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quinta-feira, dezembro 22, 2011

SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO - MATRIZES CURRICULARES - EDUCAÇÃO BÁSICA - 2012



Legislação Estadual

Resolução SE Nº 81/2011, de 17/12/2011
Retificada em 22/12/2011


Estabelece diretrizes para a organização curricular do ensino fundamental e do ensino médio nas escolas estaduais


O Secretário da Educação, considerando a necessidade de adequar as matrizes curriculares da educação básica às diretrizes nacionais e às metas da política educacional, resolve:
Artigo 1º - a organização curricular anual das escolas estaduais que oferecem ensino fundamental e ensino médio desenvolver-se-á em 200(duzentos) dias letivos, com a carga horária estabelecida pela presente resolução.
Artigo 2º - o ensino fundamental terá sua organização curricular desenvolvida em regime de progressão continuada, estruturada em 9 (nove) anos, constituída por dois segmentos de ensino (ciclos):
I - anos iniciais, correspondendo ao ensino do 1º ao 5º ano;
II - anos finais, correspondendo ao ensino do 6º ao 9º ano.
Parágrafo único - As unidades escolares que ainda venham a manter, em 2012, a organização curricular seriada, deverão proceder aos ajustes necessários à organização anual ora estabelecida.
Artigo 3º - no segmento de ensino correspondente aos anos iniciais do ensino fundamental, de que trata o Anexo I desta resolução, deverá ser assegurada a seguinte carga horária:
I - em unidades escolares com até dois turnos diurnos: carga horária de 25 (vinte e cinco) aulas semanais, com duração de 50 (cinquenta) minutos cada, totalizando 1.000 (mil) aulas anuais;
II - em unidades escolares com três turnos diurnos e calendário específico de semana de 6 (seis) dias letivos: carga horária de 24 (vinte e quatro) aulas semanais, com duração de 50 (cinquenta) minutos cada, totalizando 960 (novecentas e sessenta) aulas anuais.
Parágrafo único - As aulas das disciplinas de Educação Física e de Arte, previstas nas matrizes curriculares dos anos iniciais, deverão ser desenvolvidas:
1 - com duas aulas semanais, por professor especialista na conformidade do contido no Anexo I, que integra esta resolução;
2 - com acompanhamento obrigatório do professor regente da classe e do Aluno / Pesquisador da Bolsa Alfabetização, quando for o caso;
3 - em horário regular de funcionamento da classe;
4 - pelo professor da classe, quando comprovada a inexistência ou ausência do professor especialista.
Artigo 4º - no segmento de ensino correspondente aos anos finais do ensino fundamental deverá ser assegurada a seguinte carga horária:
I - no período diurno, em unidades escolares com até dois turnos diurnos: carga horária de 30 (trinta) aulas semanais, sendo 6 (seis) aulas diárias, com duração de 50 (cinquenta) minutos cada, totalizando 1.200 (mil e duzentas) aulas anuais, conforme disposto no Anexo II que integra esta resolução;
II - no período diurno, em unidades escolares com três turnos diurnos, apresentando calendário específico e semana de 6 (seis) dias letivos: carga horária de 24 (vinte e quatro) aulas semanais, com duração de 50 (cinquenta) minutos cada, totalizando 960 (novecentas e sessenta) aulas anuais, na conformidade do Anexo III desta resolução;
III - no período noturno: carga horária de 27 (vinte e sete) aulas semanais, com duração de 45 (quarenta e cinco) minutos cada, totalizando 1.080 (mil e oitenta) aulas anuais, sendo que as aulas da disciplina Educação Física deverão ser ministradas fora do período regular de aulas ou aos sábados, conforme dispõe o Anexo IV que integra esta resolução.
Artigo 5º - o ensino médio, desenvolvido em três séries anuais, terá sua organização curricular estruturada como curso de sólida formação básica que abre, para o jovem, efetivas oportunidades de consolidação das competências e conteúdos necessários ao prosseguimento dos estudos em nível superior e / ou à inserção no mundo do trabalho.
Parágrafo único - o ensino médio terá sua matriz curricular organizada:
1 - no período diurno: com carga horária de 30 (trinta) aulas semanais, sendo 6 (seis) aulas diárias, com duração de 50 (cinquenta) minutos cada, totalizando 1.200 (mil e duzentas) aulas anuais, conforme dispõe o Anexo V desta resolução;
2 - no período noturno: com carga horária de 27 (vinte e sete) aulas semanais, sendo 5 (cinco) aulas diárias, com duração de 45 (quarenta e cinco) minutos cada, totalizando 1.080 (mil e oitenta) aulas anuais, observando-se que as aulas da disciplina Educação Física deverão ser ministradas fora do período regular de aulas ou aos sábados, conforme dispõe o Anexo VI que integra esta resolução.
Artigo 6º - Os cursos da modalidade de educação de jovens e adultos, nos ensinos fundamental e médio, observada a organização semestral que os caracteriza, adotarão, respectivamente, as matrizes curriculares objeto dos Anexos IV e VI da presente resolução, exceto com relação às aulas de Ensino Religioso, de acordo com o contido na Resolução SE Nº 21/2002.
Artigo 7º - o Ensino Religioso, obrigatório à escola e facultativo ao aluno, será oferecido aos alunos do 9º ano do Ensino Fundamental, se houver demanda, na conformidade do que dispõe a Resolução SE Nº 21/2002.
Artigo 8º - a Língua Espanhola, obrigatória à escola e facultativa ao aluno, será oferecida, fora do horário regular de aulas, a alunos da 1ª série do Ensino Médio, se houver demanda, de acordo com as disposições da Lei Federal Nº 11.161/2005 e da Resolução SE Nº 05/2010.
Artigo 9º - As matrizes curriculares, constantes dos Anexos que integram esta resolução, deverão ser adotadas a partir do próximo ano letivo, em todos os anos e séries que compõem os ensinos fundamental e médio, respectivamente.
Artigo 10 - Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as disposições em contrário, em especial a Resolução SE Nº 98/2008.

ANEXO I
Matriz Curricular Básica para o Ensino Fundamental - Ciclo I – 1º ao 5º ano
Ano
Série    
Base
Nacional
Comum
LÍNGUA PORTUGUESA80%60%45%30%30%
HISTÓRIA/GEOGRAFIA---10%10%
MATEMÁTICA20%25%40%35%35%
CIÊNCIAS FÍSICAS E BIOLÓGICAS---10%10%
EDUCAÇÃO FÍSICA/ARTE-15%15%15%15%
Total Geral100%100%100%100%100%
I - dois turnos diurnos: carga horária de 25 aulas semanais, com duração de 50 minutos cada, totalizando 1.000 aulas anuais
II - três turnos diurnos e calendário específico de semana de 6 dias letivos: carga horária de 24 aulas semanais, com duração de 50 minutos cada, totalizando 960 aulas anuais.

