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segunda-feira, maio 23, 2011

DE ONDE VEM A EXPRESSÃO... "DOR DE COTOVELO"?


A famosa “dor de cotovelo” se popularizou por meio dos sambas de Lupicínio Rodrigues. 
Ao revisitarmos a história do samba, vemos que grandes nomes que fizeram parte da trajetória do gênero compuseram letras em que o amor era tematizado. Em geral, as relações amorosas eram pintadas por uma frustração ou infortúnio que impedia a consumação de uma relação bem sucedida. De acordo com alguns biógrafos do samba, a tal desilusão amorosa cantada, muitas vezes, se apresentava como uma extensão das decepções experimentadas na própria vida do compositor.

Lupicínio Rodrigues, famoso compositor gaúcho, foi um dos mais reconhecidos autores desse tipo de letra melancólica. Em muitas delas, dizia que o bar era o lugar ideal para curar os descaminhos da vida afetiva. Na canção “Taberna”, por exemplo, ele constrói um curioso eu-lírico que passou o dia inteiro no bar observando o movimento da freguesia e esquecendo a ingratidão dirigida à amada entre cada um dos tragos ingeridos.

Apesar de não ser possível apontá-lo como o autor da expressão, foi Lupicínio que cumpriu a função estética de popularizar a lendária “dor de cotovelo”. A alegoria que dá sentido ao termo faz justa alusão a quem encosta-se ao balcão de um bar para esquecer o amor perdido e se embriagar. Seguindo a explicação, de tanto ficar recostado no balcão, em completa inapetência, aquele que já sofre por amor acaba “contraindo” uma terrível dor de cotovelo.

Sendo amante de várias mulheres e, por isso, vivendo muitas desilusões no campo sentimental, Lupicínio chegou a desenvolver uma teoria sobre a dor de cotovelo. A dor de cotovelo federal era aquela que só poderia ser curada com embriaguez total. Já a dor de cotovelo estadual era suportável e com o passar do tempo tudo se ajeitava. Por fim, havia a modalidade municipal da dor de cotovelo, que não poderia nem mesmo servir de inspiração para um samba.


Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola
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OPINIÃO: QUE EDUCAÇÃO QUEREMOS?

23 de maio de 2011


''O que parece estar evidente, na sociedade brasileira, é o cansaço do atual modelo de Educação'', afirma Arnaldo Niskier

* Arnaldo Niskier

O que parece estar evidente, na sociedade brasileira, é o cansaço do atual modelo de Educação. Em quantidade e qualidade não responde aos nossos anseios. Veja-se o caso do ensino superior. O sonho oficial, agora, é elevar o número de alunos para 10 milhões, em pouco tempo, e para isso o governo faz um curioso apelo à iniciativa privada, tão maltratada durante muitos anos.

Queremos um ensino profissional que siga o modelo das escolas técnicas federais, mas multiplicado muitas vezes. Conseguiremos? No capítulo da qualidade, onde talvez resida a maior deficiência, não temos um quadro de magistério preparado para os imensos desafios da sociedade do conhecimento.

Até mesmo os badalados computadores são utilizados de forma precária, nas salas de aula, pois falta adequado treinamento dos mestres e até, em alguns casos, uma certa vontade de aderir ao novo, como se isso pudesse sacrificar postos de trabalho.

É nesse panorama que, hoje, se abre uma larga discussão em torno do futuro da Educação brasileira. A economia brasileira está crescendo, é verdade, mas os desafios ainda são imensos. A divulgação de que temos 16,2 milhões de brasileiros vivendo na miséria absoluta (ganham menos de R$70 por mês) foi um choque na consciência nacional. E nos remete para a discussão sobre o valor da Educação.

Foi o que fez o Ipea, ao promover, em Brasília, com apoio da Unesco, o Seminário Internacional Educação e Desenvolvimento, com discussões muito ricas sobre se existe ou não um enlace entre esses dois vetores. Para o senador Cristovam Buarque, presente ao encontro, a resposta é afirmativa.

Tanto que ele defende a existência de uma nova Educação, em que nossos alunos não sejam mais submetidos a somente 115 dias letivos, efetivamente, e que na maioria das escolas haja mais do que as atuais 2h30 de aulas diárias. "É preciso que sejam seis horas diárias, no mínimo", disse ele. Logo corrige: Se aumentarmos a carga horária, porém, não haverá professores disponíveis.

