vida do povo brasileiro, e certamente não bastaria o carisma do presidente Lula.
O carisma se afirmou por conta, sobretudo, das políticas públicas que foram levadas a cabo pelo governo, fruto de um projeto político pensado pelo PT, desenvolvido com mais consistência entre o final dos anos 90 e início do novo milênio. Claro que esse projeto encontrou um ator singular, de uma capacidade rara, de uma intuição política fantástica, e que soube, portanto, dar consistência a tudo que havia sido pensado pelo PT.
O partido compreendeu a complexidade do Brasil. Superou quaisquer tentações isolacionistas, procurou alianças amplas e pensou uma revolução de longo prazo, uma revolução democrática, que enfrentasse a profunda desigualdade social que nos afronta há séculos, que situasse a Nação de forma soberana na arena mundial. Desde o seu nascimento, o partido havia superado a dicotomia entre socialismo e democracia. E no projeto concebido mais recentemente certamente reafirmou para si mesmo que o processo de mudanças no Brasil se daria no leito democrático, do qual nunca abriu mão.
E pôde experimentar nesses oito anos, ao lado dos partidos aliados que chamou para o projeto, o quanto é possível mudar o Brasil, as condições de vida do povo brasileiro, no exercício pleno da democracia. Tirar quase 30 milhões da pobreza absoluta e elevar mais de 30 milhões da pobreza à classe média é o maior triunfo desse projeto. Foi nele que o povo votou.
E foi a vitória de uma mulher. A vitória da mulher brasileira. O ano de 2002 marcou um fato inédito na história do Brasil: a eleição de um presidente operário. Agora, o povo brasileiro produz outro fato inédito: pela primeira vez elege uma mulher.
Nunca se viu um ataque tão descabido, tão sórdido, tão abaixo da linha de cintura à figura da mulher como foi feito pela campanha do candidato adversário. Nossas ilusões nos levaram a pensar numa campanha de bom nível, face ao passado de Serra. Foi um grave engano.
Nunca o nível baixou tanto, e contra uma mulher. E procurando buscar nos recantos obscuros da alma da sociedade brasileira os elementos que suscitassem o ódio, que alimentassem os preconceitos, que suscitassem a raiva contra a mulher, contra todas as mulheres, e especialmente contra aquelas que eventualmente tivessem que recorrer ao aborto.
E a chamaram despreparada, e a chamaram teleguiada, e quiseram-na sem vida política, e a denominaram terrorista, como se terroristas fossem todos os que resistiram à ditadura. E semearam mentiras, e fizeram milhões de telefonemas clandestinos com toda sorte de calúnias contra ela.
E ela ganhou. Ganhou a grande mulher que é Dilma, que soube superar uma doença, que não se abalou com a sordidez que se alevantou contra ela, e se torna assim a nossa primeira presidente mulher. As mulheres do Brasil estão em festa. E os homens também. Há um caldo de revolução cultural na eleição dessa mulher. Os homens viverão uma experiência nova: a mulher que sempre soube cuidar dos filhos e da casa, e que nunca deixou também de viver intensamente a vida pública, irá agora dirigir os homens e mulheres do Pais, cuidar com imenso carinho de todo o povo brasileiro, acelerando o processo de distribuição de renda iniciado com tanta firmeza pelo presidente Lula.

A VERDADE SEMPRE VENCERÁ A MENTIRA



Marcos Benedito da Silva


A eleição de Dilma consagra o modelo econômico, social e político protagonizado pelo Presidente Lula, com a participação de todas as nossas estruturas de organização verticais e horizontais (organização de base, sindicatos, federações, confederações, partidos da coligação e centrais sindicais).

Dilma Presidente representa o enterro das políticas neoliberais introduzidas no cenário nacional no início da década de 90 e também o velório da "social democracia" adotada oportunisticamente pelo PSDB quando da criação da sigla.

O PSDB se originou de um racha do PMDB, constituído por políticos descontentes e que identificaram a oportunidade de organizar um novo partido que pudesse se contrapor ao recém-criado Partido dos Trabalhadores (PT).

A derrota eleitoral que será confirmada com “a abertura das urnas” representa para FHC, Serra, Alckimim e  Aécio, a necessidade de mudança no modelo adotado por eles e que deixou para todos os brasileiros uma triste e melancólica lembrança.

O PSDB nos dias de hoje representa a manutenção das velhas oligárquias, o coronelismo, o clientelismo, a aliança com o fundamentalismo religioso, a arapongagem e todas as artimanhas políticas condenadas pela boa prática política e democrática.

Para atestar estes argumentos, basta lembrar que no primeiro turno destas eleições “velhos cardeais” do partido sofreram derrotas humilhantes em seus respectivos estados nas eleiçoes para o Senado.

Nesta eleição, o povo brasileiro demonstrou que não depende de tutela nem de cabresto para votar. A nação brasileira em 2010 está dizendo através do voto que é dona do seu próprio destino, não permitindo que discursos e práticas somente registradas pela história no período da idade média possam impedir a continuidade da marcha do Brasil rumo ao crescimento sustentado, com igualdade de oportunidades, justiça social, o fim das desigualdades sociais e todas as políticas públicas implementadas pelo atual governo.

No ninho dos tucanos, resta a decepção, a desolação e a incerteza da sobrevivência política, pois embora tenham usado todos os instrumentos possíveis e imagináveis, mais uma vez a população brasileira bradou retubantemente que a verdade sempre vencerá a mentira, independente de quantas vezes esta mentira possa ressurgir numa disputa eleitoral.
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Da Cia. dos Blogueiros - Texto de Marcos Benedito da Silva - e-mail: marcosbeneditodasilva@gmail.com

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