ANEXO II
Matriz Curricular Básica para o Ensino Fundamental
Ciclo II – 6º ao 9º ano - Período Diurno - 2 Turnos Diurnos
Ano
Série   
Base
Nacional
Comum
LÍNGUA PORTUGUESA6666
ARTE2222
EDUCAÇÃO FÍSICA2222
MATEMÁTICA6665
CIÊNCIAS FÍSICAS E BIOLÓGICAS4444
HISTÓRIA4444
GEOGRAFIA4444
ENSINO RELIGIOSO   1
Parte Diversificada
 LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA2222
 Total Geral30303030
*Ensino Religioso – Se não houver demanda acrescentar 1 (uma) aula para Matemática

ANEXO III
Matriz Curricular Básica para o Ensino Fundamental
Ciclo II – 6º ao 9º ano - Período Diurno - 3 Turnos Diurnos
Ano
Série   
Base
Nacional
Comum
LÍNGUA PORTUGUESA5554
ARTE2222
EDUCAÇÃO FÍSICA2222
MATEMÁTICA5554
CIÊNCIAS FÍSICAS E BIOLÓGICAS3323
HISTÓRIA3233
GEOGRAFIA2333
ENSINO RELIGIOSO   1
Parte Diversificada
 LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA2222
 Total Geral24242424
- Ensino Religioso – Se não houver demanda acrescentar 1 aula para L Portuguesa ou para Matem.
- Semana de 6 dias letivos - 24 aulas semanais - totalizando 960 aulas anuais.

ANEXO IV
Matriz Curricular Básica para o Ensino Fundamental
Ciclo II – 6º ao 9º ano - Período Noturno
Ano
Série   
Base
Nacional
Comum
LÍNGUA PORTUGUESA6666
ARTE2222
EDUCAÇÃO FÍSICA2222
MATEMÁTICA6665
CIÊNCIAS FÍSICAS E BIOLÓGICAS3333
HISTÓRIA3333
GEOGRAFIA3333
ENSINO RELIGIOSO   1
Parte Diversificada
 LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA2222
 Total Geral27272727
- Educação Física deve ser oferecida no contraturno ou aos sábados
- Ensino Religioso – Se não houver demanda acrescentar 1 aula para Matemática.

ANEXO V
Matriz Curricular - Ensino Médio - Diurno
 
 
ÁREA
DISCIPLINA
B
A
S
E

N
A
C
I
O
N
A
L
LINGUAGENS E CÓDIGOS
E SUAS TECNOLOGIAS
LÍNGUA PORTUGUESA555
ARTE222
EDUCAÇÃO FÍSICA222
CIÊNCIAS DA NATUREZA
MATEMÁTICA
E SUAS TECNOLOGIAS
MATEMÁTICA555
BIOLOGIA222
FÍSICA222
QUÍMICA222
CIÊNCIAS HUMANAS
E SUAS TECNOLOGIAS
HISTÓRIA222
GEOGRAFIA222
FILOSOFIA222
SOCIOLOGIA222
PARTE DIVERSIFICADA
LÍNGUA EST MODERNA - INGLÊS222
LÍNGUA EST MODERNA - ESPANHOL2--
 TOTAL GERAL323030
- Língua Espanhola - obrigatória para a escola e facultativa ao aluno, será oferecida, fora do horário regular de aulas, a alunos da 1ª série do Ensino Médio Regular.

ANEXO VI
Matriz Curricular - Ensino Médio - Noturno
 
 
ÁREA
DISCIPLINA
B
A
S
E

N
A
C
I
O
N
A
L
LINGUAGENS E CÓDIGOS
E SUAS TECNOLOGIAS
LÍNGUA PORTUGUESA444
ARTE222
EDUCAÇÃO FÍSICA222
CIÊNCIAS DA NATUREZA
MATEMÁTICA
E SUAS TECNOLOGIAS
MATEMÁTICA444
BIOLOGIA222
FÍSICA222
QUÍMICA222
CIÊNCIAS HUMANAS
E SUAS TECNOLOGIAS
HISTÓRIA222
GEOGRAFIA221
FILOSOFIA122
SOCIOLOGIA212
PARTE DIVERSIFICADA
LÍNGUA EST MODERNA - INGLÊS222
LÍNGUA EST MODERNA - ESPANHOL2--
 TOTAL GERAL292727
- Língua Espanhola - obrigatória para a escola e facultativa ao aluno, será oferecida, fora do horário regular de aulas, a alunos da 1ª série do Ensino Médio Regular.
- Educação Física deve ser oferecida no contraturno ou aos sábados

Observação
No original não consta dos Anexos V e VI a Língua Espanhola.
O Anexo VI foi retificado em 22/12/2012
_______________
Fonte: http://www.profdomingos.com.br/estadual_resolucao_se_81_2011.html

quarta-feira, dezembro 14, 2011

EE MAURÍCIO MONTECCHI - CHURRASCO DE FORMATURA DA 8ª SÉRIE B

Hoje, dia 14/12/2011, aconteceu o churrasco da 8ª série B. Nossa! Que turminha animada!!!!










A todos os formandos, um grande abraço!!!

10/12/2011 - JANTAR DE CONFRATERNIZAÇÃO JF CITRUS

No dia 10/12/2011, eu e meu marido Aércio, fomos ao jantar de confraternização da empresa JF Citrus, no Salão de Festas Nevada, em Bebedouro-SP. Encontrei uma amiga da época da faculdade de Letras, Mariluce, casada com o Fábio (dono do chapéu mais cobiçado da festa... rsrs).
Salão de Eventos Nevada - Bebedouro - SP.  

 Fábio e Aércio - muita animação...

 Papai Noel garantindo a alegria das crianças

 Muitos presentes, muitas crianças, muita alegria...


 Tem coisa mais linda do que o brilho nos olhos das crianças quando estão diante do Papai Noel?

 Linda decoração...


 Serviço de primeiríssima qualidade... 