O especialista Eduardo Chaves, da Unicamp e do Instituto Ayrton Senna, divergiu do senador e ex-ministro Cristovam Buarque: "Educação não é meio para o desenvolvimento, nem o instrumento para a transmissão da herança cultural. Isso a tornaria só instrumental. Ela é mais do que isso". Com a experiência de toda uma vida dedicada ao magistério (Filosofia da Educação), perguntou de modo claro: "Por que educar?" e "Para que educar?".

Concordou com a atual postura da Unesco de que a aprendizagem se faz ao longo da vida e acrescentou: "As atuais mudanças na aprendizagem devem ser maiores, sistêmicas, holísticas, profundas."É preciso buscar uma nova forma de ver a Educação, pois os alunos de hoje não são os mesmos de antigamente. Eles mudaram muito -e aí está a inclusão digital para nos dar razão.

Recolhemos do escritor Peter Senge a expressão adequada: "Estamos diante da aprendizagem como processo de se tornar capaz". É aprendendo que o ser humano se desenvolve. Isso exige ambientes de aprendizagem que apoiem e orientem os desejosos de aprender. A avaliação, hoje tão em voga, não se justifica como obstáculo a esse processo, mas, sim, como um valioso mecanismo de apoio.

Aqui se inclui também a busca da eficiência. Quando se sabe que 32% do tempo em sala de aula são gastos com chamadas e questões disciplinares, em prejuízo dos conteúdos curriculares, alguma coisa de muito errada acontece no sistema brasileiro. Se não houvesse tamanho desperdício, talvez se pudesse dar aos nossos alunos mais tempo para aprender uma segunda língua estrangeira e mais aulas de computação. Isso evitaria o temido apagão intelectual.

Todas essas considerações nos levam a uma preocupação permanente: as nossas crianças, nas escolas, não estão aprendendo a pensar. É claro que não são todas, mas isso ocorre com boa parte delas, sacrificando, de alguma forma, a existência de um promissor desenvolvimento científico e tecnológico.

Falta um elo importante na cadeia educativa. Sempre recordamos a visita feita à Universidade de Estocolmo, quando ouvimos do seu reitor que um dos três cursos superiores mais importantes da instituição era o de formação de pensadores. E nós?  
Fonte: Correio Braziliense (DF)
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domingo, maio 22, 2011

DOMINGÃO DO FAUSTÃO: A LUTA POR UMA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE CONTINUA (PROFª AMANDA GURGEL)

Amanda Gurgel continua sua luta por uma educação melhor

dom, 22/05/11

por Editor |
categoria Entrevista

Amanda Gurgel chamou a atenção na Audiência Pública da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. A professora fez um discurso indignado, apontando os principais problemas de educação do país, os baixos salários dos professores e a falta de estrutura das escolas públicas.
Amanda veio ao Domingão para continuar sua luta pela melhoria no ensino do país e por condições mais dignas para os professores.“Eu acredito que faz parte do processo educacional ensinar a luta pelos seus direitos. Eu ensino meus alunos a lutarem, portanto eu tenho que ser a primeira”, afirmou Amanda.
Ainda sobre as condições salariais, a professora foi direta: “O salário de um deputado só é suficiente para pagar o de 30 professores.”
Em uma enquete realizada em todo país, 98% concorda com o discurso da professora.
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ENTREVISTA DA PROFESSORA AMANDA GURGEL: GLOBO NEWS E RNTV




PROFESSORA AMANDA GURGEL: "EU ERA APAIXONADA PELA PROFISSÃO"


publicado em 22/05/2011 às 12h58:

“Eu era apaixonada pela profissão”,
diz professora que ficou famosa na internet


Amanda Gurgel conquistou cerca de 800 mil internautas ao atacar o descaso com a educação
Renan Truffi, do R7

Julia Chequer/R7

Em entrevista ao R7, Amanda Gurgel diz que sonho de ser professora foi "desconstruído"

A professora do Rio Grande do Norte que inspirou quase 1 milhão de internautas com um desabafo sobre a educação está contaminada pela ineficiência do ensino público.

Antes apaixonada pela carreira, agora Amanda Gurgel fica pensativa quando questionada sobre o que sente pela profissão.

Leia também:Amanda Gurgel: escolas deixam os professores doentes
Blog Marcos Pereira: saiba por que a educação está um caos 

- Eu acho que eu era [apaixonada pela carreira de professora]. Tive um sonho que foi desconstruído. Quando entrei na universidade, eu imaginava que ser professor era uma coisa, mas na prática era outra.

A professora de 29 anos ficou famosa, depois que um vídeo em que aparece criticando políticos na Assembleia Legislativa do Rio Grande teve cerca de 800 mil acessos.

Ao R7, ela repetiu a mesma precisão que a deixou conhecida para explicar como a alta carga de trabalho interfere diretamente no desempenho dos educadores em sala de aula.

- Quando entrei para a profissão, na segunda semana sabia o nome de todos os alunos. Mas, teve uma época em que tive de cuidar de cinco turmas. Eram uns 700 alunos. Eu tinha vergonha porque não sabia o nome deles. Com o tempo, você vai se sentindo medíocre. Você não se lembra o nome do aluno e, por consequência, não consegue associar ao nível de desenvolvimento dele. Acaba que estamos ali em uma atividade meramente burocrática mesmo.

Por causa desta situação, Amanda Gurgel teve de se afastar da carreira. Ela teve depressão em 2008 e tirou licença médica.

Hoje, está em readaptação de função e trabalha no laboratório de informática e na biblioteca de uma escola do seu Estado.

Mas, a doença só ajudou a professora a entender os problemas que impendem o desenvolvimento do ensino no país. Ela culpa a falta de valorização do profissional pela fraca educação brasileira.

- O governo só quer manter o aluno na sala de aula. A escola é hoje um depósito de crianças. De modo geral, professor não tem tempo de estudar, não tem tempo para ler. A realidade é essa.

Apesar de todos os problemas pelos quais passou a professora Amanda ainda se mostra esperançosa. Ela nega que possa fazer algo sozinha, mas acredita que o sucesso do vídeo pode incentivar a categoria e os brasileiros a protestaram por melhorias na educação.

- Eu não me vejo como heroína, mas é inegavel que esse é um momento inédito a partir da repercussão [do vídeo]. Eu acredito que se conseguirmos transformar isso em ação podemos pressionar os governos.

Veja o discurso de Amanda Gurgel na íntegra:


OPACIDADE JÁ! QUEM É QUE PRECISA DE TRANSPARÊNCIA?

AMANDA GURGEL: RESUMINDO A SITUAÇÃO DA EDUCAÇÃO NO BRASIL

Na semana passada já havia postado esse vídeo na minha página do Facebook e também no Twitter. Quero também deixar registrado aqui no Blog. É preciso divulgar! A professora é do Rio Grande do Norte, mas o problema denunciado por ela, é nacional.

sábado, maio 21, 2011

JN NO AR: O RETRATO DA EDUCAÇÃO NO BRASIL - REGIÃO NORTE

No dia 20/05/2011 (último programa da série Blitz da Educação), o JN no Ar visitou duas escolas: a primeira com nota 1,4 e a outra com 6,2. Uma delas está em greve, mas os alunos não sabiam. Muitos professores estavam em uma assembleia sobre aumento salarial.



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Fonte:http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1514767-7823-ALUNOS+DO+NORTE+TEM+QUE+ENFRENTAR+LONGOS+DESLOCAMENTOS+PARA+ESTUDAR,00.html

JN NO AR: O RETRATO DA EDUCAÇÃO NO BRASIL - REGIÃO SUDESTE

17/05/2011: O Jornal Nacional, da Rede Globo de Televisão, vem apresentando uma programação especial sobre a Educação no Brasil. Veja o vídeo referente à Região Sudeste:



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Fonte: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1511870-7823-SUDESTE+DO+BRASIL+TEM+O+MAIOR+NUMERO+DE+ESTUDANTES+NO+ENSINO+FUNDAMENTAL,00.html