A todos os amigos, registramos aqui, eu e o Aércio, nossos votos de um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo! E que venha 2012!!!!

quinta-feira, dezembro 08, 2011

RETROCESSO


“Você irá conhecer agora a história do visitante que  acompanhou, fascinado, uma aula como ela seria num futuro em que o computador tivesse substituído o professor.”
---x---
Retrocesso
O visitante estranhou porque, quando o levaram para conhecer a sala de aula do futuro, não havia uma professora-robô, mas duas. A única diferença entre as duas era que uma era feita totalmente de plástico e fibra de vidro — fora, claro, a tela do seu visor e seus componentes eletrônicos —, e a outra era acolchoada. Uma falava com as crianças com sua voz metálica e mostrava figuras, números e cenas coloridas no seu visor, e a outra ficava quieta num canto. Uma comandava a sala, tinha resposta para tudo e centralizava toda a atenção dos alunos, que pareciam conviver muito bem com a sua presença dinâmica, a outra dava a impressão de estar esquecida ali, como uma experiência errada.
O visitante acompanhou, fascinado, uma aula como ela seria num futuro em que o computador tivesse substituído o professor. O entendimento entre a máquina e as crianças era perfeito. A máquina falava com clareza e estava programada de acordo com métodos pedagógicos cientificamente testados durante anos. Quando não entendiam qualquer coisa as crianças sabiam exatamente que botões apertar para que a professora-robô repetisse a lição ou, em rápidos segundos, a reformulasse, para melhor compreensão. (As crianças do futuro já nascerão sabendo que botões apertar.) — Fantástico! — comentou o visitante.
— Não é? — concordou o técnico, sorrindo com satisfação. 
Foi quando uma das crianças, errando o botão, prendeu o dedo no teclado da professora-robô. Nada grave. O teclado tinha sido cientificamente preparado para não oferecer qualquer risco aos dedos infantis. Mesmo assim, doeu, e a criança começou a chorar. Ao captar o som do choro nos seus sensores, a professora-robô desligou-se automaticamente. Exatamente ao mesmo tempo, o outro robô acendeu-se automaticamente. Dirigiu-se para a criança que chorava e a pegou no colo com os braços de imitação, embalando-a no seu colo acolchoado e dizendo palavras de carinho e conforto numa voz parecida com a do outro robô, só que bem menos metálica. Passada a crise, a criança, consolada e restabelecida, foi colocada no chão e retomou seu lugar entre as outras. A segunda professora-robô voltou para o seu canto e se desligou enquanto a primeira voltou à vida e à aula.
— Fantástico! — repetiu o visitante.
— Não é? — concordou o técnico, ainda mais satisfeito.
— Mas me diga uma coisa... — começou a dizer o visitante.
— Sim?
— Se entendi bem, o segundo robô só existe para fazer a parte mais, digamos, maternal do trabalho pedagógico, enquanto o primeiro faz a parte técnica.
— Exatamente.
— Não seria mais prático — sugeriu o visitante — reunir as duas funções num mesmo robô?
Imediatamente o visitante viu que tinha dito uma bobagem. O técnico sorriu com condescendência.
— Isso — explicou — seria um retrocesso.
— Por quê?
— Estaríamos de volta ao ser humano.
E o técnico sacudiu a cabeça, desanimado. Decididamente, o visitante não entendia de futuro.
_______________
Fonte: VERÍSSIMO, Luís Fernando. Retrocesso. In Nova Escola. São Paulo. Abril, out. 1990. p. 19

domingo, novembro 20, 2011

MORTE E VIDA SEVERINA


Há alguns dias, surgiu em uma  6ª série da EE Maurício Montecchi, um assunto relativo à obra "Morte e Vida Severina", de João Cabral de Melo Neto. Falei um pouco sobre a temática da obra, falei sobre a construção do narrador/personagem Severino, enfim. 
Lembrei, no entanto, que entre meus vídeos havia uma animação em preto e branco dessa obra (produzida pela TV Escola), diga-se de passagem, uma verdadeira obra de arte. Lindíssima!
Levei os alunos para a sala de multimídia e, apesar de um pouco apreensiva por acreditar que a obra não estivesse condizente com a faixa etária dos mesmos e a temática fosse um pouco "pesada" (fome, morte e tristeza), resolvi investir na curiosidade deles (não podia desperdiçar essa oportunidade!). 
Quando terminou a apresentação, alguns alunos vieram me perguntar se poderiam retirar o livro da biblioteca, outros pediram para que eu passasse novamente o vídeo. Fiquei encantada. Surpresa fiquei quando todos os alunos saíram, exceto quatro alunas. Visivelmente emocionadas, vieram relatar que choraram durante a apresentação, a qual consideraram extremamente "triste" e "linda". Uma delas, inclusive, se referiu à perda recente do pai. (Aí, eu é que quase chorei...).
No dia seguinte, pedi aos alunos que tentassem escrever expressando os seus sentimentos durante a exibição do vídeo. Dei total liberdade quanto ao gênero textual. Sugeri que, ao final, também desenhassem algo que simbolizasse esse sentimento. 
Os alunos fizeram lindos depoimentos, emocionantes. 

Selecionei apenas dois, os quais encontram-se na sequência:

MORTE E VIDA SEVERINA
Aluna: Mariana Roberta Ribeiro - 6ª série B 
EE Maurício Montecchi - Pitangueiras - SP.

O sentimento que a história em mim despertou
Foi de pena e dor no coração
Pena de ver a morte em todos os lugares
Dor de não poder fazer nada para ajudar o povo do sertão!

A vida no sertão nordestino
Foi muito difícil para o retirante Severino
Todos diziam que ele ia morrer
Que seu coração pararia de bater.

A morte matada é uma vida assassinada
A morte morrida é o fim de uma vida
Como muitas mortes há
Pessoas têm que se virar
e da morte viver para sobreviver.

A vida no sertão é assim: 
Sempre triste, do começo ao fim!


_____________________________________
Morte e Vida Severina
Aluno: Douglas Rocha dos Santos - 6ª série B
EE Maurício Montecchi - Pitangueiras - SP.

Muitas pessoas sofrem de depressão
Ou seja, ficam tristes sem razão
Se preocupam muito em morrer
Não acham graça alguma em viver.

Isso acontece muito com os nordestinos
E com os muitos Severinos
Que tinham medo de perder a vida
Seja de fome,
Seja de morte matada,
Seja de morte morrida.

Muitos tentam melhor viver
Mas acabam morrendo
Por querer ou sem querer.

Gente, pra que se preocupar com a morte?
Se você tem é muita sorte
Por fazer parte do ciclo da vida?
Enquanto uns morrem, outros nascem:
Essa é a vida!

Não sofra com o futuro
Viva o presente
Porque você vai perceber
Que é muito bom viver!
_______________________
Segue abaixo os links para o vídeo "Morte e Vida Severina" (TV Escola), dividido em quatro partes. 