sexta-feira, maio 20, 2011

POLÊMICA SOBRE A APROVAÇÃO DE OBRAS COM "ERROS" DE LÍNGUA PORTUGUESA


Polêmica em relação a erros gramaticais em livro didático de Língua Portuguesa revela incompreensão da imprensa e população sobre a atuação do estudioso da linguagem
A divulgação da lista de obras aprovadas pelo Programa Nacional de Livros Didáticos (PNLD) para o ensino da língua portuguesa na Educação de Jovens e Adultos (EJA) provocou verdadeira celeuma na imprensa e comunidade acadêmica sobre a aprovação de obras com “erros” de língua portuguesa.
Frases como “Nós pega o peixe”, “os menino pega o peixe”, “Mas eu posso falar os livro” e outras que transgridem a norma culta, publicadas no livro Por uma Vida Melhor, aprovado pelo PNLD e distribuído em escolas da rede pública pelo MEC, causaram a indignação de jornalistas, professores de língua portuguesa e membros da Academia Brasileira de Letras.
O grande incômodo, relacionado ao fato do livro relativizar o uso da norma culta, substituindo a concepção de “certo e errado” por “adequado e inadequado”, retrata a incompreensão da imprensa e população em relação ao escopo de atuação de pesquisadores que se ocupam em compreender e analisar os usos situados da linguagem.
A polêmica em torno deste relativismo, assim como a interpretação deturpada de pesquisas na área da linguagem, não é nova. Em novembro de 2001, na reportagem de capa da Revista Veja, intitulada “Falar e escrever bem, eis a questão”, Pasquale Cipro Neto dirigiu-se ofensivamente a pesquisadores da área de linguagem que defendem a integração de outras variedades no ensino de língua portuguesa como uma corrente relativista e esquerdistas de meia pataca, idealizadores de “tudo o que é popular – inclusive a ignorância, como se ela fosse atributo, e não problema, do "povo" (Fonte, Veja Online, consultada em 20.05.2011).
Mais de uma década após a publicação dos PCN e da instituição do PNLD de Língua Portuguesa, ambos frutos das pesquisas destes estudiosos relativistas, a imprensa e população continua a interpretar de forma deturpada a proposta de ensino defendida nas diretrizes curriculares e transpostas didaticamente nas coleções aprovadas no PNLD.
Tal deturpação ressalta um problema sério de leitura, muito provavelmente decorrente da prática cristalizada historicamente de se ensinar a gramática pela gramática, de forma abstrata e não situada. Pois, ao situar e inscrever as frases incorretas responsáveis por tanto desconforto no contexto concreto em que foram enunciadas, fica clara a intenção da autora de mostrar que precisamos adequar a linguagem ao contexto e optar pela variante mais adequada à situação de comunicação, preceito básico para participação nas diversas práticas letradas em que nos engajamos no mundo social.
Assim, ao contrário de contribuir para uma agenda partidária de manutenção da ignorância, acusação levianamente imputada ao livro e ao PNLD (e, portanto, aos estudiosos da linguagem), os “erros” em questão, se interpretados contextualizadamente e explorados de forma interessante em sala de aula, contribuem para o desenvolvimento da consciência linguística, mostrando que apesar de todas as variantes serem aceitáveis, o domínio da norma culta é fundamental para efetiva participação nas diversas atividades sociais de mais prestígio.
Se, portanto, situarmos a linguagem, não há razão para polêmica ou desconforto e a crítica daqueles preocupados em garantir o ensino da norma culta torna-se absolutamente nula, sem sentido. O niilismo desta crítica está claramente estampado no enunciado de Pasquale, citado naquela reportagem de uma década:"Ninguém defende que o sujeito comece a usar o português castiço para discutir futebol com os amigos no bar", irrita-se Pasquale. "Falar bem significa ser poliglota dentro da própria língua. Saber utilizar o registro apropriado em qualquer situação. É preciso dar a todos a chance de conhecer a norma culta, pois é ela que vai contar nas situações decisivas, como uma entrevista para um novo trabalho". (Fonte, Veja Online, consultada em 20.05.2011)
A relativização veementemente criticada parece, por fim, ter sido tomada como verdade no interior do mesmo enunciado.
Dez anos depois vemos em livros didáticos a possibilidade de formar poliglotas na língua materna. Isso é, sem dúvida, um progresso. Resta ainda melhorar as leituras da população sobre os estudos situados da linguagem.
Neste sentido, a Associação de Linguística Aplicada do Brasil, expressa seu repudio a atitude autoritária e uníssona de vários veículos da imprensa em relação à concepção deturpada de “erro” e convida seus membros a se posicionarem nestes veículos de forma mais efetiva e veemente sobre questões relacionadas a ensino de línguas e políticas linguísticas, construindo leituras mais situadas, persuasivas e plurilíngues.
Indicamos abaixo o link para a notícia citada de 2001, assim como outros artigos e vídeos com o posicionamento de estudiosos da linguagem acerca da polêmica com os livros didáticos de LM.
Reportagem capa de Veja, novembro de 2001.
Nota da Ação Educativa
 Artigo do Prof. Marcos Bagno, UNB
 Artigo do Prof. Sírio Possenti, Unicamp
Paula Tatianne Carréra Szundy
Presidente da ALAB,  biênio UFRJ 2009-2011
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sábado, maio 07, 2011