Aos alunos, Mariana e Douglas, parabéns pela criatividade, pelo talento! Que Deus os abençoe!

quarta-feira, outubro 19, 2011

Governador anuncia programa de ações e convida a sociedade para compromisso pela educação

Objetivos principais do programa Educação – Compromisso de São Paulo são fazer a rede estadual de ensino alcançar níveis de excelência e valorizar a carreira de professor. Iniciativa prevê ensino médio de tempo integral, atuação concentrada em escolas mais vulneráveis e outras ações Neste sábado, 15 de outubro, Dia do Professor, o governador Geraldo Alckmin anunciou um amplo programa de ações voltadas à melhoria da Educação do Estado de São Paulo que tem, entre seus objetivos principais, justamente a valorização da carreira do magistério, buscando torná-la uma das mais procuradas pelos jovens. A iniciativa, que estabelece diretrizes estratégicas para vários projetos já implantados, prevê novas frentes de atuação para posicionar entre os melhores sistemas de educação do mundo a rede estadual de ensino, que possui cerca de 4,3 milhões de alunos. Além de ações como a implantação do novo modelo de escola de Ensino Médio, e do esforço concentrado nas escolas mais vulneráveis, o programa Educação — Compromisso de São Paulo tem também como foco a mobilização de famílias, associações, sindicatos, empresas e da sociedade em geral não só no acompanhamento dessa iniciativa, mas também na conscientização de que a melhoria do ensino não é responsabilidade exclusiva do Poder Público, pois ela depende de todos . Na mesma cerimônia, Alckmin descerrou a nova placa do prédio da Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Professores, no bairro de Perdizes, em São Paulo, para dar à instituição o nome do ex-secretário e ex-ministro da Educação Paulo Renato Souza, falecido em junho deste ano, que idealizou o centro voltado à formação continuada dos profissionais da educação. “O programa Educação – Compromisso de São Paulo, que conta com a liderança e o empenho do governador Geraldo Alckmin, na realidade, já está em curso e foi elaborado com base em importantes contribuições de entidades não governamentais parceiras e também do magistério, que homenageamos hoje, Dia do Professor”, disse o secretário da Educação, Herman Voorwald. “Todas as grandes ações do Governo do Estado desencadeadas neste ano para a melhoria da qualidade do ensino não foram iniciativas isoladas. Cada uma delas integra um empreendimento muito mais amplo, que prevê novas medidas, com objetivos e metas de curto, médio e longo prazo, para se tornar, muito mais que um programa de governo, um programa de Estado.” Novas linhas de ação Novo modelo de escola de Ensino Médio. A iniciativa propõe a consolidação, em unidades que oferecem exclusivamente Ensino Médio, de um novo modelo de escola, com ampliação não só da jornada (de 6 para 8 horas diárias), mas também do currículo, de modo a responder às necessidades dos alunos do século 21, atendendo gradativamente um número maior de estudantes. O modelo prevê disciplinas eletivas, laboratórios, salas temáticas e três refeições por dia, e a diferença dele para as já existentes escolas de tempo integral está na integração das disciplinas do currículo e no novo regime de trabalho de seus professores. Para 2012, a mudança acontecerá em 19 unidades em diversas regiões do Estado. Novo regime de trabalho docente. Para os professores das escolas em que será implantado o novo modelo, será criado um regime de dedicação plena e integral, que não permitirá atuar no quadro docente de outras unidades no período diurno. Haverá gratificação, que será incorporada para fins de aposentadoria. Não será uma carreira diferente, mas um regime diferenciado. Escolas Prioritárias. Para reduzir a desigualdade de aprendizado no Estado, o programa Educação — Compromisso de São Paulo prevê intervenção e monitoramento permanentes em 1.206 unidades de ensino consideradas de maior vulnerabilidade, tanto no aspecto socioeconômico, como nos de infraestrutura e de aprendizagem, entre eles o desempenho no Saresp 2010. Para essas unidades, haverá prioridade na formação continuada de professores, investimentos em infraestrutura, implantação do programa de professores-mediadores, salas de leituras e projetos especiais de recuperação do aprendizado dos alunos. Em novembro, serão divulgadas ações específicas voltadas para a melhoria do Ensino Fundamental, com foco no desempenho do aprendizado dos alunos, quando deverão ter sido concluídos os estudos e análises das equipes técnicas da Secretaria da Educação. O programa Educação — Compromisso de São Paulo não teria sido possível sem os investimentos expressivos realizados em gestões anteriores. O Estado pode, agora dar esse passo graças à conquista de importantes desafios, como a universalização do Ensino Fundamental, o combate à evasão, a grande ampliação da oferta do Ensino Médio (que passou de 545 mil matrículas em 1985 para 1,512 milhão em 2010), a implementação de um novo currículo (com os programas Ler e Escrever e São Paulo Faz Escola), o desenvolvimento de materiais de apoio a professores e alunos, o Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), a implantação da progressão por mérito e do bônus por desempenho e a criação da Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Professores. Mobilização da sociedade Ao convocar a sociedade para a mobilização em prol da educação pública, o governador conclamou pais de alunos, professores, diretores e demais profissionais da rede de ensino a visitarem no dia 5 de novembro uma das 2.386 unidades estaduais integrantes do programa Escola da Família para discutirem com profissionais do ensino sobre formas de participação no programa Educação — Compromisso de São Paulo e também apresentarem suas propostas e sugestões para a ampliação dessa mobilização. Após receber essas contribuições, o governo anunciará até o fim de novembro o detalhamento de todas as ações do programa. “Convocamos a todos para esse compromisso coletivo, pois o engajamento