SP QUER COLOCAR A CARREIRA DOCENTE ENTRE AS DEZ MAIS ATRAENTES

 REVISTA EDUCAÇÃO - EDIÇÃO 169
Correção de rumo

Novo secretário estadual paulista reafirma compromisso de diálogo com profissionais da educação e convida a rede para construção conjunta com objetivo de revigorar a carreira docente e o sistema de ensino do estado
 
Diálogo, comprometimento, construção conjunta de uma nova carreira docente, planejamento de ações. Esses são alguns dos principais mantras que o novo secretário de Educação paulista, o engenheiro mecânico e ex-reitor da Unesp, Herman Voorwald, reafirma na entrevista a seguir, concedida ao editor Rubem Barros.  

Em suas falas, Voorwald, que também foi vice-reitor da Unesp e desempenhou função ligada à área de Planejamento e Orçamento da mesma universidade, sinaliza uma correção de rumos em relação a algumas das políticas implementadas por seus antecessores, em especial os secretários Paulo Renato de Souza e Maria Helena Guimarães de Castro. Entre elas, a política de bônus e o exame dos professores como elementos diferenciais da carreira e da remuneração docentes, que renega. E enuncia metas ambiciosas: fazer da carreira docente uma das dez mais atraentes em dez anos e colocar o sistema educacional paulista entre os 25 melhores do mundo até 2030.

Quando indicado ao cargo, o senhor prometeu rever o plano de carreira dos professores da rede estadual paulista. Como está esse processo?
Depois de dois meses e pouco de secretaria, consolida-se minha fala do início da gestão, em que eu expressava meu sentimento sobre salários inadequados, carreira inexistente ou sem reconhecimento do mérito e de falta de diálogo da secretaria com a rede. Organizamos visitas semanais de trabalho aos polos. Dos 15 polos nos quais estão divididas as escolas e as diretorias regionais, já nos reunimos com seis. Até meados de abril deverei ter trabalhado com todos. As reuniões estão sendo bem organizadas. Os professores das escolas das diretorias daquele polo se reúnem, formalizam um documento, elegem alguém que fará a apresentação no dia da reunião de trabalho. Os diretores, servidores, os PCOPs, os supervisores fazem o mesmo. Todas as categorias documentam e apresentam a uma plenária suas questões e as discutimos. É uma construção coletiva de uma política pública de educação de qualidade. Não concebo fazer gestão acadêmica sem ouvir as pessoas que estão efetivamente fazendo a gestão. São as pessoas que fazem o processo da educação. Na gestão escolar ou na sala de aula. Esse é o objetivo número 1: construir uma proposta. Na carreira e no salário, a proposta está sendo consolidada. Já apresentei ao governador uma política salarial e na semana que vem estarei conversando com os secretários da Fazenda e do Planejamento. Pretendo apresentar uma proposta para a rede no final deste mês.

Que envolve carreira e salário?
Numa primeira instância, envolve salário. E por quê? Não consigo conceber uma carreira feita de cima para baixo, sem que se discuta com professores, diretores, supervisores. Isso faz parte do processo. Então apresentarei uma proposta de salário e um início de uma proposta de carreira, que será trabalhada pela rede.

Que podemos esperar em termos de direcionamento?
Com a proposta e com a discussão da carreira, que será construída em conjunto, vamos iniciar um processo no Estado de São Paulo, que espero venha a ser nacional: o de tornar a carreira do magistério uma das dez mais procuradas pelos jovens do país em dez anos. Prevemos ações de curto, médio e longo prazo. Claro que meu período aqui é pequeno, mas quero deixar em andamento. As ações de curto prazo estão bem definidas: a reorganização do ensino fundamental de nove anos, a reorganização do ensino médio,  duas questões-chave na área pedagógica; a atualização de dois currículos importantes, que são o "Ler e Escrever" e o "São Paulo faz escola"; estamos trabalhando com a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) numa nova política de manutenção e construção de escolas, em que qualidade e prazo sejam fundamentais. As escolas já receberam um documento chamado "Por uma educação de qualidade", com 16 páginas, com grande riqueza pedagógica, contando um pouco da história da educação, da progressão continuada, o seu porquê, e colocando essa discussão para a rede. No documento, apresento uma proposta da secretaria, em que introduzimos um ciclo a mais, com os nove anos sendo divididos em três ciclos de três, dois e quatro anos.

Isso tem sido bem aceito?
Tenho ouvido nas reuniões de trabalho propostas de mais um ciclo, ou seja, a divisão ficaria em ciclos de três anos, dois, dois e dois. Faremos isso em conjunto. Eles é que estão fazendo o ensino na ponta, então é importante que se manifestem, mas fundamentalmente estamos discutindo a questão da recuperação logo após a percepção de que o conteúdo não foi absorvido. O objetivo é fazer com que os jovens e os servidores que estão na rede entendam que a carreira do magistério é importante, que se valorizem os professores e que se reconstrua a importância do servidor do magistério como elemento fundamental na questão do ensino e aprendizagem.

Uma reclamação recorrente de seus antecessores é a dificuldade de levar adiante a reforma da carreira em função da obstrução dos sindicatos. Como o senhor vê essa questão?
Na primeira semana de secretaria, eu e o secretário-adjunto, professor Palma, nos reunimos com os seis sindicatos e deixamos claro que a nossa história na universidade pública nos coloca numa outra postura de gestão. Fui reitor da Unesp, onde fiz minha carreira, e sempre prevaleceu o diálogo, a construção coletiva, visão acadêmica forte, controle de gestão. Quero trazer isso para a rede. O diálogo é fundamental na educação. Nessas reuniões de trabalho, estou ouvindo os professores, diretores, servidores, que estão falando sobre as questões que os afligem em relação a termos no Estado de São Paulo uma educação pública de qualidade nos ensinos fundamental e médio. Já temos isso nas três universidades públicas, mas não entendo o fato de não termos no fundamental e no médio. Há questões a serem resolvidas. A universalização trouxe questões para as quais o país não estava preparado. Estamos fazendo em 40 anos o que a França levou 100 anos para fazer. Temos de trabalhar rápido, de qualificar professores para lecionar para crianças com necessidades especiais, libras, tem de ter um professor mediador que resolva alguns conflitos iniciais, salas especiais, a merenda... Estamos trabalhando, a secretaria e o país como um todo, para dar condições de, com a universalização, ter qualidade. Já resolvemos a quantidade, temos de resolver a qualidade. O objetivo desta administração é iniciar esse processo, e isso passa pelo diálogo com a rede.

Qual a sua opinião sobre a remuneração por desempenho?
A carreira acadêmica é uma carreira de mérito. Nós, professores, somos avaliados diariamente, pelos alunos, por nossos pares, pela família, pela sociedade. Os meninos nos veem como exemplo nesse processo cotidiano de avaliação. Na universidade, isso se dá na forma da carreira, em que você evolui através do seu esforço. É possível, ao ir se qualificando, galgar posições e ter salários melhores. A carreira acadêmica tem de privilegiar o comprometimento para com a atividade- fim e permitir que avancem aqueles que quiserem, tiverem compromisso e se esforçarem. Não acredito em nada que não venha de trabalho e esforço. Isso feito, a carreira tem de permitir que haja uma evolução.

E a prova de mérito instituída para avaliar a qualidade em São Paulo?
Não concordo. Não é uma única prova que irá dizer se o professor está comprometido com sua atividade; é um equívoco. Essa prova permite um aumento salarial de 25% para até 20% daqueles que foram aprovados. Também não concordo. Você tem um contingente que tira a nota mínima e só 20% têm a possibilidade de ter os 25%. Isso não é carreira. Essa prova pode ser um item em um conjunto que analise o comprometimento. Uma prova única não pode avaliar o mérito. A carreira que vamos construir indicará outras questões tão importantes quanto a prova.

E o bônus? 
O bônus é uma avaliação de sistema que reflete no salário do professor. Também não concordo. A avaliação do sistema nem sempre significa que houve comprometimento, desempenho e envolvimento do professor na melhoria da formação do aluno. Uma coisa é avaliar sistema, outra é haver uma carreira que dependa do esforço e do trabalho das pessoas, e que elas, por meio disso, possam evoluir. Isso é carreira. Outra é avaliar o sistema através de uma prova. Transformar isso em salário não é política salarial. É preciso ter uma política salarial, que pode até ter o bônus e a prova de mérito, desde que essas questões não sejam as únicas que promovam melhora salarial, que é o que acontece hoje. 