da sociedade é essencial para atingirmos o nível de excelência desejado na rede de ensino estadual”, afirmou o secretário Herman Voorwald. “É de extrema importância que os pais de nossos alunos acompanhem a rotina escolar e o desempenho de seus filhos, que participem das atividades realizadas na escola, que é um espaço aberto à comunidade. A parceria entre a escola e a família é primordial para a qualidade que todos desejam.” Ações já implantadas Política Salarial. Os passos decisivos para tornar a carreira de professor uma das dez mais desejadas do Estado já foram dados pelo Governo de São Paulo. Em julho deste ano, após ampla aprovação pela Assembleia Legislativa, foi sancionada a lei complementar que instituiu não só a Política Salarial com aumento de 42,25% para os quatro anos da atual gestão, mas também uma estrutura de cargos e vencimentos permanente. Plano de Carreira. Com base nessa estrutura e a partir das propostas apresentadas nas reuniões com o magistério, a Secretaria da Educação, com a colaboração de representantes de associações e sindicatos e de outras entidades, está trabalhando em um Plano de Carreira que estimulará os docentes à constante promoção salarial por meio da formação continuada e também da valorização pelo mérito. Este plano será baseado não só em provas, mas em critérios de desempenho que estejam associados à melhoria do aprendizado dos alunos. Contando com os adicionais por tempo de serviço, o professor ingressante na rede poderá, em pouco mais de 20 anos, alcançar um salário equivalente, hoje, a R$ 9.385,70. Ampliação do quadro de servidores. Também com o apoio do Legislativo paulista, a Secretaria da Educação está aumentando em um terço o atual quadro de cerca de 30 mil servidores de apoio escolar, para os quais também foi estabelecida a política salarial para os quatro anos da gestão e um plano de carreira permanente. Essa ação levará não só à melhoria da qualidade dos serviços administrativos oferecidos nas escolas, mas também à desoneração de trabalhos burocráticos pelos diretores de escola para que eles possam dedicar mais tempo à supervisão do aprendizado dos alunos. Reestruturação da Secretaria da Educação. A desburocratização do trabalho dos diretores para facilitar suas atividades pedagógicas será fortalecida também por outra ação já desencadeada neste ano, por meio de decreto do governador Geraldo Alckmin, mas que teve origem em um extenso e profundo trabalho de planejamento concluído na gestão anterior com o apoio da Fundação do Desenvolvimento Administrativo (Fundap). Trata-se da reestruturação administrativa da Secretaria da Educação, que tornara mais ágeis e mais eficientes as atividades dos órgãos centrais da Pasta e das 91 diretorias regionais de ensino. Ensino Médio Técnico. O recém-criado programa Rede Ensino Médio Técnico, que possibilita o acesso de estudantes do Ensino Médio regular da rede estadual à educação profissional técnica, já na sua primeira etapa ofereceu 30 mil vagas para alunos da 2ª série do Ensino Médio de 95 municípios do Estado por meio de parceria com 245 instituições de ensino técnico particulares. No próximo ano, o programa será ampliado com a introdução da modalidade de currículo integrado ao do Ensino Médio, com a participação de 68 escolas técnicas do Centro Paula Souza e outras 21 do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo. Para 2014, a meta do programa é beneficiar aproximadamente 450 mil alunos, ou seja 30% de todo o Ensino Médio da rede estadual. Além da valorização da carreira de professor, o programa Educação — Compromisso de São Paulo tem como visão de futuro a Educação de São Paulo figurar entre as mais avançadas do mundo até 2030, com base nos dados mais recentes divulgados pelo Pisa, sigla em inglês para o Programa Internacional de Avaliação de Alunos. O exame, que considera a média dos estudantes em língua portuguesa, matemática e ciências, é realizado desde 2000 e repetido a cada três anos. Na última edição, em 2009, o Brasil ficou na 53ª posição, de um total de 65 do ranking. Considerando apenas a média entre português e matemática, o Estado de São Paulo ocuparia o mesmo 53º lugar, com base em uma estimativa da proficiência média no Pisa a partir dos resultados do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica, do MEC). Colaborações para o programa Para elaborar o programa Educação — Compromisso de São Paulo, a Secretaria da Educação contou não só com o apoio de suas diversas áreas técnicas, mas também com propostas e sugestões da própria rede estadual de ensino. Essa ampla participação aconteceu no primeiro semestre, quando o secretário Herman Voorwald e o secretário-adjunto João Cardoso Palma Filho foram às reuniões nos 15 pólos regionais que congregam as 91 diretorias de ensino de todo o Estado. Nelas estiveram presentes os dirigentes regionais, praticamente todos os diretores e coordenadores pedagógicos das 5,4 mil escolas e representantes de supervisores e servidores de apoio escolar, em um total de cerca de 20 mil pessoas, que organizaram e sistematizaram análises e propostas apresentadas em encontros realizados previamente. Desse modo, o programa anunciado hoje é uma resposta, na forma de um compromisso de governo, a toda essa ampla mobilização da rede estadual de ensino. O programa Educação — Compromisso de São Paulo teve também apoio e envolvimento de diversas organizações e instituições, como Fundação Natura, Fundação Victor Civita, Fundação Lemann, MSC Participações, Instituto Unibanco, Comunidade Educativa Cedac, Instituto Hedging-Griffo, Fundação Itaú Social, Itaú BBA, Iguatemi, Santander, Tellus, Parceiros da Educação, Fundação Educar DPaschoal, Fundação Bradesco, Instituto de Co-Responsabilidade pela Educação (Ice), Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), Instituto Península, Instituto Arymax e da consultoria internacional McKinsey & Company. Ações da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo em 2011 ________________ Fonte: http://www.educacao.sp.gov.br

sábado, outubro 15, 2011

quarta-feira, setembro 14, 2011

VYGOTSKY E O CONCEITO DE PENSAMENTO VERBAL



Para Vygotsky, é o pensamento verbal que nos ajuda a organizar a realidade em que vivemos
Camila Monroe e Rodrigo Ratier (novaescola@atleitor.com.br)

Um dos grandes saltos evolutivos do homem em relação aos outros animais se deu quando ele adquiriu a linguagem, ou seja, quando aprendeu a verbalizar seus pensamentos (leia o trecho de livro na página seguinte). É por meio das palavras que o ser humano pensa. A generalização e a abstração só se dão pela linguagem e com base nelas melhor compreendemos e organizamos o mundo à nossa volta. Um dos maiores estudiosos sobre essa habilidade humana foi o psicólogo bielorrusso Lev Vygotsky (1896-1934), que em meados dos anos 1920 criou o conceito de pensamento verbal (leia um resumo do conceito na última página)

Voz do pensamento. Foto: Washington University, St. Louis




Voz do pensamento | Vygotsky com a filha, Gita, em 1932. Ele realizou experimentos com crianças para entender qual a função da união entre a linguagem e o pensamento e sua relação com a evolução





Vygotsky dedicou anos de estudo para compreender as relações entre o pensamento e a linguagem - e esse foi um dos maiores acertos de seu trabalho. Até então, os estudos sobre o tema buscavam dissecar os dois conceitos isoladamente. De acordo com João Batista Martins, professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), entender o desenvolvimento humano desmontando as partes que o constituem é errado. "Vygotsky reconhecia a independência dos elementos, mas afirmava que o caminho era compreender como um se comporta em relação ao outro, como eles interagem em suas fases iniciais", explica. 
Para compreender essas relações, Vygotsky buscou analisar o desenvolvimento da criança. De acordo com ele, mesmo antes de dominar a linguagem, ela demonstra capacidade de resolver problemas práticos, de utilizar instrumentos e meios para atingir objetivos. É o que o pesquisador chamou de fase pré-verbal do pensamento. Ela é capaz, por exemplo, de dar a volta no sofá para pegar um brinquedo que caiu atrás dele e que não está à vista. Esse conhecimento prático independe da linguagem e é considerado uma inteligência primária, também encontrada em primatas como o macaco-prego, que usa varetas para cutucar árvores à procura de mel e larvas de insetos. 
Embora não domine a linguagem como um sistema simbólico, os pequenos também utilizam manifestações verbais. O choro e o riso têm a função de alívio emocional, mas também servem como meio de contato social e de comunicação. É o que Vygotsky chamou de fase pré-intelectual da linguagem. Essas fases podem ser associadas ao período sensório-motor descrito pelo psicólogo suíço Jean Piaget (1896-1980), no qual a ação da criança no mundo é feita por meio de sensações e movimentos, sem a mediação de representações simbólicas. "É a fase na qual a criança depende de sentidos como a visão para atuar no mundo e se manifesta exclusivamente por meio de sons e gestos, ligados à inteligência prática", diz Martins. 
Por volta dos 2 anos de idade, o percurso do pensamento encontra-se com o da linguagem e o cérebro começa a funcionar de uma nova forma. A fala torna-se intelectual, com função simbólica, generalizante, e o pensamento torna-se verbal, mediado por conceitos relacionados à linguagem.

O significado das palavras une pensamento e linguagem

No livro Vygotsky - Aprendizado e Desenvolvimento, um Processo Sócio-Histórico, Marta Kohl, professora da Universidade de São Paulo (USP), afirma que o significado das palavras tem papel central: é nele que pensamento e linguagem se unem. Para Vygotsky, os significados apresentam dois componentes: o primeiro diz respeito à acepção propriamente dita, capaz de fornecer os conceitos e as formas de organização básicas. Por exemplo, a palavra cachorro: ela denomina um tipo específico de animal do mundo real. Mesmo que as experiências e a compreensão das pessoas sobre determinado elemento sejam distintos, de imediato o conceito de cachorro será adequadamente entendido por qualquer pessoa de um grupo que fale o mesmo idioma.
O segundo componente é o sentido. Mais complexo, é o que a palavra representa para cada pessoa e é composto da vivência individual. Vygotsky pretendeu ir além da dimensão cognitiva e inscreve a criança em seu universo social, relacionando afetividade ao processo de construção dos significados. Desse modo, concluiu que uma pessoa traumatizada com algum episódio em que foi atacada por um cachorro, por exemplo, dará à palavra uma acepção diferente e absolutamente particular - agressão, medo, dor, raiva ou violência, por exemplo.
O sentido também está relacionado ao intercâmbio social (leia a questão de concurso na próxima página). Quando vários membros de um mesmo grupo se relacionam, eles atribuem, com base nessas relações, interpretações diferentes às palavras. É isso o que ocorre na escola. Ao começar a frequentá-la, a criança recebe a intervenção do educador, o que fará com que a transformação do significado se dê não mais apenas pela experiência vivida, mas por definições, ordenações e referências já consolidadas em sua cultura. Assim, ela não vai só aprender que a Lua é diferente de uma lâmpada - em algum momento da vivência com qualquer indivíduo mais velho -, como também acrescerá outros sentidos às palavras, entendendo que a Lua é um satélite, que gira em torno da Terra, que é diferente das estrelas e daí em diante. "Esse é um processo que nunca acaba, que continua ocorrendo até deixarmos de existir", conclui Martins.

Trecho de livro
"A comunicação por meio de movimentos expressivos, observada principalmente entre animais, é mais uma efusão afetiva do que comunicação."
Lev Vygotsky no livro A Construção do Pensamento e da Linguagem

Comentário
O homem ganha o status de animal racional quando passa a dominar a linguagem. Animais se expressam por meio de gestos e sons, o que, para Vygotsky, não é exatamente comunicação, já que não existe a intenção explícita de se comunicar. A linguagem surge pela necessidade do ser humano de se comunicar com o outro para fortalecer o grupo e organizar o trabalho.

Questão de concurso

Prefeitura Municipal de Patos, MG, 2010
Concurso para Professor das séries iniciais do Ensino Fundamental


Vygotsky foi um dos teóricos interacionistas na área da Psicologia que tem influenciado pesquisas e práticas pedagógicas. Sobre suas concepções em relação ao desenvolvimento da criança, analise as alternativas abaixo e marque a alternativa INCORRETA:

a) Para Vygotsky a construção do pensamento e da subjetividade é um processo cultural e não uma formação natural e universal da espécie humana.
b) A construção do pensamento, de acordo com Vygotsky, ocorre por meio do uso de signos e do emprego de instrumentos elaborados na história humana.
c) Segundo a perspectiva vigotskiana, os signos não são criados nem descobertos pelos sujeitos, mas construídos e apropriados com base na relação com parceiros mais experientes que emprestam significações a suas ações em tarefas realizadas conjuntamente.
d) Entre outros signos, a apropriação pela pessoa da linguagem de seu grupo social constitui o processo mais importante no seu desenvolvimento.
e) De acordo com Vygotsky, o pensamento humano é formado primordialmente pelas aptidões geneticamente determinadas e amadurecidas com base na estimulação ambiental.

Resposta correta: E

Comentário
Para Vygotsky, a criança se inscreve desde os seus primeiros dias num sistema de comportamento social em que suas atividades adquirem significado. Sua relação com o ambiente se dá por meio da relação com outras pessoas, situação em que é oferecido a ela um conjunto de acepções, já culturalmente enraizado no grupo em que ela foi inserida. Os significados, por sua vez, são interiorizados ao longo de seu processo de desenvolvimento, culminando com o aparecimento do pensamento verbal. Assim, o pensamento verbal - síntese entre a atividade prática e a fala - é uma forma de comportamento que se circunscreve num processo histórico-cultural e suas características e propriedades não podem ser vislumbradas nas formas naturais da fala e do pensamento.

Resumo do conceitoPensamento verbalElaborador: Lev Vygotsky (1896-1934)

É a capacidade humana de unir a linguagem ao pensamento para organizar a realidade. Para Vygotsky, o pensamento deixa de ser biológico, como o dos primatas, para se tornar histórico-social, diferenciando o homem dos outros animais. Sua principal marca é a construção dos significados das palavras. Ele surge por volta dos 2 anos de idade, quando a criança passa a dominar a fala e construir seus conceitos sobre os objetos.