O senhor anunciou a introdução de uma nova prova padronizada logo depois de assumir, com o intuito de melhorar o desempenho dos alunos no meio do ano. Está convencido de sua utilidade?
Hoje, temos um número enorme de avaliações que, em última instância, significam salário - como o Saresp. As avaliações de sistema teriam de indicar interferências para melhorar o processo, dizer se o "Ler e Escrever" está indo bem, por exemplo. O que estamos propondo, que está em discussão na rede no documento "Por uma educação de qualidade", é que para que haja, no conceito de ciclos, o aprendizado do estudante, se  detecte imediatamente que ele não aconteceu e permitia a recuperação logo na sequência. Se o estudante não se recuperar naquele ciclo, vai levar uma deficiência adiante. A proposta em discussão na rede é que a Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas (Cenp) prepare um banco de itens para que o professor aplique e avalie o aluno a cada dois meses. Uma vez o aluno avaliado e identificada a necessidade de recuperação, isso é feito de imediato. Umas das propostas é que seja no contraturno, mas há problemas, por causa do transporte. Outra opção é paralisar as aulas uma semana para a recuperação. Aqueles que não precisam da recuperação permaneceriam na escola com outras atividades - esportivas, culturais, etc. Isso está em discussão.

Mas não é uma avaliação concebida pelo professor...
É elaborada pela Cenp. Para facilitar, criamos um banco de itens e o professor escolhe. A ideia é que o banco de itens reflita aquilo que o aluno deve aprender. O professor busca no banco, faz avaliação, corrige e indica quem precisa de avaliação.

Qual sua visão sobre a questão do currículo?
Nessas reuniões de trabalho, o fato de existir um currículo foi elogiado em todas, sem exceção. O fato de se ter um material que permita que um aluno saia de uma escola para outra, e não fique sem estudar determinado conteúdo, isso acabou. Os professores, os diretores, os supervisores, todos, sem exceção, elogiaram o fato de haver um currículo único. Solicitaram que haja a revisão do currículo a cada dois anos, o que já estamos fazendo. Hoje, Cingapura não tem mais currículo. Muitos anos atrás, estava na condição que estamos hoje, e tinha um currículo também. Então, as experiências internacionais mostram que estamos na fase em que deveríamos estar. Devemos ter um currículo único. À medida que evoluirmos em alguns aspectos como na qualidade dos professores, da sua formação, isso pode acontecer. Esse é um problema sério no país hoje. As universidades não estão formando professores licenciados para serem professores. Esse é um trabalho que estamos fazendo com as universidades aqui em São Paulo. Os licenciados que estamos formando não estão preparados para estar na sala de aula. É uma crítica que faço como ex-reitor de uma universidade pública.

As universidades públicas são acusadas de dar uma formação distante do chão de sala de aula, pouco prática. O problema é esse ou é que formam pouca gente? 
As coisas não são excludentes, caminham no mesmo sentido. Temos hoje a universidade formando licenciados, mas o grande pedido é de criar o bacharelado. Percebe-se que o aluno não quer a carreira de licenciatura, quer o bacharelado para depois fazer o mestrado, doutorado, seguir a carreira acadêmica. Há também o desinteresse pelas licenciaturas, pois o magistério não é uma carreira atrativa. E muitos alunos procuram as universidades privadas, a educação a distância, para, por meio de concurso público, ingressar na rede. A preocupação com relação à formação dos professores fez com que, na gestão anterior, se criasse a Escola de Formação, que é fundamental. Ela tem de ser um braço de qualificação do nosso servidor, qualquer que seja ele, administrativo ou docente. Esse é o papel da escola de formação, e ela está trabalhando nesse sentido.

Está trabalhando a contento? Não está fazendo muita formação a distância?
É muito nova, foi criada em 2010. Está fazendo presencial também, mas a rede é muito grande, estamos falando de 5 mil escolas, 5 milhões de alunos, milhares de servidores. Ela vem  usando o ensino a distância, mas tem feito algumas ações presenciais também. É preciso que as universidades rediscutam a formação do licenciado, seus currículos, a necessidade de qualificarmos o professor de acordo com o currículo das escolas. E dar uma carreira atrativa, permitindo que os jovens se interessem pelo magistério. Outra coisa que também se discute nas reuniões de trabalho é a ideia de intensificar o programa de concessão de bolsas de mestrado e doutorado para os servidores da rede, permitindo que melhorem sua qualificação. Essa resolução já está pronta para ser assinada. Há outra coisa também, que fiz na Unesp, que é permitir que o servidor da rede tenha uma bolsa que lhe permita fazer um curso de graduação. Qualificar o servidor da rede é fundamental para que haja uma melhor condição de formação dos alunos.