Quer saber mais?
CONTATO
João Batista Martins

BIBLIOGRAFIA
A Construção do Pensamento e da Linguagem
, Lev Vygotsky, 520 págs., Ed. WMF Martins Fontes, tel. (11) 2167-9900, 71,76 reais
Vygotsky: Aprendizado e Desenvolvimento, um Processo Sócio-Histórico, Marta Kohl de Oliveira, 112 págs., Ed. Scipione, tel. 0800-161-700, 30,90 reais
Vygotsky & a Educação, João Batista Martins, 112 págs., Ed. Autêntica, tel. (31) 3222-6819 (edição esgotada)
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http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/vygotsky-conceito-pensamento-verbal-639053.shtml?page=0
Fonte: 


TEORIAS E ESPECIALISTAS DA EDUCAÇÃO


Para compreendermos como acontece a aprendizagem é preciso direcionar a ação educativa na direção de conhecimentos teóricos aprofundados. Para isso é necessário haver estudos teóricos que possam direcionar o professor ao conhecimento dos mecanismos de aprendizagem.
Muitas vezes o professor não é capaz de descrever com exatidão a teoria que o orienta, todavia, as suas ações podem mostrar evidenciar essa teoria. Já que, seu conceito de aprendizagem e seu posicionamento teórico estão presentes na forma como ele traça os objetivos e as técnicas que irá utilizar na sua ação didática.
Os estudos mostram que existem duas grandes linhas da teoria da aprendizagem, a comportamental que entendem a aprendizagem como uma de mudança do comportamento através de estímulos e respostas e a cognitiva que percebem a aprendizagem como algo capaz de modificar conceitos, percepções e padrões de pensamento através de uma organização interior. Temos alguns especialistas que contribuíram para o desenvolvimento da pedagogia e suas teorias:
Skinner: acredita na modelagem do comportamento, no condicionamento operante e na influência do meio-ambiente no comportamento. Valoriza o acumulo de conhecimentos e de práticas sociais. O educando é um ser passivo e receptor de informações e o educador um controlador da aprendizagem.
Freinet: a criança constrói através do fazer e refazer das atividades, sendo a educação a serviço da causa social. A aprendizagem é feita através da ação experimental e da valorização do erro e do acerto. O educando assume o papel de pesquisador e autônomo na construção do seu conhecimento. Já o educador é um estimulador de transformações sociais e educacionais.
Bruner: relaciona a aprendizagem às situações já vivenciadas, ressaltando a importância do pensamento intuitivo. Existe o cultivo de uma excelência do produto da aprendizagem. O educando é um participante ativo na busca do desenvolvimento intelectual e o educador incentivador da aprendizagem.
Vygotsky: há uma relação entre pensamento e linguagem, estimulando a consciência critica e o respeito as potencialidades. O aluno é visto como sujeito da aprendizagem e o centro do processo, sendo o educador o responsável pela compreensão desse processo.
Piaget: sua teoria é baseada na pesquisa da evolução mental da criança e nas fases evolutivas da aquisição de conhecimentos. O processo educacional pode se dá através da vivencia concreta e dos jogos. O educando é agente da aprendizagem e o professor o organizador das situações.
Paulo Freire: acredita que deve haver o compartilhar do saber através de um processo de mútua troca do saber. O educador deve conduzir o aluno na percepção da leitura do mundo que o cerca, pois só é possível conquistar o saber se aprendermos a analisar o mundo em que vivemos.
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Fonte: http://www.infoescola.com/pedagogia/teorias-e-especialistas-da-educacao/
http://www.portaleducacao.com.br/educacao/noticias/43613/teorias-e-especialistas-da-educacao/?utm_source=twitter&utm_medium=noticias&utm_content=8020&utm_campaign=twitter

domingo, setembro 11, 2011

AMIGOS - HAY AMIGOS...

Recebi essa linda mensagem de uma amiga, Magda Regina Pereira Bizio!!!! Obrigada pelo carinho! ___________________________

sábado, setembro 10, 2011

EPTV NA ESCOLA - Tema: "Bullying: quando a brincadeira perde a graça".

Dia 08/09/2011, quinta-feira, minhas alunas da 8ª A e 8ª B da EE Maurício Montecchi - Pitangueiras - SP., que participaram do Concurso EPTV na Escola: "Bullying: quando a brincadeira perde a graça" e passaram pela 1ª fase, foram conhecer a emissora - EPTV de Ribeirão Preto-SP. (afiliada da Rede Globo) e na sequência, foram fazer um tour pelo Shopping. Esse ano, infelizmente, não pude acompanhá-las, mas, certamente, elas não poderiam estar em melhor companhia do que a da Profa. Coordenadora Elisabeth Freitas de Santo. Já fiquei sabendo que o passeio foi um sucesso, o que realmente me deixa muito feliz!!! Parabéns, meninas! Amanda Cristina Santana Meneses, Ana Paula Mini de Lima, Danielle Karolina Rocha Rotokoski, Isabella Karen Lisboa de Miranda, Isabela Marim, Karolina Rotocoski, Thais Ribeiro.
Agora é só aguardar as fases seguintes do concurso e, se não for dessa vez, não desanimem jamais. Permaneçam sempre firmes em seus propósitos. Que Deus as abençoe, sempre!!

P.S.: Foto de Karina Fernandes Bernardes Ribeiro! Obrigada, amiga, pelo carinho!!!

sábado, setembro 03, 2011

BOTAR AS BARBAS DE MOLHO

Termo é derivado de um provérbio espanhol

Usamos essa expressão quando precisamos tomar alguma cautela, ficar atentos ou prevenidos. O termo provavelmente deriva de um provérbio espanhol que diz: "Quando você vir as barbas do seu vizinho pegarem fogo, coloque as suas de molho". Em linhas gerais, a ideia sugere que, ao vermos algo de ruim acontecer com pessoas próximas, devemos nos proteger para que o problema não nos atinja. Ao colocar as barbas na água estaremos a salvo do incêndio. A barba, durante a Antiguidade e a Idade Média, costumava ser sinônimo de honra e poder. Tê-la cortada ou raspada pelos inimigos significava, portanto, uma grande humilhação. É por isso que, desde sempre, a precaução tem sido uma boa pedida. (Daniel Cardoso)
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Fonte: Revista "Aventuras na HISTÓRIA: para viajar no tempo". Ed. 94. Maio de 2011. São Paulo: Editora Abril. p. 25.