Há algum país em que possamos nos espelhar para esse processo de valorização? 
Inglaterra. Quando Tony Blair assumiu, a carreira do magistério era das menos procuradas. Ele conseguiu, através de carreira e de uma política que valorizou as pessoas, que se tornasse aquilo que queremos. Tenho duas visões [cita documento então recém- encaminhado ao governador Geraldo Alckmin]: transformar a qualidade da Educação Básica de São Paulo, posicionando o estado entre os 25 melhores sistemas do mundo até 2030; e resgatar a importância da carreira do professor, posicionando-a entre as dez profissões mais desejadas e respeitadas em São Paulo. Para isso acontecer, a primeira coisa é discutir salário e criar uma carreira. Claro que 2030 será um outro governo, mas esta é a proposta. Acredito em planejamento. Quando trabalhava na Unesp, construí o PDI, que dizia o seguinte: em dez anos seremos uma das 200 melhores universidades do mundo. No primeiro ano, focamos as ações orçamentárias e financeiras, destinamos recursos para professores irem ao exterior se qualificar, para os laboratórios de pesquisa. Passamos das 500 para as 400 melhores no ranking mais rigoroso e, entre as universidades ibero-americanas, já éramos a sexta, incluindo aí Portugal e Espanha. É preciso fazer algo pensando à frente, além desse período.
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domingo, maio 01, 2011

DANI & ANDERSON COLTRO: FOREVER...

Recebi esse depoimento no Orkut, mas, a felicidade é tanta que eu quero muito compartilhá-lo com todos os meus amigos...
Saber que fizemos e ainda fazemos parte da vida de uma pessoa e que nossas ações e nossas palavras, de certa forma contribuem para o bem... Ah! Isso não tem preço!!! Como não tem preço uma amizade sincera, um carinho, uma palavra de afeto, de incentivo...  

P.S.: "Amiga, comadre, prima, Dani... Que a nossa amizade possa durar para sempre, resistir a todos os obstáculos... que nós duas possamos estar sempre juntas... Eu adoro você, amiga!!!! 

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Falar de Silvana.... nem posso falar tanto, porque ela vai chorar 3 dias sem parar... Mas mesmo assim vou deixar registrado aqui a minha gratidão por você.
Se eu tinha alguma dúvida que destino existi e que Deus nos manda anjos em forma de amigos, isso foi por terra... porque existe e nós somos prova disso.
Uma pessoa que sai de Bebedouro cai em Jundiaí, e muda a vida de uma pessoa, só pode ser coisa de Deus. E você, amiga foi usada por Deus, pra mudar minha vida. Como tudo é no tempo de Deus, e isso estou aprendendo, o primeiro ano foi só pra reforçar aquilo que seria pra sempre, nossa amizade. No ano seguinte, 2008, foi o ano de nossas vidas, minha, sua, do seu primo e da sua família, que hoje posso chamar de MINHA também.
Quantos passeios ao shopping pra tomar um cafezinho hien? Olhar lojas, ver livros pegar um cineminha hummmmm dá até saudade....
E na nossa trajetoria até o interior haja VICTOR & LEO, Sapo caiu na lagoa rsrsrs e o Danúbio então...aff...
Foi um tempo difícil, mas bom que hoje dá saudade....
Então é isso você entrou na minha vida pra mudar tudo.... fez o que tinha que ser feito.... e eu só tenho a agradecer a Deus por ter colocado você em meu caminho, e a você por ter mudado tudo, por me mostrar o lado bom das coisas, mesmo quando tudo parecia num ter lado bom nenhum, por ter colocado em minha vida alguém pra chamar de meu.... Meu Ands.... Obrigada....
Que nessa nova etapa da sua vida, você continue sendo essa pessoa maravilhosa que você é..... amiga, leal e verdadeira que sempre empresta o ombro pra gente....
Te amoooooooooo
Obrigada por tudo

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