LAVAR A ÉGUA

Animais vencedores eram banhados com champanhe

A origem desse termo, usado quando alguém realiza um negócio muito vantajoso ou obtém uma vitória esportiva por contagem bastante elevada, está relacionada ao turfe. Nos tempos áureos das corridas de cavalo no Brasil, os hipódromos eram cheios de glamour, e uma grande quantidade de dinheiro circulava entre apostadores e proprietários de animais. 
Nessa época, era comum que os donos dos cavaloe e das éguas vitoriosos usassem champanhe, em vez de água, para banhar os animais depois das corridas. Com o tempo, a expressão passou a ser usada para se referir a momentos de glória e realização e ganhou variações. A frase "lavar a égua" pode ser ouvida nas versões "lavar a burra" e "lavar a jega". (Daniel Cardoso)
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Fonte: Revista "Aventuras na HISTÓRIA: para viajar no tempo". Ed. 94. Maio de 2011. São Paulo: Editora Abril. p. 25.

PÉ-RAPADO

Termo já serviu até para ofender os ricos

A expressão usada para indicar um sujeito sem dinheiro tem a ver com o ato de raspar no chão a sola do pé sujo, gesto de quem anda descalço. No século 17, em poesia feita para Anica, mulata de quem gostava e que lhe pedia dinheiro para comprar sapatos, o poeta Gregório de Mattos escreve: "Se tens o cruzado, Anica,/ manda tirar os sapatos,/ e se não, lembre-te o tempo/ que andaste de pé rapado". No século 18, o termo era muito usado pela aristocracia. Segundo o pesquisador Deonísio da Silva, no livro De Onde Vem as Palavras II, pés-rapados eram os trabalhadores das lavouras e das minas. Mas, por um momento, nem os ricos se livraram da pecha. Na Guerra dos Mascates (1710-1711), os portugueses chamavam os aristocratas rurais de Pernambuco de pés-rapados por combaterem sem botas. (Renata Daibes)
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Fonte: Revista "Aventuras na HISTÓRIA: para viajar no tempo". Ed. 95. Junho de 2011. São Paulo: Editora Abril. p.23.

CHEIO DE GÁS

O animadinho de hoje era um arrogante no século 19

Alguém empolgado, entusiasmado, está "cheio de gás". Mas a origem da expressão não tem nada de positivo.
Em meados do século 19, a querosene, conhecida então como "gás", começou a substituir o óleo de coco, de manona e outros tipos de azeite na iluminação das cidades brasileiras. Uma casa muito iluminada podia significar  ostentação - seu dono estaria "cheio de gás". Segundo o folclorista Luís da Câmara Cascudo, o termo remetia a presunção e arrogância, a alguém "bancando o importante", escreveu o autor em Locuções Tradicionais no Brasil. Com o tempo, a expressão perdeu seu caráter negativo e passou a indicar energia, animação. (Renata Daibes)
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Fonte: Revista "Aventuras na HISTÓRIA: para viajar no tempo". Edição 95. Junho de 2011. São Paulo: Editora Abril. p. 23.

SAIR DO ARMÁRIO

Termo é inspirado nos bailes de debutantes dos EUA


Hoje associada ao universo gay, a frase é uma apropriação feita no início do século 20, nos EUA, de um termo referente aos tradicionais bailes de debutantes. Quando a família de uma jovem organizava esse tipo de festa, significava que ela estava sendo apresentada oficialmente à sociedade. Em inglês, esse ato leva o nome de "come out", que quer dizer "surgir" e "emergir". O verbo começou a ser usado também quando alguém declarava a sua homossexualidade. Assim como ocorria com a debutante, o anúncio representava a entrada em um novo contexto social. Mais tarde, virou "sair do armário", "come out of the closet", traduzido em vários idiomas. Na década de 1980, surgiu o Dia Nacional de Sair do Armário, em outubro. (Camila Stähelin)
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Fonte: Revista "Aventuras na HISTÓRIA". Ed. 93. Abril de 2011. São Paulo: Editora Abril. p. 25.

JOÃO SEM BRAÇO

Expressão pode ter saído de conflitos em Portugal

"Para ser dispensado da guerra, era comum o soldado fingir que não tinha um braço"

Quando alguém se faz de bobo, de desentendido ou demonstra corpo mole na hora de alguma atividade, é comum falar que essa pessoa está dando uma de "joão sem braço". A origem do termo não tem data precisa. Mas, segundo Deonísio da Silva, autor de A Vida Íntima das Frases", ele vem de guerras travadas em Portugal. Quando um homem não queria ser convocado para um embate, se fingia de ferido ou de aleijado para tentar ser dispensado da missão. "Simular não ter um ou os dois braços constitui-se em escusa para fugir ao trabalho e a outras obrigações", afirma o professor. Depois disso, a frase virou metáfora na língua portuguesa para todos aqueles que se omitem quando são chamados para um dever. (Camila Stähelin)
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Fonte: Revista "Aventuras na HISTÓRIA. Edição 93, Abril de 2011. São Paulo: Editora Abril. p. 25.

POR EM PRATOS LIMPOS

Frase surgiu na Espanha ou na França

Uma explicação para a expressão, que significa "esclarecer uma situação", foi dada pelo filólogo João Ribeiro: o ditado original deve ter sido "por em prata limpa", em castelhano. A metáfora comparava uma coisa embaçada, nebulosa, a uma prata velha e suja. Deixando essa prata limpa, via-se seu real aspecto. Em espanhol, hablar em plata significa "falar francamente". Outra versão diz que a frase surgiu em 1765, quando foi aberto na França aquele que é considerado o primeiro restaurante do mundo nos moldes atuais. Lá ficou acertado que o freguês pagaria a conta depois de comer. Quando o dono ou o garçom vinha cobrar e o cliente ainda não tinha feito a refeição, mostrava o prato limpo como prova de que (ainda) não devia nada.
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Fonte: Revista "Aventuras na HISTÓRIA: para viajar no tempo". Edição 97, Agosto de 2011. São Paulo: Editora Abril.

EM TEMPO DE MURICI... CADA UM CUIDA DE SI

Murici é uma fruta amarela abundante no Norte e Nordeste entre dezembro e abril. A frase foi eternizada no livro "Os Sertões", de Euclides da Cunha, e é atribuída ao coronel Pedro Tamarindo, membro da coluna de Moreira César na Guerra de Canudos. Depois da morte de César, no dia 2 de março de 1897, caberia a Tamarindo assumir o batalhão, mas, com medo, ele abandonou a tropa. Na fuga, questionado por um soldado, explicou-se: "Em tempo de murici, cada um cuida de si". Ou seja, aproveitando a rima que a fruta da estação permitiu naquela hora, ele quis dizer que, no aperto, cada um que se vire sozinho.
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Fonte: Revista "Aventuras na HISTÓRIA: para viajar no tempo". Edição 97, Agosto de 2011. São Paulo: Editora Abril.

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